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segunda-feira, 22 de março de 2021

Você pode não acreditar num deus, em reencarnação, em umbral, em céu e inferno, achando que nascemos e tudo acaba aqui ao morrermos e virarmos pó. Nada pode ser provado, porém, nada também pode ser negado, mas tudo depende de fé. Fé significa confiança, certeza ou firmeza de ideia. E essa fé todos têm, seja para acreditar ou para negar.

Se você acredita que tudo acaba aqui, está enganado. Acaba para você, mas seus exemplos permanecerão para sempre na história de sua vida, lembranças que serão herdadas por seus filhos, netos e descendentes, mesmo contra a sua vontade.

Em resumo, você pode não ser fisicamente eterno, mas a energia de suas ideias e sua história permanecerão, mesmo contra a sua vontade; mesmo que manifestado em vida seu desejo de nunca mais ser lembrado. Afinal, ossos ou cinzas não interagem com ninguém. Não negam, não se revoltam, não reivindicam e não interferem em nada. Ficarão ali estáticos e inertes ou transformados em cinzas espalhadas pelo vento.

Sua história só poderá ser mudada em vida. Depois de morto, seu fanatismo, seu negacionismo, sua insensibilidade e indiferença serão apenas lembranças amargas que, mesmo à sua revelia, se eternizarão no tempo.

Fique tranquilo. Ausente, outros sentirão vergonha por você.

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"Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: Quanto é que ele deixou? - O advogado respondeu: Deixou tudo. - Ninguém é mais pobre do que os mortos." (Antonio Lobo Antunes)

sábado, 10 de outubro de 2020

O PODER DA INFORMAÇÃO E AS CAROLINAS DA POLÍTICA E DA IMPRENSA

Inicio com uma frase que escrevi outro dia e que resume bem o que vou escrever neste texto: "É sempre arriscado tentar mostrar-se inteligente. A inteligência mediana, com bom raciocínio e zelo, quase sempre se sai melhor." Informação obtida sem isenção e utilizada sem o devido zelo não serve para nada. Como escreveu Tagore, "A inteligência aguda e sem grandeza, tudo fura e nada move." 

Num pensamento rápido, podemos dividir a recente história política brasileira (e mundial) em duas fases: antes da Internet e após a Internet. E quando eu digo "política" refiro-me a três de seus principais componentes ou expoentes: políticos, eleitores e imprensa. Este assunto mereceria um livro inteiro ou uma coleção deles, mas tentarei fazer um resumo do que penso (sempre o que penso) sobre o tema abordando o comportamento desses três principais componentes diante dessas duas fases da história.

Escolhi a linha do tempo que abrange o período de 1988 a 2020, ou seja, da nova Constituição em diante. Isto porque o que antecedeu a 1988, embora tenha apresentado mudanças no segmento da informação (tecnologia, veículos e acesso a eles) não apresentou mudanças significativas, tanto no comportamento da população quanto no "modus operandi" da política e dos veículos de comunicação.

Subdividi o período escolhido (1988-2020) em outros dois: 1988-2004 e 2004-2020, sempre lembrando que estou abordando apenas aspectos da comunicação e do acesso à informação nesses períodos. As mudanças que ocorreram são visíveis e incontestáveis.

Na política (incluindo a militância) e nos veículos da grande imprensa, a percepção dessas mudanças foi e continua sendo lenta, pois, ambos resistiram durante muito tempo à perda de um poder quase que absoluto. Mesmo nos veículos mais independentes, notícias políticas e fatos decorrentes eram "peneirados" por suas editorias segundo seus próprios interesses - dos ideológicos aos financeiros - seja por vingança ou pelo desejo de conquistar parte das polpudas verbas governamentais. Em resumo, nos dois lados a manipulação da informação imperava. É fácil notar a diferença entre esses dois períodos ao analisarmos friamente e sem paixões, os impeachments que aconteceram (Collor e Dilma) e a participação da Globo, por exemplo, nos movimentos de rua de agosto de 1992 e o de junho de 2013. Não irei me alongar. Basta lerem sobre a influência da UNE e dos cara-pintadas (1992) e sobre a explosão espontânea que se desenrolou detonada pelos protestos - até pueris - contra o aumento das passagens de ônibus e que depois ficaram em segundo plano ou simplesmente desapareceram. No primeiro inpeachment, a oposição política do Congresso misturou-se ao movimento e na segunda seus líderes políticos foram expulsos (PSDB principalmente).

É praticamente impossível detalhar 32 anos de política, comunicação e comportamento dos eleitores em apenas um texto que atraia os leitores de hoje, mais afeitos a vídeos e resumos (infelizmente) e que também apresentam um alto nível de rejeição ao vincularem essa atratividade a títulos e autores. Talvez essa seletividade tenha acontecido em decorrência do crescimento do volume de informações. No entanto, houve um aproveitamento suficiente para elevar a média de conscientização da população sobre muitas verdades que eram disfarçadas ou engolidas pelo sistema e, consequentemente, pelo esquecimento.

Na verdade, políticos, militantes e imprensa ainda resistem em seus antigos "modus operandis" baseados na memória curta dos eleitores, enquanto esse últimos - ao contrário dos primeiros - não conseguem rejeitar ou ignorar a realidade que lhes é escancarada pela quantidade e diversidade de notícias do presente, passado e futuro que lhes são oferecidas e até impostas por inúmeras fontes, facilitadas pelos irreversíveis avanços tecnológicos e barateamento do acesso à informação.

Se as carolinas da política, da militância e da imprensa não renovarem seus conceitos e estratégias, dentro em breve teremos revoluções pipocando por todo o Planeta. E é importante nunca nos esquecermos de que o Brasil faz parte dele.


Obs: no quadro acima (clique para ampliar), considerem que em 2020, 72% dos domicílios brasileiros já estão conectados.


sexta-feira, 27 de março de 2020

SOBRE O LADO SUTIL DA PANDEMIA



Há uma frase bem conhecida que alguns atribuem pertencer à síntese do pensamento de Russeau e outros a Victor Hugo em "Os Miseráveis":

"De que adianta ser rico numa terra de miseráveis?".

Essa pandemia serviu para muitos refazerem sua ordem de valores. Se eu tenho ou não dinheiro, fujo pra onde? Se eu fiquei imune ao coronavírus sem saber, pra onde eu for o levarei se ele estiver no período de incubação. Vou me safar porque meu sistema imunológico me protegeu. Estou me sentindo bem, mas contaminarei idosos e outros do grupo de risco.

Preciso trabalhar como empregado ou abrir minha loja, minha empresa ou indústria porque estou ficando sem dinheiro. No entanto se eu fizer isso, poderei ter que gastar tudo aquilo que eu ganhar num hospital, seja comigo mesmo ou com alguém da família que for contaminado pelo vírus.

Num mundo cada vez mais desigual em que o dinheiro está nas mãos de poucos, esses poucos não se preocupam muito com os que têm menos do que eles. Se morrerem serão apenas percentuais. Morrem 5%, mas ainda restarão outros 95% para consumir e " fazer girar a economia".

O ser humano hoje é visto assim, em percentuais, e a vida em probabilidades de se morrer ou viver. Os economistas e os investidores das bolsas querem salvar a economia; os cientistas, médicos e humanistas querem salvar vidas. E qual o ponto de equilíbrio? Quantas mortes poderíamos chamar de "um número razoável"?

A reflexão está no poema "A Meditação XVII" de John Donne:

Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo. 
Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; 
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

sábado, 21 de março de 2020

AH, BRASIL! AH, POLÍTICOS! AH, JORNALISTAS! AH, POVO!

Como faço parte do grupo de risco por ter 66 anos, tenho procurado me informar acessando fontes sérias, de credibilidade. Aproveito também esta reclusão compulsória para correr pelas redes sociais, mais observando do que postando, exceto quando tenho alguma informação importante.

De todas as redes, o Twitter é a mais movimentada, pois, políticos e personalidades geralmente "pilotam" seus próprios avatares e as notícias são mais fresquinhas.

Vejo informações importantes, notícias atualizadas e boas dicas, mas nem tudo são flores. Sem economizar, mas também sem usar palavrões - muito embora vontade não me falte -, é impressionante ver posts de alguns políticos e jornalistas, principalmente, que ainda não acordaram para a realidade. Ou têm o ego mastodôntico e a solidariedade de um coronavírus ou estúpidos mesmo, sem perdão das palavras.

Alguns jornalistas batem dia e noite, no que chamo de "monopauta". É uma mistura de vaidade, militância e ignorância. Não dão uma só contribuição em suas matérias, nem que seja no pé da página. Cadê a missão social do jornalismo? "Ah, mas criticar é ajudar!" Só criticar não é ajuda porcaria nenhuma! É compromisso com correntes ou com o seus próprios egos. Solidariedade e união são palavras que não existem no dicionário deles.

Países que já passaram pela guerra estão tendo sucesso no combate ao vírus. Mesmo aqueles que num primeiro momento foram displicentes como foi a Itália, recuperam-se por meio da seriedade e, principalmente, pelo sentimento de SOLIDARIEDADE, UNIÃO E AJUDA MÚTUA. Podem haver casos isolados - imbecis existem em todo lugar -, mas não em número suficiente para inverter o processo de recuperação da saúde e da economia.

Acompanhando a votação do Congresso pude notar que os maiores responsáveis pelos destinos do país - "senhores e senhoras" deputados e senadores - faziam longos discursos antes do voto na votação do decreto de "Estado de Emergência", COMPLETAMENTE alheios à crise pela qual passamos. Bastaria um SIM rápido e rasteiro, mas não... faziam discursos para provarem que estavam sendo magnânimos, generosos e patriotas. Que nojo!

Mas isto acontece só no Congresso e com políticos? Simplesmente não! Infelizmente os instintos e o ego ainda comandam as mentes de muitos "cereshumanos", seja por vaidade, ciúmes, interesse, oportunismo, ódio ou vingança. Que merda, não? Não fazem uma pausa nem nessas horas de sofrimento coletivo e de perigo iminente.

E concluímos o óbvio. Que não encarnamos para veranear ou nascer e morrer.

Lições não faltam. Faltam alunos, humildade e vontade de aprender.



domingo, 22 de setembro de 2019

ÁGATHA NÃO MERECE A SOLIDARIEDADE DOS HIPÓCRITAS

Triste, muito triste! Uma criança inocente morrer, vítima de um erro da polícia, de bandidos ou de quaisquer ações criminosas covardes é motivo de comoção e revolta. Eu me solidarizo com a família da menina Ágatha e de todos os inocentes - crianças ou não - vítimas desse caos na segurança pública do país.

Tão triste quanto essa e outras mortes semelhantes é ver os cadáveres serem usados por hipócritas seletivos que silenciaram-se durante todo esse tempo diante de outros inocentes que morreram e morrem diariamente, vítimas dos roubos do erário que hipócritas da esquerda e de parte da justiça e da imprensa ativista ignoram.

Nada menos do que 7 (sete) seres humanos morrem POR HORA no país, vítimas da precarização na saúde pública. São idosos, mulheres e crianças não menos inocentes que a menina Ágatha. Aguardam consultas, cirurgias e atendimento do SUS por dias, meses e até anos. Muitos acabam morrendo em suas próprias casas, no chão dos corredores dos hospitais ou nos próprios centros cirúrgicos mal equipados. O Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar mostra que em 2017, 36.170 mortes em 182 hospitais poderiam ter sido evitadas.

Onde estavam, onde estão; o que faziam e o que fazem esses falsos "arautos do humanismo" que hoje solidarizam-se com a menina Ágatha e pedem justiça? Por que se calaram e se calam em relação aos trilhões da saúde e da segurança que foram criminosamente desviados por seus heróis políticos, responsáveis pela morte silenciosa, não de um, mas de milhões de seres humanos indefesos? Não só se calam, mas defendem e libertam esses criminosos.

Esses assassinos e co-autores hipócritas de crimes que agora discursam sobre o cadáver de uma criança inocente serão execrados pela população consciente e arderão no fogo do inferno pela eternidade.

Bandidos! Escória da humanidade!




domingo, 21 de abril de 2019

É POSSÍVEL DEBATER COM CIVILIDADE

Quem gosta de debater política de forma séria e civilizada não se incomoda com o contraditório quando ele vem recheado de bons argumentos. O bom debate exercita o cérebro e dinamiza opiniões. Quantas vezes já mudei de ideia sobre determinado assunto e quantas vezes ainda mudarei diante de um fato que desconhecia, de uma nova realidade. Como diz José Simão, quem fica parado é poste.

Debater é uma prática saudável, mas o duro é ter que aguentar os convictos, aqueles que surtam quando o assunto os tiram da caixinha e exige um raciocínio mais abrangente, com mais variáveis. Muitos desistem e já partem para a desconstrução pessoal, recurso preferidos dos preguiçosos e impensantes.

Pra facilitar meu trabalho, costumo dividir essa turma em quatro principais classes: os binários, os ternários, os dissimulados e os fanáticos. Explico.

BINÁRIOS são aqueles do zero e do um, do nós contra eles. Que no infinito degradê que vai do branco ao preto enxergam apenas os dois extremos. Na política ou é petralha ou bolsominion; esquerda ou direita; socialista ou capitalista; progressista ou reacionário; nazista ou humanista; democrata ou ditador, e por aí vai.

TERNÁRIOS são aqueles que já admitem uma terceira hipótese, uma a mais que o binário. A terceira é que você é um "isentão" ou politicamente correto se não se encaixar em nenhuma das duas primeiras. Raciocinar com mais de três hipóteses pode causar danos irreversíveis em seus cérebros.

DISSIMULADOS são os que se escondem atrás de uma pretensão não revelada. Estão a serviço de alguém ou querendo vantagens para si próprios. Criticam quem está no poder porque desejam candidatar-se nas próximas eleições, mamaram nas tetas de um governo opositor anterior, mamam na oposição atual ou querem mamar no próximo governo.

FANÁTICOS dispensam muitos comentários e podem ser definidos na frase de Oliver Holmes: “A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais ela se irá contrair.” São indivíduos cheios de convicções e todo argumento contrário os irrita profundamente. Se não conseguirem destruir seus argumentos, vão tentar destruir você.

As linhas divisórias entre essas classes são quase imperceptíveis, mas com um pouco de paciência, experiência e consciência política você poderá identificar facilmente essas espécies de debatedores logo após suas primeiras palavras. E ao identificá-los, melhor a fazer é ficar em silêncio e sair de mansinho.

Insistir será a mais pura perda de tempo.

domingo, 14 de abril de 2019

SENADOR KAJURU - QUANTO CUSTA O STF PARA O BRASIL

O senador Kajuru se revolta com as contas do Supremo Tribunal. Gastos com funcionários efetivos e terceirizados, aulas de yoga e respiração, até caminhões entre os veículos da corte, auxílio natalidade, auxílio funeral, despesas médicas e odontológicas entre outras mordomias além dos altos salários dos ministros.


sexta-feira, 22 de março de 2019

ROUBO DO ERÁRIO É CRIME CONTRA A HUMANIDADE

Os chamados "operadores do direito" não vão gostar muito do que vou escrever, mas há uma frase de Nietzsche que define muito bem essa atividade, seja de juízes, ministros, procuradores, advogados e os demais: "Os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores, uma retira o mel e a outra o veneno." Direito não é ciência exata. Se assim fosse todas as decisões nos tribunais seriam unânimes. Portanto, a decisão de um magistrado está ligada ao seu caráter. Consequentemente, quando um juiz tem na cabeça uma ideia fixa como Gilmar Mendes e outros já conhecidos, rebuscam, interpretam e sofismam em "juridiquês".

A decisão de Bretas poderá ser aceita ou contestada, mas no sentimento daqueles que desejam um país melhor, não só Temer como outros já deveriam estar presos e respondendo pelos seus crimes. O direito nasceu do sentimento de justiça do homem, portanto, veio depois dele numa tentativa de realizá-la por meio de leis. Quando esse sentimento humano está isento de ódio e vingança (justiçamento) ou de interesses (partidários, ideológicos ou pessoais), acredito muito mais nele, mesmo de um leigo em direito, do que em mil argumentos forjados a partir de convicções.

O que poucos entendem é que não estamos falando apenas de roubos e desvios como aqueles dos bancos que o seguro cobre, mas de assassinatos de idosos, crianças e inocentes nas filas do SUS, nos corredores dos hospitais e nas ruas por falta de investimentos em saúde e segurança. Como essas mortes são silenciosas e estão distantes da mídia cotidiana, são banalizadas e tidas como obras do destino. Para mim, quem rouba dinheiro público é o pior dos bandidos, autor e praticante de crimes contra a humanidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

UM DIA, QUEM SABE, ISSO DEIXARÁ DE SER "NORMAL"

Para os que acham "normal" um senador, deputado ou vereador ficar com parte do salário de seus contratados, prática quase institucionalizada no país, vamos fazer uma continha rápida, só no Congresso.

O Congresso tem 594 parlamentares (81 senadores e 513 deputados). Cada um tem direito a R$ 78 mil por mês para despesas com salários de assessores, ou seja, R$ 550 milhões por ano. Notem que estou me referindo apenas a salários, já que a verba total de gabinete de cada parlamentar é de cerca de R$ 180 mil por mês.

Vamos supor que apenas 50% dos contratados (cálculo otimista) devolva 40% de seu salário para o parlamentar contratante (R$ 225 milhões x 40%), estamos falando de R$ 90 milhões por ano (quase dois hospitais novos de 200 leitos), seja em benefício dos partidos ou dos próprios parlamentares.

Agora estenda algo semelhante em termos proporcionais para 27 assembleias legislativas estaduais e mais de 5 mil câmaras municipais do Brasil. E veja que estou excluindo o executivo e nem considerando as verbas totais de gabinetes, muito menos falando de corrupção por meio de favorecimentos com projetos de lei que são "comprados" pelos interessados. Falo de verba CONSTITUCIONAL.

Você que considera essa prática um "pequeno delito" quando envolve seus heróis políticos; que considera dinheiro público algo trazido de algum outro planeta por um ET, pode achar isso "normal".

Eu não acho.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

OS ESQUERDOPATAS, OS BOLSOMINIONS E DEUTERONÔMIO

O Brasil está doente, muito doente e só não enxerga quem não quer. A podridão é generalizada, a proteção aos maus costumes e a impunidade foram institucionalizadas. Não adianta arrumar desculpas para suavizar nossas frustrações e mantermos a ilusão de que o país sairá da lama num passe de mágica, que se reerguerá sem grandes traumas e sem deixar cicatrizes. Não se trata de pessimismo, mas sim da mais pura realidade. O otimismo a gente reserva para a esperança de sair desse caos da forma menos traumática possível.

Hábitos perniciosos do legislativo como contratar assessores com a condição de devolverem parte de seus salários e de favorecerem grupos criando leis específicas mediante contrapartidas; do executivo nomeando para devolver favores em detrimento da competência técnica; da imprensa militante e interesseira que esconde fatos e denuncia com meias verdades; de um Supremo que judicializa a política e que protege alguns sofismando em jurisdiquês; de órgãos controladores como o COAF que sofrem de miopia para enxergar certos casos e de hipermetropia para outros; dos bancos que sempre ganham e nunca perdem... enfim, o Brasil é uma democracia em que a única liberdade que o povo tem é a de escolher seus próprios carrascos.

E o fanatismo das militâncias complica ainda mais essa situação de penúria. Para os fanáticos, o salvador é mais importante que a salvação e a ideologia mais importante que os estragos que ela provoca em sua implantação. A esquerda que perguntava "e o Aécio?" foi substituída pela direita que grita "e o Lulinha?". Nenhum deles pergunta "e a corrupção?". O meu bandido é bem intencionado e menos bandido que o bandido deles. Seu método de tortura é "mais humano".

Vejo alguns amigos divididos entre a vaidade de não voltar atrás e a coerência dos argumentos que justificaram suas escolhas. A força dessa vaidade é tão grande que subestimam a inteligência daqueles que concordavam com eles e que hoje não concordam mais.

E quando me perguntam se este país tem JEITO, embora eu seja agnóstico respondo citando a Bíblia porque está na moda: sim, o país tem JEITO... um jeito todo especial para medir e pesar usando dois pesos e duas medidas, contrariando Deuteronômio em 25:13-16:

"Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor".

domingo, 25 de novembro de 2018

HITLER SERIA BEM SUCEDIDO NO SÉCULO XXI?

Em primeiro lugar é importante dizer que quando escrevo um texto não tenho objetivo de ofender as pessoas. Alguém pode não concordar, mas sentir-se ofendido é coisa de fundamentalista. Meu objetivo é apenas e tão somente o de fazer refletir.

O nazismo foi implantado após um período de democracia na Alemanha. Um dos riscos da liberdade democrática é o de algum louco chegar ao poder e depois usá-lo para transformar essa democracia numa tirania ou em outro sistema injusto qualquer, principalmente quando o mal intencionado tem uma inteligência acima da média. Cerca-se de fanáticos, compra apoios do parlamento, neutraliza os mecanismos de resistência do sistema e impõe leis que facilitam suas ações anti-democráticas. É claro que o processo não é tão simples e óbvio como resumi, mas vale como introdução para o que vem em seguida.

Todas as estratégias e artimanhas que são usadas por alguém mal intencionado que ascendeu ao poder, só funcionam quando o povo não tem acesso à informação de foma democrática, quando ela está limitada aos meios de comunicação oficiais e aos que o governo corrompeu. Se unir todas essas condições a um projeto de comunicação muito bem estruturado, as chances de fazer uma lavagem cerebral é enorme. E no caso do nazismo de Hitler, o "gênio do mal" da comunicação foi Joseph Goebbels.

Apenas para dar um exemplo, uma das estratégias que Goebbels usava era a de identificar as cidades alemãs onde a população não aceitava ou não conhecia bem Hitler e programava várias ações. Uma delas era a de agendar a visita do Führer para 15 ou 30 dias, e antes do dia marcado instalar auto-falantes nas praças reproduzindo músicas clássicas suaves. Aos poucos iam mudando o repertório para músicas de graduação mais intensa e quando Hitler chegava já estavam reproduzindo marchas militares, encontrando a população desses locais num clima propício para aplaudirem seus discursos ultra-nacionalistas.

Mas a pergunta é: isto seria possível acontecer nos dias de hoje?

Na minha opinião, isto dificilmente voltaria a acontecer neste século XXI. Primeiro porque hoje é praticamente impossível que um governo consiga preparar terreno para realizar seu projeto de poder absoluto sem que a população perceba e reaja. Não há como cercear o direito à informação em países livres, naqueles que hoje a população experimenta a liberdade e o acesso irrestrito aos meios de comunicação. A não ser que o domínio seja precedido de um golpe militar ou de uma violenta revolução. Alguns poderão dizer que aconteceu na Venezuela, em Cuba, na Coréia do Norte, parcialmente na China e em alguns países ditadores africanos, mas basta observar quando esses regimes foram implantados. Todos, sem exceção, no século passado ou anteriores a ele.

Quando alguns da esquerda ficam dizendo que Bolsonaro adotará um estilo ditatorial, estão fazendo terrorismo virtual, uma militância de oposição derrotada agindo para assustar desinformados e incautos, jogando-os contra um governo que nem começou. Quem acompanhou a história brasileira recente sabe que por mais imperfeita que seja a Constituição de 1988 e suas 106 emendas, as instituições continuam fortes o suficiente para evitar que a democracia brasileira se desmorone e assuma alguém com pretensões ditatoriais. Embora nosso sistema político seja imperfeito e fortemente contaminado por leis corporativistas que favorecem ao protecionismo e à impunidade política, existem cláusulas pétreas constitucionais que asseguram nossa opção democrática. Mesmo com parte do STF entregue aos interesses das militâncias, já tivemos inúmeras demonstrações de que os julgamentos em plenário têm derrubado iniciativas parciais de alguns de seus membros já conhecidos por suas decisões comprometidas com políticos, partidos e interesses pessoais.

Isto sem contar o nível de acesso à informação que a tecnologia da Internet e das redes sociais oferece á população, esta última que, devagarinho, vai aprendendo a identificar as Fake News e a conhecer as fontes confiáveis - ou pelo menos mais imparciais - de notícias.

Por essas e outras é que não acredito nesse terrorismo barato, no superlativismo dos erros e imperfeições do futuro presidente e de sua equipe. Se aprendermos a isolar o desespero da militância socialista tupiniquim, saberemos identificar os perigos reais muito tempo antes deles acontecerem.

Termino dizendo o que tenho dito em quase todos os meus textos. Não votei em Bolsonaro, mas ele foi eleito presidente dentro dos requisitos democráticos que nossas leis impõem. E como não pretendo sair do país para voltar daqui a 4 anos, tenho que torcer para que seu governo dê certo, assim como torci para o de Lula em seu primeiro mandato, mesmo não tendo votado nele. Mas isto não significa que desistirei da vigília contra a corrupção ou medidas injustas. Apenas não me verão sendo profeta do caos.

Acho que a maioria já aprendeu com os erros. Nossos e dos outros.

Se agirmos racionalmente nem precisaremos orar, mas de apenas vigiar e agir.

sábado, 16 de junho de 2018

O TÚMULO DA VÍTIMA DESCONHECIDA


Túmulo do soldado desconhecido é o nome que recebem os monumentos erigidos para honrar os soldados que morreram sem que os seus corpos tenham sido identificados.

Já escrevi algumas vezes sobre o assunto, mas dada a sua importância, continuarei insistindo. Quem sabe um dia essas pessoas que defendem corruptos ou mesmo aquelas que não defendem, mas que consideram a corrupção um crime de roubo simples conseguirão entender que ela mata centenas de milhares de brasileiros e brasileiras todos os anos.

Ficamos consternados com a morte de parentes e amigos, seja ela por doença, acidente ou crime, mas normalmente essa consternação se restringe ao momento da perda. É raro o exercício de um raciocínio que extrapole aquele instante de comoção.

Alheio às sutis ligações deste evento que acabou de presenciar com os milhares de outros que estão acontecendo no país, você chega em casa, liga a TV e o computador.

A corrupção ocupa todas as manchetes dos jornais e das redes sociais. São bilhões e bilhões desviados dos impostos que você paga com o suor do seu trabalho. Vê políticos que não fazem nada, governantes e ministros sendo investigados ou respondendo a processos; juízes da Suprema Corte protegendo e soltando bandidos, e todos todos eles com vários pontos em comum: altos salários, motoristas, assessores, aposentadorias integrais, convênios médicos sem limite de gastos, combustível, auxílio moradia, passagens aéreas, correio, verbas de representação e mais... sem o compromisso de estarem presentes no trabalho de segunda à sexta como fazem os idiotas que os sustentam.

Se você for um otário útil, militante de políticos, partidos ou ideologias, dirá que: se a favor do governo, que os roubos são para permitir a permanência do partido no poder; se for oposição, dirá que será usado para tirá-los do poder. Ambos certamente têm os mesmos objetivos nobres e altruístas que visam justiça para todos e redução da desigualdade social.

Se for daqueles omissos passionais, xingará, praguejará, dirá que que não adianta fazer nada porque o país é assim desde o descobrimento e assim continuará. Dirá que todos políticos não prestam, que você está cheio de ver notícias ruins, vai desligar tudo e dormir porque amanhã terá que acordar cedo pra trabalhar.

Enquanto isso no Brasil real, cerca de 1 milhão de pessoas estarão morrendo neste ano. Novecentos mil por doenças, 45 mil por acidentes de trânsito e 60 mil por crimes violentos.
  • DOENÇAS: Centenas de milhares morrem por falta de atendimento no sistema público de saúde, sejam mas filas aguardando consultas e cirurgias ou pela falta de remédios.
  • ACIDENTES DE TRÂNSITO: Dezenas de milhares morrem por falta de infraestrutura nas estradas.
  • CRIMES VIOLENTOS: Dezenas de milhares morrem por falta de segurança pública, incluindo contrabando de armas e drogas.
Como são mortes que não vemos, não as relacionamos diretamente com a corrupção. Por causa dela, centenas de milhares de seres humanos inocentes entre jovens, mulheres, idosos e crianças perdem suas vidas anualmente. Assassinadas, pois, o dinheiro dos nossos impostos é utilizado para enriquecer pessoas, empresários e partidos políticos inescrupulosos.

É triste constatar que infelizmente não há causas comuns entre nós eleitores. Para a maioria o importante é o presidente-herói que comandará a solução de todos problemas do país a partir de 2019, não importando os métodos que ele e sua equipe de apaniguados utilizarão. Aliás, os políticos adoram esse tipo de comportamento de seus militontos. Quanto mais fanáticos impensantes os defendendo e brigando por eles, tanto melhor. Riem deles nos bastidores dos palácios e do Congresso enquanto enchem cuecas e malas com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

E os que os elegeram, alheios a tudo e a todos, indiferentes às vítimas desconhecidas assassinadas pelo sistema corrupto ainda reinante, como torcedores de uma Copa do Mundo vencida por seu herói, viverão alegres e felizes por mais 4 anos, até a próxima copa.

Na verdade o brasileiro vive mesmo é de quatro...

... e de quatro em quatro anos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O INIMIGO NÚMERO UM DOS BANDIDOS, DOS AMIGOS DOS BANDIDOS, DOS CIUMENTOS, DOS INVEJOSOS E DOS VAIDOSOS

Não bastasse a legião de bandidos políticos, de beneficiários da corrupção e de militantes alucinados, no Brasil quem defende as leis é obrigado a lutar também contra ciumentos, invejosos e vaidosos. Esse último grupo é bem heterogêneo, composto de alguns magistrados, jornalistas, artistas e outras figuras públicas que têm o hábito de cultuar o próprio ego.

Em qualquer país civilizado do mundo, um juiz probo é reverenciado por pessoas honestas, mas aqui na Banânia sua luz incomoda e irrita alguns que o criticam sob o pretexto de não deixá-lo convencido. Este é um caso típico de projeção psicológica, ou seja, quando nossa mente projeta certas características negativas que temos num sujeito externo, negando a sua posse e tentando afastá-las de nós.

Está claro de que estou falando do juiz Sérgio Moro. Se ele recebe um prêmio, esse grupo egóico o critica. Se é convidado para falar sobre o combate à corrupção num evento no Brasil ou no exterior, ele é criticado. Em resumo, se ele não fosse receber o prêmio e mandasse um representante dar a palestra em seu lugar, ele seria criticado da mesma forma. Moro sempre será criticado por essas pessoas, seja por fazer ou por deixar de fazer.

Quando eu o defendo ouço sempre os mesmos argumentos. Dizem que estou cultuando heróis e que Moro não faz mais do que a sua obrigação.

Eu não tenho heróis funcionários públicos, sejam eles políticos ou juízes. No entanto, nada me impede de elogiá-los pontualmente e faço uma simples comparação. Funcionários públicos são nossos empregados e eu sempre elogiei meus funcionários quando mereciam ser elogiados, não só como reconhecimento pelo excelente trabalho como também para que outros se espelhassem neles. Fazendo isso eu os transformava em em heróis ou simplesmente estava sendo justo com eles? Um bom histórico não concede imunidade a nenhum profissional, mas nos faz ponderar pequenos e eventuais erros que ele eventualmente cometa.

Até outubro do ano passado, Moro havia julgado 35 processos em (três anos e meio) e tinha 44 ações em aberto. Suas sentenças foram confirmadas e algumas vezes agravadas pela segunda instância (TRF4). Uma performance nada desprezível.

Na minha opinião, Moro, Ministério Público e Polícia Federal deveriam ter apoio quase que irrestrito da população trabalhadora e decente deste país. Caso contrário estaremos perdendo uma oportunidade única de colocar os corruptos em seus devidos lugares (nos tribunais e na cadeia, por exemplo) e o Brasil nos trilhos. Não se preocupem, pois, pessoas honestas sabem muito bem usar o seu bom senso para estabelecer limites de apoio e competência.

Não acreditem nesses sofistas do Estado de Direito que costumam cooptar mentes incautas, estilo Reinaldo Azevedo e outros. Não acreditem muito esses juristas de fim de semana que se apoiam na tese objetiva do trânsito em julgado e na subjetiva do amplo direito de defesa para proteger seus cúmplices e apaniguados.

Sugiro que assistam ao vídeo que estou postando abaixo. Nele vocês verão que esse "Estado de Direito" de que eles tanto falam, no Brasil foi feito apenas para garantir a boa vida de bandidos e criminosos.


terça-feira, 5 de junho de 2018

A PETROBRÁS DEVE TER VIDA PRÓPRIA?

Não vou entrar nessa discussão de números, mas de julho do ano passado pra cá o aumento médio foi de 30%, bem acima da inflação e o gás 20% só em 2017. Quero aproveitar um post que li para levantar outro problema que normalmente impede uma discussão mais isenta dos problemas brasileiros. O fato do PT ter vibrado com a saída de Parente não pode ser levado em conta ao avaliar o caso da política de combustíveis que foi adotada. Se todas as vezes que o PT e a esquerda vibrarem com uma notícia negativa de um governo que não seja o deles, toda decisão tomada por esse governo terá sido errada. Meirelles foi do governo Lula, mas se ele saísse nas mesmas condições que Parente saiu, isto seria comemorado com a mesma alegria pela esquerda. Não que não se possa discutir o lado ideológico de um problema econômico, mas acho que ele não pode ser superestimado. A discussão sobre o caso dos combustíveis é apenas um exemplo, porém há muitos outros. No caso específico de Pedro Parente, nem vou explorar sobre seu envolvimento no caso dos 2 bilhões para o JP Morgan que não foi explicado e limitar-me apenas à política adotada de de reajustar os combustíveis pela variação do dólar e do barril de petróleo.

Na minha opinião, uma empresa que detém o monopólio de produtos tão importantes na composição de preços e para determinados setores da economia, não pode resolver seus problemas ignorando o impacto econômico e social que suas decisões poderão provocar. Não se pode administrar uma empresa como a Petrobrás numa planilha de Excel, que foi o que Parente fez. Não vou dizer que ele deveria ter saído, mas faltou diálogo entre o governo e a Petrobrás.

No reino Unido e na França os impostos não são muito diferentes, mas há uma diferença básica e determinante em sua política de uso. Enquanto no Brasil eles servem para pagar royalties aos estados e aumentar a arrecadação do governo, nesses países os impostos flutuam justamente para evitar impactos no mercado, coisa que ouvi o governo falar apenas ontem. Oras... se Parente não tinha essa obrigação, muito embora eu pense que um presidente de uma empresa como a Petrobrás tenha que ter visão macroeconômica, falhou o governo em não prever que o problema aconteceria uma hora ou outra.

Por isso eu apoiei a reivindicação dos caminhoneiros autônomos. Não apoiei o caos ou a infiltração de sindicatos e partidos, lógico, mas considerei a greve legítima.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

OS BOBOS DA CORTE


Vou falar como leigo em direito, mas que tem procurado compreender o que é decidido pela corte, e assim como eu, milhões de brasileiros adotaram esse hábito. O ministro Marco Aurélio generaliza e diz que o povo quer vingança e fazer justiça com as próprias mãos. O ministro fala "povo", demonstrando que no pensamento dele existe uma distância estrelar entre eles e nós, meros ignorantes, fazendo lembrar a corte francesa na época da revolução quando se dirigia à plebe pagadora de impostos que tinha apenas a missão de trabalhar e sustentar a nobreza.

Não, ministro... vocês saíram do seio da pátria que hoje renegam. Somos hoje muito mais bem informados e politizados do que Vossas Excelências pensam e sabemos muito bem quando estamos sendo enrolados nesse jurisdiquês esnobe. O sentimento de justiça transcende às leis. O homem apenas tenta por meio de regras orientar a sociedade e impor limites, mas jamais conseguirá convencer os cidadãos quando algumas decisões afrontarem e ferirem esse sentimento de justiça.

Diga-me: em qual país democrático um cidadão comum pode antecipar quais serão as decisões individuais dos ministros dependendo do réu e da casta partidária a que ele pertence? Oras... se somos leigos, como poderíamos antecipar seus votos pensando com tecnicismo para entender a linha de pensamento jurídico de cada um de vocês? Portanto, já basta de nos considerarem meros leigos idiotizados pela mídia, pelo partidarismo e pelas ideologias.

Os EUA, país mais democrático do mundo, têm uma constituição de 230 anos com apenas 27 emendas e lá as leis funcionam. Isto me faz crer que a diferença está no caráter de quem julga. Não há outra explicação plausível.

"Quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões."
(Lao-Tsé)

Já estamos cansados desse teatro de quinta categoria

domingo, 25 de março de 2018

DESMORALIZAÇÃO SUPREMA


Constituição e leis nada mais são do que normas de condutas que foram elaboradas para orientar cidadãos com o objetivo de tornar a sociedade mais justa e igualitária. No entanto, o sentimento de justiça vem desde os tempos das cavernas, transcendendo à escrita e aos que tentam interpretá-la. Portanto, por mais que essa casta de toga tente nos enrolar sofismando em jurisdiquês e nos chamando de leigos, prevalece o velho e insubstituível sentimento de injustiça.

Só um imbecil não percebe que estamos sendo enganados, vilipendiados pelos que deveriam fazer cumprir as leis do país. Posso ser leigo também em medicina, mas sei muito bem quando médico ressuscita quem já estava morto ou salva um desenganado.

A pouca vergonha e a desfaçatez no julgamento desse habeas corpus do Lula ultrapassaram todos os limites da canalhice jurídica. Um teatro mambembe de roteiro pobre, claramente elaborado nos bastidores sombrios do STF, culminando com aquela melancólica e vergonhosa apresentação.

Esse desespero mal disfarçado dos ministros nos leva crer que há algo de podre - muito, mas muito podre - no reino da Banânia. E que o cheiro dessa podridão vai dos porões do castelo aos aposentos do rei e de sua corte.

É cabeça pra cegar lâminas e mais lâminas de guilhotina.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

NA CALADA DA NOITE COMO QUALQUER LADRÃO DE GALINHAS, MAS COM FORO ESPECIAL

Aprovaram na calada da noite por voto simbólico das lideranças o fundão partidário de 1,7 bi do nosso dinheiro. Alegam que a verba está prevista no Orçamento da União em consonância com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e não afetará as verbas da saúde, segurança, educação e investimentos de infraestrutura, mas é tudo papo furado, história pra boi dormir.

O presidente da república (assim como governadores e prefeitos) tem prerrogativa constitucional de contingenciar verbas (ou segurar) para poder cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e em caso de aperto no orçamento, contingenciará verbas que beneficiariam a população, mas jamais esse fundão partidário. Portanto, esses 1,7 bilhões de alguma forma serão retirados dos benefícios que deveriam ser direcionados para o povo. O contingenciamento do orçamento de 2017 já está em R$ 42,1 bilhões e certamente esses 1,7 bilhões não fazem e nem farão parte dele.

Só para se ter ideia de valores, esse fundão aprovado sorrateiramente ontem por voto simbólico das lideranças partidárias, equivale a 3 mil escolas com postos de saúde ou 50 hospitais com UTI ou 34 mil casas populares.

O pior é ouvir de um deputado na tribuna que ele precisa do fundo partidário porque quer ser deputado e não tem dinheiro. É ou não o máximo do escárnio? Você que está entre os 14 milhões de desempregados no Brasil, pede para alguém financiar a confecção de seu currículo, suas indas e vindas para fazer entrevistas, almoços e cursos de para adequar-se ao mercado? E além de tudo, político não é profissão!

Continue assim, esperando que eles mudem por iniciativa própria.

Sabe quando?

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

OS OTÁRIOS ÚTEIS, OS INÚTEIS E OS ASSUMIDOS

Quando você defende um parlamentar mesmo que apenas SUSPEITO de corrupção evitando que ele seja ao menos investigado, seja por qual motivo for, você está contribuindo para a morte de milhões de brasileiros inocentes nas portas dos hospitais e nas ruas por falta de segurança. Está aumentando o número de desempregados por falta de investimentos e incentivando a deseducação de crianças e jovens.

Não importa a causa, o partido ou a ideologia que você defenda, mesmo que a sua intenção seja a melhor possível. Incluo os que defendem por interesse pessoal, corporativo patronal ou trabalhista e talvez esses últimos sejam os piores por optarem conscientemente pela ocorrência dessas injustiças.

Na opinião de algumas pessoas, mesmo com gravações, delações os indiciados não precisam ser afastados e podem continuar exercendo suas funções constitucionais, criando, aprovando e rejeitando leis; podem ficar soltos para destruir provas e ameaçar testemunhas.

A pergunta que se faz: quais as chances que esses que morrem nas filas do SUS e nas ruas têm? Eles têm o benefício do "trânsito em julgado" ou são condenados sem direito à defesa?

PRA VOCÊ QUE CAI NESSA ESPARRELA DE FALTA DE PROVAS

A constituição de 88 previu uma série de mecanismos para evitar a prisão política, considerando o período da ditadura militar. Será que dá pra perceber que estão utilizando esses mecanismos para livrar políticos de crimes comuns alegando que só o Congresso pode autorizar que sejam investigados ou afastados de seus cargos? Pior do que judicializar a política é politizar a justiça, criando uma classe inatingível de criminosos, ladrões do dinheiro público.

Considerando que esses políticos são pagos por nós e responsáveis pelo retorno para a sociedade dos altos impostos que pagamos com o suor do nosso trabalho, uma simples suspeição por DELAÇÃO FORMAL já mereceria investigação imediata considerando que delação sem provas elimina os benefícios e agrava a pena do delator, coisa bem diferente de uma delação ou denúncia anônima.

POLÍTICOS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO!

Deputados e senadores brasileiros são os segundos mais caros do mundo entre 110 países conforme estudo realizado pela ONU em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Classe de privilegiados que normalmente trabalha de terça à quinta, deputados custam 86 milhões e senadores mais 13 milhões por mês para o contribuinte brasileiro.


  • - Salário de R$ 34 mil;
  • - Auxílio-moradia de R$ 4 mil;
  • - 92 mil para contratar até 25 funcionários;
  • - R$ 30 a 45 mil por mês para gastar com alimentação;
  • - Aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas;
  • - Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo;
  • - Ressarcimento de gastos com médicos.


Esses são os principais benefícios de um deputado federal (e também dos senadores), que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês ou R$ 1 bilhão por ano. A Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa, mas, por outro lado, aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar. No ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.

(Fontes: www.politize.com.br/quanto-ganha-senador/ e http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/)

Num país democrático em que as instituições - mesmo imperfeitas - ainda funcionam, não há justificativa para que um cidadão honesto proteja suspeitos, indiciados e muito menos políticos comprovadamente corruptos.

Ou partimos para TOLERÂNCIA ZERO ou desestimularemos membros do Ministério Público e juízes como Moro que ainda nos dão esperança de um país melhor ou jamais acabaremos com a corrupção no país.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

NORMALIDADE DEMOCRÁTICA


Normalidade democrática tem um conceito muito complexo o que o torna difícil de ser avaliado e julgado. Se a palavra "normal" já é contraditória, imagine quando a unimos à uma outra que tem um sentido ainda mais amplo como "democracia". Daí, alguns dirão para avaliar usando o bom-senso e eu perguntarei: o que é bom-senso?

Todos esses termos são pautados pelas leis de um país. Se você acha que algumas leis vigentes são injustas isso já é uma outra história. Se você não acompanhou o legislativo na elaboração da lei e nem o executivo quando a promulgou, não adianta espernear. Ou cumpre ou terá de arranjar um bom advogado. Não é simples?

Não, não é tão simples assim e a gente sabe que não é. Muitas leis são elaboradas e promulgadas para atender interesses de terceiros, além dos acidentes de percurso que você tem no Brasil quando pega um fiscal, um policial, um advogado ou um magistrado corrupto.

Agora me respondam, sinceramente: há normalidade democrática no Brasil?
  • Quando ministros do STF têm explícita e reconhecida "simpatia" por grupos ou pessoas que estão sendo julgados ou querem proteger-se de eventuais escândalos e têm voto já declarado...
  • Quando o Procurador Geral da República faz acordos absurdos dando salvo conduto a bandidos confessos em troca de delações seletivas e rouba a cena do MP que trabalhava sério...
  • Quando ladrões de galinha vão para a cadeia, mas cetenas de políticos e empresários milionários corruptos ficam livres para usufruirem do dinheiro que roubaram de nós...
  • Quando um governador de um estado completamente sugado e arrasado pela corrupção como o Rio de Janeiro, impede que a polícia e o exército dirijam-se para o local em que duas quadrilhas de traficantes estão disputando "a boca", alegando que os bandidos devem decidir à bala eles mesmos e sem intromissão da polícia para que a população se sinta "protegida"...
  • Quando senadores, deputados, diretores de estatais, ex-presidentes, presidentes e ministros condenados ou investigados, continuam em seus cargos ou circulando livres e soltos, fazendo até campanhas com o nosso dinheiro direta ou indiretamente roubado...
Será que temos que comparar o Brasil com Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte para dizermos que somos felizes cidadãos de um país democrático? Liberdade democrática significa poder sair e gritar nas ruas?

E você, o que acha? Vivemos uma normalidade democrática?
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

PARTIDARISMO, IDEOLOGIA E ESSAS BESTEIRAS

Ficar discutindo ideologias ou partidarismo quando, segundo os procuradores da Lava Jato, a corrupção no Brasil chega a 200 bilhões por ano, seria o mesmo que na época da segunda guerra, generais dos países aliados ficarem discutindo sobre a validade da teoria da raça pura ou darwianismo social enquanto 6 milhões de judeus (1 milhão de crianças) morriam em campos de concentração na Alemanha nazista.

Exagero? Não, não é exagero. Acontece que poucos no Brasil se preocupam com aquilo que não veem, um verdadeiro holocausto anual silencioso que mata milhões de brasileiros sem atendimento no SUS e nas ruas por falta de segurança.

Em termos de saúde pública, nosso problema mais grave, cerca de 5 mil municípios brasileiros não possuem leitos de UTI. Um estudo da Organização Mundial da Saúde mostrou que o Brasil está na 125º posição num ranking de 191, atrás de diversos países pobres da África e da Ásia. No entanto, pasmem, quando o assunto é gastos com saúde, o Brasil, paradoxalmente, está na 51ª posição. (Spotniks)

Cerca de 1 trilhão de reais em impostos é arrecadado anualmente no Brasil. O economista Alexandre Schwartsman revela que a cada R$ 100 arrecadados a mais em tributos entre 1995 e 2010, somente R$ 8,60 foram destinados para investimentos oficiais na construção de escolas, hospitais, rodovias, portos e aeroportos.

Voltando à corrupção, se ela movimenta cerca de 200 bilhões anuais, ou seja, 20% de tudo que é arrecadado em impostos, faz sentido ficarmos discutindo sobre quem rouba mais ou menos? Sobre ideologias e governabilidade enquanto os responsáveis por esse caos continuam no poder?

Pura perda de tempo tentar me convencer. Não sossegarei enquanto TODOS esses bandidos, ladrões do dinheiro público, assassinos potenciais, dissimulados ou confessos, não forem presos e estiverem fora da política.

Não há meio termo. Quem apoia a permanência de bandidos no poder, seja qual for a razão, é cúmplice desse holocausto silencioso, da morte de milhões de brasileiros todos os anos. Os que ainda têm um pouco de caráter, mas mesmo assim insistem em defender bandidos seja em nome do que for, que não durmam à noite. Na minha opinião não passam de cúmplices.

E fim de papo!