Em primeiro lugar é importante dizer que quando escrevo um texto não tenho objetivo de ofender as pessoas. Alguém pode não concordar, mas sentir-se ofendido é coisa de fundamentalista. Meu objetivo é apenas e tão somente o de fazer refletir.
O nazismo foi implantado após um período de democracia na Alemanha. Um dos riscos da liberdade democrática é o de algum louco chegar ao poder e depois usá-lo para transformar essa democracia numa tirania ou em outro sistema injusto qualquer, principalmente quando o mal intencionado tem uma inteligência acima da média. Cerca-se de fanáticos, compra apoios do parlamento, neutraliza os mecanismos de resistência do sistema e impõe leis que facilitam suas ações anti-democráticas. É claro que o processo não é tão simples e óbvio como resumi, mas vale como introdução para o que vem em seguida.
Todas as estratégias e artimanhas que são usadas por alguém mal intencionado que ascendeu ao poder, só funcionam quando o povo não tem acesso à informação de foma democrática, quando ela está limitada aos meios de comunicação oficiais e aos que o governo corrompeu. Se unir todas essas condições a um projeto de comunicação muito bem estruturado, as chances de fazer uma lavagem cerebral é enorme. E no caso do nazismo de Hitler, o "gênio do mal" da comunicação foi Joseph Goebbels.
Apenas para dar um exemplo, uma das estratégias que Goebbels usava era a de identificar as cidades alemãs onde a população não aceitava ou não conhecia bem Hitler e programava várias ações. Uma delas era a de agendar a visita do Führer para 15 ou 30 dias, e antes do dia marcado instalar auto-falantes nas praças reproduzindo músicas clássicas suaves. Aos poucos iam mudando o repertório para músicas de graduação mais intensa e quando Hitler chegava já estavam reproduzindo marchas militares, encontrando a população desses locais num clima propício para aplaudirem seus discursos ultra-nacionalistas.
Mas a pergunta é: isto seria possível acontecer nos dias de hoje?
Na minha opinião, isto dificilmente voltaria a acontecer neste século XXI. Primeiro porque hoje é praticamente impossível que um governo consiga preparar terreno para realizar seu projeto de poder absoluto sem que a população perceba e reaja. Não há como cercear o direito à informação em países livres, naqueles que hoje a população experimenta a liberdade e o acesso irrestrito aos meios de comunicação. A não ser que o domínio seja precedido de um golpe militar ou de uma violenta revolução. Alguns poderão dizer que aconteceu na Venezuela, em Cuba, na Coréia do Norte, parcialmente na China e em alguns países ditadores africanos, mas basta observar quando esses regimes foram implantados. Todos, sem exceção, no século passado ou anteriores a ele.
Quando alguns da esquerda ficam dizendo que Bolsonaro adotará um estilo ditatorial, estão fazendo terrorismo virtual, uma militância de oposição derrotada agindo para assustar desinformados e incautos, jogando-os contra um governo que nem começou. Quem acompanhou a história brasileira recente sabe que por mais imperfeita que seja a Constituição de 1988 e suas 106 emendas, as instituições continuam fortes o suficiente para evitar que a democracia brasileira se desmorone e assuma alguém com pretensões ditatoriais. Embora nosso sistema político seja imperfeito e fortemente contaminado por leis corporativistas que favorecem ao protecionismo e à impunidade política, existem cláusulas pétreas constitucionais que asseguram nossa opção democrática. Mesmo com parte do STF entregue aos interesses das militâncias, já tivemos inúmeras demonstrações de que os julgamentos em plenário têm derrubado iniciativas parciais de alguns de seus membros já conhecidos por suas decisões comprometidas com políticos, partidos e interesses pessoais.
Isto sem contar o nível de acesso à informação que a tecnologia da Internet e das redes sociais oferece á população, esta última que, devagarinho, vai aprendendo a identificar as Fake News e a conhecer as fontes confiáveis - ou pelo menos mais imparciais - de notícias.
Por essas e outras é que não acredito nesse terrorismo barato, no superlativismo dos erros e imperfeições do futuro presidente e de sua equipe. Se aprendermos a isolar o desespero da militância socialista tupiniquim, saberemos identificar os perigos reais muito tempo antes deles acontecerem.
Termino dizendo o que tenho dito em quase todos os meus textos. Não votei em Bolsonaro, mas ele foi eleito presidente dentro dos requisitos democráticos que nossas leis impõem. E como não pretendo sair do país para voltar daqui a 4 anos, tenho que torcer para que seu governo dê certo, assim como torci para o de Lula em seu primeiro mandato, mesmo não tendo votado nele. Mas isto não significa que desistirei da vigília contra a corrupção ou medidas injustas. Apenas não me verão sendo profeta do caos.
Acho que a maioria já aprendeu com os erros. Nossos e dos outros.
Se agirmos racionalmente nem precisaremos orar, mas de apenas vigiar e agir.
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domingo, 25 de novembro de 2018
domingo, 25 de fevereiro de 2018
ARMAR-SE PARA A PAZ
Armar o povo para reduzir a violência (?!) significa uma das três coisas ou as três: incompetência governamental, sistema de educação falido ou incentivo à indústria de armamentos. É a estupidez tentando vencer a ineficiência do Estado na proteção de seus cidadãos. Países como Alemanha, Austrália, Canadá, Áustria, Japão e outros que estão na lista dos 20 países menos violentos do mundo oferecem segurança sem esse tipo de incentivo idiota. Analise com calma as particularidades dos EUA, Israel e Rússia e verão que cada um tem um motivo diferente para adotar essa medida estúpida de armar a população.
Pior ainda é ouvir da direita radical que a esquerda se interessa em desarmar a população para dominá-la. Muito embora essa seja uma das estratégias do comunismo - ou de qualquer governo totalitário - dentre a imensa lista de restrições que impõe para dominar o povo, usar esse argumento para países democráticos é ficar na superfície das argumentações fáceis.
Nos EUA, por exemplo, a falência não é do sistema de ensino superior, óbvio, que envolve alta tecnologia em todas as áreas da ciência. O problema deles está na formação, na base da educação da criança e do jovem, envolvendo sistema de valores. Isto nada tem a ver com religião ou patriotismo! Tem a ver também com a indústria de armas que movimenta bilhões no país.
Aproveitando o tema belicista, sei que muitos irão me bombardear, mas é o que eu penso e venho pensando há muito tempo. Aliás, já me acostumei a lidar com alguns fanáticos espumantes das redes sociais. :)
Pior ainda é ouvir da direita radical que a esquerda se interessa em desarmar a população para dominá-la. Muito embora essa seja uma das estratégias do comunismo - ou de qualquer governo totalitário - dentre a imensa lista de restrições que impõe para dominar o povo, usar esse argumento para países democráticos é ficar na superfície das argumentações fáceis.
Nos EUA, por exemplo, a falência não é do sistema de ensino superior, óbvio, que envolve alta tecnologia em todas as áreas da ciência. O problema deles está na formação, na base da educação da criança e do jovem, envolvendo sistema de valores. Isto nada tem a ver com religião ou patriotismo! Tem a ver também com a indústria de armas que movimenta bilhões no país.
Aproveitando o tema belicista, sei que muitos irão me bombardear, mas é o que eu penso e venho pensando há muito tempo. Aliás, já me acostumei a lidar com alguns fanáticos espumantes das redes sociais. :)
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
NORMALIDADE DEMOCRÁTICA
Normalidade democrática tem um conceito muito complexo o que o torna difícil de ser avaliado e julgado. Se a palavra "normal" já é contraditória, imagine quando a unimos à uma outra que tem um sentido ainda mais amplo como "democracia". Daí, alguns dirão para avaliar usando o bom-senso e eu perguntarei: o que é bom-senso?
Todos esses termos são pautados pelas leis de um país. Se você acha que algumas leis vigentes são injustas isso já é uma outra história. Se você não acompanhou o legislativo na elaboração da lei e nem o executivo quando a promulgou, não adianta espernear. Ou cumpre ou terá de arranjar um bom advogado. Não é simples?
Não, não é tão simples assim e a gente sabe que não é. Muitas leis são elaboradas e promulgadas para atender interesses de terceiros, além dos acidentes de percurso que você tem no Brasil quando pega um fiscal, um policial, um advogado ou um magistrado corrupto.
Agora me respondam, sinceramente: há normalidade democrática no Brasil?
- Quando ministros do STF têm explícita e reconhecida "simpatia" por grupos ou pessoas que estão sendo julgados ou querem proteger-se de eventuais escândalos e têm voto já declarado...
- Quando o Procurador Geral da República faz acordos absurdos dando salvo conduto a bandidos confessos em troca de delações seletivas e rouba a cena do MP que trabalhava sério...
- Quando ladrões de galinha vão para a cadeia, mas cetenas de políticos e empresários milionários corruptos ficam livres para usufruirem do dinheiro que roubaram de nós...
- Quando um governador de um estado completamente sugado e arrasado pela corrupção como o Rio de Janeiro, impede que a polícia e o exército dirijam-se para o local em que duas quadrilhas de traficantes estão disputando "a boca", alegando que os bandidos devem decidir à bala eles mesmos e sem intromissão da polícia para que a população se sinta "protegida"...
- Quando senadores, deputados, diretores de estatais, ex-presidentes, presidentes e ministros condenados ou investigados, continuam em seus cargos ou circulando livres e soltos, fazendo até campanhas com o nosso dinheiro direta ou indiretamente roubado...
E você, o que acha? Vivemos uma normalidade democrática?
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sexta-feira, 8 de julho de 2016
O STF E A OLIGARQUIA JURÍDICA OU "O GOVERNO DE POUCOS"
A decisão do presidente do Supremo de pedir para que a PF investigue e descubra quem confeccionou e pagou o boneco inflável Petralhowski, nada mais é do que uma confirmação daquilo que venho escrevendo há muito tempo neste blog: os ministros do STF confundem suas atribuições constitucionais de foro máximo com a pretensão inconstitucional de serem o poder máximo. Consideram-se acima das críticas e da liberdade de expressão. Oras... o Brasil então está nas mãos de uma oligarquia que interpreta a Constituição em benefício de sua própria classe, acreditando estar no topo da hierarquia constitucional dos três poderes?
Se o caso é esse, o problema passa a ser conceitual e não constitucional, pois, segundo Montesquieu, numa democracia os três poderes devem equilibrar-se entre a autonomia e a intervenção entre eles (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário) e, por analogia, todos devem representar as aspirações da maioria da população. Em relação à Constituição, muito embora seu "Preâmbulo" não tenha força de lei, junto aos "Princípios Fundamentais" ele representa o espírito ou a razão da existência da nossa Carta Magna, não admitindo interpretações antagônicas ou corporativistas.
Num século em que a tecnologia nos dá amplas condições de acesso à informação e nos conscientiza do nosso direito de livre expressão, é pura perda de tempo dessas "otoridades" tentarem colocar-se acima de suas atribuições e da própria Constituição. É bom que se lembrem de que o direito do cidadão não se limita apenas ao de votar de 4 em 4 anos, mas o de também acompanhar seus representantes - diretos ou indiretos - e até de insurgir-se contra seus eventuais abusos de poder.
Se o caso é esse, o problema passa a ser conceitual e não constitucional, pois, segundo Montesquieu, numa democracia os três poderes devem equilibrar-se entre a autonomia e a intervenção entre eles (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário) e, por analogia, todos devem representar as aspirações da maioria da população. Em relação à Constituição, muito embora seu "Preâmbulo" não tenha força de lei, junto aos "Princípios Fundamentais" ele representa o espírito ou a razão da existência da nossa Carta Magna, não admitindo interpretações antagônicas ou corporativistas.
Preâmbulo (destaques):
"(...) Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL."
Princípios Fundamentais (destaques):
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
- II - a cidadania
- III - a dignidade da pessoa humana;
- V - o pluralismo político.
- Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
- I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
- II - garantir o desenvolvimento nacional;
- IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Em resumo, os poderes legislativo, executivo e judiciário devem representar as aspirações do povo que (direta ou indiretamente) os elegeu e lhes concedeu poderes - a título precário - limitados às suas funções constitucionais, não lhes cabendo portanto, legislar, executar ou julgar com a finalidade de atender interesses próprios ou de suas classes.
Num século em que a tecnologia nos dá amplas condições de acesso à informação e nos conscientiza do nosso direito de livre expressão, é pura perda de tempo dessas "otoridades" tentarem colocar-se acima de suas atribuições e da própria Constituição. É bom que se lembrem de que o direito do cidadão não se limita apenas ao de votar de 4 em 4 anos, mas o de também acompanhar seus representantes - diretos ou indiretos - e até de insurgir-se contra seus eventuais abusos de poder.
"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada." (Ayn Rand)
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
DESCOBRI QUE SOU REAÇA!
O PT e alguns bitolados da esquerda retrógrada me convenceram de que realmente sou reacionário. Fizeram-me perceber essa minha "quadradisse" e agora estou em dúvida se devo permanecer reaça ou se continuo sendo fiel a essas fantásticas ideologias que em detrimento da justiça para todos defendem privilégios para algumas centenas de bandidos desonestos que se escondem atrás delas.
Resolvi então ser REAÇA por 10 motivos:
Eu teria mais uma centena de razões para ter orgulho de ser chamado de "reaça", mas só essas já bastam. Bastam para que me enquadrem como reacionário e se auto-enquadrem como idiotas.
Resolvi então ser REAÇA por 10 motivos:
1) Reaças não aceitam serem roubados em nome de uma ideologia estúpida e capenga;
2) Reaças não aceitam gente morrendo nas portas e corredores dos hospitais enquanto bilhões de reais são desviados para enriquecer pessoas e partidos políticos;
3) Reaças não aceitam gente morrendo na violência das ruas pelo mesmo motivo;
4) Reaças não aceitam professores ganhando mal e ensinando mal pelo mesmo motivo;
5) Reaças não aceitam serem manipulados por mentiras e não suportam quando as ficam repetindo, insistindo em considerar o povo como um bando de imbecis;
6) Reaças não se conformam com os 80 bilhões de prejuízo de uma das maiores empresas de petróleo do mundo por causa da corrupção;
7) Reaças não se conformam com ladrões governamentais que escolhem o melhor negócio para o país pelo tamanho da propina que pagarão pra eles;
8) Reaças não se conformam com zumbis robotizados que agitam bandeiras partidárias e que idolatram ladrões do dinheiro público;
9) Reaças não trocam sua liberdade de expressão pelo silêncio;
10) Reaças não trocam sua dignidade por justificativas estúpidas dos heróis de mentirinha.
Eu teria mais uma centena de razões para ter orgulho de ser chamado de "reaça", mas só essas já bastam. Bastam para que me enquadrem como reacionário e se auto-enquadrem como idiotas.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
A revolução do século XXI
Como Pablo Picasso retrataria Guernica, trocando espadas, touros e humanos
por computadores, redes sociais e seres virtuais?
Já estamos tendo, mas teremos mais. Tempos difíceis neste século para o Brasil em todos os sentidos, mais especificamente no sócio-político. O despertar que muitos países tiveram nos séculos passados com guerras, privações e caos social, nosso país terá agora os mesmos traumas numa versão contemporânea. Alguns ainda não entendem o que está por trás de algumas ideologias que tentam raptar o bom senso das mentes para manipulá-las livremente com promessas que a princípio fazem sentido, mas que nunca serão cumpridas. Simplesmente porque, na teoria e na prática, a luta pelo poder caminha num sentido oposto ao da luta pela igualdade e da liberdade.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A JUSTIÇA E O VIL METAL - O AMOR É LINDO!
BRASIL: Construtoras do Petrolão - "A nova proposta, obtida pela Folha, transfere as negociações da CGU para a AGU (Advocacia-Geral da União) e garante um bônus: os beneficiários ficariam livres da culpa desde que pagassem seus débitos, integralmente, e à vista. Se fosse na CGU, haveria desconto desses valores."
SUIÇA: Banco HSBC - "O HSBC decidiu pagar US$ 43 milhões (R$ 135 milhões) às autoridades de Genebra para encerrar o caso Swissleaks. A Justiça suíça investigava supostos crimes de lavagem de dinheiro cometidos pelo banco. Segundo comunicado oficial, o HSBC concordou em pagar a multa por não ter conseguido evitar crimes financeiros. Com o pagamento, a ação criminal foi arquivada."
O primeiro, o país mais corrupto do mundo; o segundo, um país diplomaticamente neutro, tido como sério e que abriga as entidades e organizações mais importantes do mundo. O que esses dois países têm em comum? Dinheiro ilícito comprando garantias de impunidade na justiça.
Com esses procedimentos os governos tornam-se receptores dos produtos dos roubos ou, em trocados e miúdos, lavou, ta novo!
Aconselho futuros pais a registrarem seus filhos na Junta Comercial. Como pessoa jurídica, seu futuro impune estará garantido.
Que tal José Odebrecht, Maria Camargo Corrêa ou Ling-Ching Hong-Kong Shanghai-Banking?
SUIÇA: Banco HSBC - "O HSBC decidiu pagar US$ 43 milhões (R$ 135 milhões) às autoridades de Genebra para encerrar o caso Swissleaks. A Justiça suíça investigava supostos crimes de lavagem de dinheiro cometidos pelo banco. Segundo comunicado oficial, o HSBC concordou em pagar a multa por não ter conseguido evitar crimes financeiros. Com o pagamento, a ação criminal foi arquivada."
O primeiro, o país mais corrupto do mundo; o segundo, um país diplomaticamente neutro, tido como sério e que abriga as entidades e organizações mais importantes do mundo. O que esses dois países têm em comum? Dinheiro ilícito comprando garantias de impunidade na justiça.
Com esses procedimentos os governos tornam-se receptores dos produtos dos roubos ou, em trocados e miúdos, lavou, ta novo!
Aconselho futuros pais a registrarem seus filhos na Junta Comercial. Como pessoa jurídica, seu futuro impune estará garantido.
Que tal José Odebrecht, Maria Camargo Corrêa ou Ling-Ching Hong-Kong Shanghai-Banking?
quinta-feira, 4 de junho de 2015
A Internet e a Queda das Máscaras
Nem os EUA imaginavam que sua ferramenta de domínio mundial e espionagem que começou com a ARPANET na década de 60 resultaria no que vemos hoje. Não fosse a rede mundial difundida e apoiada "democraticamente" (entre aspas) com seus satélites de comunicação a preço de bananas, as máscaras do poder, da corrupção, das segundas intenções e, principalmente, da impunidade não estariam despencando em governos e países do mundo todo.
A pulverização da informação, embora tenha seus aspectos nocivos com redes de boatos, perversão, pedofilia, crimes, entre outros, tem o seu lado bom cada vez mais evidenciado no papel de desmontar mentiras e hipocrisias que antes demoravam séculos para serem desmascaradas. No fundo, é a rede imitando a vida.
Embora o lado ruim exista e nunca será eliminado, com a mesma rapidez que ele é disseminado, é também desacreditado, coisa que não acontece com as verdades que apenas são depuradas, corrigidas e aperfeiçoadas, mas não desaparecem. Gravações de áudio e vídeos são o antídoto do esquecimento.
Mensalão, Petrolão, FIFA, CBF, BNDES, fraudes nas eleições, estratégias de domínio das grandes potências, interesses pessoais e corporativos são algumas das máscaras que estão caindo.
E a coisa está só começando. Ou teremos uma completa reciclagem de valores sociais e na política do Planeta ou uma terceira guerra mundial.
Das duas, provavelmente as duas.
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A pulverização da informação, embora tenha seus aspectos nocivos com redes de boatos, perversão, pedofilia, crimes, entre outros, tem o seu lado bom cada vez mais evidenciado no papel de desmontar mentiras e hipocrisias que antes demoravam séculos para serem desmascaradas. No fundo, é a rede imitando a vida.
Embora o lado ruim exista e nunca será eliminado, com a mesma rapidez que ele é disseminado, é também desacreditado, coisa que não acontece com as verdades que apenas são depuradas, corrigidas e aperfeiçoadas, mas não desaparecem. Gravações de áudio e vídeos são o antídoto do esquecimento.
Mensalão, Petrolão, FIFA, CBF, BNDES, fraudes nas eleições, estratégias de domínio das grandes potências, interesses pessoais e corporativos são algumas das máscaras que estão caindo.
E a coisa está só começando. Ou teremos uma completa reciclagem de valores sociais e na política do Planeta ou uma terceira guerra mundial.
Das duas, provavelmente as duas.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
FHC TEM RAZÃO, MAS NÃO TEM RAZÃO.
Falando com empresários em Nova York, FHC disse que os malfeitos vêm do governo Lula e ele tem razão. Lula teve sorte de pegar um Brasil com boas perspectivas de crescimento, sem inflação e relativamente saneado se considerarmos que o total dívida (interna mais a externa) estava perto de 700 bilhões e hoje já ultrapassou a casa dos 2,5 trilhões. Lula foi quem começou a jogar o país no abismo a partir de 2007, e só não começou antes porque as reservas ainda estavam boas e os bancos (incluindo o BNDES) e empresas estatais ainda tinham dinheiro nos cofres, graças à sangria do Tesouro com seus aportes bilionários.
Ele não teve razão foi de poupar Dilma, ao compará-la com Lula e dizendo que foi no governo dele quando tudo começou. A coitadinha herdou tudo de seu sucessor? Que nada! A presidentA incompetentA e mentirosa continuou a saga de Lula e teve competência apenas para mentir e empurrar os roubos do erário com a barriga pra ver no que ia dar e se dava pra segurar. Mostrou e continua mostrando total incapacidade administrativa e política para governar um país, sem contar o time que escolheu para ajudá-la a enterrar ainda mais as nossas esperanças.
Uma coisa que FHC não fala e nenhum político fala, seja do governo ou da oposição: o PMDB está há quase 30 anos mandando e desmandando escondido no sub-poder, fazendo suas negociatas e falcatruas dos porões do Planalto e do Congresso. O partido majoritário assinou e aprovou tudo o que lhe foi passado para ganhar seu dinheirinho sossegado e curtir as delícias da impunidade.
A oposição no Brasil é feita por nós. O resto é teatrinho de fantoches dessa confraria sustentada com o nosso dinheiro. Dinheiro dos idiotas que trabalham.
Nem "fora FHC", nem "fora Lula" e nem "fora Dilma". Fora dessa mobilização, senhores políticos! Oposição é povo nas ruas.
Ele não teve razão foi de poupar Dilma, ao compará-la com Lula e dizendo que foi no governo dele quando tudo começou. A coitadinha herdou tudo de seu sucessor? Que nada! A presidentA incompetentA e mentirosa continuou a saga de Lula e teve competência apenas para mentir e empurrar os roubos do erário com a barriga pra ver no que ia dar e se dava pra segurar. Mostrou e continua mostrando total incapacidade administrativa e política para governar um país, sem contar o time que escolheu para ajudá-la a enterrar ainda mais as nossas esperanças.
Uma coisa que FHC não fala e nenhum político fala, seja do governo ou da oposição: o PMDB está há quase 30 anos mandando e desmandando escondido no sub-poder, fazendo suas negociatas e falcatruas dos porões do Planalto e do Congresso. O partido majoritário assinou e aprovou tudo o que lhe foi passado para ganhar seu dinheirinho sossegado e curtir as delícias da impunidade.
A oposição no Brasil é feita por nós. O resto é teatrinho de fantoches dessa confraria sustentada com o nosso dinheiro. Dinheiro dos idiotas que trabalham.
Nem "fora FHC", nem "fora Lula" e nem "fora Dilma". Fora dessa mobilização, senhores políticos! Oposição é povo nas ruas.
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segunda-feira, 16 de março de 2015
Respirando verdades - A Grande Conciliação de 85 (Elio Gaspari)
Para os jovens (e alguns adultos que só vociferam sem conhecer bem a história), recomendo esse texto de Elio Gaspari que "respira" verdades. Se tiverem paciência e boa vontade, lógico.
A GRANDE CONCILIAÇÃO DE 1985
ELIO GASPARI 15/03/2015
Hoje completam-se 30 anos da manhã em que o último general da ditadura deixou o Palácio do Planalto pela porta lateral, e o Brasil retornou ao regime democrático. Foi um dos melhores momentos da História nacional. O país estava arruinado, o governo não tinha rumo, a divisão entre a rua e o “sistema” (nome dado ao aparelho de segurança do regime) parecia irremediável. A campanha pelas eleições diretas para presidente, a maior mobilização popular de todos os tempos, atolara no Congresso. Durante o governo do general João Figueiredo tudo o que podia ter dado errado, errado dera. As coisas iam tão mal que, um ano antes, Paulo Maluf parecera um candidato imbatível na disputa pela Presidência da República. E deu tudo certo. Tancredo Neves foi eleito.
Aquele homem suave costurara a maior conciliação política da História brasileira. A conciliação de Tancredo foi a única que partiu da oposição. Isso diferenciou-a de episódios anteriores. D. Pedro I proclamara a Independência, mas era o herdeiro da coroa portuguesa. O Marquês de Paraná pacificara o Império, mas estava na chefia do governo. Os generais derrubaram Getúlio Vargas em 1945, mas haviam ajudado a fazer o Estado Novo. Tancredo jamais aproximou-se da ditadura. Como o meia-direita Didi, jogou parado (“quem tem que correr é a bola”) e o arco de interesses que chegou ao poder em 1964 teve que se aproximar dele.
Tancredo conseguiu isso porque seu jeito modesto escondia uma rara cultura, conhecimento histórico e extensa experiência administrativa. Ninguém prestou atenção quando ele se despediu do Senado, em 1982, louvando o Marquês de Paraná. Ele fora primeiro-ministro, diretor do Banco do Brasil, numa função que hoje é desempenhada pelo Banco Central, ocupara a Secretaria de Finanças de Minas Gerais e governara o estado por pouco mais de um ano. Num tempo de sôfregos como Lula, Maluf, Figueiredo e Leonel Brizola, deixou a bola correr.
Como as colunas quebradas das ruínas romanas, Tancredo tornou-se uma peça incompleta, até enigmática, pois não tomou posse e só chegou ao Planalto morto. Como é impossível saber-se o que seria o governo de quem não o exerceu, a restauração democrática confundiu-se com a anarquia econômica e administrativa deixada pelos generais. Não era pouca coisa: a maior dívida externa do mundo, inflação de 226,7% ao ano e uma queda 19,1% na renda per capita dos brasileiros.
Passaram-se 30 anos e o êxito dessa grande figura — a restauração democrática — é ofuscada pelo desapreço que os radicalismos dedicam à maneira como se chegou a ela — a conciliação.
Tancredo e Ulysses, a rivalidade benigna
Tancredo Neves jamais chegaria à Presidência da República sem a ajuda de Ulysses Guimarães, o campeão da batalha pelas eleições diretas. Eram rivais. Assim como a conciliação de 1985 é um grande momento, a rivalidade desses dois homens tem uma linda história. Rivalidades fazem parte da vida. Na política, predominam as malignas: a de Lula com Fernando Henrique Cardoso, a de Carlos Lacerda com quem quer que fosse, ou a de Leonel Brizola com seu cunhado, João Goulart. O deputado Thales Ramalho, um dos sábios de sua geração, dizia que Tancredo e Ulysses dançavam conforme uma coreografia que só eles conheciam.
No ocaso da ditadura, os dois estavam juntos. Se a campanha pelas eleições diretas fosse vitoriosa (coisa em que Tancredo não acreditava), o candidato a presidente seria Ulysses Guimarães. No Colégio Eleitoral, Tancredo poderia derrotar Maluf. Pela lógica antropofágica um poderia sabotar o outro. Deu-se o contrário, ambos apoiaram os movimentos do outro. Com uma coreografia especial, nenhum dos dois tentou crescer reduzindo o tamanho do outro.
A transação do PT
Em 1984, às vésperas da votação que derrubou a emenda constitucional que restabelecia a eleição direta para a Presidência, o nome de Tancredo surgiu como uma alternativa para um governo de transição.
Lula, grão-senhor do PT, fulminou a ideia: “A proposta de Tancredo Neves não é de governo de transição coisa nenhuma. É uma proposta de transação”.
Ele atirou no que viu e acertou no que não viu. A brincadeira com as duas palavras estava no título de um grande livrinho publicado pela primeira vez em 1855 e reeditado em 1956. Chamava-se Ação, Reação, Transação, do jornalista Justiniano José da Rocha. É quase certo que Tancredo o lera. À ação democrática dos primeiros anos da independência, correspondera uma reação absolutista, aplacada pela necessária transação da política de conciliação do Marquês de Paraná. Tancredo era, queria ser e foi o homem da transação que levou à restauração democrática.
A memória petista tem o desconforto de lembrar que o partido ameaçou expulsar os três deputados que votaram em Tancredo: Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes. Para não ser expulsos, desfiliaram-se.
Em 2005, passados 20 anos, o PT informou que aceitava reincorporá-los.
Delúbio Soares, o tesoureiro do PT à época do mensalão, teve sorte melhor. Ele foi expulso do partido em 2006 e readmitido pelo Diretório Nacional em 2011. Um ano depois, Delúbio foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Desde o ano passado, ele está em regime semiaberto e trabalha na CUT.
O resto
Como os políticos mineiros da época, Tancredo foi acompanhado por um conjunto de tiradas folclóricas. Em muitos casos os personagens tinham folclore e mais nada. No de Tancredo havia uma mistura de elegância e doçura. Um exemplo:
O deputado Marcelo Cerqueira presidia uma comissão mista do Congresso na qual articulava-se o abrandamento de um projeto da ditadura. Tancredo apoiou a apresentação de um substitutivo e Cerqueira propôs que o caso fosse a voto: “Nós votamos com o nosso substitutivo e o resto vota como quiser”. Tancredo corrigiu-o: “Não devemos dizer ‘o resto’. Digamos ‘os demais’”. Desde então, Marcelo Cerqueira diz “os demais”.
Fala Tancredo
Uma das melhores peças da oratória política de Tancredo é um discurso que não fez, o da cerimônia de sua posse. Alguns trechos:
“Esta solenidade não é a do jubilo de uma facção que tenha submetida a outra, mas festa de conciliação nacional”.
“Nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites”.
“Desprovido de fortuna, o trabalhador só pode sentir como seu o patrimônio comum da Nação(...). Nada tendo de seu, ou tendo muito pouco, está poupado do egoísmo dos que possuem e disposto a defender a esperança, que para ele está no crescimento do Brasil”.
“A pátria dos pobres está sempre no futuro e, por isso, em seu instinto, eles se colocam à frente da História”.
“A História nos tem mostrado que, invariavelmente, o exacerbado egoísmo das classes dirigentes as tem conduzido ao suicídio total”.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2015/03/1602974-a-grande-conciliacao-de-1985.shtml
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