Discutir 64 é reduzir as guerras ideológicas a apenas um evento, como se as atrocidades das ideologias na história do mundo pudessem ser resumidas num exemplo, seja ele em que a esquerda ou a direita radical, o nazismo ou o fascismo venceram ou perderam.
Todos discutem e reagem a favor de "seus mortos", mas ninguém discute sobre "seres humanos mortos". É o inverso intrínseco ao pensamento de Fernando Pessoa:
Tudo vale a pena se a alma [não] é pequena?
"Nenhum homem é uma ilha isolada; cada um é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." (John Donne)
Evoluímos? Mortes e torturas valeram alguma coisa? Valeram para os que ganharam. Valeram para que os que perderam pudessem ganhar depois.
"Agradeço não ser uma das rodas do poder, mas sim uma das criaturas que são esmagadas por elas." (Rabindranath Tagore)
A Roda do Samsara.
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domingo, 31 de março de 2019
quinta-feira, 21 de abril de 2016
BOLSONARO OU JEAN WYLLYS?
Não me envolvi nisso até agora porque acho os dois desprezíveis e que representam, um a radicalização da direita fascista e o outro um estereótipo de gênero longe de merecer representar uma minoria que deveria ser mais respeitada. Repito: na minha opinião, ambos são desprezíveis e não passam de imagens espelhadas, um do outro.
Quem é a favor da tortura? Quem é a favor de escândalos, gritarias, cuspes e agressões na casa dos representantes do povo? Quem é a favor de mortes em prol de uma ideologia falida? Diga-me e justifique se for capaz!
Assisti a documentários horripilantes de testemunhas que sobreviveram às torturas da ditadura. Cadeira do Dragão com homens sentados sendo eletrocutados em suas partes íntimas enquanto suas esposas, na mesma sala úmida e fétida, dependuradas algumas vezes de cabeça para baixo, nuas e em frente a eles sofrendo as mais bárbaras sevícias.
Li relatos não menos horripilantes das barbaridades da revolução cubana e seu famoso "paredón" que fuzilou comprovadamente quase 5 mil seres humanos. Che Guevara que perseguia e eliminava homossexuais. Li relatos também de cidadãos soviéticos e assisti ao discurso inflamado do parlamentar russo Vladimir Zhirinovisky - aplaudido pelo próprio parlamento - sobre os mais de 30 milhões de bolcheviques enterrados durante a guerra civil que se somaram aos mais de 150 milhões mortos pelo governo soviético ao longo de 100 anos.
Vamos lá... contestem-me e justifiquem nos comentários essas barbáries e me digam: que raio de ideologia poderia justificar essas coisas?
Sinceramente, sinto-me enojado das pessoas que ao invés de RACIOCINAREM um pouco, ofendem a memória desses injustiçados, de suas famílias e gerações que os sucederam. Pessoas que usam cadáveres e pessoas vivas ainda traumatizadas com a bestialidade humana para atingir seus objetivos mesquinhos ou ganhar debates ideológicos.
Danem-se todos esses impensantes!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
UMA PIRUETA, DUAS PIRUETAS, BRAVO... BRAVO!
Hoje nossos ilustres senadores chapas-brancas disseram na Venezuela que embora tenham sido convidados pelo governo para visitar os presos políticos eles não foram porque não queriam se intrometer nos assuntos internos do país. Teatrinho mambembe de roteiro pré-estabelecido. Aliás, os dois grupos, tanto da oposição quanto do governo foram fazer política interna brasileira na Venezuela, mas pelo menos o primeiro teria um objetivo secundário ou indireto que beneficiaria a democracia.
Interessante essa coerência da esquerda brasileira... a senadora Vanessa Grazziotin diz que não pode interferir nas decisões internas da Venezuela, mas veja a declaração dela sobre Guantanamo:
"... [imprensa] nenhuma fala de Guantânamo, nenhuma fala dos cinco cubanos que estão presos e que foram injustamente condenados” nos Estados Unidos."Esse "injustamente" é o que, cara mais do que pálida?
Quando hoje li essa historinha dissimulada deu vontade de vomitar. Não pela mentira em si, mas pela hipocrisia achando que acreditaríamos nesse teatro de segunda categoria.
Amigos e amigas... se essa coisa que está aí e que chamam de governo permanecer estaremos ferrados.
E algemados.
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sexta-feira, 12 de junho de 2015
A revolução do século XXI
Como Pablo Picasso retrataria Guernica, trocando espadas, touros e humanos
por computadores, redes sociais e seres virtuais?
Já estamos tendo, mas teremos mais. Tempos difíceis neste século para o Brasil em todos os sentidos, mais especificamente no sócio-político. O despertar que muitos países tiveram nos séculos passados com guerras, privações e caos social, nosso país terá agora os mesmos traumas numa versão contemporânea. Alguns ainda não entendem o que está por trás de algumas ideologias que tentam raptar o bom senso das mentes para manipulá-las livremente com promessas que a princípio fazem sentido, mas que nunca serão cumpridas. Simplesmente porque, na teoria e na prática, a luta pelo poder caminha num sentido oposto ao da luta pela igualdade e da liberdade.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
A Internet e a Queda das Máscaras
Nem os EUA imaginavam que sua ferramenta de domínio mundial e espionagem que começou com a ARPANET na década de 60 resultaria no que vemos hoje. Não fosse a rede mundial difundida e apoiada "democraticamente" (entre aspas) com seus satélites de comunicação a preço de bananas, as máscaras do poder, da corrupção, das segundas intenções e, principalmente, da impunidade não estariam despencando em governos e países do mundo todo.
A pulverização da informação, embora tenha seus aspectos nocivos com redes de boatos, perversão, pedofilia, crimes, entre outros, tem o seu lado bom cada vez mais evidenciado no papel de desmontar mentiras e hipocrisias que antes demoravam séculos para serem desmascaradas. No fundo, é a rede imitando a vida.
Embora o lado ruim exista e nunca será eliminado, com a mesma rapidez que ele é disseminado, é também desacreditado, coisa que não acontece com as verdades que apenas são depuradas, corrigidas e aperfeiçoadas, mas não desaparecem. Gravações de áudio e vídeos são o antídoto do esquecimento.
Mensalão, Petrolão, FIFA, CBF, BNDES, fraudes nas eleições, estratégias de domínio das grandes potências, interesses pessoais e corporativos são algumas das máscaras que estão caindo.
E a coisa está só começando. Ou teremos uma completa reciclagem de valores sociais e na política do Planeta ou uma terceira guerra mundial.
Das duas, provavelmente as duas.
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A pulverização da informação, embora tenha seus aspectos nocivos com redes de boatos, perversão, pedofilia, crimes, entre outros, tem o seu lado bom cada vez mais evidenciado no papel de desmontar mentiras e hipocrisias que antes demoravam séculos para serem desmascaradas. No fundo, é a rede imitando a vida.
Embora o lado ruim exista e nunca será eliminado, com a mesma rapidez que ele é disseminado, é também desacreditado, coisa que não acontece com as verdades que apenas são depuradas, corrigidas e aperfeiçoadas, mas não desaparecem. Gravações de áudio e vídeos são o antídoto do esquecimento.
Mensalão, Petrolão, FIFA, CBF, BNDES, fraudes nas eleições, estratégias de domínio das grandes potências, interesses pessoais e corporativos são algumas das máscaras que estão caindo.
E a coisa está só começando. Ou teremos uma completa reciclagem de valores sociais e na política do Planeta ou uma terceira guerra mundial.
Das duas, provavelmente as duas.
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sábado, 11 de abril de 2015
INTERVENÇÃO MILITAR: O MOMENTO É DE INTELIGÊNCIA
Estamos (ainda) numa democracia e a grande prova de que um país é livre está na tolerância e na prática da liberdade de expressão. Não vou ficar dando conselhos ou lição de moral em ninguém e nem tenho o direito de fazer isso, mas quero apenas chamar atenção para uma coisa muito importante neste momento de manifestações que é a EFETIVIDADE DAS NOSSAS AÇÕES. Sou absolutamente contra a intervenção militar, mas não estou escrevendo para discutir argumentos favoráveis ou contrários e sim para chamar os militaristas às suas razões. Os que desejarem se aprofundar no tema, sugiro que leiam "IMPEACHMENT/RENÚNCIA: A senhora da foto abaixo está completamente enganada. NÃO EXISTE “intervenção militar constitucional”.
Independentemente de argumentos, uma coisa é certa: a grande e esmagadora maioria dos que estão contra esse governo de mentirinha ou de mentiras é contra a intervenção militar e não há como questionar essa realidade. É momento de mais pragmatismo e inteligência e menos ufanismo. Isso me lembra duas frases de Albert Einstein:
O momento é de engrossar fileiras pelo bem comum. Não é momento de dividir, mas sim de somar. Aos militaristas peço que pensem na seguinte situação: milhões nas ruas e de repente aparece um grupo com uma faixa pedindo intervenção militar. A maioria que é contra se volta contra eles, discutem, brigam, agridem e se dividem. A imprensa fofografa, grava e isso se estampa nas manchetes. Quem perde e quem ganha? Ganha justamente aquele que deveria estar perdendo: O GOVERNO QUE ESTÁ AÍ.
Dia 12 é dia de ser mais inteligente e menos passional. Todos na rua pelo bem comum: a saída desse governo corrupto, mentiroso e incapaz.
O resto, discute-se depois.
...
Independentemente de argumentos, uma coisa é certa: a grande e esmagadora maioria dos que estão contra esse governo de mentirinha ou de mentiras é contra a intervenção militar e não há como questionar essa realidade. É momento de mais pragmatismo e inteligência e menos ufanismo. Isso me lembra duas frases de Albert Einstein:
- "Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado"
- "Nacionalismo é doença infantil; é o sarampo da humanidade."
O momento é de engrossar fileiras pelo bem comum. Não é momento de dividir, mas sim de somar. Aos militaristas peço que pensem na seguinte situação: milhões nas ruas e de repente aparece um grupo com uma faixa pedindo intervenção militar. A maioria que é contra se volta contra eles, discutem, brigam, agridem e se dividem. A imprensa fofografa, grava e isso se estampa nas manchetes. Quem perde e quem ganha? Ganha justamente aquele que deveria estar perdendo: O GOVERNO QUE ESTÁ AÍ.
Dia 12 é dia de ser mais inteligente e menos passional. Todos na rua pelo bem comum: a saída desse governo corrupto, mentiroso e incapaz.
O resto, discute-se depois.
...
segunda-feira, 16 de março de 2015
Respirando verdades - A Grande Conciliação de 85 (Elio Gaspari)
Para os jovens (e alguns adultos que só vociferam sem conhecer bem a história), recomendo esse texto de Elio Gaspari que "respira" verdades. Se tiverem paciência e boa vontade, lógico.
A GRANDE CONCILIAÇÃO DE 1985
ELIO GASPARI 15/03/2015
Hoje completam-se 30 anos da manhã em que o último general da ditadura deixou o Palácio do Planalto pela porta lateral, e o Brasil retornou ao regime democrático. Foi um dos melhores momentos da História nacional. O país estava arruinado, o governo não tinha rumo, a divisão entre a rua e o “sistema” (nome dado ao aparelho de segurança do regime) parecia irremediável. A campanha pelas eleições diretas para presidente, a maior mobilização popular de todos os tempos, atolara no Congresso. Durante o governo do general João Figueiredo tudo o que podia ter dado errado, errado dera. As coisas iam tão mal que, um ano antes, Paulo Maluf parecera um candidato imbatível na disputa pela Presidência da República. E deu tudo certo. Tancredo Neves foi eleito.
Aquele homem suave costurara a maior conciliação política da História brasileira. A conciliação de Tancredo foi a única que partiu da oposição. Isso diferenciou-a de episódios anteriores. D. Pedro I proclamara a Independência, mas era o herdeiro da coroa portuguesa. O Marquês de Paraná pacificara o Império, mas estava na chefia do governo. Os generais derrubaram Getúlio Vargas em 1945, mas haviam ajudado a fazer o Estado Novo. Tancredo jamais aproximou-se da ditadura. Como o meia-direita Didi, jogou parado (“quem tem que correr é a bola”) e o arco de interesses que chegou ao poder em 1964 teve que se aproximar dele.
Tancredo conseguiu isso porque seu jeito modesto escondia uma rara cultura, conhecimento histórico e extensa experiência administrativa. Ninguém prestou atenção quando ele se despediu do Senado, em 1982, louvando o Marquês de Paraná. Ele fora primeiro-ministro, diretor do Banco do Brasil, numa função que hoje é desempenhada pelo Banco Central, ocupara a Secretaria de Finanças de Minas Gerais e governara o estado por pouco mais de um ano. Num tempo de sôfregos como Lula, Maluf, Figueiredo e Leonel Brizola, deixou a bola correr.
Como as colunas quebradas das ruínas romanas, Tancredo tornou-se uma peça incompleta, até enigmática, pois não tomou posse e só chegou ao Planalto morto. Como é impossível saber-se o que seria o governo de quem não o exerceu, a restauração democrática confundiu-se com a anarquia econômica e administrativa deixada pelos generais. Não era pouca coisa: a maior dívida externa do mundo, inflação de 226,7% ao ano e uma queda 19,1% na renda per capita dos brasileiros.
Passaram-se 30 anos e o êxito dessa grande figura — a restauração democrática — é ofuscada pelo desapreço que os radicalismos dedicam à maneira como se chegou a ela — a conciliação.
Tancredo e Ulysses, a rivalidade benigna
Tancredo Neves jamais chegaria à Presidência da República sem a ajuda de Ulysses Guimarães, o campeão da batalha pelas eleições diretas. Eram rivais. Assim como a conciliação de 1985 é um grande momento, a rivalidade desses dois homens tem uma linda história. Rivalidades fazem parte da vida. Na política, predominam as malignas: a de Lula com Fernando Henrique Cardoso, a de Carlos Lacerda com quem quer que fosse, ou a de Leonel Brizola com seu cunhado, João Goulart. O deputado Thales Ramalho, um dos sábios de sua geração, dizia que Tancredo e Ulysses dançavam conforme uma coreografia que só eles conheciam.
No ocaso da ditadura, os dois estavam juntos. Se a campanha pelas eleições diretas fosse vitoriosa (coisa em que Tancredo não acreditava), o candidato a presidente seria Ulysses Guimarães. No Colégio Eleitoral, Tancredo poderia derrotar Maluf. Pela lógica antropofágica um poderia sabotar o outro. Deu-se o contrário, ambos apoiaram os movimentos do outro. Com uma coreografia especial, nenhum dos dois tentou crescer reduzindo o tamanho do outro.
A transação do PT
Em 1984, às vésperas da votação que derrubou a emenda constitucional que restabelecia a eleição direta para a Presidência, o nome de Tancredo surgiu como uma alternativa para um governo de transição.
Lula, grão-senhor do PT, fulminou a ideia: “A proposta de Tancredo Neves não é de governo de transição coisa nenhuma. É uma proposta de transação”.
Ele atirou no que viu e acertou no que não viu. A brincadeira com as duas palavras estava no título de um grande livrinho publicado pela primeira vez em 1855 e reeditado em 1956. Chamava-se Ação, Reação, Transação, do jornalista Justiniano José da Rocha. É quase certo que Tancredo o lera. À ação democrática dos primeiros anos da independência, correspondera uma reação absolutista, aplacada pela necessária transação da política de conciliação do Marquês de Paraná. Tancredo era, queria ser e foi o homem da transação que levou à restauração democrática.
A memória petista tem o desconforto de lembrar que o partido ameaçou expulsar os três deputados que votaram em Tancredo: Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes. Para não ser expulsos, desfiliaram-se.
Em 2005, passados 20 anos, o PT informou que aceitava reincorporá-los.
Delúbio Soares, o tesoureiro do PT à época do mensalão, teve sorte melhor. Ele foi expulso do partido em 2006 e readmitido pelo Diretório Nacional em 2011. Um ano depois, Delúbio foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Desde o ano passado, ele está em regime semiaberto e trabalha na CUT.
O resto
Como os políticos mineiros da época, Tancredo foi acompanhado por um conjunto de tiradas folclóricas. Em muitos casos os personagens tinham folclore e mais nada. No de Tancredo havia uma mistura de elegância e doçura. Um exemplo:
O deputado Marcelo Cerqueira presidia uma comissão mista do Congresso na qual articulava-se o abrandamento de um projeto da ditadura. Tancredo apoiou a apresentação de um substitutivo e Cerqueira propôs que o caso fosse a voto: “Nós votamos com o nosso substitutivo e o resto vota como quiser”. Tancredo corrigiu-o: “Não devemos dizer ‘o resto’. Digamos ‘os demais’”. Desde então, Marcelo Cerqueira diz “os demais”.
Fala Tancredo
Uma das melhores peças da oratória política de Tancredo é um discurso que não fez, o da cerimônia de sua posse. Alguns trechos:
“Esta solenidade não é a do jubilo de uma facção que tenha submetida a outra, mas festa de conciliação nacional”.
“Nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites”.
“Desprovido de fortuna, o trabalhador só pode sentir como seu o patrimônio comum da Nação(...). Nada tendo de seu, ou tendo muito pouco, está poupado do egoísmo dos que possuem e disposto a defender a esperança, que para ele está no crescimento do Brasil”.
“A pátria dos pobres está sempre no futuro e, por isso, em seu instinto, eles se colocam à frente da História”.
“A História nos tem mostrado que, invariavelmente, o exacerbado egoísmo das classes dirigentes as tem conduzido ao suicídio total”.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2015/03/1602974-a-grande-conciliacao-de-1985.shtml
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