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domingo, 27 de março de 2016

QUEM ACABOU COM A OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS FOI O CIDADÃO COMUM

Gherardo Colombo, ex-ministro da suprema corte italiana
"Responsável pela investigação que inspirou a Lava a Jato, ex-magistrado da corte suprema italiana diz que a Justiça sozinha é incapaz de derrotar a corrupção"


Uma vida dedicada à luta contra a corrupção. Magistrado desde 1974, Gherardo Colombo chegou, enfim, em 2005 à Corte de Cassação, a suprema corte italiana. O antigo procurador e juiz de instrução trazia no currículo o trabalho em alguns dos maiores escândalos de corrupção da Europa, da loja maçônica P2 – que inspirou parte da trama de O Poderoso Chefão 3 – à Operação Mãos Limpas e aos casos que envolviam o grupo do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Em 2007, Colombo renunciou à magistratura porque entendeu que não era possível combater a corrupção por meio da Justiça. Hoje, dirige uma editora e faz palestras, nas quais ensina a obediência às leis. Nessa semana, estará em São Paulo, no Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), para um debate sobre a Mãos Limpas, que serviu de modelo para a Lava Jato, e suas lições para o Brasil. A seguir, trechos da entrevista.

A investigação em 1981 sobre a P2 foi uma ancestral de Mãos Limpas?
Eu creio que sim. Quando descobrimos as cartas sobre a P2, achamos uma série de envelopes lacrados que continham informações sobre crimes que tinham relação também com quantias recebidas ilegalmente por personagens políticos.
Há mais de 20 anos a Mãos Limpas pôs de cabeça para baixo a política italiana. Qual é, para o senhor, a herança dela para os italianos?
A herança desse caso está no fato que pudemos constatar que, por meio de uma investigação judiciária, não se pode enfrentar a corrupção, quando ela é tão difusa como na Itália. Eu creio que hoje a corrupção não seja menos espalhada do que então. Investigamos por seis, sete anos. Fizemos processos até 2005 e, porém, a corrupção não diminuiu.
Como fica a cidadania quando as coisas terminam assim?
Para mim, a cidadania, os cidadãos comuns tiveram uma parte importante na decretação do fim da Mãos Limpas porque, no início, eram todos entusiastas na Itália das investigações, pois elas nos levavam a descobrir a corrupção de pessoas que estavam lá em cima. Mas, conforme elas prosseguiram, chegamos à corrupção dos cidadãos comuns: o fiscal da prefeitura que fazia compras de graça, que não fiscalizava a balança do vendedor de frios, que continuava a vender apresuntado como se fosse presunto...
Começaram a pensar que os senhores eram Savonarolas (Girolamo Savonarola, dominicano que governou Florença, na Itália, no século 15 e dizia que a moral dos cidadão devia ser regenerada)?
Sim, pensaram isso: ‘Mas esses magistrados, o que querem fazer? Querem saber o que nós estamos fazendo?’
Para lutar contra a corrupção, é preciso também uma mudança nas pessoas?
Da educação, da cultura, seguramente. Eu estou convencido disso. Eu me demiti da magistratura por isso.
No Brasil, dizem que a eleição de Berlusconi é um produto da Mãos Limpas. O que o senhor pensa disso?
Não penso assim. As modificações políticas que se verificaram na Itália são consequência em grande parte da queda do muro de Berlim.
Berlusconi, dizem, firmou-se no poder deslegitimando a magistratura. Houve na Itália uma estratégia consciente da classe política, do establishment, para acabar com a Mãos Limpas?
Sim. Isso pode ser. É preciso considerar que tudo isso começou após 1994, isto é, quando a Mãos Limpas havia começado a espraiar-se. O problema é que medidas relacionadas à prescrição dos crimes (diminuição do tempo de prescrição), à falsificação de balanço de empresas (que deixou de ser crime) e outras foram aceitas pelos cidadãos. Exceto no caso do decreto Biondi (conhecido como ‘salva ladrão’, ele acabava com a prisão preventiva nos casos de corrupção, mas acabou rejeitado pelo Parlamento), os cidadãos progressivamente se desinteressaram dessas coisas, pois começamos a incomodar também as pessoas comuns.
Para deslegitimar a Mãos Limpas, dizia-se que os juízes eram ‘togas vermelhas’. É possível ser magistrado em um país tão dividido politicamente, como a Itália? Como conservar a independência?
É muito importante ser absolutamente imparcial. Tratar todos os casos do mesmo modo, que é o que fizemos. Estávamos atentos e investigávamos cada notícia de crime que chegava. Sou muito tranquilo a respeito disso. Muitos nos acusaram de ser parciais, de favorecer algum expoente de uma força política em relação a outros ou de não investigar em um certo campo. Quando me perguntam sobre isso, eu respondo: se há alguém que conhece notícias de crime que não investigamos, diga-nos quais são. E ninguém jamais disse nada, salvo para falar de crimes já prescritos.
E o que deve fazer um magistrado quando se começa a discutir se ele, por acaso, não abusou do poder?
Continuamos a trabalhar tendo como ponto de referência a nossa Constituição e a nossa independência. Quer dizer que nós não nos deixamos influenciar por nada.
Antonio Di Pietro (magistrado que atuou com Colombo na Operação Mãos Limpas) disse ao Estado que há um paralelo entre Mãos Limpas e as investigações em curso no Brasil sobre a Petrobrás. O senhor crê que é possível comparar esses dois casos?
Eu conheço muito pouco a situação brasileira para poder responder a essa pergunta.
Di Pietro entrou na política – é líder do partido Italia Dei Valori. O que isso significou para a magistratura?
Quando ele entrou na política já se havia demitido da magistratura.
Qual o papel dos empresários na corrupção? Pode-se usar o conceito de corrupção por indução para explicar o papel dos empresários?
Geralmente não eram vítimas de extorsão. Algum deve ter sido, mas o que acontecia era outra coisa: os empresários, por meio da corrupção, obtinham recursos públicos que, sem isso, não teriam. A corrupção trazia vantagem, seja para o funcionário ou para o político, que recebia o dinheiro, seja para o empresário, que pagava. O custo da propina era sustentado pelos cidadãos, que pagavam impostos, porque os empresários incluíam isso no preço dos contratos com o governo.
Alguns investigados diziam que eram acusados com base na lógica e não de acordo com as provas. O senhor acredita que um líder político não pode não saber do que se passa no seu partido ou em seu governo?
Creio que há uma ideia pouco precisa sobre como o Ministério Público trabalha. Não é que um procurador acorda de manhã: ‘Ah, talvez, aquele ali corrompeu alguém. Vamos apurar’. Não é assim. É necessário a notícia de um crime. Jamais aconteceu de nós processarmos alguém dizendo: “Ele não podia não saber”. Existiam fatos. Quando alguém era processado, havia provas. Elas consistiam em movimentação de dinheiro, em testemunhos. Essas críticas eram feitas por quem não lia suficientemente os processos.
Que fim levaram as pessoas que apoiavam a Mãos Limpas e gritavam: Milano ladrona, Di Pietro non perdona? Votaram no Berlusconi?
Não sei. É preciso perguntar a elas. Existe ainda hoje quem se escandaliza por causa de propinas, mas, para mim, parece que o comportamento da opinião pública hoje é muito diferente em relação a 30 anos atrás. Continuam a dizer: ‘Esses políticos, são todos corruptos etc’. Mas a partir disso não surge um comportamento coerente. Talvez haja uma consequência: o abstencionismo nas eleições, porque na Itália o voto não é obrigatório.
Como se deve tratar as interceptações telefônicas? Pode-se divulgá-las se há interesse público, ainda que envolvam cargos altos da República?
Na Itália, nesse caso, há imunidade para quem está no Parlamento. O Ministério Público pode tornar público atos secretos só se são necessários à investigação. Basta um parecer. Pelo que me lembro, esse é um poder que nunca usamos. De resto, pode ser divulgado tudo o que chega ao conhecimento do investigado.
O senhor se demitiu da magistratura. Agora como luta contra corrupção?
Eu me demiti da magistratura em 2007, embora pudesse continuar a ser magistrado por mais 14 anos. Decidi isso porque, para mim, é impossível marginalizar o desrespeito à lei se não se muda a cultura. Sou agora um editor – penso que, por meio dos livros, é possível fazer isso. E, sobretudo, vou muito às escolas falar com os estudante. Tento comunicar a eles a importância das regras, quando elas vêm da Constituição, que, na Itália, parte da constatação de há igual dignidade de todas as pessoas. Isso quer dizer expulsar a discriminação. Vejo cerca de 50 mil estudante por ano. Eles reagem bem e são muito disponíveis para essa discussão.
E isso lhe dá esperança no futuro?
Se não a tivesse, não o faria.


Fonte - Estadão: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,quem-acabou-com-a-operacao-maos-limpas-foi-o-cidadao-comum,10000023323

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

STF: VAIDADE, PARTIDARISMO E INDIFERENÇA

Há muito tempo o STF demonstra-se incomodado com o juiz Sérgio Moro. Uma parte por questões partidárias (isso mesmo!) e outra pela mais pura vaidade. Quais ministros compõem cada grupo? Oras bolas... até as pedras sabem quem é quem nessa turma e os que ainda não sabem é só procurar a recente história dos julgamentos do STF (do Mensalão pra cá) nos arquivos dos jornais na internet e começar a prestar atenção no que vem acontecendo e no que acontecerá daqui pra frente. Separar o joio do pouquíssimo trigo será mais fácil que roubar doce de criança, saber quem é a pior presidente do mundo ou o partido que rouba mais. Se bem que a disputa entre partidos está acirrada.

Mas como eu disse no início, há dois grupos - a um terceiro, mas é pequenininho - que podem ser facilmente identificados:

GRUPO DA GRATIDÃO: É composto por ministros que sentem-se agradecidos pela indicação do pixuleco e da madama, pois, não fosse a recomendação devido a seus currículos de ativistas e de bons serviços prestados ao partido bolivariano, eles jamais chegariam aonde estão porque tem muita gente melhor, muito embora não tão "adequada" aos requisitos. O "agradecido" não disfarça nem um pouco para tomar suas decisões altamente questionáveis até por leigos, pois, considera-se protegido pelo cargo que ocupa e usa seu notório saber jurídico (menos a conduta ilibada) para substanciar suas argumentações em "jurisdicês arcaico", inacessível aos beócios cidadãos comuns que servem apenas para pagar seus altos salários e mordomias.
GRUPO DA VAIDADE: É composto por ministros que estão tendo ataques frenéticos, morrendo de ódio e ciúmes do juiz Sérgio Moro. Onde já se viu, dizem eles! Como pode um "juizinho federal" ganhar essa notoriedade toda? Que petulância desse desaforado que fica fazendo sua obrigação e cumprindo a lei! E nós, que temos o cargo que ele almeja para coroar sua carreira de magistrado, ficamos de mãos atadas, à mercê dos seus pedidos de prisão preventiva sem podermos negar, pois, além de serem juridicamente corretos, o país inteiro está nos vigiando. Vamos fatiar esses processos e tirar os holofotes desse metido!

Pois bem... é mais ou menos assim que boa parte da nossa grande Corte Suprema pensa e atua. Quando não restam mais argumentos nos capítulos e parágrafos das leis e da Constituição, esses dois grupos recorrem ao preâmbulo constitucional para fazerem seus discursos filosóficos, dignos de um Platão, Gandhi, Buda ou Cristo. Nesses momentos até os pássaros param de cantar para escutar suas ponderações humanistas, dignas dos monges e sábios tibetanos. Mas no final, os que comemoram mesmo são os diabos, os advogados dos criminosos e a OAB (desculpem tripla redundância)!

Se fui muito sarcástico neste texto, desculpem-me. Afinal, a gente tem que ser sarcástico e irônico no país mais corrupto dos universos conhecido e desconhecido. Somos imbatíveis não só na corrupção, mas também na impunidade, na falta de saúde, segurança e educação. País do povo-hiena, não menos corrupto que seus eleitos.

Mas nem tudo é frustração. Resta-nos o "orgulho" de sermos os únicos bons em tudo aquilo que é ruim.

No Brasil a natureza é pródiga, mas alguns filhos da pátria (FDPs), não.


domingo, 30 de agosto de 2015

QUE DISCURSO MAIS VARZEANO PRA UM PROCURADOR, SEU JANOT!

A gente até entende Dilma e seus partidários vindo com essa história de golpe ou de que foi eleita pelo povo e não se fala mais nisso, mas um Procurador Geral da República não dá, né doutor Janot!

Quer dizer, excelentíssimo, que se descobrirem que houve fraude na campanha eleitoral ou nas urnas a "zona eleitoreira" tá liberada? Roubou, não descobriram e ganhou, a coisa já era? O fato dos eleitores terem sido enganados pela mídia governamental utilizada indevidamente ou paga com dinheiro afanado do Petrolão é uma grande fatalidade? O crime prescreve?

Atenção ladrões e criminosos em geral! Isso vai virar jurisprudência. Se roubarem e não forem descobertos em 3 meses, vocês serão absolvidos. Foi o Procurador Geral da República quem disse. E fiquem tranquilos porque o Ministério Público os defenderá e não terão de pagar nada.

Desculpe a expressão, mas que merda de país é esse onde o chefe maior do Ministério Público se considera acima da lei e prevarica dizendo saber o que é melhor pro país ou pior, defende interesses de um partido em detrimento da lisura eleitoral? Quem é o senhor pra rasgar a Constituição e as leis brasileiras? Quem é o senhor pra dizer que uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral não vale nada? Por que essa merda de tribunal existe então? Pra conferir votos eletrônicos de sala trancada onde as informações só vazam pra donos de empreiteiras?

"Informação de Dentro do TSE: Aécio 5% na frente", escreve um deles, às 19h24 daquele domingo. "FHC ESTÁ Falando em Vitória de Aécio. Pode ser boato, mas ..." Na resposta, Leo Pinheiro, então presidente da OAS, solta: "Vamos ver". Minutos DEPOIS, o Alívio: "Dilminha ganhou !!!!!", festejou Pinheiro. (Folha de S. Paulo: "Em mensagens, executivos da OAS comemoram vitória eleitoral de Dilma")

Peraí... 19h24? Informação de dentro do TSE? Mas Toffoli não pediu pra não divulgarem e não falarem nem pra ele os resultados parciais das apurações antes das 20h?

Ah, seu Janot... tudo bem então. Se não pegaram até o dia das eleições ou nos prazos estabelecidos para entrar com representação, fica por isso mesmo. Azar dos palhaços cidadãos brasileiros que terão de aguentar uma presidente mentirosa e incompetente durante os próximos 4 anos. Como? O senhor foi reconduzido à Procuradoria Geral, seu salário ta garantido então que se dane o resto?

Este nosso país tem é que QUEBRAR MESMO e renascer das cinzas. Não há uma só pessoa de valor no topo da hierarquia da justiça brasileira que ao menos tente fazer valer as leis e a Constituição. Tudo é sofrido; tudo é chorado e a justiça não flui sem o povo nas ruas e sem a imprensa berrar.

E pra completar, o Tribunal Superior Eleitoral é superior só no nome e não vale nada. Tem advogados "chegados" fazendo vez de juízes como Luciana Lóssio (que trabalhou na campanha de Dilma em 2010) e Maria Thereza Rocha, a primeira indicada por Dilma e a segunda por Lula. Bem disse Joaquim Barbosa quando se referiu a advogados fazendo parte da Corte Eleitoral: "Ele [advogado] cuida de seus clientes durante o dia, tem seus honorários e à noite ele se transforma em juiz. Ele julga, às vezes, causas que têm interesses entrecortados e de partes sobre cujos interesses ele vai tomar decisões à noite. Estou falando da Justiça eleitoral, que nada mais é do que isso.

Disse anteriormente e reafirmo: este é um país de merda! Sim eu sei... nós, povo, também.



sábado, 27 de junho de 2015

Políticos fazem de conta que não entenderam. Vamos desenhar?


Ministro Mercadante: "O principal ministro da presidente garantiu que não houve ilegalidades e desafiou os jornalistas a entrarem no site da Justiça Eleitoral e verificarem recibos já declarados."

O problema não é a doação de campanha devidamente contabilizada e aprovada pelo TSE. O problema é a origem desse dinheiro:

1) Proveniente de ações políticas CORRUPTAS junto às empreiteiras para facilitar a vitória delas em licitações; 
2) Fruto de propina em obras SUPERFATURADAS
3) Operações financeiras em paraísos fiscais NÃO DECLARADAS.

Deu pra entender ou tem que fazer um vídeo??

quarta-feira, 17 de junho de 2015

DESCOBRI QUE SOU REAÇA!

O PT e alguns bitolados da esquerda retrógrada me convenceram de que realmente sou reacionário. Fizeram-me perceber essa minha "quadradisse" e agora estou em dúvida se devo permanecer reaça ou se continuo sendo fiel a essas fantásticas ideologias que em detrimento da justiça para todos defendem privilégios para algumas centenas de bandidos desonestos que se escondem atrás delas.

Resolvi então ser REAÇA por 10 motivos:

1) Reaças não aceitam serem roubados em nome de uma ideologia estúpida e capenga; 
2) Reaças não aceitam gente morrendo nas portas e corredores dos hospitais enquanto bilhões de reais são desviados para enriquecer pessoas e partidos políticos; 
3) Reaças não aceitam gente morrendo na violência das ruas pelo mesmo motivo; 
4) Reaças não aceitam professores ganhando mal e ensinando mal pelo mesmo motivo; 
5) Reaças não aceitam serem manipulados por mentiras e não suportam quando as ficam repetindo, insistindo em considerar o povo como um bando de imbecis; 
6) Reaças não se conformam com os 80 bilhões de prejuízo de uma das maiores empresas de petróleo do mundo por causa da corrupção; 
7) Reaças não se conformam com ladrões governamentais que escolhem o melhor negócio para o país pelo tamanho da propina que pagarão pra eles; 
8) Reaças não se conformam com zumbis robotizados que agitam bandeiras partidárias e que idolatram ladrões do dinheiro público; 
9) Reaças não trocam sua liberdade de expressão pelo silêncio; 
10) Reaças não trocam sua dignidade por justificativas estúpidas dos heróis de mentirinha.

Eu teria mais uma centena de razões para ter orgulho de ser chamado de "reaça", mas só essas já bastam. Bastam para que me enquadrem como reacionário e se auto-enquadrem como idiotas.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A Internet e a Queda das Máscaras

Nem os EUA imaginavam que sua ferramenta de domínio mundial e espionagem que começou com a ARPANET na década de 60 resultaria no que vemos hoje. Não fosse a rede mundial difundida e apoiada "democraticamente" (entre aspas) com seus satélites de comunicação a preço de bananas, as máscaras do poder, da corrupção, das segundas intenções e, principalmente, da impunidade não estariam despencando em governos e países do mundo todo.

A pulverização da informação, embora tenha seus aspectos nocivos com redes de boatos, perversão, pedofilia, crimes, entre outros, tem o seu lado bom cada vez mais evidenciado no papel de desmontar mentiras e hipocrisias que antes demoravam séculos para serem desmascaradas. No fundo, é a rede imitando a vida.

Embora o lado ruim exista e nunca será eliminado, com a mesma rapidez que ele é disseminado, é também desacreditado, coisa que não acontece com as verdades que apenas são depuradas, corrigidas e aperfeiçoadas, mas não desaparecem. Gravações de áudio e vídeos são o antídoto do esquecimento.

Mensalão, Petrolão, FIFA, CBF, BNDES, fraudes nas eleições, estratégias de domínio das grandes potências, interesses pessoais e corporativos são algumas das máscaras que estão caindo.

E a coisa está só começando. Ou teremos uma completa reciclagem de valores sociais e na política do Planeta ou uma terceira guerra mundial.

Das duas, provavelmente as duas.

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terça-feira, 14 de abril de 2015

SEGURANÇA PÚBLICA: A COVA É MAIS EMBAIXO

Um desabafo lúcido do comandante da PMESP sobre o problema da segurança no Brasil que deve se ouvido atentamente. Muito embora existam situações onde se verifica o que chamam de abuso de autoridade ou violência excessiva da PM, há o outro lado da exposição diária ao perigo e o crescimento da criminalidade impulsionada, principalmente, pela entrada quase livre de drogas no Brasil, país que hoje se posiciona como campeão mundial no consumo e tráfico de crack e cocaína. Como bem disse o comandante, este é um problema que não pode simplesmente ser empurrado para os estados e ser avaliado como uma deficiência de estrutura ou formação das polícias estaduais. Na minha opinião, o comandante não fala apenas em nome da Polícia Militar, mas o desabafo envolve o problema das polícias como um todo.

Falamos tanto sobre a base da educação como medida preventiva para evitar que a criminalidade cresça, mas nos esquecemos de outras bases como a das penitenciárias que deveriam não só tentar recuperar criminosos, mas também manter os irrecuperáveis longe do convívio com seus bandos e da indústria do crime. O problema é pior... hoje os presos comandam ações de dentro das próprias penitenciárias porque não conseguem impedir a entrada de aparelhos celulares nem bloquear a comunicação.

Sem contar a lentidão da justiça que mantém condenados com penas já cumpridas e com a permissividade das leis que possibilitam reduções de penas e a soltura de presos que retornam rapidamente para o mundo do crime. E somos obrigados a ver ufanistas querendo a redução da maioridade penal como se ela fosse resolver o problema da violência no país. É óbvio que os menores criminosos devem ser considerados culpados pelos seus crimes como qualquer brasileiro maior, no entanto essa lei está longe de ser uma tábua de salvação para o problema da segurança no país.

Pra mim, contingenciar verbas já insuficientes dos orçamentos destinadas à saúde, segurança e educação deveria ser considerado crime hediondo. Reproduzo aqui um trecho da matéria "União aplica apenas 23% da verba para segurança pública" da ONG Contas abertas:

"A criminalidade é um dos temas que mais afligem o brasileiro. E é fácil entender por que: o país registra estatísticas de homicídios comparáveis a nações em guerra, a violência se espalha entre jovens e pelo interior do território. O governo federal acaba por manter certa distância do tema, uma vez que, por determinação constitucional, o controle das polícias militar e civil fica a cargo dos estados. Levantamento da ONG Contas Abertas revela, porém, que nem mesmo nas áreas em que é obrigada a atuar, a União faz sua parte como deveria. Dos 3,1 bilhões de reais previstos em orçamento para a segurança pública em 2012, 1,5 bilhão sequer foi empenhado. O governo aplicou apenas 738 milhões de reais - 23,8% do total."

Falamos hoje de milhões ou bilhões em roubos do erário e os números são tão grandes que nem cabem nas nossas cabeças, mas apenas para se ter uma ideia do que isto significa, se falarmos apenas do que está sendo descoberto na operação Zelotes, sem contar os escândalos do Petrolão, Mensalões, Metrolão e outros, os 19 bilhões estimados de desvio nessa operação equivalem a 5 vezes o Orçamento da União destinado à Segurança Pública. Ou apenas para efeito de comparação, à construção de quase 800 presídios, 700 hospitais com UTI ou  38 mil escolas com postos de saúde.

É nessas horas que a gente se revolta contra aqueles que partidarizam os roubos e desvios de dinheiro público e pergunta se esses manipulados pelos partidos vivem em algum outro país que não seja este Brasil que vivemos juntos. Não conseguem entender que enquanto ficam repetindo como papagaios que "seus ladrões são tão ou mais ladrões que os meus ladrões", milhões de brasileiros inocentes morrem em consequência de suas omissões como cidadãos que deveriam ser.

...

domingo, 22 de março de 2015

MINHA VISÃO DEFINITIVA SOBRE POLÍTICA E CORRUPÇÃO (... e não me encham mais o saco!)

Estou um pouco cansado de ver posts "insinuando" que outros partidos também são corruptos. Estou pouco me lixando com o PT, PSB, PSDB, PMDB e qualquer outro "P" de partido. Na MINHA OPINIÃO, TODOS os partidos tiveram e têm captação ilícita, seja por meio do Mensalão do Congresso, Mensalão de Minas, Petrolão, Metrolão, empresas de fachada, vaquinhas pra caixa 2 e seja lá o que for. Pra mim, política não é jogo de futebol e, se fosse, qualquer lado que ganhasse nesse quesito TODAS as torcidas perderiam.

Certo... a corrupção sempre existiu, assim como roubos e assassinatos sempre existiram. E isso não acontece só desde Vargas, Collor, FHC, do descobrimento do Brasil, mas ocorre desde o Gênesis quando Caim matou Abel por ciúmes ou Moisés desceu da montanha com a tábua dos 10 mandamentos e encontrou aquela zona toda de promiscuidade entre os hebreus.

No entanto, se descobrirem que a história de Caim e Abel é mentirosa, que a festa dos hebreus não existiu, que Pero Vaz de Caminha não pediu emprego ao rei de Portugal pra seu sobrinho, que Vargas não se suicidou por causa do mar de lama, que a Elba de Collor era na verdade um fusquinha 66 ou se o cartel das construtoras existe desde 1990 e não de 1999, tudo isso não fará nenhuma diferença pra minha vida ou dos 200 milhões de brasileiros que vivem hoje neste país.

Por que sou mais contundente com o PT e PMDB? Porque HOJE, AGORA, não faria diferença nenhuma investigar e punir PRIMEIRO os roubos do passado pra só depois justificar este presente injustificável. O que faz diferença mesmo é acabar com essa roubalheira do PRESENTE. Está bem... investiguem, julguem, condenem e prendam os corruptos lá de trás, sejam eles de qualquer partido, mas a PRIORIDADE é o presente, pois, é ele que está acontecendo e fazendo diferença em nossas vidas JÁ... AGORA! Vamos fazer o que? Perdoar essas criancinhas políticas de hoje porque estão roubando devido ao mau exemplo que tiveram dos políticos adultos do passado? Ah, vamos lá, gente! Isso é conversa de louco fanático pra torcedor dormir!

Outra conversinha idiota é aquela de que o brasileiro precisa primeiro parar de subornar o guarda pra depois poder exigir que se acabe com a corrupção. Isso é coisa de sociólogo que fica com a bunda na cadeira elaborando a defesa de sua tese de mestrado sobre a origem da impunidade e das injustiças sociais. É lógico que essa cultura existe e também precisa mudar, mas qual o percentual da população que faz isso e qual a dos políticos que roubam? Essa mudança cultural do povo levará gerações, mas a dos políticos pode acontecer agora!

Pra mim a situação tem que ser resolvida de forma pragmática, da frente pra trás; de hoje pra ontem. Não vou ser feliz no passado, fazer supermercado, pagar minha conta de luz e de água ou procurar emprego em 1999.

E não me encham mais o saco!

(...)