Não há mais como encobrir ou tentar disfarçar. O país está completamente atolado na corrupção e a constatação de que todos os partidos estão envolvidos é um sinal claro de que a falência do sistema político brasileiro já foi decretada.
Diante dessa constatação inequívoca, os militantes crédulos do PSOL e alguns partidos nanicos que ainda não foram pegos com a boca na botija poderão chiar, mas sem razão. O PSOL, por exemplo, a partir do momento que resolveu atacar apenas o que chama de direita reacionária - que pra mim não existe no Brasil - e por questões ideológicas preservar a esquerda bandida, envolve-se até o pescoço na lama fétida da corrupção. Não há projeto ideológico que justifique assaltar cofres públicos, provocar mortes de crianças e idosos nos corredores dos hospitais, aumentar a criminalidade nas ruas, arrasar o sistema de educação e quebrar empresas estatais, antes sólidas. Essa seletividade hipócrita além de não salvá-los, os transforma em comparsas. Para o PSOL e esses outros poucos, vale a famosa frase de Albert Einstein. "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa dos que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que só observam e deixam o mal acontecer."
E daí vocês me perguntarão: você está jogando todos os partidos no mesmo saco? E eu responderei que estou, sem o menor remorso ou medo de estar errado. Todos eles são compostos por bandidos da pior espécie, pois, como você classificaria assassinos de pessoas inocentes, muitas delas que ainda nem chegaram a descobrir o que é viver e outras que passaram a vida inteira trabalhando e pagando impostos, merecendo suas justas aposentadorias e serem tratadas como seres humanos? Assassinos e por sinal, muito bem remunerados. Ganham salários médios de R$ 34 mil, assistência médica familiar de R$ 8 mil, auxílio moradia e outros benefícios que somados superam R$ 170 mil mensais. E ainda por cima podem aposentar-se após 8 anos de contribuição. Tudo pago por nós, idiotas. Em resumo, é o próprio povo pagando caro o trabalho sujo de seus algozes.
Mas o nosso problema está só nos partidos políticos? Antes fosse! Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é quem. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, "A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos."
Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!
Agora, deixando de papo, vamos à única saída.
A lava Jato não vai parar e mesmo que pare de fato, na essência ela jamais será esquecida e o povo honesto e ordeiro continuará surfando em sua onda inercial. É esforço inútil tentar desmoralizar o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público (excluo Janot) e a Polícia Federal. Vocês estão num beco sem saída. Nós estamos num beco sem saída. Uma guerra civil seria dolorosa para todos, inclusive para vocês, hoje poderosos. Perderiam seus cargos, seus altos salários e suas benesses. O que escolhem?
Bandidos e não bandidos: reúnam-se, conversem e acertem-se. Encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há outra escolha. As diferenças entre nós e vocês estão apenas em seus cérebros doentes. Um dia morrerão e serão enterrados a sete palmos ou cremados, exatamente como nós. Como no ditado popular italiano, "No final da partida, o rei e o peão são guardados na mesma caixa."
Chega dessa estupidez de bancarem os maiorais e mãos a obra!
Vocês são pagos pra isso, muito embora recebam muitíssimo mais do que merecem receber.
Em junho de 1988 foi realizada a 19ª Conferência do Partido Comunista da União Soviética. Naquela oportunidade debateram-se os caminhos da “PERESTROIKA” de Mikhail Gorbachev, e já se vislumbrava a eminente queda do Muro de Berlim, o que de fato aconteceu em 9/11/1989.
Com a queda do Muro e com o desmoronamento planejado do comunismo pela União Soviética, Fidel Castro e as esquerdas latino-americanas perderam seu tutor financeiro e ideológico, a Rússia. Era preciso, portanto, articular a criação de um organismo que pudesse manter viva a “chama ideológica marxista-leninista”, bem como orientar e coordenar as suas ações comunistas no Continente.
Antes, porém, em janeiro de 1989, em Havana, por ocasião da reunião de cúpula do Partido Comunista de Cuba e o PT do Brasil foi estabelecido que, se Lula não ganhasse as eleições em novembro de 1989, deveria ser formada uma organização para coordenar as ações de toda a esquerda continental e que a liderança e organização do processo caberia a Luiz Inácio “Lula” da Silva. Portanto, Fidel já sabia dos planos arquitetados na 19ª Conferência do Partido Comunista e preparava terreno no Continente.
Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro, com o apoio de Luis Inácio “Lula” da Silva, convocou os principais grupos terroristas revolucionários da América Latina para uma reunião na cidade de São Paulo. Acudiram ao chamado de Fidel e Lula, além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, o Exército de Libertação Nacional (ELN), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, e o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México.
Este é o eleitor brasileiro emulando a avestruz. E essa nefasta ação do eleitor avestruz não se restringe aos estratos menos informados da população. Haja vista que a maioria dos ricos e boa parte da classe média verdadeira, como mostram as pesquisas, concedem o seu apoio à Dilma ou Marina Silva, as duas candidatas do Foro de São Paulo.
O PRIMEIRO ENCONTRO
O primeiro Encontro aconteceu no Hotel Danúbio na cidade de São Paulo, no período de 1 a 4 de julho de 1990. O nome “FORO DE SÃO PAULO” foi adotado na segunda reunião realizada na cidade do México, no período de 12 a 15 de junho de 1991, quando reuniu 68 organizações de 22 países. E assim nasceu o FORO DE SÃO PAULO. Uma coalizão de terroristas revolucionários, partidos comunistas, partidos de esquerda, enfim, a escória do Continente latino-americano, Caribe e América Central.
Para dirigi-lo centralizadamente, foi criado um Estado Maior civil constituído por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, além do líder sandinista Daniel Ortega e o argentino Enrique Gorriarán Merlo.
Em 1991, foram elaborados os estatutos do Foro e escolhida uma direção que ficou composta pelo Partido Comunista Cubano (Cuba), Partido da Revolução Democrática (México), Partido dos Trabalhadores (Brasil), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), Movimento Lavalas (Haiti), Movimento Bolívia Livre e os 6 partidos integrantes da Esquerda Unida (Peru) e da Frente Ampla (Uruguai, uma frente constituída por diversos partidos e organizações, dentro da qual o Movimento Tupamaros é hegemônico). Em 1992, a URNG – União Revolucionária Nacional Guatemalteca, que agrupa várias organizações voltadas para a luta armada, foi admitida como membro dessa direção.
A partir do II Encontro, realizado no México no período de 12 a 15 de junho de 1991, o FORO DE SÃO PAULO passou a ter CARÁTER CONSULTIVO e DELIBERATIVO dos Encontros. Isso significa que as decisões aprovadas em plenárias e constantes das Declarações finais passaram, a partir de então, a ser consideradas DELIBERATIVAS, isto é, DECISÓRIAS EM TERMOS DE ACEITAÇÃO e CUMPRIMENTO pelos membros do Foro, subordinando-os, portanto, aos ditames dos Encontros na ação a ser desenvolvida em nível internacional e nos respectivos países. Tais deliberações obedecem a uma política internacionalista, com vistas à implantação do socialismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação. A Lei Orgânica dos Partidos Políticos (LOPP) e a Constituição da República definem que “A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros” (artigo 17 da Constituição e item II, artigo 5º da LOPP). Isso no conceito dos dirigentes dos países membros do FORO DE SÃO PAULO é letra morta.
A DESCOBERTA DO FORO
O FORO DE SÃO PAULO foi descoberto por José Carlos Graça Wagner, um advogado paulista e que o denunciou publicamente em 1º de setembro de 1997, em painel realizado na Escola Superior de Guerra, que versava sobre o tema “Movimentos Sociais e Contestação Sócio-Política – a Questão Fundiária no Brasil”. Com a sua morte, passou a acompanhar e denunciar a formação “eixo do mal” pelo Foro de São Paulo, o jornalista, filósofo e ensaísta, Olavo de Carvalho, o que lhe custou o emprego no jornal “O Globo” e muitos outros periódicos nos quais era articulista.
Lula presidiu a reunião de fundação do Foro de São Paulo em 1990 e até hoje é seu chefe máximo, depois que o ditador Fidel Castro se transformou num morto-vivo pela velhice e a doença.
O FORO DE SÃO PAULO permaneceu no mais absoluto anonimato, eficientemente protegido pela mídia brasileira, toda ela engajada no esquerdismo marxista. O público brasileiro, mais atento, somente tomou conhecimento e muito discretamente, quase que imperceptivelmente, por ocasião do 7º Encontro realizado na cidade de Porto Alegre em julho de 1997. Foi apenas uma discreta aparição que a imprensa brasileira procurou ocultar por meio da suspensão de todo e qualquer destaque que pudesse levantar suspeitas do que se tratava esse encontro, apesar de presentes 158 delegados, 58 partidos procedentes de 20 países, 36 organizações fraternas e cerca de 400 representantes de partidos e organizações de esquerda do continente.
No dia 2 de julho de 2005, por ocasião do XII Encontro ocorrido em São Paulo, se comemorou os 15 anos de fundação da organização, com discurso laudatório do presidente do Brasil cujo trecho selecionado é reproduzido a seguir:
“Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.”
“E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.”
“Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.” (Discurso de comemoração dos 15 anos do Foro, julho de 2005).
Exército da Venezuela destruiu todas as caixas contendo os votos emitidos pela máquina de votação que permitiria uma auditoria na última eleição que elegeu o tiranete Nicolás Maduro. Para o esquema do Foro de São Paulo tanto faz se for urna eletrônica que emite comprovante do voto ou simplesmente voto em papel. De todo jeito a eleição pode ser fraudada como foi recentemente na Venezuela.
DITADURAS VIA ELEIÇÕES
A documentação acerca do FORO DE SÃO PAULO jamais teve ampla divulgação, tendo sido inicialmente publicado apenas na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do Partido Comunista Cubano. Na edição internacional nada transpirou. Mais tarde, passou a ter algum tipo de noticiário restrito em poucos jornais de alguns países e, até numa revista editada na Argentina chamada “América Libre”, quase de circulação interna, dirigida por Frei Betto.
O objetivo do Foro de São Paulo é implantar governos socialistas na América Latina, via eleições “democráticas”, que mais tarde serão convertidos em governos totalitários, a exemplo do modelo cubano em vigor, tudo sob a falsa retórica de “democracia”, tal como eles, os comunistas entendem. Os campos de atividade do Foro são a subversão política e social de todo o continente latino-americano. Veja-se o caso de Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. Tudo sob a falsa retórica da “democracia”, repito. Trata-se, portanto, de uma organização que se mantém no anonimato para que seus projetos totalitários não sejam identificados antes que se complete o plano de dominação e implantação do pensamento hegemônico no Brasil e no continente Latino-americano. Para este desiderato o FORO DE SÃO PAULO conta com o apoio da ONU e da OEA.
Como vimos, participam do FORO DE SÃO PAULO partidos e organizações de esquerda, reformistas e revolucionárias; Partidos Comunistas que se definem como marxistas-leninistas; organizações e grupos trotskistas; Partidos Comunistas que continuam se definindo como marxistas-leninistas-maoístas (da Argentina, Peru e Uruguai) e que possuem uma articulação internacional própria em 17 países; Partidos Socialistas filiados ou não à Internacional Socialista; organizações que continuam desenvolvendo processos de luta armada, como as FARC e ELN, na Colômbia e organizações que participaram da luta armada e hoje atuam na legalidade, como o Movimento 19 de Abril, também da Colômbia e os Tupamaros, do Uruguai.
Esta é, portanto, a breve radiografia do FORO DE SÃO PAULO, uma organização que os brasileiros não conhecem e a maioria nem sabe que existe, e cujo objetivo maior é comprar a sua alma para vendê-la ao demônio.
O STF indignado com o juiz Sérgio Moro tenta desqualificá-lo e puxar os holofotes pra si, mas não sabe que o juiz federal junto com o Ministério Público e Polícia Federal têm um plano diabólico: TRABALHAR E CUMPRIR SUAS MISSÕES CONSTITUCIONAIS.
Mais uma operação hoje, a 27ª de nome Carbono 14. Estratégia genial essa de apenas cumprir a lei numa terra de bandidos, não?
Chegará o momento em que o TREM DO FORO ESPECIAL ficará lotado, cheio de políticos famosos de diversas legendas, parentes, amigos... será difícil acomodar todos.
O STF está em pânico. Descobriu só agora que não pode fazer nada contra o cumprimento da Constituição e das leis.
Quem assistiu a votação do STF hoje pode notar as dificuldades que teremos para eliminar do país o câncer da corrupção. O que presenciamos foi uma verdadeira fogueira das vaidades que já havia sido antecipada por vários ministros em suas declarações pessoais, incomodados de não serem o centro das atenções no julgamento da Operação Lava Jato. Foi uma espécie de desautorização e ameaças veladas às ações do juiz Sérgio Moro. Ouvimos várias vezes a palavra "alerta" ou sinônimos sendo mencionados pelos ministros. Algo como "dessa vez passa, mas da próxima..."
É lógico que passa. Já sabemos de tudo! Cada vez fico mais convicto de que Sérgio Moro fez o certo divulgando as gravações. Ele sabia que se elas ficassem sob segredo de justiça, a mesma fogueira das vaidades que tentou assá-lo hoje, no final assaria mesmo é uma grande pizza, como aconteceu no mensalão. E vocês me perguntarão: "mas o mensalão acabou em pizza?" E eu direi que sim... acabou sim! Digam-me quais os políticos que ainda se encontram presos? Digam-me se não foram os empresários que pegaram penas mais pesadas. Digam-me se o alerta do ministro Joaquim Barbosa de que se tratava de uma quadrilha não se evidencia agora? No entanto, os políticos do mensalão foram inocentados do crime de formação de quadrilha nos embargos. Justiça pela metade não é justiça!
No entanto, hoje isto não acontecerá com a mesma facilidade. As gravações podem até ficar sob sigilo e não serem usadas como provas - até apagadas -, mas a desfaçatez, o desprezo aos brasileiros naqueles diálogos já ficaram gravados em nossa memória. O povo já está pra lá de cansado e as únicas instituições que estão merecendo nosso voto de credibilidade - até que provem o contrário - são a Justiça Federal com Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal. E em tempos de liberdade de expressão e pensamento, não há como querer decretar silêncio.
Aliás, por falar em "desgravar" ou "apagar", um fato interessante aconteceu recentemente com o ministro Barroso quando ministrava palestra para bolsistas da Fundação Lemann em um dos plenários do tribunal. Disse:
"Quando anteontem o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e disse: 'Meu Deus do céu! Essa é nossa alternativa de poder. Não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando"
"A audiência foi filmada e transmitida no sistema interno do STF. Antes dos comentários, o ministro frisou que estava falando em um "ambiente acadêmico" e depois perguntou se sua fala estava sendo gravada. Ao saber que sim, se queixou com auxiliares e pediu para "desgravar". (G1 - Link)
Sinto ter que concordar com Lula, mas ele tinha razão quando disse que o STF está acovardado. Vou usar apenas esse termo que ele usou porque o barbudo não foi punido por isso. Mas juro que minha vontade era de poder dizer muito mais... mas muito muito mais do que disse sobre eles neste texto.
Gherardo Colombo, ex-ministro da suprema corte italiana
"Responsável pela investigação que inspirou a Lava a Jato, ex-magistrado da corte suprema italiana diz que a Justiça sozinha é incapaz de derrotar a corrupção"
Uma vida dedicada à luta contra a corrupção. Magistrado desde 1974, Gherardo Colombo chegou, enfim, em 2005 à Corte de Cassação, a suprema corte italiana. O antigo procurador e juiz de instrução trazia no currículo o trabalho em alguns dos maiores escândalos de corrupção da Europa, da loja maçônica P2 – que inspirou parte da trama de O Poderoso Chefão 3 – à Operação Mãos Limpas e aos casos que envolviam o grupo do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Em 2007, Colombo renunciou à magistratura porque entendeu que não era possível combater a corrupção por meio da Justiça. Hoje, dirige uma editora e faz palestras, nas quais ensina a obediência às leis. Nessa semana, estará em São Paulo, no Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), para um debate sobre a Mãos Limpas, que serviu de modelo para a Lava Jato, e suas lições para o Brasil. A seguir, trechos da entrevista.
A investigação em 1981 sobre a P2 foi uma ancestral de Mãos Limpas?
Eu creio que sim. Quando descobrimos as cartas sobre a P2, achamos uma série de envelopes lacrados que continham informações sobre crimes que tinham relação também com quantias recebidas ilegalmente por personagens políticos.
Há mais de 20 anos a Mãos Limpas pôs de cabeça para baixo a política italiana. Qual é, para o senhor, a herança dela para os italianos?
A herança desse caso está no fato que pudemos constatar que, por meio de uma investigação judiciária, não se pode enfrentar a corrupção, quando ela é tão difusa como na Itália. Eu creio que hoje a corrupção não seja menos espalhada do que então. Investigamos por seis, sete anos. Fizemos processos até 2005 e, porém, a corrupção não diminuiu.
Como fica a cidadania quando as coisas terminam assim?
Para mim, a cidadania, os cidadãos comuns tiveram uma parte importante na decretação do fim da Mãos Limpas porque, no início, eram todos entusiastas na Itália das investigações, pois elas nos levavam a descobrir a corrupção de pessoas que estavam lá em cima. Mas, conforme elas prosseguiram, chegamos à corrupção dos cidadãos comuns: o fiscal da prefeitura que fazia compras de graça, que não fiscalizava a balança do vendedor de frios, que continuava a vender apresuntado como se fosse presunto...
Começaram a pensar que os senhores eram Savonarolas (Girolamo Savonarola, dominicano que governou Florença, na Itália, no século 15 e dizia que a moral dos cidadão devia ser regenerada)?
Sim, pensaram isso: ‘Mas esses magistrados, o que querem fazer? Querem saber o que nós estamos fazendo?’
Para lutar contra a corrupção, é preciso também uma mudança nas pessoas?
Da educação, da cultura, seguramente. Eu estou convencido disso. Eu me demiti da magistratura por isso.
No Brasil, dizem que a eleição de Berlusconi é um produto da Mãos Limpas. O que o senhor pensa disso?
Não penso assim. As modificações políticas que se verificaram na Itália são consequência em grande parte da queda do muro de Berlim.
Berlusconi, dizem, firmou-se no poder deslegitimando a magistratura. Houve na Itália uma estratégia consciente da classe política, do establishment, para acabar com a Mãos Limpas?
Sim. Isso pode ser. É preciso considerar que tudo isso começou após 1994, isto é, quando a Mãos Limpas havia começado a espraiar-se. O problema é que medidas relacionadas à prescrição dos crimes (diminuição do tempo de prescrição), à falsificação de balanço de empresas (que deixou de ser crime) e outras foram aceitas pelos cidadãos. Exceto no caso do decreto Biondi (conhecido como ‘salva ladrão’, ele acabava com a prisão preventiva nos casos de corrupção, mas acabou rejeitado pelo Parlamento), os cidadãos progressivamente se desinteressaram dessas coisas, pois começamos a incomodar também as pessoas comuns.
Para deslegitimar a Mãos Limpas, dizia-se que os juízes eram ‘togas vermelhas’. É possível ser magistrado em um país tão dividido politicamente, como a Itália? Como conservar a independência?
É muito importante ser absolutamente imparcial. Tratar todos os casos do mesmo modo, que é o que fizemos. Estávamos atentos e investigávamos cada notícia de crime que chegava. Sou muito tranquilo a respeito disso. Muitos nos acusaram de ser parciais, de favorecer algum expoente de uma força política em relação a outros ou de não investigar em um certo campo. Quando me perguntam sobre isso, eu respondo: se há alguém que conhece notícias de crime que não investigamos, diga-nos quais são. E ninguém jamais disse nada, salvo para falar de crimes já prescritos.
E o que deve fazer um magistrado quando se começa a discutir se ele, por acaso, não abusou do poder?
Continuamos a trabalhar tendo como ponto de referência a nossa Constituição e a nossa independência. Quer dizer que nós não nos deixamos influenciar por nada.
Antonio Di Pietro (magistrado que atuou com Colombo na Operação Mãos Limpas) disse ao Estado que há um paralelo entre Mãos Limpas e as investigações em curso no Brasil sobre a Petrobrás. O senhor crê que é possível comparar esses dois casos?
Eu conheço muito pouco a situação brasileira para poder responder a essa pergunta.
Di Pietro entrou na política – é líder do partido Italia Dei Valori. O que isso significou para a magistratura?
Quando ele entrou na política já se havia demitido da magistratura.
Qual o papel dos empresários na corrupção? Pode-se usar o conceito de corrupção por indução para explicar o papel dos empresários?
Geralmente não eram vítimas de extorsão. Algum deve ter sido, mas o que acontecia era outra coisa: os empresários, por meio da corrupção, obtinham recursos públicos que, sem isso, não teriam. A corrupção trazia vantagem, seja para o funcionário ou para o político, que recebia o dinheiro, seja para o empresário, que pagava. O custo da propina era sustentado pelos cidadãos, que pagavam impostos, porque os empresários incluíam isso no preço dos contratos com o governo.
Alguns investigados diziam que eram acusados com base na lógica e não de acordo com as provas. O senhor acredita que um líder político não pode não saber do que se passa no seu partido ou em seu governo?
Creio que há uma ideia pouco precisa sobre como o Ministério Público trabalha. Não é que um procurador acorda de manhã: ‘Ah, talvez, aquele ali corrompeu alguém. Vamos apurar’. Não é assim. É necessário a notícia de um crime. Jamais aconteceu de nós processarmos alguém dizendo: “Ele não podia não saber”. Existiam fatos. Quando alguém era processado, havia provas. Elas consistiam em movimentação de dinheiro, em testemunhos. Essas críticas eram feitas por quem não lia suficientemente os processos.
Que fim levaram as pessoas que apoiavam a Mãos Limpas e gritavam: Milano ladrona, Di Pietro non perdona? Votaram no Berlusconi?
Não sei. É preciso perguntar a elas. Existe ainda hoje quem se escandaliza por causa de propinas, mas, para mim, parece que o comportamento da opinião pública hoje é muito diferente em relação a 30 anos atrás. Continuam a dizer: ‘Esses políticos, são todos corruptos etc’. Mas a partir disso não surge um comportamento coerente. Talvez haja uma consequência: o abstencionismo nas eleições, porque na Itália o voto não é obrigatório.
Como se deve tratar as interceptações telefônicas? Pode-se divulgá-las se há interesse público, ainda que envolvam cargos altos da República?
Na Itália, nesse caso, há imunidade para quem está no Parlamento. O Ministério Público pode tornar público atos secretos só se são necessários à investigação. Basta um parecer. Pelo que me lembro, esse é um poder que nunca usamos. De resto, pode ser divulgado tudo o que chega ao conhecimento do investigado.
O senhor se demitiu da magistratura. Agora como luta contra corrupção?
Eu me demiti da magistratura em 2007, embora pudesse continuar a ser magistrado por mais 14 anos. Decidi isso porque, para mim, é impossível marginalizar o desrespeito à lei se não se muda a cultura. Sou agora um editor – penso que, por meio dos livros, é possível fazer isso. E, sobretudo, vou muito às escolas falar com os estudante. Tento comunicar a eles a importância das regras, quando elas vêm da Constituição, que, na Itália, parte da constatação de há igual dignidade de todas as pessoas. Isso quer dizer expulsar a discriminação. Vejo cerca de 50 mil estudante por ano. Eles reagem bem e são muito disponíveis para essa discussão.
Há muito tempo o STF demonstra-se incomodado com o juiz Sérgio Moro. Uma parte por questões partidárias (isso mesmo!) e outra pela mais pura vaidade. Quais ministros compõem cada grupo? Oras bolas... até as pedras sabem quem é quem nessa turma e os que ainda não sabem é só procurar a recente história dos julgamentos do STF (do Mensalão pra cá) nos arquivos dos jornais na internet e começar a prestar atenção no que vem acontecendo e no que acontecerá daqui pra frente. Separar o joio do pouquíssimo trigo será mais fácil que roubar doce de criança, saber quem é a pior presidente do mundo ou o partido que rouba mais. Se bem que a disputa entre partidos está acirrada.
Mas como eu disse no início, há dois grupos - a um terceiro, mas é pequenininho - que podem ser facilmente identificados:
GRUPO DA GRATIDÃO: É composto por ministros que sentem-se agradecidos pela indicação do pixuleco e da madama, pois, não fosse a recomendação devido a seus currículos de ativistas e de bons serviços prestados ao partido bolivariano, eles jamais chegariam aonde estão porque tem muita gente melhor, muito embora não tão "adequada" aos requisitos. O "agradecido" não disfarça nem um pouco para tomar suas decisões altamente questionáveis até por leigos, pois, considera-se protegido pelo cargo que ocupa e usa seu notório saber jurídico (menos a conduta ilibada) para substanciar suas argumentações em "jurisdicês arcaico", inacessível aos beócios cidadãos comuns que servem apenas para pagar seus altos salários e mordomias.
GRUPO DA VAIDADE: É composto por ministros que estão tendo ataques frenéticos, morrendo de ódio e ciúmes do juiz Sérgio Moro. Onde já se viu, dizem eles! Como pode um "juizinho federal" ganhar essa notoriedade toda? Que petulância desse desaforado que fica fazendo sua obrigação e cumprindo a lei! E nós, que temos o cargo que ele almeja para coroar sua carreira de magistrado, ficamos de mãos atadas, à mercê dos seus pedidos de prisão preventiva sem podermos negar, pois, além de serem juridicamente corretos, o país inteiro está nos vigiando. Vamos fatiar esses processos e tirar os holofotes desse metido!
Pois bem... é mais ou menos assim que boa parte da nossa grande Corte Suprema pensa e atua. Quando não restam mais argumentos nos capítulos e parágrafos das leis e da Constituição, esses dois grupos recorrem ao preâmbulo constitucional para fazerem seus discursos filosóficos, dignos de um Platão, Gandhi, Buda ou Cristo. Nesses momentos até os pássaros param de cantar para escutar suas ponderações humanistas, dignas dos monges e sábios tibetanos. Mas no final, os que comemoram mesmo são os diabos, os advogados dos criminosos e a OAB (desculpem tripla redundância)!
Se fui muito sarcástico neste texto, desculpem-me. Afinal, a gente tem que ser sarcástico e irônico no país mais corrupto dos universos conhecido e desconhecido. Somos imbatíveis não só na corrupção, mas também na impunidade, na falta de saúde, segurança e educação. País do povo-hiena, não menos corrupto que seus eleitos.
Mas nem tudo é frustração. Resta-nos o "orgulho" de sermos os únicos bons em tudo aquilo que é ruim.
No Brasil a natureza é pródiga, mas alguns filhos da pátria (FDPs), não.