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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

QUE CAIAM COMO DOMINÓS

Em primeiro lugar deixo bem claro que não gosto de Temer, não votaria nele, mas como sou constitucionalista, o vice assumir foi a única opção após o impeachment. O mesmo aconteceu após o impeachment de Collor que pode ser considerado ladrão de galinhas se comparado a Lula, Dilma e essa quadrilha que se apossou do poder.

Se apossou porque a eleição de Dilma foi discutível, se não pelas atitudes de Toffoli na apuração até hoje não esclarecidas (provas mostraram que partidários do PT sabiam do resultado antes da divulgação), ao menos pelas mentiras de que a economia e as contas do governo estavam sob controle. Se apossou porque montou um esquema corrupto de propinas para 20 anos de poder, segundo o próprio José Dirceu.

A tese de que, por ter ter sido eleita numa eleição (até onde se tem notícia) democraticamente, e por isso deveria permanecer presidente, pode ser facilmente desmontada por duas razões:

  1. Collor não foi eleito democraticamente?
  2. O próprio Lula declarou na época que o mesmo povo que elege "tem  legitimidade para tirar o presidente do poder"

SOBRE AS VAIAS E O FORA TEMER, a última pesquisa feita mostrou que 85% não aprovavam o governo de Dilma e 65% estavam a favor do impeachment. Como somos 210 milhões, se apenas 15% estiverem a favor de Dilma, isto representará 30 milhões de brasileiros, ou seja, suficientes para uma sonora e constante vaia em eventos em todos estados brasileiros. Significa dizer também que aqueles 54 milhões de votos foram pulverizados. Essas vaias, portanto, não valem muito.

Desta forma, sou a favor desse período CONSTITUCIONAL de transição e do desmonte do esquema corrupto que foi montado pelo PT, PMDB e outros partidos. Muitas coisas ainda podem acontecer, pois, o término da operação Lava Jato foi postergado até 2017 e, tanto o Ministério Público quanto a Polícia e a Justiça Federal já provaram que estão determinados desmontar esse "esquema" e TODOS os políticos envolvidos de todos os partidos serão investigados. Isto significa que mais coisas estão por vir e se atingirem COM PROVAS Temer e quaisquer outros políticos de quaisquer partidos, serei a favor até de novas eleições, mas tudo dentro das regras constitucionais SEM QUE SEJAM ALTERADAS POR PECs OPORTUNISTAS.

É isso aí... quem não concordar, que discorde, mas dificilmente pensarei diferente do que penso hoje.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Lewandowski tirou a toga e deixou a máscara

Não sou daqueles que deseja vitória completa e retumbante, massacrando e pulverizando o "inimigo". Minha preocupação está longe de se algum louco vai empregar Dilma em cargo público, pois, o país provou que tem um ministério público atuante e que está longe de parar com suas investigações. O país provou que tem pessoas de brio, como Hélio Bicudo, Janaína  Paschoal, Miguel Reale Júnior, além de movimentos sociais apartidários que podem se utilizar de mecanismos constitucionais para impedir os abusos de poder.

O que me preocupa mesmo é termos um STF decidindo pelo que ele chama de "bom senso" e fazendo acordos de bastidores, considerando-se capaz de decidir o que é melhor para o povo, ao arrepio da constituição que jurou defender. Não me preocupo com o Congresso porque ele é político e eleito pelo povo, um reflexo da consciência política do eleitor. Sua depuração acontecerá com o tempo e levará gerações. Mas o STF é o grande contrapeso dessa falta de consciência, exatamente para evitar que os canalhas consigam seus intentos pessoais, partidários e classistas.

Não foi o cidadão Lewandowski exercendo a presidência do processo de impeachment que se envolveu com a gentalha política em seu meio. Por mais que ele tenha se justificado, explicando que ali ele não era o presidente do STF, não adiantou. Foi o presidente do Supremo Tribunal Federal sim, órgão máximo do país que cedeu, unindo-se a um bando de políticos desclassificados para rasgar a constituição que jurou defender. Fez o mesmo que um médico que nega atendimento ao cidadão atropelado porque está fora do hospital e sem os seus paramentos, como se o conhecimento em medicina que adquiriu pudesse ser apagado quando bem entendesse, justificando não salvar o moribundo.

E os moribundos ontem eram o Brasil e sua Constituição Federal.

Morreram.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

O brasileiro é tranquilo e jamais se envolveria numa guerra civil. Isso é o que a maioria afirma baseada na história do nosso povo. Os corruptos estão apostando nessa tese histórica para tentar melar a Lava Jato. Só lhes resta a alternativa de apostar no provável esquecimento da população e esta é uma prova de que estão em completo desespero, seja pelo que já aconteceu até agora ou do que ainda está por vir.

Enganam-se.

Vamos voltar ao passado recente de 1964, mas sem entrar no mérito. Os militares encontravam-se mobilizados, esperando apenas um bom motivo para deflagar o processo de tomada do poder. Os historiadores são quase unânimes em afirmar que a famosa passeata "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi orquestrada e não representava numérica, proporcional e qualitativamente os desejos da população brasileira. Como não havia pesquisas de opinião naquela época, vamos supor que essa maioria de historiadores tenha razão.

Cinquenta e dois anos se passaram e o quadro é completamente diferente. Hoje a situação é muito mais grave em todos os aspectos, a começar pela enxurrada de provas, não só da tentativa de "bolivarianizar" o país como dos flagrantes de corrupção envolvendo os três poderes da república, as estatais mais importantes e as maiores empreiteiras do país. Em 64 não havia o acesso à informação que hoje existe, a desigualdade social era bem maior e a submissão ao poder também. Éramos 85 milhões e hoje somos 210 milhões de brasileiros menos desiguais e mais bem informados.

Os militares alegam estar quietos porque não querem atropelar o processo democrático, mas não é bem assim. O PT desmontou e desmobilizou as Forças Armadas, afastando os bons estrategistas do comando e premiando os que talvez jamais chegariam onde chegaram, despertando neles sentimentos de eterna gratidão e fidelidade. Sem contar os decretos que Dilma assinou - alguns revogados agora por Temer - dando poderes ao Ministério da Defesa para interferir diretamente em algumas decisões dos altos comandos, praticamente ignorando a hierarquia há muito estabelecida.

Sobre o STF, deixo para Adilson Dallari, um dos maiores especialistas em direito administrativo do país falar: "A verdade é que o nosso Poder Judiciário tem contribuído para essa desmoralização. Que coisa louca! Eu, sinceramente, nunca vi isso na minha vida. E tenho 50 anos de atividade. O Judiciário brasileiro não tem se dado ao respeito". E enfatizou: "repito: o Judiciário não tem se dado ao respeito, e uma hora é preciso começar a reverter isso. Não dá para aceitar tudo. Vamos ainda mais para o buraco? Passou completamente da conta." (O Antagonista)

Mais de 80% da população está muito bem informada e apartidariamente contra essa vergonha que acontece no país. Se os três poderes estão esperando que coloquemos nossas cabeças no tronco e ofereçamos os nossos pescoços para o golpe do machado (há duplo sentido), podem esperar sentados. Se a Lava Jato parar por ações provenientes de leis aprovadas no fórceps, decretos presidenciais, interferências do Ministério da Justiça na estrutura da PF, engavetamentos do Procurador Geral ou julgamentos tendenciosos do STF, teremos a primeira guerra civil da nossa história. Se os bons deixarem os podres liderar esse golpe, não haverá mais Congresso ou STF. Nem seus polpudos salários e mordomias.

Experimentem e verão.


ESTADÃO (Fausto Macedo) "Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6 [julho de 2016], revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais."

Matéria completa da pesquisa: Estadão




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pedaladas: desespero x sobriedade. Ganha o sóbrio.


Texto do procurador Júlio Marcelo de Oliveira que dispensa introdução.
“Evidente que a perícia não iria encontrar um ato da Presidente na ‘pedalada’ junto ao Banco do Brasil. Isso já havia sido até dito e explicado. Os motivos que levaram o TCU a repudiar os empréstimos ilegais feitos de maneira forçada junto ao Banco do Brasil, BNDES e Caixa não foram atos ostensivamente praticados pela presidente ou seus auxiliares, mas a falta de atos, justamente a omissão de pagamentos devidos aos bancos federais. Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação, pela obtenção de efeitos proibidos sem a prática ostensiva do ato que produziria tal efeito. Exatamente por configurar uma fraude, com maquiagem das estatísticas fiscais, em escala bilionária, não se poderia imaginar que tamanha manobra pudesse ocorrer sem o conhecimento pleno e anuência de sua principal beneficiária. Essa foi a convicção que levou os ministros do TCU a, de forma unânime, emitirem um parecer pela rejeição das contas em 2014, por irregularidades que, em essência, se repetiram em 2015.”
Mas não dispensa encerramento: idiotas!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

TRÊS ANOS SE PASSARAM. PARABÉNS, BRASIL!



O texto que estou repostando abaixo deste, foi escrito por um médico do SUS há três anos, período das manifestações de junho. As coisas ruins aqui demoram pra se resolver, graças ao Congresso, graças às leis, graças ao STF e a 15% de militantes fanáticos.

De lá pra cá, quantas crianças, adultos e idosos não morreram aguardando nos corredores dos hospitais, nas ruas por criminosos e quantos estudantes não tiveram suas mentes deformadas?

De lá pra cá, quantos deputados, senadores e ministros não enriqueceram, seja por meio de seus próprios salários ou bombados por propinas e roubos dos cofres públicos? Quantos deles e de suas famílias não deixaram de morrer porque usufruem de seus convênios médicos de 8 mil por mês pagos por nós, otários úteis?

De lá pra cá, quantos empresários quebraram, quantos ainda irão se suicidar? O Brasil tinha 7 milhões de desempregados e hoje tem 13 milhões. Os miseráveis que ascenderam à classe média estão voltando para as favelas.

De lá pra cá, a gente confirmou que a maioria da classe política não vale nada; que nossas vidas e o futuro dos nossos filhos e netos estão entregues a uma facção criminosa infiltrada nos três poderes da República.

E que toda a nossa esperança está na consciência e determinação de meia dúzia de heróis do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal.

“Infeliz a nação que precisa de heróis.” (Bertolt Brecht)

Infeliz a nação que não tem heróis.

"Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor."
"Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso."
"Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção)."
"Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi."
"A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse."
"E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil...."
"Para melhorar a qualidade....?"
"Sra 'presidenta', eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade."
"Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade."
"O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos." 
"Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência."
"Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados."
"Hoje, eu chorei de novo."
(Francisco Kaveski)

domingo, 5 de junho de 2016

Aos bandidos, traidores da Pátria, safados e sem caráter do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Desde que lancei este blog, há 8 anos, eu sempre procurei usar argumentos e não ser agressivo de maneira desmedida. Sou absolutamente contra a violência, inclusive a das palavras. No entanto, os últimos acontecimentos na política - nós que imaginávamos havermos chegado no fundo do poço - não merecem contra-argumentações clássicas, filosóficas ou ideológicas. Precisam ser ofensivas e rasteiras, no mesmo nível desses bandidos, safados e maus caracteres que dizem nos representar.

Se você não está entre esses miseráveis estúpidos, exclua-se e apenas leia. Agora, se você responder sim para apenas uma das cinco perguntas abaixo, este texto é para você e toda corja de salafrários e traidores da pátria a qual pertence.

LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO:
  1. Negocia seu voto para lucrar política ou financeiramente, ou para devolver favores?
  2. Desvia dinheiro dos impostos, seja para seu partido ou benefício pessoal?
  3. Combate o governo, pressionando apenas para lucrar com a venda do seu apoio?
  4. Está defendendo algum bandido apenas porque é seu amigo ou amigo do amigo?
  5. Coloca sua pessoa, corporação ou classe acima dos interesses dos cidadãos que representa?
Muito bem... se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, significa que você pertence à escória da raça humana. Você não tem nem a dignidade de um rato de esgoto. Envergonha seus filhos e sua família, o estado, a cidade, o país e a classe que representa. Vale milhões de vezes menos do que o preço pelo qual você se vende.

Você é um assassino de crianças, adultos e idosos, aqueles que morrem nas filas aguardando consultas e internações nos corredores dos hospitais. Você é comparsa dos ladrões, traficantes, pedófilos e estupradores que se encontram soltos por falta de verbas para a segurança pública. Você é um mau exemplo para estudantes e um destruidor do sistema educacional, inimigo dos professores e de toda classe educadora. Você desemprega pais de família, incentiva suicídios, a miséria e a desigualdade social.

Se existir vida após a morte, seu lugar está reservado no umbral, nas mais densas sombras dos planos espirituais, onde almas arrastam-se na lama, desesperadas pedindo para serem salvas das garras do demônio.

Você é um dos descendentes não evoluídos do atavismo animal, um ser grotesco e desprezível.

Você será execrado do meio em que trabalha. Se for político, não será eleito ou reeleito.

Você não vale nada!

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terça-feira, 24 de maio de 2016

Anulação do impeachment? STF pode ser parcial, mas não é louco.

Todos sabem muito bem - e a Constituição é bem clara - que a abertura do processo de impeachment na Câmara baseia-se em crime de responsabilidade do executivo, mas seu julgamento é político e realizado pelo Senado Federal, independentemente do processo penal.
(...) "a condenação por crime de responsabilidade se dá “sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Vale dizer, é possível haver a condenação no processo político de impeachment, com as sanções que lhe são próprias, bem como condenação em processo penal, caso o ato se tipifique como um ilícito penal."
Collor, por exemplo, sofreu impeachment, mas foi absolvido pelo STF no processo penal. Esta absolvição não anulou a sentença da condenação política. Collor, mesmo renunciando, sofreu sanções políticas.
"Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos." (www.camara.leg.br) 
Como a própria Constituição define que é o Senado que julga, é óbvio que o julgamento será político, portanto, a palavra golpe perde completamente o sentido que o PT e seus aliados pretendem dar. Se o impeachment de Dilma for considerado golpe, mesmo caracterizado por crime de responsabilidade (pedaladas fiscais e edição de decretos de crédito suplementar sem aprovação do Congresso) e acordos políticos da oposição, o impeachment de Collor também poderia ser considerado golpe e anulado. Afinal, como pode haver um julgamento "político" sem que haja acordos "políticos"? Impossível! Só se todos os senadores - numa imposição bizarra - se desfiliassem de seus partidos para poderem votar de forma independente das orientações partidárias sem que sofressem as sanções previstas nos seus estatutos ou regimentos internos do Senado. Coisa meio de loucos.

SOBRE O STF

Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.

Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:


Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.

O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.

O STF pode ser parcial, mas não é doido.

sábado, 7 de maio de 2016

O IMPEACHMENT É O FIM DO FORO DE SÃO PAULO



Em junho de 1988 foi realizada a 19ª Conferência do Partido Comunista da União Soviética. Naquela oportunidade debateram-se os caminhos da “PERESTROIKA” de Mikhail Gorbachev, e já se vislumbrava a eminente queda do Muro de Berlim, o que de fato aconteceu em 9/11/1989.

Com a queda do Muro e com o desmoronamento planejado do comunismo pela União Soviética, Fidel Castro e as esquerdas latino-americanas perderam seu tutor financeiro e ideológico, a Rússia. Era preciso, portanto, articular a criação de um organismo que pudesse manter viva a “chama ideológica marxista-leninista”, bem como orientar e coordenar as suas ações comunistas no Continente.

Antes, porém, em janeiro de 1989, em Havana, por ocasião da reunião de cúpula do Partido Comunista de Cuba e o PT do Brasil foi estabelecido que, se Lula não ganhasse as eleições em novembro de 1989, deveria ser formada uma organização para coordenar as ações de toda a esquerda continental e que a liderança e organização do processo caberia a Luiz Inácio “Lula” da Silva. Portanto, Fidel já sabia dos planos arquitetados na 19ª Conferência do Partido Comunista e preparava terreno no Continente.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro, com o apoio de Luis Inácio “Lula” da Silva, convocou os principais grupos terroristas revolucionários da América Latina para uma reunião na cidade de São Paulo. Acudiram ao chamado de Fidel e Lula, além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, o Exército de Libertação Nacional (ELN), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, e o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México.

Este é o eleitor brasileiro emulando a avestruz. E essa nefasta ação do eleitor avestruz não se restringe aos estratos menos informados da população. Haja vista que a maioria dos ricos e boa parte da classe média verdadeira, como mostram as pesquisas, concedem o seu apoio à Dilma ou Marina Silva, as duas candidatas do Foro de São Paulo.

O PRIMEIRO ENCONTRO

O primeiro Encontro aconteceu no Hotel Danúbio na cidade de São Paulo, no período de 1 a 4 de julho de 1990. O nome “FORO DE SÃO PAULO” foi adotado na segunda reunião realizada na cidade do México, no período de 12 a 15 de junho de 1991, quando reuniu 68 organizações de 22 países. E assim nasceu o FORO DE SÃO PAULO. Uma coalizão de terroristas revolucionários, partidos comunistas, partidos de esquerda, enfim, a escória do Continente latino-americano, Caribe e América Central.

Para dirigi-lo centralizadamente, foi criado um Estado Maior civil constituído por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, além do líder sandinista Daniel Ortega e o argentino Enrique Gorriarán Merlo.

Em 1991, foram elaborados os estatutos do Foro e escolhida uma direção que ficou composta pelo Partido Comunista Cubano (Cuba), Partido da Revolução Democrática (México), Partido dos Trabalhadores (Brasil), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), Movimento Lavalas (Haiti), Movimento Bolívia Livre e os 6 partidos integrantes da Esquerda Unida (Peru) e da Frente Ampla (Uruguai, uma frente constituída por diversos partidos e organizações, dentro da qual o Movimento Tupamaros é hegemônico). Em 1992, a URNG – União Revolucionária Nacional Guatemalteca, que agrupa várias organizações voltadas para a luta armada, foi admitida como membro dessa direção.

A partir do II Encontro, realizado no México no período de 12 a 15 de junho de 1991, o FORO DE SÃO PAULO passou a ter CARÁTER CONSULTIVO e DELIBERATIVO dos Encontros. Isso significa que as decisões aprovadas em plenárias e constantes das Declarações finais passaram, a partir de então, a ser consideradas DELIBERATIVAS, isto é, DECISÓRIAS EM TERMOS DE ACEITAÇÃO e CUMPRIMENTO pelos membros do Foro, subordinando-os, portanto, aos ditames dos Encontros na ação a ser desenvolvida em nível internacional e nos respectivos países. Tais deliberações obedecem a uma política internacionalista, com vistas à implantação do socialismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação. A Lei Orgânica dos Partidos Políticos (LOPP) e a Constituição da República definem que “A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros” (artigo 17 da Constituição e item II, artigo 5º da LOPP). Isso no conceito dos dirigentes dos países membros do FORO DE SÃO PAULO é letra morta.

A DESCOBERTA DO FORO

O FORO DE SÃO PAULO foi descoberto por José Carlos Graça Wagner, um advogado paulista e que o denunciou publicamente em 1º de setembro de 1997, em painel realizado na Escola Superior de Guerra, que versava sobre o tema “Movimentos Sociais e Contestação Sócio-Política – a Questão Fundiária no Brasil”. Com a sua morte, passou a acompanhar e denunciar a formação “eixo do mal” pelo Foro de São Paulo, o jornalista, filósofo e ensaísta, Olavo de Carvalho, o que lhe custou o emprego no jornal “O Globo” e muitos outros periódicos nos quais era articulista.

Lula presidiu a reunião de fundação do Foro de São Paulo em 1990 e até hoje é seu chefe máximo, depois que o ditador Fidel Castro se transformou num morto-vivo pela velhice e a doença.

O FORO DE SÃO PAULO permaneceu no mais absoluto anonimato, eficientemente protegido pela mídia brasileira, toda ela engajada no esquerdismo marxista. O público brasileiro, mais atento, somente tomou conhecimento e muito discretamente, quase que imperceptivelmente, por ocasião do 7º Encontro realizado na cidade de Porto Alegre em julho de 1997. Foi apenas uma discreta aparição que a imprensa brasileira procurou ocultar por meio da suspensão de todo e qualquer destaque que pudesse levantar suspeitas do que se tratava esse encontro, apesar de presentes 158 delegados, 58 partidos procedentes de 20 países, 36 organizações fraternas e cerca de 400 representantes de partidos e organizações de esquerda do continente.

No dia 2 de julho de 2005, por ocasião do XII Encontro ocorrido em São Paulo, se comemorou os 15 anos de fundação da organização, com discurso laudatório do presidente do Brasil cujo trecho selecionado é reproduzido a seguir:

“Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.”

“E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.”

“Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.” (Discurso de comemoração dos 15 anos do Foro, julho de 2005).

Exército da Venezuela destruiu todas as caixas contendo os votos emitidos pela máquina de votação que permitiria uma auditoria na última eleição que elegeu o tiranete Nicolás Maduro. Para o esquema do Foro de São Paulo tanto faz se for urna eletrônica que emite comprovante do voto ou simplesmente voto em papel. De todo jeito a eleição pode ser fraudada como foi recentemente na Venezuela.

DITADURAS VIA ELEIÇÕES

A documentação acerca do FORO DE SÃO PAULO jamais teve ampla divulgação, tendo sido inicialmente publicado apenas na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do Partido Comunista Cubano. Na edição internacional nada transpirou. Mais tarde, passou a ter algum tipo de noticiário restrito em poucos jornais de alguns países e, até numa revista editada na Argentina chamada “América Libre”, quase de circulação interna, dirigida por Frei Betto.

O objetivo do Foro de São Paulo é implantar governos socialistas na América Latina, via eleições “democráticas”, que mais tarde serão convertidos em governos totalitários, a exemplo do modelo cubano em vigor, tudo sob a falsa retórica de “democracia”, tal como eles, os comunistas entendem. Os campos de atividade do Foro são a subversão política e social de todo o continente latino-americano. Veja-se o caso de Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. Tudo sob a falsa retórica da “democracia”, repito. Trata-se, portanto, de uma organização que se mantém no anonimato para que seus projetos totalitários não sejam identificados antes que se complete o plano de dominação e implantação do pensamento hegemônico no Brasil e no continente Latino-americano. Para este desiderato o FORO DE SÃO PAULO conta com o apoio da ONU e da OEA.

Como vimos, participam do FORO DE SÃO PAULO partidos e organizações de esquerda, reformistas e revolucionárias; Partidos Comunistas que se definem como marxistas-leninistas; organizações e grupos trotskistas; Partidos Comunistas que continuam se definindo como marxistas-leninistas-maoístas (da Argentina, Peru e Uruguai) e que possuem uma articulação internacional própria em 17 países; Partidos Socialistas filiados ou não à Internacional Socialista; organizações que continuam desenvolvendo processos de luta armada, como as FARC e ELN, na Colômbia e organizações que participaram da luta armada e hoje atuam na legalidade, como o Movimento 19 de Abril, também da Colômbia e os Tupamaros, do Uruguai.

Esta é, portanto, a breve radiografia do FORO DE SÃO PAULO, uma organização que os brasileiros não conhecem e a maioria nem sabe que existe, e cujo objetivo maior é comprar a sua alma para vendê-la ao demônio.

Leia mais no Blog do Aluizio Amorim

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O STF ESTÁ PRÓXIMO DE "CONVOCAR" UMA GUERRA CIVIL



Conforme a matéria-denúncia de Eliane Catanhêde (Estadão), está havendo uma conspiração de alguns ministros do Supremo, comandada por Marco Aurélio de Mello e Lewandowski na votação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) da Rede de Sustentabilidade que está ocorrendo agora no STF. Tal votação poderá anular todos os atos de Eduardo Cunha, inclusive o da aprovação do encaminhamento do impeachment.

Não é de hoje que conhecemos as intenções de Ricardo Lewandowski e ultimamente as de Marco Aurélio Mello e Barroso, amigos confessos de Lula e da presidente Dilma. No mensalão, Lewandowski alegando amplo direito de defesa dos réus, tentou de todas as maneiras livrar a pele dos condenados políticos, conseguindo algumas vitórias como a de livrá-los do crime de formação de quadrilha, fazendo com que todos já estejam praticamente soltos.

Com a "manobra" da ADPF, Lewandowski e Marco Aurélio estão prestes a criar um imbróglio jurídico proposital que favorecerá a quem? Dilma e o PT, lógico!

Que os ministros se lembrem de que 80% da população brasileira é favorável ao impeachment e que qualquer tentativa de anulá-lo por meio de manobras jurídicas rasteiras poderá causar um impacto sem precedentes na história do país.

E sabe o que aconteceria, senhores ministros do STF? Uma guerra civil. E havendo uma guerra civil, em poucos dias seus poupudos salários e privilégios descerão pelo cano de esgoto mais próximo.

Como reza o velho ditado, a inteligência tem limites, mas a estupidez humana é infinita.

Qual delas vocês escolherão?

TODOS SÃO CORRUPTOS? E DAÍ?

Esse raciocínio de que todos são corruptos e por isso Dilma e o PT devem permanecer governando é insustentável por alguns simples motivos, alguns deles já cansei de escrever aqui:

1) O que faremos? Vamos esperar 10 anos para que todos sejam investigados, fazer um imenso tribunal como o de Nuremberg para punir todos de uma só vez? O que acontecerá com o Brasil e com a gente até lá?
2) Se não vamos esperar, como fazer? Começar pelo presente, óbvio, e isto significa começar pelos que estão no poder. Por que? Óbvio também! Por acaso você paga impostos, põe seus filhos na escola, precisa de hospitais e faz compras no supermercado, está procurando trabalho no governo Itamar, FHC ou Lula (incluo Lula pela época melhor e não por merecimento)? Lógico que não! Nessa linha de raciocínio, precisamos começar pela limpeza no presente e evitando que os que assumirem continuem a roubar. Feito isso, começamos o processo de regressão para todos os ex-governos e limpando, um a um.

Então, diante do fato consumado, fazer beicinho é não ter aprendido que comportar-se como torcida de futebol culpando o juiz e pegando a torcida do time adversário de pau no metrô é pura irracionalidade.

Todos agora têm que se unir contra a corrupção e parar com essa história do nós contra eles, pois, isto só favorece os bandidos inicialmente punidos que só ficaram com esta alternativa. A alternativa do caos. Sim... eles continuarão ganhando seus 170 mil por mês entre salários e benefícios, usando hospitais como o Sírio Libanês e se aposentando com salários milionários depois de 6 anos de "trabalho"(?!).

Será que é tão difícil assim cair a ficha?

Não,  não vou não! Recuso-me a desenhar!


sábado, 2 de abril de 2016

STF: AS MÁSCARAS ESTÃO CAINDO, MAS A FICHA AINDA NÃO CAIU.

Antes do mensalão, o STF era uma espécie de olimpo dos deuses da justiça. Lembro-me muito bem de que a frase "o Supremo Tribunal Federal decidiu" gerava reações do povão, tipo "oh!", "nossa!", "puxa!", "voce viu?", além de outras manifestações de espanto. Mas isso mudou com a publicidade das reuniões do STF e com os vídeos gravados que ficam no Youtube. Hoje o povo pode refletir antes do "oh!", "nossa!", "puxa!", "voce viu?" compulsivos. Hoje o povo acompanha, discute e raciocina.

Sim... nós continuamos os mesmos mortais leigos do ofício do direito, mas em matéria de JUSTIÇA SENTIDA o povo ainda é senhor e nenhum discurso no "juridiquês arcaico" poderá eliminar esse sentimento. Afinal, as constituições e as leis foram originadas dessa JUSTIÇA SENTIDA, registrada desde os tempos da Grécia Antiga:
"Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente." (Sócrates)
"O justo é tranquilíssimo, o injusto é sempre muito solícito." (Epicuro)
"A base da sociedade é a justiça; o julgamento constitui a ordem da sociedade: ora o julgamento é a aplicação da justiça." (Aristóteles)
"Apenas o tempo revela o homem justo; basta um dia para pôr a nu um pérfido." (Sófocles)
"Quem critica a injustiça fá-lo não porque teme cometer ações injustas, mas porque teme sofrê-las." (Platão)
Reforça as frases desses filósofos gregos a reflexão contemporânea de Camilo Castelo Branco: "A lógica das multidões é [ou deve ser] a dos jurados."

A consciência de que vivemos numa democracia aliada ao acesso à informação e ao direito de livre expressão nos permitem criticar não só o supremo, mas também todos aqueles os quais pagamos seus vultuosos salários e privilégios, mordomias não acessíveis ao cidadão comum que molha sua camisa para ganhar o pão de cada dia e pagar impostos extorsivos. E se esses impostos já não retornam ao povo em forma de saúde, segurança, educação, investimentos e geração de empregos, privar o povo da verdadeira justiça nos tribunais é levá-lo ao limite máximo de sua tolerância.

Mas por mais incrível que possa parecer, já em pleno século XXI, a ficha ainda não caiu nos cérebros de suas excelências ministros e ministras do Supremo. Para eles ainda continuamos vagando na escuridão da nossa ignorância, irremediavelmente entregues aos seus desígnios, inertes e submissos às suas decisões, restando-nos apenas o direito de abaixarmos as nossas cabeças e nos resignarmos. Ledo engano!

Todos sabemos que os senhores ministros e senhoras ministras têm se reunido para decidir o destino do Brasil e só os desatentos não percebem as mudanças ocorridas em suas decisões, particularmente as de alguns ministros que antes eram assertivos, mas que hoje colocam panos quentes por acreditarem que têm a missão - como se tivéssemos lhes dado esse direito - de salvar-nos da nossa própria Constituição.

Até uma criança razoavelmente bem informada consegue ver a vaidade dos ministros transbordando-se em ira contra o juiz Sérgio Moro, tentando puxar para si a autoridade moral que desejariam ter. Não têm e nunca terão se continuarem nessa tentativa idiota de medir forças com ele e consequentemente com a maioria esmagadora da população brasileira. Medir quais forças? A força da justiça contra a do injustificável? Luta inglória!

Se muitos de vocês se admiraram com o movimento espontâneo das ruas a favor do impeachment, não fazem a mínima ideia do que acontecerá neste país se melarem a Operação Lava Jato ou a tirarem do MP, PF e de Sérgio Moro. Multipliquem por cem, por mil o número de indignados que sairão às ruas. Revolução francesa será fichinha.

Tentem...


domingo, 30 de agosto de 2015

QUE DISCURSO MAIS VARZEANO PRA UM PROCURADOR, SEU JANOT!

A gente até entende Dilma e seus partidários vindo com essa história de golpe ou de que foi eleita pelo povo e não se fala mais nisso, mas um Procurador Geral da República não dá, né doutor Janot!

Quer dizer, excelentíssimo, que se descobrirem que houve fraude na campanha eleitoral ou nas urnas a "zona eleitoreira" tá liberada? Roubou, não descobriram e ganhou, a coisa já era? O fato dos eleitores terem sido enganados pela mídia governamental utilizada indevidamente ou paga com dinheiro afanado do Petrolão é uma grande fatalidade? O crime prescreve?

Atenção ladrões e criminosos em geral! Isso vai virar jurisprudência. Se roubarem e não forem descobertos em 3 meses, vocês serão absolvidos. Foi o Procurador Geral da República quem disse. E fiquem tranquilos porque o Ministério Público os defenderá e não terão de pagar nada.

Desculpe a expressão, mas que merda de país é esse onde o chefe maior do Ministério Público se considera acima da lei e prevarica dizendo saber o que é melhor pro país ou pior, defende interesses de um partido em detrimento da lisura eleitoral? Quem é o senhor pra rasgar a Constituição e as leis brasileiras? Quem é o senhor pra dizer que uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral não vale nada? Por que essa merda de tribunal existe então? Pra conferir votos eletrônicos de sala trancada onde as informações só vazam pra donos de empreiteiras?

"Informação de Dentro do TSE: Aécio 5% na frente", escreve um deles, às 19h24 daquele domingo. "FHC ESTÁ Falando em Vitória de Aécio. Pode ser boato, mas ..." Na resposta, Leo Pinheiro, então presidente da OAS, solta: "Vamos ver". Minutos DEPOIS, o Alívio: "Dilminha ganhou !!!!!", festejou Pinheiro. (Folha de S. Paulo: "Em mensagens, executivos da OAS comemoram vitória eleitoral de Dilma")

Peraí... 19h24? Informação de dentro do TSE? Mas Toffoli não pediu pra não divulgarem e não falarem nem pra ele os resultados parciais das apurações antes das 20h?

Ah, seu Janot... tudo bem então. Se não pegaram até o dia das eleições ou nos prazos estabelecidos para entrar com representação, fica por isso mesmo. Azar dos palhaços cidadãos brasileiros que terão de aguentar uma presidente mentirosa e incompetente durante os próximos 4 anos. Como? O senhor foi reconduzido à Procuradoria Geral, seu salário ta garantido então que se dane o resto?

Este nosso país tem é que QUEBRAR MESMO e renascer das cinzas. Não há uma só pessoa de valor no topo da hierarquia da justiça brasileira que ao menos tente fazer valer as leis e a Constituição. Tudo é sofrido; tudo é chorado e a justiça não flui sem o povo nas ruas e sem a imprensa berrar.

E pra completar, o Tribunal Superior Eleitoral é superior só no nome e não vale nada. Tem advogados "chegados" fazendo vez de juízes como Luciana Lóssio (que trabalhou na campanha de Dilma em 2010) e Maria Thereza Rocha, a primeira indicada por Dilma e a segunda por Lula. Bem disse Joaquim Barbosa quando se referiu a advogados fazendo parte da Corte Eleitoral: "Ele [advogado] cuida de seus clientes durante o dia, tem seus honorários e à noite ele se transforma em juiz. Ele julga, às vezes, causas que têm interesses entrecortados e de partes sobre cujos interesses ele vai tomar decisões à noite. Estou falando da Justiça eleitoral, que nada mais é do que isso.

Disse anteriormente e reafirmo: este é um país de merda! Sim eu sei... nós, povo, também.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Golpe? E a sua memória, vai bem?

Sem muitas palavras, como escreveu o economista e filósofo John Galbraith "Nada é tão admirável na política quanto uma memória curta."