Essa foi a última que ouvi de um interlocutor do legislativo quando perguntado se as redes sociais os assustam. E é verdade... esse Centrão, tão mal cheiroso como aquele outro centro do corpo humano que a gente conhece, pensa exatamente assim. Eles não têm medo porque as críticas e ameaças das redes sociais não são físicas, só (por enquanto) por meio de palavras.
Se dividirmos esse Centrão asqueroso como num gráfico de pizza - aliás, o gráfico mais adequado para representá-los - teremos três partes distintas com percentuais indefinidos, já que agem sorrateiramente e de forma dissimulada: corruptos, amigos ou parentes de corruptos e interesseiros. Nas questões que envolvem moral e bons costumes, para eles tanto faz.
Esses covardes aproveitadores se escondem sob o manto do foro especial, protegidos por seguranças, carros blindados e estimulados por seus salários e benefícios de R$ 180 mil por mês que saem do NOSSO SUADO DINHEIRO dos impostos. Vivem num outro Brasil que não depende de crescimento econômico, de vendas no varejo e muito menos da oferta de empregos.
Agem como se ainda vivessem naquela época em que bastavam quatro anos - ou menos - para que os eleitores se esquecessem de todas as suas mazelas e seus conluios. É o que chamamos de velha política, aquela que poetas como Alckmin e outros dizem não existir, pois, pra eles só existe a má e boa política. Pura semântica linguística! Bullshit como dizem os gringos.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo pensam os ministros do Supremo com um agravante: o martelo da justiça que a Constituição colocou em suas mãos. Deitam e rolam com ele. Batem nas nossas cabeças e esmagam o bom senso em suas decisões.
Continuem assim, sem medo. Chegará o momento em que todos vocês ouvirão um basta uníssono do povo cansado de tanta desfaçatez e a Praça dos Três Poderes será tomada pela população. Aí já será tarde demais.
Como escreveu Victor Hugo, "Em tempo de revolução, cuidado com a primeira cabeça que rola. Ela abre o apetite ao povo."
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domingo, 12 de maio de 2019
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
NÃO HÁ ESCOLHA
Por mais que políticos e outras figuras do poder público (sim... isto inclui o STF) estejam desesperados com os rumos da Lava Jato, a brincadeira acabou. The game is over, como diz a turma. Não há manobra constitucional que possa anistiar os bandidos descobertos e os que ainda não o foram apenas por questões de cronograma do MP, da PF e da Justiça Federal.
Só há uma atitude a ser tomada para tentar salvar alguns e entenda por salvar, a redução de suas eventuais penas. A única solução sairá de uma reunião a portas fechadas dos três poderes da república. Esqueçam PECs, restrição financeira ou de poder para as instituições que integram a Operação Lava Jato. Isto só agravaria a crise e as penas dos que tentassem essas manobras. Na melhor das hipóteses, as instituições estão 80% podres e desses 20% restantes, 80% se salvariam com a justiça fazendo vistas grossas para determinados tipos de crime.
O Congresso corre sério risco de ser invadido a qualquer momento e desta vez não seria aquela palhaçada promovida pela direita radical pedindo intervenção militar, mas sim por cidadãos que nem sabem o que significa esquerda ou direita. Cidadãos comuns, pagadores de impostos, desempregados, miseráveis, doentes do SUS, empresários, ricos e pobres.
Repito: não estamos muito longe disso.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.
Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’. A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.Fonte: Estadão
Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.
Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’. A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.Fonte: Estadão
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
terça-feira, 24 de maio de 2016
Anulação do impeachment? STF pode ser parcial, mas não é louco.
Todos sabem muito bem - e a Constituição é bem clara - que a abertura do processo de impeachment na Câmara baseia-se em crime de responsabilidade do executivo, mas seu julgamento é político e realizado pelo Senado Federal, independentemente do processo penal.
SOBRE O STF
Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.
Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:
Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.
O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.
O STF pode ser parcial, mas não é doido.
(...) "a condenação por crime de responsabilidade se dá “sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Vale dizer, é possível haver a condenação no processo político de impeachment, com as sanções que lhe são próprias, bem como condenação em processo penal, caso o ato se tipifique como um ilícito penal."Collor, por exemplo, sofreu impeachment, mas foi absolvido pelo STF no processo penal. Esta absolvição não anulou a sentença da condenação política. Collor, mesmo renunciando, sofreu sanções políticas.
"Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos." (www.camara.leg.br)Como a própria Constituição define que é o Senado que julga, é óbvio que o julgamento será político, portanto, a palavra golpe perde completamente o sentido que o PT e seus aliados pretendem dar. Se o impeachment de Dilma for considerado golpe, mesmo caracterizado por crime de responsabilidade (pedaladas fiscais e edição de decretos de crédito suplementar sem aprovação do Congresso) e acordos políticos da oposição, o impeachment de Collor também poderia ser considerado golpe e anulado. Afinal, como pode haver um julgamento "político" sem que haja acordos "políticos"? Impossível! Só se todos os senadores - numa imposição bizarra - se desfiliassem de seus partidos para poderem votar de forma independente das orientações partidárias sem que sofressem as sanções previstas nos seus estatutos ou regimentos internos do Senado. Coisa meio de loucos.
SOBRE O STF
Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.
Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:
Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.
O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.
O STF pode ser parcial, mas não é doido.
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