Essa foi a última que ouvi de um interlocutor do legislativo quando perguntado se as redes sociais os assustam. E é verdade... esse Centrão, tão mal cheiroso como aquele outro centro do corpo humano que a gente conhece, pensa exatamente assim. Eles não têm medo porque as críticas e ameaças das redes sociais não são físicas, só (por enquanto) por meio de palavras.
Se dividirmos esse Centrão asqueroso como num gráfico de pizza - aliás, o gráfico mais adequado para representá-los - teremos três partes distintas com percentuais indefinidos, já que agem sorrateiramente e de forma dissimulada: corruptos, amigos ou parentes de corruptos e interesseiros. Nas questões que envolvem moral e bons costumes, para eles tanto faz.
Esses covardes aproveitadores se escondem sob o manto do foro especial, protegidos por seguranças, carros blindados e estimulados por seus salários e benefícios de R$ 180 mil por mês que saem do NOSSO SUADO DINHEIRO dos impostos. Vivem num outro Brasil que não depende de crescimento econômico, de vendas no varejo e muito menos da oferta de empregos.
Agem como se ainda vivessem naquela época em que bastavam quatro anos - ou menos - para que os eleitores se esquecessem de todas as suas mazelas e seus conluios. É o que chamamos de velha política, aquela que poetas como Alckmin e outros dizem não existir, pois, pra eles só existe a má e boa política. Pura semântica linguística! Bullshit como dizem os gringos.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo pensam os ministros do Supremo com um agravante: o martelo da justiça que a Constituição colocou em suas mãos. Deitam e rolam com ele. Batem nas nossas cabeças e esmagam o bom senso em suas decisões.
Continuem assim, sem medo. Chegará o momento em que todos vocês ouvirão um basta uníssono do povo cansado de tanta desfaçatez e a Praça dos Três Poderes será tomada pela população. Aí já será tarde demais.
Como escreveu Victor Hugo, "Em tempo de revolução, cuidado com a primeira cabeça que rola. Ela abre o apetite ao povo."
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domingo, 12 de maio de 2019
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
OS OTÁRIOS ÚTEIS, OS INÚTEIS E OS ASSUMIDOS
Quando você defende um parlamentar mesmo que apenas SUSPEITO de corrupção evitando que ele seja ao menos investigado, seja por qual motivo for, você está contribuindo para a morte de milhões de brasileiros inocentes nas portas dos hospitais e nas ruas por falta de segurança. Está aumentando o número de desempregados por falta de investimentos e incentivando a deseducação de crianças e jovens.
Não importa a causa, o partido ou a ideologia que você defenda, mesmo que a sua intenção seja a melhor possível. Incluo os que defendem por interesse pessoal, corporativo patronal ou trabalhista e talvez esses últimos sejam os piores por optarem conscientemente pela ocorrência dessas injustiças.
Na opinião de algumas pessoas, mesmo com gravações, delações os indiciados não precisam ser afastados e podem continuar exercendo suas funções constitucionais, criando, aprovando e rejeitando leis; podem ficar soltos para destruir provas e ameaçar testemunhas.
A pergunta que se faz: quais as chances que esses que morrem nas filas do SUS e nas ruas têm? Eles têm o benefício do "trânsito em julgado" ou são condenados sem direito à defesa?
PRA VOCÊ QUE CAI NESSA ESPARRELA DE FALTA DE PROVAS
A constituição de 88 previu uma série de mecanismos para evitar a prisão política, considerando o período da ditadura militar. Será que dá pra perceber que estão utilizando esses mecanismos para livrar políticos de crimes comuns alegando que só o Congresso pode autorizar que sejam investigados ou afastados de seus cargos? Pior do que judicializar a política é politizar a justiça, criando uma classe inatingível de criminosos, ladrões do dinheiro público.
Considerando que esses políticos são pagos por nós e responsáveis pelo retorno para a sociedade dos altos impostos que pagamos com o suor do nosso trabalho, uma simples suspeição por DELAÇÃO FORMAL já mereceria investigação imediata considerando que delação sem provas elimina os benefícios e agrava a pena do delator, coisa bem diferente de uma delação ou denúncia anônima.
POLÍTICOS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO!
Deputados e senadores brasileiros são os segundos mais caros do mundo entre 110 países conforme estudo realizado pela ONU em parceria com a UIP (União Interparlamentar).
Classe de privilegiados que normalmente trabalha de terça à quinta, deputados custam 86 milhões e senadores mais 13 milhões por mês para o contribuinte brasileiro.
Esses são os principais benefícios de um deputado federal (e também dos senadores), que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês ou R$ 1 bilhão por ano. A Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa, mas, por outro lado, aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar. No ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.
(Fontes: www.politize.com.br/quanto-ganha-senador/ e http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/)
Num país democrático em que as instituições - mesmo imperfeitas - ainda funcionam, não há justificativa para que um cidadão honesto proteja suspeitos, indiciados e muito menos políticos comprovadamente corruptos.
Ou partimos para TOLERÂNCIA ZERO ou desestimularemos membros do Ministério Público e juízes como Moro que ainda nos dão esperança de um país melhor ou jamais acabaremos com a corrupção no país.
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Não importa a causa, o partido ou a ideologia que você defenda, mesmo que a sua intenção seja a melhor possível. Incluo os que defendem por interesse pessoal, corporativo patronal ou trabalhista e talvez esses últimos sejam os piores por optarem conscientemente pela ocorrência dessas injustiças.
Na opinião de algumas pessoas, mesmo com gravações, delações os indiciados não precisam ser afastados e podem continuar exercendo suas funções constitucionais, criando, aprovando e rejeitando leis; podem ficar soltos para destruir provas e ameaçar testemunhas.
A pergunta que se faz: quais as chances que esses que morrem nas filas do SUS e nas ruas têm? Eles têm o benefício do "trânsito em julgado" ou são condenados sem direito à defesa?
PRA VOCÊ QUE CAI NESSA ESPARRELA DE FALTA DE PROVAS
A constituição de 88 previu uma série de mecanismos para evitar a prisão política, considerando o período da ditadura militar. Será que dá pra perceber que estão utilizando esses mecanismos para livrar políticos de crimes comuns alegando que só o Congresso pode autorizar que sejam investigados ou afastados de seus cargos? Pior do que judicializar a política é politizar a justiça, criando uma classe inatingível de criminosos, ladrões do dinheiro público.
Considerando que esses políticos são pagos por nós e responsáveis pelo retorno para a sociedade dos altos impostos que pagamos com o suor do nosso trabalho, uma simples suspeição por DELAÇÃO FORMAL já mereceria investigação imediata considerando que delação sem provas elimina os benefícios e agrava a pena do delator, coisa bem diferente de uma delação ou denúncia anônima.
POLÍTICOS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO!
Deputados e senadores brasileiros são os segundos mais caros do mundo entre 110 países conforme estudo realizado pela ONU em parceria com a UIP (União Interparlamentar).
Classe de privilegiados que normalmente trabalha de terça à quinta, deputados custam 86 milhões e senadores mais 13 milhões por mês para o contribuinte brasileiro.
- - Salário de R$ 34 mil;
- - Auxílio-moradia de R$ 4 mil;
- - 92 mil para contratar até 25 funcionários;
- - R$ 30 a 45 mil por mês para gastar com alimentação;
- - Aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas;
- - Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo;
- - Ressarcimento de gastos com médicos.
Esses são os principais benefícios de um deputado federal (e também dos senadores), que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês ou R$ 1 bilhão por ano. A Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa, mas, por outro lado, aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar. No ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.
(Fontes: www.politize.com.br/quanto-ganha-senador/ e http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/)
Num país democrático em que as instituições - mesmo imperfeitas - ainda funcionam, não há justificativa para que um cidadão honesto proteja suspeitos, indiciados e muito menos políticos comprovadamente corruptos.
Ou partimos para TOLERÂNCIA ZERO ou desestimularemos membros do Ministério Público e juízes como Moro que ainda nos dão esperança de um país melhor ou jamais acabaremos com a corrupção no país.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
NÃO HÁ ESCOLHA
Por mais que políticos e outras figuras do poder público (sim... isto inclui o STF) estejam desesperados com os rumos da Lava Jato, a brincadeira acabou. The game is over, como diz a turma. Não há manobra constitucional que possa anistiar os bandidos descobertos e os que ainda não o foram apenas por questões de cronograma do MP, da PF e da Justiça Federal.
Só há uma atitude a ser tomada para tentar salvar alguns e entenda por salvar, a redução de suas eventuais penas. A única solução sairá de uma reunião a portas fechadas dos três poderes da república. Esqueçam PECs, restrição financeira ou de poder para as instituições que integram a Operação Lava Jato. Isto só agravaria a crise e as penas dos que tentassem essas manobras. Na melhor das hipóteses, as instituições estão 80% podres e desses 20% restantes, 80% se salvariam com a justiça fazendo vistas grossas para determinados tipos de crime.
O Congresso corre sério risco de ser invadido a qualquer momento e desta vez não seria aquela palhaçada promovida pela direita radical pedindo intervenção militar, mas sim por cidadãos que nem sabem o que significa esquerda ou direita. Cidadãos comuns, pagadores de impostos, desempregados, miseráveis, doentes do SUS, empresários, ricos e pobres.
Repito: não estamos muito longe disso.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
POLÍTICA: ESCOLHER E SE NECESSÁRIO, MUDAR.
A cada dia que passa aumenta a sensação de que o problema brasileiro é muito grave e não será resolvido apenas com eleições em 2018. A política e as instituições estão deterioradas, podres e fétidas, quase que irreversivelmente. Os descontaminados não estão em número suficiente para reverter a situação caótica. Uso o termo "descontaminados" porque "contaminados" são aqueles que, mesmo não tendo roubado ou desviado dinheiro, apoiam os "ladrões de fato", seja por amizade, corporativismo ou ideologia.
Em termos ideológicos, quando uma ideologia e seus objetivos fanáticos tornam-se mais importantes que a lisura e respeito ao cidadão que paga impostos, às leis e à Constituição, o que acontecerá se essa facção (e teria outra qualificação?) assumir a administração do poder horizontal e verticalmente?
Eu simplesmente não entendo esses militantes ideológicos ou partidários que teimam em defender seus heróis, ignorando o fato de estarem sendo lesados, não importando se isso é por pura teimosia ou por acreditarem que esses ladrões são Robins Hoods que acumulam riquezas para distribuí-la no futuro em prol da igualdade social.
Só se admitiria isso se vivêssemos entre muros, isolados do mundo e atingidos apenas pela comunicação estatal dos tempos de Lenin, Hitler, Mao Tsé-Tung ou da Cuba e da Coréia do Norte de hoje.
Não se admite, nem por ingenuidade, que pessoas esclarecidas não entendam a gravidade da situação e permaneçam teimando simplesmente por sentirem vergonha de voltar atrás em seus pensamentos do passado. Não entendem que essa teimosia diante de tantas provas cabais os tornam ridículos e piora a situação não só deles como a de seus irmãos brasileiros.
Vamos lá... mão na consciência que lhes resta. Enquanto vocês os defendem, eles não só sobrevivem como também riem de vocês em seus gabinetes e bastidores do Congresso, palácios e tribunais.
Não é uma questão de patriotismo ou nacionalismo. É questão de humanismo. Humanismo que vocês usam como argumento para tentar justificar o injustificável, promessa de um futuro que nunca virá.
Sempre haverá tempo para mudar!
Em termos ideológicos, quando uma ideologia e seus objetivos fanáticos tornam-se mais importantes que a lisura e respeito ao cidadão que paga impostos, às leis e à Constituição, o que acontecerá se essa facção (e teria outra qualificação?) assumir a administração do poder horizontal e verticalmente?
Eu simplesmente não entendo esses militantes ideológicos ou partidários que teimam em defender seus heróis, ignorando o fato de estarem sendo lesados, não importando se isso é por pura teimosia ou por acreditarem que esses ladrões são Robins Hoods que acumulam riquezas para distribuí-la no futuro em prol da igualdade social.
Só se admitiria isso se vivêssemos entre muros, isolados do mundo e atingidos apenas pela comunicação estatal dos tempos de Lenin, Hitler, Mao Tsé-Tung ou da Cuba e da Coréia do Norte de hoje.
Não se admite, nem por ingenuidade, que pessoas esclarecidas não entendam a gravidade da situação e permaneçam teimando simplesmente por sentirem vergonha de voltar atrás em seus pensamentos do passado. Não entendem que essa teimosia diante de tantas provas cabais os tornam ridículos e piora a situação não só deles como a de seus irmãos brasileiros.
Vamos lá... mão na consciência que lhes resta. Enquanto vocês os defendem, eles não só sobrevivem como também riem de vocês em seus gabinetes e bastidores do Congresso, palácios e tribunais.
Não é uma questão de patriotismo ou nacionalismo. É questão de humanismo. Humanismo que vocês usam como argumento para tentar justificar o injustificável, promessa de um futuro que nunca virá.
Sempre haverá tempo para mudar!
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.
Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’. A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.Fonte: Estadão
Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.
Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?
Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’. A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.Fonte: Estadão
Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
segunda-feira, 4 de julho de 2016
ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL
Enganam-se.
Vamos voltar ao passado recente de 1964, mas sem entrar no mérito. Os militares encontravam-se mobilizados, esperando apenas um bom motivo para deflagar o processo de tomada do poder. Os historiadores são quase unânimes em afirmar que a famosa passeata "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi orquestrada e não representava numérica, proporcional e qualitativamente os desejos da população brasileira. Como não havia pesquisas de opinião naquela época, vamos supor que essa maioria de historiadores tenha razão.
Cinquenta e dois anos se passaram e o quadro é completamente diferente. Hoje a situação é muito mais grave em todos os aspectos, a começar pela enxurrada de provas, não só da tentativa de "bolivarianizar" o país como dos flagrantes de corrupção envolvendo os três poderes da república, as estatais mais importantes e as maiores empreiteiras do país. Em 64 não havia o acesso à informação que hoje existe, a desigualdade social era bem maior e a submissão ao poder também. Éramos 85 milhões e hoje somos 210 milhões de brasileiros menos desiguais e mais bem informados.
Os militares alegam estar quietos porque não querem atropelar o processo democrático, mas não é bem assim. O PT desmontou e desmobilizou as Forças Armadas, afastando os bons estrategistas do comando e premiando os que talvez jamais chegariam onde chegaram, despertando neles sentimentos de eterna gratidão e fidelidade. Sem contar os decretos que Dilma assinou - alguns revogados agora por Temer - dando poderes ao Ministério da Defesa para interferir diretamente em algumas decisões dos altos comandos, praticamente ignorando a hierarquia há muito estabelecida.
Sobre o STF, deixo para Adilson Dallari, um dos maiores especialistas em direito administrativo do país falar: "A verdade é que o nosso Poder Judiciário tem contribuído para essa desmoralização. Que coisa louca! Eu, sinceramente, nunca vi isso na minha vida. E tenho 50 anos de atividade. O Judiciário brasileiro não tem se dado ao respeito". E enfatizou: "repito: o Judiciário não tem se dado ao respeito, e uma hora é preciso começar a reverter isso. Não dá para aceitar tudo. Vamos ainda mais para o buraco? Passou completamente da conta." (O Antagonista)
Mais de 80% da população está muito bem informada e apartidariamente contra essa vergonha que acontece no país. Se os três poderes estão esperando que coloquemos nossas cabeças no tronco e ofereçamos os nossos pescoços para o golpe do machado (há duplo sentido), podem esperar sentados. Se a Lava Jato parar por ações provenientes de leis aprovadas no fórceps, decretos presidenciais, interferências do Ministério da Justiça na estrutura da PF, engavetamentos do Procurador Geral ou julgamentos tendenciosos do STF, teremos a primeira guerra civil da nossa história. Se os bons deixarem os podres liderar esse golpe, não haverá mais Congresso ou STF. Nem seus polpudos salários e mordomias.
Experimentem e verão.
ESTADÃO (Fausto Macedo) "Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6 [julho de 2016], revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais."
Matéria completa da pesquisa: Estadão
terça-feira, 24 de maio de 2016
Anulação do impeachment? STF pode ser parcial, mas não é louco.
Todos sabem muito bem - e a Constituição é bem clara - que a abertura do processo de impeachment na Câmara baseia-se em crime de responsabilidade do executivo, mas seu julgamento é político e realizado pelo Senado Federal, independentemente do processo penal.
SOBRE O STF
Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.
Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:
Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.
O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.
O STF pode ser parcial, mas não é doido.
(...) "a condenação por crime de responsabilidade se dá “sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Vale dizer, é possível haver a condenação no processo político de impeachment, com as sanções que lhe são próprias, bem como condenação em processo penal, caso o ato se tipifique como um ilícito penal."Collor, por exemplo, sofreu impeachment, mas foi absolvido pelo STF no processo penal. Esta absolvição não anulou a sentença da condenação política. Collor, mesmo renunciando, sofreu sanções políticas.
"Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos." (www.camara.leg.br)Como a própria Constituição define que é o Senado que julga, é óbvio que o julgamento será político, portanto, a palavra golpe perde completamente o sentido que o PT e seus aliados pretendem dar. Se o impeachment de Dilma for considerado golpe, mesmo caracterizado por crime de responsabilidade (pedaladas fiscais e edição de decretos de crédito suplementar sem aprovação do Congresso) e acordos políticos da oposição, o impeachment de Collor também poderia ser considerado golpe e anulado. Afinal, como pode haver um julgamento "político" sem que haja acordos "políticos"? Impossível! Só se todos os senadores - numa imposição bizarra - se desfiliassem de seus partidos para poderem votar de forma independente das orientações partidárias sem que sofressem as sanções previstas nos seus estatutos ou regimentos internos do Senado. Coisa meio de loucos.
SOBRE O STF
Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.
Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:
Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.
O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.
O STF pode ser parcial, mas não é doido.
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