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quinta-feira, 4 de julho de 2019

SE VOCÊ FOSSE JORNALISTA INVESTIGATIVO, ACEITARIA SER HACKEADO?


Se você fosse um jornalista investigativo, aceitaria que seu celular fosse "hackeado" sob o pretexto de ter feito matéria investigativa "injusta" contra alguém? Revelando suas fontes e seus diálogos? Rasgando a privacidade nos meios de comunicação garantida pela Constituição e rasgando o Art 157 do Código de Processo Penal?

Por favor. Responda à enquete no Twitter e compartilhe. Obrigado.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

SERÁ QUE OS GARANTISTAS E LEGALISTAS SE AGUENTARÃO?

Prevejo muita diversão a partir de hoje com os garantistas e legalistas das redes sociais, aqueles que diziam não ser correto comentar sobre Temer no caso dos portos, sobre FHC no caso dos US$ 100 milhões da delação de Cerveró ou de qualquer outro acusado ou investigado enquanto ele não fosse condenado, ao menos em segunda instância por colegiado. Alguns foram mais além dizendo ser prudente esperar o trânsito em julgado. Fora os que crucificaram Deltan e o Ministério Público.

O caso Flávio Bolsonaro está aí, fresquinho, à espera do silêncio deles. Das duas, uma ou as duas: ficarão roendo as unhas de vontade ou serão coerentes com seus discursos legalistas e garantistas. Eu, por exemplo, acredito piamente que existam ratos roendo atrás dessa moita. Dezenove imóveis e eu deixarei de comentar e esperar o trânsito em julgado? Nunquinha!

Permanecerei na minha, como sempre, comentando sobre investigados e acusados; sobre delações vazadas e matérias da imprensa investigativa e dando as minhas opiniões sem o menor constrangimento. Sem necessariamente mandar prender ou guilhotinar sem provas como um jacobino.

Não acredito em tudo o que a grande imprensa diz, mas também não acredito que um veículo de comunicação se exponha arriscando ser processado ou fechado sem estar de posse de provas que sustentem suas matérias investigativas. A Revista Crusoé está aí para provar isto.

Aguardemos, mas comentemos. É a liberdade de expressão exercida com certos cuidados, comentando sem degolar ninguém, mas também sem ignorar o que está acontecendo.

Estando sempre atento e aberto a novos fatos.

sábado, 3 de dezembro de 2016

LAVA JATO GANHA PRINCIPAL PRÊMIO ANTI-CORRUPÇÃO

Não é notícia requentada daquele prêmio anterior. É mais um prêmio! É uma grande besteira a classe política lutar contra a Lava Jato. Não só o povo brasileiro como o mundo inteiro está de olho nos acontecimentos do Brasil. Minha sugestão continua de pé: para evitar um mal menor, executivo, legislativo e judiciário devem se reunir e ver a melhor forma de livrar as três instituições e o país dos corruptos. Comecem com a auto-limpeza e esqueçam essa conversa de transformar a Lava Jato numa história qualquer como fez a Itália com a Operação Mãos Limpas.

Esqueçam... isto não acontecerá aqui!


LAVA JATO GANHA PRINCIPAL PRÊMIO ANTI-CORRUPÇÃO
Jamil Chade,
O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2016 | 12h28

GENEBRA – A Força Tarefa da Operação Lava Jato e seus procuradores são escolhidos como a maior iniciativa contra a corrupção no mundo e recebem o prêmio do ano da entidade Transparência Internacional. O anúncio está sendo feito neste sábado (3) em um evento no Panamá, onde a organização destaca os “esforços persistentes da Lava Jato para acabar a corrupção endêmica no Brasil”.

Para a entrega do prêmio, os procuradores brasileiros foram até o Panamá, com seus próprios recursos. 

A entidade havia recebido 560 nomeações de iniciativas de combate à corrupção em todo o mundo, entre eles a investigação conduzida por 185 jornalistas de todo o mundo sobre os Panama Papers ou iniciativas na Turquia. Mas optaram por dar aos brasileiros num momento em que a tensão entre os poderes no Brasil aumenta e, para procuradores, o próprio esforço do grupo estaria ameaçado. 

“A Operação Lava Jato começou como uma investigação local de lavagem de dinheiro e cresceu para se tornar a maior investigação até hoje sobre corrupção no Brasil”, apontou a entidade. 

“Os procuradores estão na linha de frente das investigações desde abril de 2014. Lidando com um dos maiores escândalos de corrupção do mundo – o caso Petrobras – eles investigaram, processaram e obtiveram penas pesadas contra alguns dos mais poderosos membros da elite política e econômica do Brasil”, disse.

Segundo a Transparência Internacional, 240 denúncias já foram feitas, com 118 condenações totalizando 1,2 mil anos de sentenças de prisão. “Isso incluiu políticos de alto escalão e empresários antes considerados como intocáveis”, apontou.  

Resistência. A entidade também destacou a iniciativa dos procuradores por reformar leis no Brasil, com as dez medidas contra a corrupção. Mas alertaram que, no final de novembro, a Câmara dos Deputados votou uma nova versão do pacote, esvaziando parte das propostas e permitindo que juízes e procuradores sejam processados. 

“A nova versão corre o risco de afetar a independência de juízes e procuradores”, alertou a Transparência Internacional.

“Bilhões de dólares foram perdidos para a corrupção no Brasil e os brasileiros disseram basta à corrupção que está arrasando o país”,  disse Mercedes de Freitas, presidente do Comitê do prêmio Anti-corrupção da Transparência Internacional. “A Operação Lava Jato está garantindo que os corruptos, seja qual for seu poder, sejam levados à Justiça”, disse.

Leia mais: Estadão

sábado, 2 de abril de 2016

STF: AS MÁSCARAS ESTÃO CAINDO, MAS A FICHA AINDA NÃO CAIU.

Antes do mensalão, o STF era uma espécie de olimpo dos deuses da justiça. Lembro-me muito bem de que a frase "o Supremo Tribunal Federal decidiu" gerava reações do povão, tipo "oh!", "nossa!", "puxa!", "voce viu?", além de outras manifestações de espanto. Mas isso mudou com a publicidade das reuniões do STF e com os vídeos gravados que ficam no Youtube. Hoje o povo pode refletir antes do "oh!", "nossa!", "puxa!", "voce viu?" compulsivos. Hoje o povo acompanha, discute e raciocina.

Sim... nós continuamos os mesmos mortais leigos do ofício do direito, mas em matéria de JUSTIÇA SENTIDA o povo ainda é senhor e nenhum discurso no "juridiquês arcaico" poderá eliminar esse sentimento. Afinal, as constituições e as leis foram originadas dessa JUSTIÇA SENTIDA, registrada desde os tempos da Grécia Antiga:
"Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente." (Sócrates)
"O justo é tranquilíssimo, o injusto é sempre muito solícito." (Epicuro)
"A base da sociedade é a justiça; o julgamento constitui a ordem da sociedade: ora o julgamento é a aplicação da justiça." (Aristóteles)
"Apenas o tempo revela o homem justo; basta um dia para pôr a nu um pérfido." (Sófocles)
"Quem critica a injustiça fá-lo não porque teme cometer ações injustas, mas porque teme sofrê-las." (Platão)
Reforça as frases desses filósofos gregos a reflexão contemporânea de Camilo Castelo Branco: "A lógica das multidões é [ou deve ser] a dos jurados."

A consciência de que vivemos numa democracia aliada ao acesso à informação e ao direito de livre expressão nos permitem criticar não só o supremo, mas também todos aqueles os quais pagamos seus vultuosos salários e privilégios, mordomias não acessíveis ao cidadão comum que molha sua camisa para ganhar o pão de cada dia e pagar impostos extorsivos. E se esses impostos já não retornam ao povo em forma de saúde, segurança, educação, investimentos e geração de empregos, privar o povo da verdadeira justiça nos tribunais é levá-lo ao limite máximo de sua tolerância.

Mas por mais incrível que possa parecer, já em pleno século XXI, a ficha ainda não caiu nos cérebros de suas excelências ministros e ministras do Supremo. Para eles ainda continuamos vagando na escuridão da nossa ignorância, irremediavelmente entregues aos seus desígnios, inertes e submissos às suas decisões, restando-nos apenas o direito de abaixarmos as nossas cabeças e nos resignarmos. Ledo engano!

Todos sabemos que os senhores ministros e senhoras ministras têm se reunido para decidir o destino do Brasil e só os desatentos não percebem as mudanças ocorridas em suas decisões, particularmente as de alguns ministros que antes eram assertivos, mas que hoje colocam panos quentes por acreditarem que têm a missão - como se tivéssemos lhes dado esse direito - de salvar-nos da nossa própria Constituição.

Até uma criança razoavelmente bem informada consegue ver a vaidade dos ministros transbordando-se em ira contra o juiz Sérgio Moro, tentando puxar para si a autoridade moral que desejariam ter. Não têm e nunca terão se continuarem nessa tentativa idiota de medir forças com ele e consequentemente com a maioria esmagadora da população brasileira. Medir quais forças? A força da justiça contra a do injustificável? Luta inglória!

Se muitos de vocês se admiraram com o movimento espontâneo das ruas a favor do impeachment, não fazem a mínima ideia do que acontecerá neste país se melarem a Operação Lava Jato ou a tirarem do MP, PF e de Sérgio Moro. Multipliquem por cem, por mil o número de indignados que sairão às ruas. Revolução francesa será fichinha.

Tentem...