quarta-feira, 14 de novembro de 2018

LULA LEVA UMA ENQUADRADA DA JUÍZA GABRIELA HARDT

Lula e seus advogados, levam uma enquadrada logo de cara da juíza Gabriela Hardt. Parece que a estratégia da defesa de intimidá-la por ser mulher não deu muito certo. Deve estar sentindo saudades de Moro.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

EQUÍVOCOS, CORPORATIVISMO E DESONESTIDADE INTELECTUAL

EQUÍVOCOS, CORPORATIVISMO E DESONESTIDADE INTELECTUAL

Ontem Bolsonaro atacou a Folha no Jornal Nacional e Bonner imediatamente contra-argumentou:

"Às vezes, eu mesmo achei que críticas que o jornal Folha de S.Paulo tenha feito ao Jornal Nacional tenham sido injustas. Isso aconteceu algumas vezes. Mas, para ser justo, o jornal sempre nos abriu a possibilidade de nos apresentar, a nossa discordância, de apresentar os nossos argumentos. A Folha é um jornal sério, importantíssimo na democracia brasileira. É um papel que a imprensa nacional desempenha e a Folha faz parte desse grupo"

Eu condeno a forma como o assunto foi abordado por Bolsonaro, inclusive ameaçando: "(...) mas no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, a imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente não terá apoio do governo federal"

Vamos dividir o problema em duas partes. O primeiro é a ameaça de Bolsonaro dizendo o que não deveria. Os critérios de utilização de verba pública para a veiculação de propaganda governamental deve ser puramente técnico para atingir seu público alvo, ou seja, audiência, custo por mil e outros já conhecidos no meio publicitário e dos anunciantes. Dinheiro público não pode ser utilizado como instrumento de vingança política. Ponto.

A segunda parte é sobre a fala do Bonner que mostrou uma verdade parcial e corporativista. Parcial e corporativista porque "imprensa não critica imprensa". Não me refiro às opiniões das editorias ou de colunistas dos veículos, mas sim à desonestidade intelectual em matérias informativas feitas com o propósito de proteger ou atacar pessoas com interesses escusos. Explico.

É comum e lícito em países democráticos veículos declararem apoio a determinados políticos em campanhas. Cito o exemplo do Estadão que em 2010 fez um editorial com o título "O Mal a Evitar" no qual apoiava José Serra na disputa presidencial com Dilma. O risco de assumir tal posição é único e exclusivo dos veículos e serão os leitores que os julgarão. Isto se chama "honestidade intelectual".

No caso da Folha a história é outra. O jornal publicou matéria afirmando que a equipe de Bolsonaro havia pago 12 milhões para que empresas fizessem SPAMs mentirosos e depreciativos ao PT pelo whatsapp. A autora da matéria, jornalista Patrícia Campos Mello, não conseguiu comprovar tal compra, apresentando apenas algumas propostas dessas empresas feitas inclusive para a equipe de Alckmin que não aceitou.

Mais tarde descobriram que a jornalista é filha de Hélio Campos Mello, proprietário da revista Brasileiros que aparece na delação da Odebrecht como beneficiário de 1,6 milhão proveniente de propinas a pedido de Mantega.

Portanto, não estamos falando sobre o direito de um veículo ter linha editorial a favor ou contra determinado candidato, mas sim de mentira ou desonestidade intelectual em matéria informativa ou reportagem, coisas bem diferentes.

Então, Bonner... este é o "papel que a imprensa nacional desempenha e a Folha faz parte desse grupo"?

De qual grupo estamos falando?

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Joseval Peixoto e Elio Gaspari pensam com o fígado e com as suas paixões




Joseval Peixoto: "Mais uma vez a liberdade de informação é violada no Brasil " (https://www.youtube.com/watch?v=CVQFCuD17Vk)

Joseval... direito não é ciência exata, para pensar com o cérebro e não julgar numa planilha do Excel. Vamos dizer que algum partido com vínculo ao tráfico de drogas resolva pedir autorização para o Fernandinho Beira-Mar dar uma entrevista a um jornal de uma comunidade dominada pelo tráfico. E que esse condenado peça voto para alguém que defenderá interesses dessa comunidade (e dos traficantes também, lógico). Nesse seu raciocínio de liberdade de imprensa, Fernandinho poderia pedir votos para um candidato (desde que não incite pessoas ao crime) e fazer críticas a outros candidatos. Você autorizaria? Espelhe-se na Constituição americana e nas decisões de seus juízes, Joseval. Lá os magistrados definem muitas coisas pelo espírito ou preâmbulo da Constituição. Foi o que o ministro Fux fez. Pense mais e seja menos jurisdiquês. Justiça não é ciência exata. Também exige bom senso, coisa que você parece não ter.

Elio Gaspari: "A publicidade de um pedaço da confissão seletiva de Antonio Palocci ofendeu a neutralidade do Poder Judiciário ( https://oglobo.globo.com/opiniao/a-bala-de-prata-feriu-moro-23120931)

Tem que explicar pro já famoso Lulista Gaspari, que direito não é ciência exata e deve-se pensar com o cérebro e não julgar um caso numa planilha do Excel. Vamos dizer que algum partido com vínculo ao tráfico de drogas resolva pedir autorização para o Fernandinho Beira-Mar dar uma entrevista a um jornal (legal, com jornalista responsável e tudo) de uma comunidade dominada pelo tráfico. E que esse condenado peça voto para alguém que defenderá interesses dessa comunidade (e dos traficantes também, lógico). Nesse seu raciocínio de liberdade de imprensa, Fernandinho poderia pedir votos para um candidato (desde que não incitasse pessoas ao crime) e fazer críticas a outros candidatos. Você autorizaria? Espelhe-se na Constituição americana e nas decisões de seus juízes, Gaspari. Lá os magistrados definem muitas coisas pelo espírito ou preâmbulo da Constituição. Foi o que o ministro Fux fez. Pense mais com a cabeça e menos com as suas paixões. Justiça não é ciência exata. Também exige bom senso, coisa que você parece não ter.

sábado, 29 de setembro de 2018

POR QUE DECIDI VOTAR EM ALCKMIN?

Não estou escrevendo este texto para convencer ninguém ou fazer propaganda política para um candidato, mesmo porque os eleitores que definem uma eleição neste país odeiam textos longos, preferindo "filminhos" ou imagens com imposições e palavras de ordem. Meu objetivo é esclarecer amigos com os quais realmente me importo e que em sua totalidade gostam de ler.

Até a semana passada meus votos seriam para o Partido Novo, de cabo a rabo. Eu sempre justifiquei essa decisão pelo simples desejo ajudar o país a se livrar dessa oligarquia nojenta que domina a política brasileira desde 1985 ou até antes, considerando seus predecessores familiares e ideológicos.

No entanto, assim como sempre combati os que se dizem coerentes pelo fato de nunca mudarem de ideia - devemos ser coerentes com a nossa consciência e não com aquilo que um dia dissemos e mantemos para não dizerem que voltarmos atrás -, diante desse quadro que aos poucos se concretiza, o purismo deve ceder à racionalidade, ao pragmatismo político.

Embora falar de racionalidade na política possa parecer uma grande piada, principalmente por não termos pesquisas totalmente confiáveis e de sermos diariamente bombardeados com fakes news, há sempre um mínimo de lógica para nos orientarmos e podermos optar pelo que consideramos melhor ou menos ruim.

Acho (sempre uma opinião) que Bolsonaro já está no segundo turno e decididamente não tenho afinidade quase nenhuma com suas concepções sobre liberdade e igualdade, da mesma forma que não tenho com essa esquerda carcomida à qual pertenci um dia e atualmente corrupta à qual nunca pertenci. Uma esquerda que nos trata como ratos de laboratório, mantendo privilégios para seu politburo tupiniquim.

Para mim (sempre para mim) Haddad e Ciro representam essa ideia falida de Estado generalizadamente centralizado que já fez milhões vítimas no mundo e as faz até hoje com experiências chamadas socializadoras, mas que na verdade conseguiram apenas manter privilégios para sua elite idealizadora e protegê-la de seus efeitos colaterais. É mais fácil atingir a igualdade de direitos por meio da liberdade de pensamento e de mobilização popular do que se submetendo a um Estado que dita regras e nos impõe seus conceitos pasteurizados de felicidade.

Decidi votar útil em Alckmin para presidente e tentar reduzir o risco de ter essa esquerda fajuta, mentirosa e ultrapassada no segundo turno. Para deputados e senadores votarei em candidatos do Partido Novo.

E se o quadro Bolsonaro e Alckmin for confirmado para o segundo turno, votarei em Alckmin de novo. A não ser que algo muito importante e inesperado aconteça. Por outro lado não me verão fazendo propaganda ostensiva para Alckmin e muito menos para o 45.

Meu compromisso é com a minha consciência e meus valores. Que me desculpem os amigos que não pensam da mesma forma, os quais respeito pelo que são e não por suas opções políticas iguais ou diferentes das minhas.

sábado, 11 de agosto de 2018

DE PAI PRA FILHO E DE FILHO PRA PAI

Como pai e sendo hoje o dia que nos deram, sinto-me com liberdade para dizer abertamente o que eu sinto, numa difícil e delicada tentativa de equilibrar a emoção de ser pai e avô com o pragmatismo do ato da concepção, instinto que perpetua a espécie humana.

Emocionalmente como pai e sem jamais ter deixado de pensar como filho, posso hoje mais do que nunca dizer que é uma emoção única, assim como é única, diferente e incomparável a emoção de ser avô. Meus filhos sabem que eu os amo e meu pai também sabia, cada um do seu jeito. Meu netinho talvez ainda não compreenda amor num significado que os adultos há muito tentam - sem sucesso - racionalizar, mas certamente sente do jeito dele que eu o amo, ou gosto dele, não importa... isso é coisa que não se mede e crianças não perdem muito tempo com essas bobagens de significados.

Pragmaticamente como gerador auxiliar de existências humanas, o sentimento de posse dos pais vai gradativamente diminuindo com o tempo. Geramos filhos para o mundo e do mundo eles são. É por meio desse desejo ou sentimento de posse que a natureza impõe aos pais as noções de responsabilidade para com os seus filhos, pois, o ser humano é egoísta e cuida melhor daquilo que cosidera seu. No entanto, assim como é anormal a infantilidade da criança não reduzir à medida que ela cresce, também é anormal não reduzir o sentimento de posse dos pais que envelhecem.

Antes de tentar educar seus filhos, ame-os primeiro!

Três frases que deixo neste dia para que nós, pais e filhos, pensemos juntos:

- "A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio." (Jean Cocteau)

- "Se não se tem um bom pai, é preciso arranjar um." (Nietzsche)

- "Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal" (Sigmund Freud)

sábado, 4 de agosto de 2018

CONVICÇÕES

Bolsonaro definitivamente não é e nunca foi meu candidato e só não explico detalhadamente aqui para não atrair mensagens de ódio e em respeito a alguns amigos partidários, mas postarei uma reflexão.

Tortura nunca mais, certíssimo! Foi uma fase triste e infeliz do passado recente, assim como todas agressões praticadas no período do governo militar. Independentemente dos números de um lado e de outro, pois, afinal não se mede violência num razonete de débito e crédito, são fatos que pertencem ao passado, e hoje, mesmo sabendo que ainda há abusos em delegacias, nas ruas e nos redutos do crime organizado, temos uma Constituição que, mesmo imperfeita e muitas vezes capciosamente mal interpretada, prevê punição severa para esses tipos de crimes.

Na idade moderna, reis torturaram e mataram em nome da monarquia, a igreja e as religiões em nome de deus. Na contemporânea o nazismo dizimou milhões, o comunismo outros tantos. Aos poucos, nações e religiões (com algumas exceções) vêm se retratando e pedindo desculpas por esse passado tenebroso e falam sobre ele com vergonha e um certo desconforto.

No entanto, após 600 anos de massacres, em pleno século XXI, ainda vemos pessoas abraçadas em suas convicções apontando seus dedos uns para os outros, ignorando de forma seletiva as crueldades promovidas por suas ideologias e religiões.

Enquanto a ideia de violência justificada existir, enquanto as ideologias e religiões por meio de seus adeptos não reconhecerem publicamente os erros do passado e não se desvencilharem de suas convicções, continuaremos a ser o que sempre fomos: cegos, hipócritas e desumanos.

terça-feira, 19 de junho de 2018

CPI DA DELAÇÃO PREMIADA, OU OPERAÇÃO MÃOS SUJAS

Deputados criaram uma CPI que pretende atacar a Operação Lava Jato. Pretende questionar o que suas excelências estão chamando de "esquemas de venda de proteção em delações premiadas por parte de advogados e delatores no âmbito da Operação Lava Jato e em investigações anteriores", mas que na verdade tem a intenção de desqualificar as delações premiadas, pois, elas têm originado investigações contra parlamentares.

O requerimento de abertura já conta com  191 assinaturas de apoio e depende do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que comece a funcionar. O número mínimo de assinaturas para requerer comissões de investigação é de 171, ou um terço da Casa.

Não poderia ser 170 nem 172. Tinha que ser mesmo 171.

Anotem os nomes dos parlamentares que assinaram. Serão úteis nas eleições deste ano para sabermos em quem não deveremos votar.


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

O PRESIDENTE E O MINEIRINHO

Os eleitores dão um peso astronômico para o Presidente da República e um microscópico para o Congresso, instituição que verdadeiramente manda no país dentro deste nosso atual sistema político. Candidatos parlapatões são os que mais passam vergonha quando são eleitos. Deputados e senadores ficam apenas aguardando o candidato terminar a fase de palanque porque sabem que o machão ou a machona descerá do pedestal e cairá de joelhos, um dia após aposse.

Isso me faz lembrar aquela piada do livro "Anedotas do Pasquim" sobre o Mineirinho, o famoso e invencível "comedô" de gente.

Um vendedor se vê obrigado a permanecer numa pequena cidade do interior de Minas porque o cliente só poderia atendê-lo na manhã seguinte. Contrariado, o vendedor vai para a única pensão da cidade hospedar-se por uma noite.

Chegando na pensão, o vendedor pede um quarto pra tomar um banho e poder dormir, mas o recepcionista diz que a pensão está lotada.
– Mas pôxa, como vou fazer? Não tem nenhum lugarzinho só por uma noite?
E o recepcionista:
– Olha, na verdade tem uma cama num quarto duplo, mas acho que o senhor não vai querer porque na outra está dormindo o Mineirinho, e o senhor sabe como é né?
– O que? - disse o vendedor. Tá pensando que sou frouxo? Sou muito macho, meu amigo! Comigo não tem conversa mole não. Ele que venha dar uma de besta com papinho estranho que enquadro o malandro na hora!
– Então está bem, disse o recepcionista. Mas não diga que não avisei. Aqui está a chave do 18. É no primeiro andar.
Enquanto o vendedor subia as escadas ia pensando... "logo de cara já vou mostrar quem eu sou pro engraçadinho não vir com conversa fiada pro meu lado e saber com quem está lidando."

A porta estava entreaberta e o vendedor já entrou metendo o pé para abrir. Viu que o Mineirinho estava sentado de cócoras na cama limpando as unhas com um palito de dentes. Nem olhou e continuou limpando.

O vendedor entrou no banheiro, mijou na pia, deu um arroto, saiu, e o Mineirinho continuava impassível, limpando suas unhas como se nada estivesse acontecendo.

O vendedor jogou a mala no chão, perto da cama, foi pra janela que estava fechada, bateu tão forte com as mãos para abri-la que fez um estrondo na parede do lado de fora. Deu uma cusparada e disse: "Eita cidadezinha de merda!"

Virou-se e olhou pro Mineirinho. O cara que tava lá, do mesmo jeito, sem falar nada, resolve olhar por cima dos olhos pro vendedor, sem mexer a cabeça, sem parar de limpar as unhas.

O vendedor, nervoso, não aguentou e gritou:
– Tá olhando o que, seu babaca?
O Mineirinho quebrou seu silêncio e disse com uma voz tranquila:
–  Nada não, moço. Só tô esperando ocê pará cuessa frescura toda pra nóis óóóó - junto com aquele gesto com os dois braços muito conhecido.

Essa será a atitude do Congresso com o presidente, um dia após a sua posse.

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sábado, 16 de junho de 2018

O TÚMULO DA VÍTIMA DESCONHECIDA


Túmulo do soldado desconhecido é o nome que recebem os monumentos erigidos para honrar os soldados que morreram sem que os seus corpos tenham sido identificados.

Já escrevi algumas vezes sobre o assunto, mas dada a sua importância, continuarei insistindo. Quem sabe um dia essas pessoas que defendem corruptos ou mesmo aquelas que não defendem, mas que consideram a corrupção um crime de roubo simples conseguirão entender que ela mata centenas de milhares de brasileiros e brasileiras todos os anos.

Ficamos consternados com a morte de parentes e amigos, seja ela por doença, acidente ou crime, mas normalmente essa consternação se restringe ao momento da perda. É raro o exercício de um raciocínio que extrapole aquele instante de comoção.

Alheio às sutis ligações deste evento que acabou de presenciar com os milhares de outros que estão acontecendo no país, você chega em casa, liga a TV e o computador.

A corrupção ocupa todas as manchetes dos jornais e das redes sociais. São bilhões e bilhões desviados dos impostos que você paga com o suor do seu trabalho. Vê políticos que não fazem nada, governantes e ministros sendo investigados ou respondendo a processos; juízes da Suprema Corte protegendo e soltando bandidos, e todos todos eles com vários pontos em comum: altos salários, motoristas, assessores, aposentadorias integrais, convênios médicos sem limite de gastos, combustível, auxílio moradia, passagens aéreas, correio, verbas de representação e mais... sem o compromisso de estarem presentes no trabalho de segunda à sexta como fazem os idiotas que os sustentam.

Se você for um otário útil, militante de políticos, partidos ou ideologias, dirá que: se a favor do governo, que os roubos são para permitir a permanência do partido no poder; se for oposição, dirá que será usado para tirá-los do poder. Ambos certamente têm os mesmos objetivos nobres e altruístas que visam justiça para todos e redução da desigualdade social.

Se for daqueles omissos passionais, xingará, praguejará, dirá que que não adianta fazer nada porque o país é assim desde o descobrimento e assim continuará. Dirá que todos políticos não prestam, que você está cheio de ver notícias ruins, vai desligar tudo e dormir porque amanhã terá que acordar cedo pra trabalhar.

Enquanto isso no Brasil real, cerca de 1 milhão de pessoas estarão morrendo neste ano. Novecentos mil por doenças, 45 mil por acidentes de trânsito e 60 mil por crimes violentos.
  • DOENÇAS: Centenas de milhares morrem por falta de atendimento no sistema público de saúde, sejam mas filas aguardando consultas e cirurgias ou pela falta de remédios.
  • ACIDENTES DE TRÂNSITO: Dezenas de milhares morrem por falta de infraestrutura nas estradas.
  • CRIMES VIOLENTOS: Dezenas de milhares morrem por falta de segurança pública, incluindo contrabando de armas e drogas.
Como são mortes que não vemos, não as relacionamos diretamente com a corrupção. Por causa dela, centenas de milhares de seres humanos inocentes entre jovens, mulheres, idosos e crianças perdem suas vidas anualmente. Assassinadas, pois, o dinheiro dos nossos impostos é utilizado para enriquecer pessoas, empresários e partidos políticos inescrupulosos.

É triste constatar que infelizmente não há causas comuns entre nós eleitores. Para a maioria o importante é o presidente-herói que comandará a solução de todos problemas do país a partir de 2019, não importando os métodos que ele e sua equipe de apaniguados utilizarão. Aliás, os políticos adoram esse tipo de comportamento de seus militontos. Quanto mais fanáticos impensantes os defendendo e brigando por eles, tanto melhor. Riem deles nos bastidores dos palácios e do Congresso enquanto enchem cuecas e malas com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

E os que os elegeram, alheios a tudo e a todos, indiferentes às vítimas desconhecidas assassinadas pelo sistema corrupto ainda reinante, como torcedores de uma Copa do Mundo vencida por seu herói, viverão alegres e felizes por mais 4 anos, até a próxima copa.

Na verdade o brasileiro vive mesmo é de quatro...

... e de quatro em quatro anos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O INIMIGO NÚMERO UM DOS BANDIDOS, DOS AMIGOS DOS BANDIDOS, DOS CIUMENTOS, DOS INVEJOSOS E DOS VAIDOSOS

Não bastasse a legião de bandidos políticos, de beneficiários da corrupção e de militantes alucinados, no Brasil quem defende as leis é obrigado a lutar também contra ciumentos, invejosos e vaidosos. Esse último grupo é bem heterogêneo, composto de alguns magistrados, jornalistas, artistas e outras figuras públicas que têm o hábito de cultuar o próprio ego.

Em qualquer país civilizado do mundo, um juiz probo é reverenciado por pessoas honestas, mas aqui na Banânia sua luz incomoda e irrita alguns que o criticam sob o pretexto de não deixá-lo convencido. Este é um caso típico de projeção psicológica, ou seja, quando nossa mente projeta certas características negativas que temos num sujeito externo, negando a sua posse e tentando afastá-las de nós.

Está claro de que estou falando do juiz Sérgio Moro. Se ele recebe um prêmio, esse grupo egóico o critica. Se é convidado para falar sobre o combate à corrupção num evento no Brasil ou no exterior, ele é criticado. Em resumo, se ele não fosse receber o prêmio e mandasse um representante dar a palestra em seu lugar, ele seria criticado da mesma forma. Moro sempre será criticado por essas pessoas, seja por fazer ou por deixar de fazer.

Quando eu o defendo ouço sempre os mesmos argumentos. Dizem que estou cultuando heróis e que Moro não faz mais do que a sua obrigação.

Eu não tenho heróis funcionários públicos, sejam eles políticos ou juízes. No entanto, nada me impede de elogiá-los pontualmente e faço uma simples comparação. Funcionários públicos são nossos empregados e eu sempre elogiei meus funcionários quando mereciam ser elogiados, não só como reconhecimento pelo excelente trabalho como também para que outros se espelhassem neles. Fazendo isso eu os transformava em em heróis ou simplesmente estava sendo justo com eles? Um bom histórico não concede imunidade a nenhum profissional, mas nos faz ponderar pequenos e eventuais erros que ele eventualmente cometa.

Até outubro do ano passado, Moro havia julgado 35 processos em (três anos e meio) e tinha 44 ações em aberto. Suas sentenças foram confirmadas e algumas vezes agravadas pela segunda instância (TRF4). Uma performance nada desprezível.

Na minha opinião, Moro, Ministério Público e Polícia Federal deveriam ter apoio quase que irrestrito da população trabalhadora e decente deste país. Caso contrário estaremos perdendo uma oportunidade única de colocar os corruptos em seus devidos lugares (nos tribunais e na cadeia, por exemplo) e o Brasil nos trilhos. Não se preocupem, pois, pessoas honestas sabem muito bem usar o seu bom senso para estabelecer limites de apoio e competência.

Não acreditem nesses sofistas do Estado de Direito que costumam cooptar mentes incautas, estilo Reinaldo Azevedo e outros. Não acreditem muito esses juristas de fim de semana que se apoiam na tese objetiva do trânsito em julgado e na subjetiva do amplo direito de defesa para proteger seus cúmplices e apaniguados.

Sugiro que assistam ao vídeo que estou postando abaixo. Nele vocês verão que esse "Estado de Direito" de que eles tanto falam, no Brasil foi feito apenas para garantir a boa vida de bandidos e criminosos.


sábado, 9 de junho de 2018

SENSO CRÍTICO

Com a quantidade de informações que temos hoje, infelizmente ainda vejo algumas pessoas completamente entregues a opiniões alheias, sem o menor interesse de questioná-las ou submetê-las ao crivo da própria consciência.

Estive pensando sobre o que levaria essas pessoas a agirem desta forma e relacionei alguns dos prováveis motivos:


PREGUIÇA MENTAL: É muito mais fácil aceitar a lógica de pessoas consideradas inteligentes e adotar seus argumentos. Transformam-se em papagaios impensantes e rebatem os contra-argumentos de seus contestadores com as mesmas ladainhas. Um dos recursos mais utilizados é o de mandar um link com as respostas inteligentes de seus pais ou mães adotivos-de-ideias, lidas numa entrevista.

INTERESSES ESCUSOS: Esse tipo dispensa muitos comentários. Aconteça o que acontecer, seus olhos e pensamentos sempre estarão voltados de forma dissimulada para seus objetivos pessoais. Danem-se os argumentos. O pavio de sua tolerância varia em tamanho segundo a perspicácia do seu opositor. Tipo, "ele descobriu!. Bum!"

HERÓIS SOFISTAS: Os baba-ovos desses "rolandos leros" aceitam os nós que lhes dão no cérebro e, como não entendem nada do que estão ouvindo, rendem-se ao português correto, à fluência verbal e às pitadas de lógica que muitas vezes não se relacionam diretamente com o assunto. Mas que têm lógica têm! (Leandro Karnal e Reinaldo Azevedo, por exemplo)

BURRICE: Quer que explique?

HUMANISTAS PELA METADE: Enxergam as bondades das promessas de seus ídolos e ignoram as atrocidades que eles permitem. Tudo para um futuro melhor e nada para a cruel realidade do presente.

TEIMOSIA E FIDELIDADE: "Ele defende ainda por teimosia uma causa cuja fraqueza vê, mas chama a isso «fidelidade»." (Friedrich Nietzsche)

Existem variações quase infinitas em cada um desses perfis, mas a base está aí. Vocês podem sugerir outras nos comentários.

terça-feira, 5 de junho de 2018

A PETROBRÁS DEVE TER VIDA PRÓPRIA?

Não vou entrar nessa discussão de números, mas de julho do ano passado pra cá o aumento médio foi de 30%, bem acima da inflação e o gás 20% só em 2017. Quero aproveitar um post que li para levantar outro problema que normalmente impede uma discussão mais isenta dos problemas brasileiros. O fato do PT ter vibrado com a saída de Parente não pode ser levado em conta ao avaliar o caso da política de combustíveis que foi adotada. Se todas as vezes que o PT e a esquerda vibrarem com uma notícia negativa de um governo que não seja o deles, toda decisão tomada por esse governo terá sido errada. Meirelles foi do governo Lula, mas se ele saísse nas mesmas condições que Parente saiu, isto seria comemorado com a mesma alegria pela esquerda. Não que não se possa discutir o lado ideológico de um problema econômico, mas acho que ele não pode ser superestimado. A discussão sobre o caso dos combustíveis é apenas um exemplo, porém há muitos outros. No caso específico de Pedro Parente, nem vou explorar sobre seu envolvimento no caso dos 2 bilhões para o JP Morgan que não foi explicado e limitar-me apenas à política adotada de de reajustar os combustíveis pela variação do dólar e do barril de petróleo.

Na minha opinião, uma empresa que detém o monopólio de produtos tão importantes na composição de preços e para determinados setores da economia, não pode resolver seus problemas ignorando o impacto econômico e social que suas decisões poderão provocar. Não se pode administrar uma empresa como a Petrobrás numa planilha de Excel, que foi o que Parente fez. Não vou dizer que ele deveria ter saído, mas faltou diálogo entre o governo e a Petrobrás.

No reino Unido e na França os impostos não são muito diferentes, mas há uma diferença básica e determinante em sua política de uso. Enquanto no Brasil eles servem para pagar royalties aos estados e aumentar a arrecadação do governo, nesses países os impostos flutuam justamente para evitar impactos no mercado, coisa que ouvi o governo falar apenas ontem. Oras... se Parente não tinha essa obrigação, muito embora eu pense que um presidente de uma empresa como a Petrobrás tenha que ter visão macroeconômica, falhou o governo em não prever que o problema aconteceria uma hora ou outra.

Por isso eu apoiei a reivindicação dos caminhoneiros autônomos. Não apoiei o caos ou a infiltração de sindicatos e partidos, lógico, mas considerei a greve legítima.

terça-feira, 29 de maio de 2018

COMBUSTÍVEIS: POLÍTICA SUICIDA


No Brasil as pessoas ligam greves e reivindicações ao esquerdismo ou petismo, não sendo tão incomum haver manifestações em países europeus contra aumento dos combustíveis, inclusive paralisações de caminhões. O tributo sobre combustíveis na França, Reino Unido e Alemanha é alto como no Brasil (50-55%), mas a grande diferença é que eles usam o imposto (diminuem ou aumentam) para amenizar impactos no mercado.

Aqui a Petrobrás decidiu resolver o problema dela (ou dos rombos do PT/PMDB como queiram) repassando as variações diretamente para o consumidor. Pedro Parente, considerado um gênio par alguns, simplesmente trabalhou com uma planilha de débito e crédito, aproveitando-se do monopólio (não existe nesse países) para ditar preços e políticas de aumento. Do ano passado pra cá, tivemos mais de 60% de aumento dos combustíveis, absorvidos diretamente pelo consumidor. Em três ocasiões os preços do petróleo variaram para menor, mas pergunte se essas reduções chegaram para os consumidores. Já os aumentos chegaram na velocidade de um raio.

Essa insegurança faz com que todos dessa cadeia incorporem essas variações de aumento em seus preços, provocando confusão e incertezas no mercado. O problema dessa síndrome da "esquerdopatia" é que os que se dizem direita vinculam protestos com política partidária ou ideológica, acreditando que ficando calados serão vistos como seres mais evoluídos que os outros da ralé esquerdista. No fundo, são otários da mesma forma.

Em resumo, nessa política suicida de Pedro Parente, ele simplesmente ignorou seus impactos sociais e econômicos.

Quem acompanha meu blog sabe muito bem o que eu penso do petismo e da esquerda, portanto dispenso ter de repetir.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

NÃO É SÓ PELOS 46 CENTAVOS DO DIESEL

Quando mencionei num post essa frase que nos remete ao início do movimento de 2013 foi uma comparação para que a gente pense de maneira menos superficial nessa greve dos caminhoneiros. Em 2013, o estopim foram os 20 centavos do passe livre, mas essa reivindicação tornou-se algo muito menor, mesmo porque a maioria da população mais esclarecida não aprovava essa ideia de passe livre por um simples motivo: não há nada que saia de graça sem que alguém pague por isso. Dinheiro não nasce em árvores. Em economia não há espaço para a poesia.

Chamaram Pedro Parente de gênio quando, de alguma forma, estancou a sangria da Petrobrás e melhorou sua imagem internacional com o equilíbrio financeiro da empresa. Gênio? O que o novo presidente da Petrobrás fez foi abrir uma planilha do Excel com as colunas de débito e crédito e providenciar seu equilíbrio, aproveitando-se do monopólio de mercado, para repassar as oscilações do mercado internacional ao cidadão (só os aumentos porque as reduções nunca vimos chegar) e da possibilidade de ditar o preço final dos combustíveis. Agora, fale a verdade... você não gostaria que a sua empresa pudesse fazer o mesmo? Em resumo, Pedro Parente simplesmente ignorou os impactos econômicos e sociais dessas decisões.

Da mesma forma, o preço do diesel nessa greve dos caminhoneiros está longe de ser o principal problema brasileiro, fazendo-nos refletir sobre termos sempre que engolir e pagar os prejuízos da incompetência, dos roubos e desvios de dinheiro público. Nos faz perceber que os sistemas de transporte do país e de escoamento da produção estão entregues aos lobbyes das montadoras, empresas de transporte e empreiteiras. Por que um país de topografia invejável como o Brasil não investe em ferrovias? Não é muito difícil de entender .

Enfim, essa greve não pode se limitar a reduzir os preços dos combustíveis e outros derivados do petróleo. Há um caminhão de reflexões sobre a miséria que recebemos de volta em saúde, saneamento básico, transportes, segurança e educação.

Não é pelos 46 centavos. É pelos 2 trilhões de impostos que pagamos e das centenas de bilhões que são mal empregados ou desaparecem no meio do caminho.

domingo, 27 de maio de 2018

ESSES CAMINHONEIROS NÃO SÃO BRASILEIROS. SÃO UNS CRÁPULAS!!

Por causa deles não pude ir à praia e ao clube de campo nesta semana. Meu vinho chileno e minha cerveja preferida não chegaram ao supermercado. Mas tudo bem... daqui a pouco tudo voltará ao normal porque a Globo entrou na parada. A cidade estará lotada no feriado prolongado e vamos faturar.

Além do mais a Copa da Rússia já está aí. Imaginem o risco daquela TV de 75 polegadas da Samsung que vou dividir em 24 vezes no cartão não chegar nas Casas Bahia? Perder a chance de ver Neymar bem de pertinho levantando a taça do hexa?

Afinal, somos um país,

- Com uma das maiores taxas de desemprego do mundo;
- Com o maior número de policiais mortos do mundo;
- Com uma das maiores taxas de homicídio do mundo;
- Com o maior tráfico e consumo de drogas do mundo;
- Com a maior corrupção do mundo;
- Com os maiores preços de combustíveis do mundo;
- Com um dos piores sistemas de ensino do mundo;
- Com um sistema de saúde que mata milhões por ano;
- Com o pior retorno dos impostos do mundo...

Esses caminhoneiros são um bando de irresponsáveis, não? Protestar e fechar estradas num país maravilhoso como o nosso! Isso só pode ser coisa do PT!

Mas felizmente tudo isso vai acabar quando Bolsonaro, Boulos, Manoela D'Ávila, Alckmin ou qualquer outro novo presidente for eleito.

Isso tudo me faz lembrar Juca Chaves:

Um pai, com dois filhos gêmeos, passando por dificuldades econômicas e sabendo que um deles era otimista e o outro pessimista, dá de presente para o pessimista uma bicicleta e para o otimista uma lata com esterco de cavalo.

Quando os dois filhos se encontram, o otimista pergunta:

– E aí o que você ganhou?

Responde o pessimista:

– Eu ganhei uma bicicleta, que desgraça! Minha namorada vai cair da bicicleta, meus amigos vão querer bater em mim. Que desgraça, que desgraça! E você o que ganhou?

E o otimista, com a latinha de esterco na mão:

– Eu ganhei um cavalo, que legal! Você 'viu ele' por aí?

E daí, meu povo? Vamos procurar o nosso cavalo?


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Aproveitem para ler o excelente artigo de Eduardo Giannetti sobre a greve em: https://goo.gl/Bp2iSA

quinta-feira, 12 de abril de 2018

OS BOBOS DA CORTE


Vou falar como leigo em direito, mas que tem procurado compreender o que é decidido pela corte, e assim como eu, milhões de brasileiros adotaram esse hábito. O ministro Marco Aurélio generaliza e diz que o povo quer vingança e fazer justiça com as próprias mãos. O ministro fala "povo", demonstrando que no pensamento dele existe uma distância estrelar entre eles e nós, meros ignorantes, fazendo lembrar a corte francesa na época da revolução quando se dirigia à plebe pagadora de impostos que tinha apenas a missão de trabalhar e sustentar a nobreza.

Não, ministro... vocês saíram do seio da pátria que hoje renegam. Somos hoje muito mais bem informados e politizados do que Vossas Excelências pensam e sabemos muito bem quando estamos sendo enrolados nesse jurisdiquês esnobe. O sentimento de justiça transcende às leis. O homem apenas tenta por meio de regras orientar a sociedade e impor limites, mas jamais conseguirá convencer os cidadãos quando algumas decisões afrontarem e ferirem esse sentimento de justiça.

Diga-me: em qual país democrático um cidadão comum pode antecipar quais serão as decisões individuais dos ministros dependendo do réu e da casta partidária a que ele pertence? Oras... se somos leigos, como poderíamos antecipar seus votos pensando com tecnicismo para entender a linha de pensamento jurídico de cada um de vocês? Portanto, já basta de nos considerarem meros leigos idiotizados pela mídia, pelo partidarismo e pelas ideologias.

Os EUA, país mais democrático do mundo, têm uma constituição de 230 anos com apenas 27 emendas e lá as leis funcionam. Isto me faz crer que a diferença está no caráter de quem julga. Não há outra explicação plausível.

"Quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões."
(Lao-Tsé)

Já estamos cansados desse teatro de quinta categoria

quarta-feira, 28 de março de 2018

STF: QUANTO MAIS RELUTA, MAIS SE DESMORALIZA

Considerando que não estamos falando de ignorantes em matéria de leis, a defesa de criminosos pelo STF não é um simples ato falho, mas uma fragorosa demonstração de rabo preso com figuras poderosas e importantes da república. E não precisa ser conhecedor do ofício do direito. Até uma criança pode perceber o pavor desse Supremo que um dia foi chamado de covarde por Lula naquele famoso diálogo com Dilma.

Se antes estava acovardado, hoje o STF ganhou coragem para ser explicitamente impertinente e irresponsável. Suas decisões polêmicas sossegam o PT, MDB e PSDB, mas despertam a revolta de um povo cada vez mais apartidário e menos crédulo na lisura das instituições que deveriam protegê-lo da bandidagem política.

Se estivéssemos mais atentos aos sinais de alerta de alguns juristas que conhecem os bastidores do STF, poderíamos estender melhor como funciona a cabeça dos ministros. Um desses sinais estão “no livro 'Código da Vida', de Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça responsável pela nomeação de Celso de Mello para o STF no governo Sarney” (https://goo.gl/EyFdLu):
Saulo Ramos: — Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?
Celso de Mello: — Sim. 
Saulo Ramos: — E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

Celso de Mello: — Exatamente. O senhor entendeu?
Saulo Ramos: — Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”
Na verdade o STF caminha decidido, estimulando uma convulsão social sem precedentes. Não é preciso ser um gênio para perceber que uma parte dos ministros está comprometida com Lula - seja por fidelidade ou por medo de uma eventual delação - e a outra, liderada por Gilmar Mendes, tentando aproveitar-se de forma dissimulada dos benefícios concedidos a Lula e sua trupe para favorecer seus apaniguados do PSDB e MDB.

Não sou ninguém para dar conselhos aos inatingíveis de caráter ilibado da corte máxima brasileira, mas se eu pudesse falar ao pé do ouvido de algum deles eu diria:

Melhor acovardarem-se de novo!



Veja o que Gilmar Mendes achava da Lava Jato antes de seus "amigos" serem envolvidos. Faça hoje a mesma pergunta que o jornalista fez naquela época. Certamente o discurso será bem diferente.

domingo, 25 de março de 2018

DESMORALIZAÇÃO SUPREMA


Constituição e leis nada mais são do que normas de condutas que foram elaboradas para orientar cidadãos com o objetivo de tornar a sociedade mais justa e igualitária. No entanto, o sentimento de justiça vem desde os tempos das cavernas, transcendendo à escrita e aos que tentam interpretá-la. Portanto, por mais que essa casta de toga tente nos enrolar sofismando em jurisdiquês e nos chamando de leigos, prevalece o velho e insubstituível sentimento de injustiça.

Só um imbecil não percebe que estamos sendo enganados, vilipendiados pelos que deveriam fazer cumprir as leis do país. Posso ser leigo também em medicina, mas sei muito bem quando médico ressuscita quem já estava morto ou salva um desenganado.

A pouca vergonha e a desfaçatez no julgamento desse habeas corpus do Lula ultrapassaram todos os limites da canalhice jurídica. Um teatro mambembe de roteiro pobre, claramente elaborado nos bastidores sombrios do STF, culminando com aquela melancólica e vergonhosa apresentação.

Esse desespero mal disfarçado dos ministros nos leva crer que há algo de podre - muito, mas muito podre - no reino da Banânia. E que o cheiro dessa podridão vai dos porões do castelo aos aposentos do rei e de sua corte.

É cabeça pra cegar lâminas e mais lâminas de guilhotina.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

ARMAR-SE PARA A PAZ

Armar o povo para reduzir a violência (?!) significa uma das três coisas ou as três: incompetência governamental, sistema de educação falido ou incentivo à indústria de armamentos. É a estupidez tentando vencer a ineficiência do Estado na proteção de seus cidadãos. Países como Alemanha, Austrália, Canadá, Áustria, Japão e outros que estão na lista dos 20 países menos violentos do mundo oferecem segurança sem esse tipo de incentivo idiota. Analise com calma as particularidades dos EUA, Israel e Rússia e verão que cada um tem um motivo diferente para adotar essa medida estúpida de armar a população.

Pior ainda é ouvir da direita radical que a esquerda se interessa em desarmar a população para dominá-la. Muito embora essa seja uma das estratégias do comunismo - ou de qualquer governo totalitário - dentre a imensa lista de restrições que impõe para dominar o povo, usar esse argumento para países democráticos é ficar na superfície das argumentações fáceis.

Nos EUA, por exemplo, a falência não é do sistema de ensino superior, óbvio, que envolve alta tecnologia em todas as áreas da ciência. O problema deles está na formação, na base da educação da criança e do jovem, envolvendo sistema de valores. Isto nada tem a ver com religião ou patriotismo! Tem a ver também com a indústria de armas que movimenta bilhões no país.

Aproveitando o tema belicista, sei que muitos irão me bombardear, mas é o que eu penso e venho pensando há muito tempo. Aliás, já me acostumei a lidar com alguns fanáticos espumantes das redes sociais. :)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

EU IRIA MAIS LONGE QUE O GENERAL HELENO

"Em meio à polêmica sobre o possível uso de mandados coletivos de busca e apreensão em operações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, o ex-comandante brasileiro da missão de paz da ONU no Haiti, general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira sugeriu, em entrevista ao UOL, que juízes sejam levados para as operações das forças de segurança durante a intervenção no Rio de Janeiro."

"Na opinião do general, os magistrados poderiam conceder ou negar mandados de busca e apreensão individuais ou coletivos no terreno e durante a ação. Segundo ele, esse tipo de medida foi adotada e funcionou bem em operações de forças de paz no Haiti." (UOL)

Sugiro:

a) Um representante do STF;
b) Um representante da OAB;
c) Um juiz de cada instância;
d) Um representante dos Direitos Humanos;
e) Um representante do MP;
f) Um representante do Senado;
g) Um representante da Câmara Federal;
h) Um representante da ALERJ;
i) Um representante da Câmara Municipal do Rio;

Ou mais alguns valentes que se predisponham a ir. Existem muitos deles, mas normalmente metendo o pau por trás de microfones, celulares e teclados.

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