domingo, 14 de agosto de 2016

DIA DOS FILHOS

Talvez seja algo incomum homenagear os filhos no dia dos pais, mas muitas vezes nos perdemos diante do óbvio e algumas oportunidades de refletir. É a frase de Clarice Lispector de que "o óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar."

Num relacionamento de amor verdadeiro, seja ele de amizade, amoroso ou familiar, o reconhecimento é uma via de duas mãos. Não existiria amizade sem amigo, amor sem amada(o) ou pais sem filhos. E todas as recíprocas são verdadeiras.

Se um dos dois estiver longe, o amor é energia que elimina distâncias. Não cabe sentimentos de culpa e muito menos de posse. Ninguém é de ninguém e no caso de pais e filhos, os pais são apenas os meios que possibilitam novas existências.

Para reencarnacionistas como eu, filhos representam oportunidade de vida para que almas evoluam, processo que está muito além da simples continuidade do sobrenome de uma família ou de uma casta. Sim... somos responsáveis também pelo impulso inicial, pelo que chamamos de base, mas devemos entender que nossos (?!) filhos são almas, carácteres e consciências independentes. Têm e necessitam de vivências e experiências diferentes das nossas.

O experimento de ser pai é único, insubstituível e transcende aos cromossomos da genética, transcende à hereditariedade e vai à essência do sentimento, diferente daquele amor de posse.

Obrigado, (meus) filhos!

(JCGuimarães)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

VIVENDO AINDA DE QUATRO

Tenho prestado atenção nos dois lados das discussões políticas, ao menos no facebook e em alguns sites que costumo visitar. Vejo que situação está difícil porque na cabeça das pessoas só existem duas opções: os meus ou os deles. É uma coisa interessante, pois, tenho certeza absoluta de que nenhum desses militantes - pelo menos os mais inteligentes e politizados - acredita na inocência de seus heróis. Todos estão mais sujos do que pau de galinheiro! As provas são contundentes e sem essa de transitado em julgado porque não faríamos o mesmo com assassinos pegos com a boca na botija. Nossa posição seria a de prender esse assassino até que ele provasse o contrário... ou não?

Fiz uma comparação absurda? Fiz não! Como considerar um político que rouba dinheiro dos impostos e indiretamente mata milhões de pessoas nas ruas por falta de segurança e nas portas dos hospitais por falta de saúde pública? É um ASSASSINO ou não? Pior que um assassino comum, esses bandidos agem em quadrilha e dizimam milhares de crianças, adultos e idosos? Duvida? É só passar um dia inteiro no centrão do Rio ou de São Paulo... nem precisam ir nas periferias ou favelas. E passe um dia inteiro no proto socorro de um hospital público qualquer.

Tem também os que defendem bandidos porque são da esquerda, porque conservadores de direita ou liberais. É a mesma porcaria. Como uma ideologia que foi idealizada para a felicidade do ser humano ou de sua maioria, seja ela qual for, ser mais importante que a vida de um ser humano que morre A-G-O-R-A? É certo usarmos seres humanos como cobaias de ideologias?

Como ninguém quer saber de golpes e ditaduras que funcionam como uma aparente bálsamo para os problemas, nossa única opção constitucional é a de substituir os ladrões na medida que suas desgraças forem aparecendo. Não há outra, pensem! Países que passaram por guerras civis sofrem traumas até hoje. As cicatrizes doem e as feridas deixadas, abrem e fecham a todo instante.

Nossa única opção é o inconformismo constante com aqueles que estão no poder, sejam eles provisórios ou definitivos. Não podemos "viver de quatro" achando que só podemos mudar as coisas de 4 em 4 anos. Temos que aprender a pressionar no exato momento em que as coisas acontecem no transcorrer desses 4 anos de mandato, seja no executivo ou legislativo.

Continuaremos de QUATRO por mais quanto tempo ainda?

Leiam também: "Viver de Quatro"


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sábado, 16 de julho de 2016

Resenha Ler e Voar: Depois a Louca Sou Eu - Tati Bernardi

sexta-feira, 15 de julho de 2016

OLIMPÍADAS: TEIMOSIA E ESTUPIDEZ SÃO MARCA REGISTRADA





Este meu post é curto e grosso:

Ainda há tempo pra cancelar essas olimpíadas. O país já está desmoralizado moral, econômica e politicamente no mundo inteiro. Há sérios riscos de vexames nessa (des)organização. Assaltos, terrorismo, prejuízos... melhor o caos financeiro de vez para tentar renascer das cinzas, mas pelo menos com autocrítica e dignidade.

Escreve O Antagonista: "Após as declarações de Eduardo Paes sobre a "terrível situação" da segurança no Rio, 20 mil ingressos para as Olimpíadas foram devolvidos, informa a coluna Radar. Os americanos são maioria entre os que desistiram de vir ao Brasil. Vai ter Olimpíadas?"

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

POLÍTICA: ESCOLHER E SE NECESSÁRIO, MUDAR.

A cada dia que passa aumenta a sensação de que o problema brasileiro é muito grave e não será resolvido apenas com eleições em 2018. A política e as instituições estão deterioradas, podres e fétidas, quase que irreversivelmente. Os descontaminados não estão em número suficiente para reverter a situação caótica. Uso o termo "descontaminados" porque "contaminados" são aqueles que, mesmo não tendo roubado ou desviado dinheiro, apoiam os "ladrões de fato", seja por amizade, corporativismo ou ideologia.

Em termos ideológicos, quando uma ideologia e seus objetivos fanáticos tornam-se mais importantes que a lisura e respeito ao cidadão que paga impostos, às leis e à Constituição, o que acontecerá se essa facção (e teria outra qualificação?) assumir a administração do poder horizontal e verticalmente?

Eu simplesmente não entendo esses militantes ideológicos ou partidários que teimam em defender seus heróis, ignorando o fato de estarem sendo lesados, não importando se isso é por pura teimosia ou por acreditarem que esses ladrões são Robins Hoods que acumulam riquezas para distribuí-la no futuro em prol da igualdade social.

Só se admitiria isso se vivêssemos entre muros, isolados do mundo e atingidos apenas pela comunicação estatal dos tempos de Lenin, Hitler, Mao Tsé-Tung ou da Cuba e da Coréia do Norte de hoje.

Não se admite, nem por ingenuidade, que pessoas esclarecidas não entendam a gravidade da situação e permaneçam teimando simplesmente por sentirem vergonha de voltar atrás em seus pensamentos do passado. Não entendem que essa teimosia diante de tantas provas cabais os tornam ridículos e piora a situação não só deles como a de seus irmãos brasileiros.

Vamos lá... mão na consciência que lhes resta. Enquanto vocês os defendem, eles não só sobrevivem como também riem de vocês em seus gabinetes e bastidores do Congresso, palácios e tribunais.

Não é uma questão de patriotismo ou nacionalismo. É questão de humanismo. Humanismo que vocês usam como argumento para tentar justificar o injustificável, promessa de um futuro que nunca virá.

Sempre haverá tempo para mudar!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quando as teses ideológicas se perdem na razão

Vou começar este post resumindo alguns pensamentos sobre ideologia e política para poder chegar ao ponto que justifica seu título. São dois os pensamentos que escolhi para ilustrar minhas reflexões. Um é de José Adelino Maltez que é filosófico e sociológico, e o outro é de Rubem Alves, mais poético, vamos dizer assim.

No artigo "Homem, o animal político", Maltez inicia dizendo:
"Quando Aristóteles proclama que o homem é por natureza um animal político (anthropos physei politikon zoon), diz que a exigência da perfeição, a procura do bem melhor, a tendência para a realização daquilo que é o seu bem o impelem para a polis. Não diz que o homem se une na polis por um bem menor, como aquele que o leva à constituição da família, em nome da satisfação das necessidades vitais. Não diz apenas que o homem é um animal social, um animal que tende para a constituição de comunidades em geral, porque nem todas as comunidades são políticas. Diz que um determinado bem, o impele para uma certa espécie de comunidade, a polis. E que esse determinado bem é, precisamente, o bem melhor."
E Rubem Alves em sua crônica "Sobre Política e Jardinagem":
"De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer 'chamado'. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um 'fazer'. No lugar desse 'fazer' o vocacionado quer 'fazer amor' com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada. 'Política' vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade."
Podemos notar que tanto na definição clássica quanto na romântica, a finalidade de se constituir uma "polis" é a mesma: unir pessoas pensando na "felicidade" de seus integrantes ou moradores. Vejam que eles falam apenas de objetivos e intenções, não sobre os meios de se atingir esse tal de "bem melhor".

Por maiores que sejam as diferenças conceituais de bem e de mal entre os que trabalham (políticos) e os que se beneficiam (cidadãos), é certo que o desejo de se ter uma vida minimamente digna é comum aos dois. Independentemente de qual seja esse "mínimo", é possível se "ter" alguma coisa sem "conceder" outra de igual valia? Possível é! Impossível é manter o que se ganhou por muito tempo.

Há limites para os sonhos e para a esperança de quem produz riquezas, e um dos limites mais terríveis e avassaladores é o do escárnio. E quando descobrimos que estão zombando desses nossos sonhos e se aproveitando dessa nossa esperança, a civilidade perde para o atavismo. Despertam nossos instintos de sobrevivência e a vontade de se fazer justiça pelas próprias mãos. Assim começaram as grandes revoluções e guerras civis da história.

Ideologia é esperança até que os sonhos se corroam na acidez da realidade. A militância que permanece insistindo a despeito dessa realidade, perde-se em meio aos paradoxos do fanatismo e seus argumentos passam das tentativas de convencimento ao ridículo de suas incoerências gritantes. Em resumo, degenera a própria ideologia que defende. O fanatismo ideológico extrapola os limites do patriotismo inofensivo que tenta apenas proteger as raízes e conquistas de seu povo, enveredando-se no campo do nacionalismo inconsequente, chegando ao cúmulo de extrapolar fronteiras para dissolver outras individualidades. Como normalmente se faz muita confusão entre patriotismo e nacionalismo, cabe esclarecer a diferença:

NACIONALISMO E PATRIOTISMO
"Por 'nacionalismo' quero referir, em primeiro lugar, ao hábito de pressupor que os seres humanos podem ser classificados como insetos, e que porções inteiras de milhões ou dezenas de milhão de pessoas podem ser tabeladas de "boas" ou "más" com toda a convicção. Em segundo lugar - e isto é mais importante - refiro o hábito de alguém se auto-identificar com uma nação ou outra unidade singular, colocando-a para além do bem e do mal, e não reconhecendo outro dever senão a defesa dos seus interesses. O nacionalismo não deve ser confundido com o patriotismo. Ambas as palavras são usadas de uma forma tão vaga, que qualquer definição pode ser questionada; no entanto, devemos estabelecer as diferenças entre as duas palavras, uma vez que estamos perante duas ideias diversas e mesmo opostas. Por "patriotismo", entendo a devoção a um local e a um modo de vida particulares, que acreditamos ser o melhor do mundo, sem que isso nos leve a querer impô-lo a outros. O patriotismo é por natureza defensivo, tanto militar como culturalmente. O nacionalismo, pelo contrário, é inseparável do desejo pelo poder. O propósito regulador de cada nacionalista é conseguir mais poder e mais prestígio, não para si próprio, mas para a sua nação ou outra unidade na qual escolheu dissolver a sua individualidade." (Reflexões de Leonidas Donskis sobre George Orwell em "Notes on Nationalism")
Submeter um povo à uma ideologia (ou a partidos políticos) sem sequer questionar os meios que utiliza para implantá-la e o sofrimento que causará a esse povo nessa sua trajetória alucinada, é caminho certo para o fascismo ou nazismo. No caso do comunismo (hoje travestido de socialismo), a história mostra seus contínuos fracassos e as milhões de vidas que foram perdidas.

Esta é a grande incoerência desses militantes, falsos humanistas da esquerda impensante que insistem em defender seus espertos heróis em detrimento daquele "bem melhor" de José Adelino Maltez ou da felicidade de Rubem Alves. Oras... se a felicidade plena não existe e vivemos dos nossos momentos de felicidade, por quanto tempo poderíamos suportar essas injustiças do presente em nome de uma ideologia de teorias e promessas futuras comandadas por esses políticos profissionais? Políticos que não têm pressa nenhuma, pois, afinal, somos nós que sustentaremos a felicidade deles enquanto a nossa não acontecer.

Esses maus carácteres da política continuarão existindo enquanto esses militantes fanáticos de todos os partidos políticos não perceberem o quanto estão sendo ridículos teimando em defender o indefensável. Enquanto não se conscientizarem que não passam de comparsas desses criminosos que ajudam bandidos a matar pessoas inocentes nas ruas e doentes nas portas dos hospitais. Enquanto não pararem com essa história de que "o seu também rouba". Os ladrões são vários, mas o dinheiro dos impostos é um só. Meu, seu, dele, dela... nosso!
"Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto." (Winston Churchill)
"A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair." (Oliver Holmes)
"A loucura é um fenômeno raro em indivíduos - em grupos, partidos, povos e eras, é a regra." (Nietzsche)

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Carga horária de 80 horas semanais. Uma ideia brilhante da CNI!


Há quem diga que a corrupção é o maior problema do Brasil, mas quando a gente ouve ou lê coisas assim tão estúpidas como essa sugestão do presidente da Confederação Nacional da Indústria de ampliar a carga horária semanal do trabalhador para 80 horas, chega à conclusão de que o buraco do Brasil está literalmente mais embaixo. Se a corrupção é o maior problema do país, o segundo certamente é o espírito de corpo das classes, sejam das patronais ou das trabalhadoras, essas últimas, tanto as que envolvem o funcionalismo público quanto a iniciativa privada. É um festival de falta de bom senso das duas partes.

Tudo bem... a gente entende que deve haver um equilíbrio de forças entre empregadores e empregados, mas a corda da estabilidade dos ganhos e salários deve ficar esticada, sem no entanto se romper. Que considerem o risco do empresário investidor e a remuneração justa de seus colaboradores, mas sem inviabilizar nenhum dos dois e muito menos a tão sofrida economia do país. No Brasil essa corda já virou cabo de guerra e a intenção não é a de esticá-lo, mas de derrubar o adversário da outra ponta, sem perceberem que essa luta se desenvolve numa prancha de gangorra sobre o abismo. Mas aqui é assim... cada um por si e o resto que se lasque.

Voltando ao caso da CNI, a entidade sugere aumentar a carga horária semanal do trabalhador de 44 para 80 horas, alegando que a França o fez (engana-se porque lá é de 60h) e vamos supor que se admita fazer isso. Nada mais justo que a indústria faça também a sua parte desse sacrifício e aceite reduzir seu lucro líquido em 45%, repassando esse benefício para o consumidor final.

Que tal?

O STF E A OLIGARQUIA JURÍDICA OU "O GOVERNO DE POUCOS"

A decisão do presidente do Supremo de pedir para que a PF investigue e descubra quem confeccionou e pagou o boneco inflável Petralhowski, nada mais é do que uma confirmação daquilo que venho escrevendo há muito tempo neste blog: os ministros do STF confundem suas atribuições constitucionais de foro máximo com a pretensão inconstitucional de serem o poder máximo. Consideram-se acima das críticas e da liberdade de expressão. Oras... o Brasil então está nas mãos de uma oligarquia que interpreta a Constituição em benefício de sua própria classe, acreditando estar no topo da hierarquia constitucional dos três poderes?

Se o caso é esse, o problema passa a ser conceitual e não constitucional, pois, segundo Montesquieu, numa democracia os três poderes devem equilibrar-se entre a autonomia e a intervenção entre eles (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário) e, por analogia, todos devem representar as aspirações da maioria da população. Em relação à Constituição, muito embora seu "Preâmbulo" não tenha força de lei, junto aos "Princípios Fundamentais" ele representa o espírito ou a razão da existência da nossa Carta Magna, não admitindo interpretações antagônicas ou corporativistas.
Preâmbulo (destaques): 
"(...) Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL."
Princípios Fundamentais (destaques)
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
  • II - a cidadania
  • III - a dignidade da pessoa humana;
  • V - o pluralismo político.
  • Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
  • I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
  • II - garantir o desenvolvimento nacional;
  • IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Em resumo, os poderes legislativo, executivo e judiciário devem representar as aspirações do povo que (direta ou indiretamente) os elegeu e lhes concedeu poderes - a título precário - limitados às suas funções constitucionais, não lhes cabendo portanto, legislar, executar ou julgar com a finalidade de atender interesses próprios ou de suas classes. 

Num século em que a tecnologia nos dá amplas condições de acesso à informação e nos conscientiza do nosso direito de livre expressão, é pura perda de tempo dessas "otoridades" tentarem colocar-se acima de suas atribuições e da própria Constituição. É bom que se lembrem de que o direito do cidadão não se limita apenas ao de votar de 4 em 4 anos, mas o de também acompanhar seus representantes - diretos ou indiretos - e até de insurgir-se contra seus eventuais abusos de poder.

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada." (Ayn Rand)


Leia também:

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.

Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.


E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?


Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’.  A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.
Fonte: Estadão

Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.

Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.


E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?


Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’.  A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.
Fonte: Estadão


Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

O brasileiro é tranquilo e jamais se envolveria numa guerra civil. Isso é o que a maioria afirma baseada na história do nosso povo. Os corruptos estão apostando nessa tese histórica para tentar melar a Lava Jato. Só lhes resta a alternativa de apostar no provável esquecimento da população e esta é uma prova de que estão em completo desespero, seja pelo que já aconteceu até agora ou do que ainda está por vir.

Enganam-se.

Vamos voltar ao passado recente de 1964, mas sem entrar no mérito. Os militares encontravam-se mobilizados, esperando apenas um bom motivo para deflagar o processo de tomada do poder. Os historiadores são quase unânimes em afirmar que a famosa passeata "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi orquestrada e não representava numérica, proporcional e qualitativamente os desejos da população brasileira. Como não havia pesquisas de opinião naquela época, vamos supor que essa maioria de historiadores tenha razão.

Cinquenta e dois anos se passaram e o quadro é completamente diferente. Hoje a situação é muito mais grave em todos os aspectos, a começar pela enxurrada de provas, não só da tentativa de "bolivarianizar" o país como dos flagrantes de corrupção envolvendo os três poderes da república, as estatais mais importantes e as maiores empreiteiras do país. Em 64 não havia o acesso à informação que hoje existe, a desigualdade social era bem maior e a submissão ao poder também. Éramos 85 milhões e hoje somos 210 milhões de brasileiros menos desiguais e mais bem informados.

Os militares alegam estar quietos porque não querem atropelar o processo democrático, mas não é bem assim. O PT desmontou e desmobilizou as Forças Armadas, afastando os bons estrategistas do comando e premiando os que talvez jamais chegariam onde chegaram, despertando neles sentimentos de eterna gratidão e fidelidade. Sem contar os decretos que Dilma assinou - alguns revogados agora por Temer - dando poderes ao Ministério da Defesa para interferir diretamente em algumas decisões dos altos comandos, praticamente ignorando a hierarquia há muito estabelecida.

Sobre o STF, deixo para Adilson Dallari, um dos maiores especialistas em direito administrativo do país falar: "A verdade é que o nosso Poder Judiciário tem contribuído para essa desmoralização. Que coisa louca! Eu, sinceramente, nunca vi isso na minha vida. E tenho 50 anos de atividade. O Judiciário brasileiro não tem se dado ao respeito". E enfatizou: "repito: o Judiciário não tem se dado ao respeito, e uma hora é preciso começar a reverter isso. Não dá para aceitar tudo. Vamos ainda mais para o buraco? Passou completamente da conta." (O Antagonista)

Mais de 80% da população está muito bem informada e apartidariamente contra essa vergonha que acontece no país. Se os três poderes estão esperando que coloquemos nossas cabeças no tronco e ofereçamos os nossos pescoços para o golpe do machado (há duplo sentido), podem esperar sentados. Se a Lava Jato parar por ações provenientes de leis aprovadas no fórceps, decretos presidenciais, interferências do Ministério da Justiça na estrutura da PF, engavetamentos do Procurador Geral ou julgamentos tendenciosos do STF, teremos a primeira guerra civil da nossa história. Se os bons deixarem os podres liderar esse golpe, não haverá mais Congresso ou STF. Nem seus polpudos salários e mordomias.

Experimentem e verão.


ESTADÃO (Fausto Macedo) "Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6 [julho de 2016], revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais."

Matéria completa da pesquisa: Estadão




quarta-feira, 29 de junho de 2016

O STF, o judiciário e os deuses do Olimpo.




Revendo meu post do dia 24 de junho - "Ainda não caiu a ficha do STF. Vamos dar uma porradinha?":
"Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é cada um deles e que apito tocam. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, 'A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos.'"

"Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!"
"Políticos e ministros... encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há escolha. Não há outra saída." 
A Justiça Federal e o juiz Sérgio Moro; o Ministério Público e Deltan Dallagnol; a Polícia Federal e Leandro Daiello, todos têm o nosso TOTAL apoio e não o perderão. Entendam isso de uma vez por todas!

E lembrem-se da frase de Martin Luther King: "É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta."

Pedaladas: desespero x sobriedade. Ganha o sóbrio.


Texto do procurador Júlio Marcelo de Oliveira que dispensa introdução.
“Evidente que a perícia não iria encontrar um ato da Presidente na ‘pedalada’ junto ao Banco do Brasil. Isso já havia sido até dito e explicado. Os motivos que levaram o TCU a repudiar os empréstimos ilegais feitos de maneira forçada junto ao Banco do Brasil, BNDES e Caixa não foram atos ostensivamente praticados pela presidente ou seus auxiliares, mas a falta de atos, justamente a omissão de pagamentos devidos aos bancos federais. Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação, pela obtenção de efeitos proibidos sem a prática ostensiva do ato que produziria tal efeito. Exatamente por configurar uma fraude, com maquiagem das estatísticas fiscais, em escala bilionária, não se poderia imaginar que tamanha manobra pudesse ocorrer sem o conhecimento pleno e anuência de sua principal beneficiária. Essa foi a convicção que levou os ministros do TCU a, de forma unânime, emitirem um parecer pela rejeição das contas em 2014, por irregularidades que, em essência, se repetiram em 2015.”
Mas não dispensa encerramento: idiotas!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ainda não caiu a ficha do STF. Vamos dar uma porradinha?





























Sabe aquela "porradinha" que a gente dá pra ficha descer no orelhão? É o que está faltando para cair a ficha de suas excelências do STF. Eles ainda não entenderam (na verdade não querem) que alguns dispositivos que foram criados na constituição de 88 visavam garantir o livre exercício da política, protegendo o legislativo e o executivo contra eventuais abusos de poder considerando que o país acabava de sair de uma ditadura. Mas peraí... CRIMES NÃO! Crime é crime, seja nas ruas, no STF ou no Congresso; seja neste planeta ou em Plutão.

O caso de Paulo Bernardo é um caso típico de extrapolação ou tentativa de estender os benefícios constitucionais para cônjuges e parentes daqueles que gozam da prerrogativa de foro especial. Oras... se o próprio Paulo Bernardo divulgava o endereço do apartamento funcional da esposa - e me parece que inclusive o usava como endereço de correspondência profissional -, como citá-lo ou cumprir um mandado de prisão? Esperar que ele se divorcie da senadora e mude de endereço? Os senadores e os ministros do STF estão com pena dos filhos e da família dele? E das famílias dos trabalhadores e aposentados que emprestaram dinheiro por estarem endividados e foram saqueados? E das crianças e idosos que morrem nos corredores dos hospitais por falta de um serviço público minimamente humano? Deles vocês não têm pena, excelências?

Cássio Cunha Lima (PSDB) discursa defendendo bandidos, numa prova inequívoca de que quando o calo aperta o espírito de corpo reina absoluto entre a classe política. O Congresso aprova ação pedindo ao STF que anule as provas coletadas no apartamento da senadora. VERGONHA!

Já em relação ao STF (ahhh, o STF)  que há muito tempo tenta claramente obstruir as investigações da Lava Jato - seja por motivos políticos, de orgulho ou vaidade -, transcrevo aqui parte do meu último post sobre ele:
"Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é cada um deles e que apito tocam. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, 'A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos.'"

"Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!"
 E encerro com outro trecho do mesmo post:
"Políticos e ministros... encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há escolha. Não há outra saída." 
A Justiça Federal e o juiz Sérgio Moro; o Ministério Público e Deltan Dallagnol; a Polícia Federal e Leandro Daiello, todos têm o nosso TOTAL apoio e não o perderão. Entendam isso de uma vez por todas!

E lembrem-se da frase de Martin Luther King: "É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta."

DEDICO ESTE VÍDEO AO STF - MORRAM DE INVEJA OU SEJAM IGUAIS A MORO
(Capital Inicial homenageia o juiz Sérgio Moro presente no show)



Leia também: A ÚNICA SAÍDA

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O corporativismo político

Aos que amam seus partidos e seus heróis de barro, vale lembrar que ontem o Congresso resolveu entrar no STF contra a entrada da PF no apto funcional de Gleisi e anular as provas, mesmo tendo sido coletadas apenas do seu marido. Morar em apto funcional, em tese, nem permitiria ser com o cônjuge e o mesmo não goza de imunidade parlamentar.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) repudiou a ação da PF de ontem.

Quando eu digo que os políticos são primeiro eles; segundo, seus partidos; terceiro, sua classe e por último os eleitores que eles representam, mesmo assim só quando estão enrolados ou precisam ser eleitos, os militantes partidários ficam bravos.

Quando será que a ficha dos brasileiros vai cair?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

TRÊS ANOS SE PASSARAM. PARABÉNS, BRASIL!



O texto que estou repostando abaixo deste, foi escrito por um médico do SUS há três anos, período das manifestações de junho. As coisas ruins aqui demoram pra se resolver, graças ao Congresso, graças às leis, graças ao STF e a 15% de militantes fanáticos.

De lá pra cá, quantas crianças, adultos e idosos não morreram aguardando nos corredores dos hospitais, nas ruas por criminosos e quantos estudantes não tiveram suas mentes deformadas?

De lá pra cá, quantos deputados, senadores e ministros não enriqueceram, seja por meio de seus próprios salários ou bombados por propinas e roubos dos cofres públicos? Quantos deles e de suas famílias não deixaram de morrer porque usufruem de seus convênios médicos de 8 mil por mês pagos por nós, otários úteis?

De lá pra cá, quantos empresários quebraram, quantos ainda irão se suicidar? O Brasil tinha 7 milhões de desempregados e hoje tem 13 milhões. Os miseráveis que ascenderam à classe média estão voltando para as favelas.

De lá pra cá, a gente confirmou que a maioria da classe política não vale nada; que nossas vidas e o futuro dos nossos filhos e netos estão entregues a uma facção criminosa infiltrada nos três poderes da República.

E que toda a nossa esperança está na consciência e determinação de meia dúzia de heróis do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal.

“Infeliz a nação que precisa de heróis.” (Bertolt Brecht)

Infeliz a nação que não tem heróis.

"Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor."
"Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso."
"Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção)."
"Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi."
"A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse."
"E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil...."
"Para melhorar a qualidade....?"
"Sra 'presidenta', eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade."
"Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade."
"O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos." 
"Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência."
"Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados."
"Hoje, eu chorei de novo."
(Francisco Kaveski)

terça-feira, 21 de junho de 2016

CRÔNICA DA VIDA QUE PASSA - SOBRE CONVICÇÕES

Já em 1915, o gênio Fernando Pessoa expunha seus pensamentos sobre convicções. A busca pela eterna coerência é a grande estupidez do ser humano. Há uma grande diferença entre o "ser coerente" com seus pensamentos ATUAIS e o "ser coerente" a vida inteira com um só pensamento, uma só verdade para não se contradizer perante os outros. Esta última postura é a que origina o fanatismo religioso, político ou ideológico. Com o tempo, acaba-se buscando — de forma irracional —, uma verdade que não resistiria nem ao seu próprio raciocínio mais criterioso e menos superficial.


”CRÔNICA DA VIDA QUE PASSA” - "SOBRE CONVICÇÕES"
O Jornal, nº 2. Lisboa: 5-4-1915. Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa.

(…)

"Se há fato estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentada sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo própria. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural."

"A coerência, a convicção, a certeza, são além disso demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. E uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade."

"Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predileções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária."

"Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, e católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da Odisseia."

"Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida."

"Quando é que despertaremos para a justa noção de que a política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos da sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida."

domingo, 19 de junho de 2016

A ÚNICA SAÍDA

Não há mais como encobrir ou tentar disfarçar. O país está completamente atolado na corrupção e a constatação de que todos os partidos estão envolvidos é um sinal claro de que a falência do sistema político brasileiro já foi decretada.

Diante dessa constatação inequívoca, os militantes crédulos do PSOL e alguns partidos nanicos que ainda não foram pegos com a boca na botija poderão chiar, mas sem razão. O PSOL, por exemplo, a partir do momento que resolveu atacar apenas o que chama de direita reacionária - que pra mim não existe no Brasil - e por questões ideológicas preservar a esquerda bandida, envolve-se até o pescoço na lama fétida da corrupção. Não há projeto ideológico que justifique assaltar cofres públicos, provocar mortes de crianças e idosos nos corredores dos hospitais, aumentar a criminalidade nas ruas, arrasar o sistema de educação e quebrar empresas estatais, antes sólidas. Essa seletividade hipócrita além de não salvá-los, os transforma em comparsas. Para o PSOL e esses outros poucos, vale a famosa frase de Albert Einstein. "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa dos que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que só observam e deixam o mal acontecer."

E daí vocês me perguntarão: você está jogando todos os partidos no mesmo saco? E eu responderei que estou, sem o menor remorso ou medo de estar errado. Todos eles são compostos por bandidos da pior espécie, pois, como você classificaria assassinos de pessoas inocentes, muitas delas que ainda nem chegaram a descobrir o que é viver e outras que passaram a vida inteira trabalhando e pagando impostos, merecendo suas justas aposentadorias e serem tratadas como seres humanos? Assassinos e por sinal, muito bem remunerados. Ganham salários médios de R$ 34 mil, assistência médica familiar de R$ 8 mil, auxílio moradia e outros benefícios que somados superam R$ 170 mil mensais. E ainda por cima podem aposentar-se após 8 anos de contribuição. Tudo pago por nós, idiotas. Em resumo, é o próprio povo pagando caro o trabalho sujo de seus algozes.

Mas o nosso problema está só nos partidos políticos? Antes fosse! Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é quem. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, "A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos."

Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!

Agora, deixando de papo, vamos à única saída.

A lava Jato não vai parar e mesmo que pare de fato, na essência ela jamais será esquecida e o povo honesto e ordeiro continuará surfando em sua onda inercial. É esforço inútil tentar desmoralizar o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público (excluo Janot) e a Polícia Federal. Vocês estão num beco sem saída. Nós estamos num beco sem saída. Uma guerra civil seria dolorosa para todos, inclusive para vocês, hoje poderosos. Perderiam seus cargos, seus altos salários e suas benesses. O que escolhem?

Bandidos e não bandidos: reúnam-se, conversem e acertem-se. Encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há outra escolha. As diferenças entre nós e vocês estão apenas em seus cérebros doentes. Um dia morrerão e serão enterrados a sete palmos ou cremados, exatamente como nós. Como no ditado popular italiano, "No final da partida, o rei e o peão são guardados na mesma caixa."

Chega dessa estupidez de bancarem os maiorais e mãos a obra!

Vocês são pagos pra isso, muito embora recebam muitíssimo mais do que merecem receber.

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

O PODER

A palavra "poder", imediatamente ouvida sempre nos leva a relacioná-la com dinheiro, política e status social, principalmente quando nos referimos a outra pessoa. Fulano é poderoso ou fulana é poderosa. Ou é presidente de alguma coisa, tem carros caros, casas luxuosas, viaja muito para o exterior, come do bom e do melhor e é responsável pelo destino de muitas pessoas com suas decisões.

No entanto, existe um lado mais sutil dessa palavra e que muitas pessoas não percebem. É o poder que não envolve dinheiro e nem posição social, mas aquele em que a pessoa se sente poderosa quando está muito segura de si. Segura demais de sua competência profissional, do novo emprego, do amor que conquistou, da liberdade e felicidade que passa no momento... Tudo isso não envolve necessariamente o dinheiro e nem a posição social, mas dá uma sensação de poder e a certeza de que isso nunca terá fim.

Em ambos os casos uma coisa é certa: o poder é efêmero e sempre será. A vida é feita de escolhas e normalmente as que fazemos quando estamos eufóricos e muito autoconfiantes nos trazem arrependimentos futuros. Não é uma questão de pessimismo, mas é a forma como todos aprendem nesta vida e ela vale tanto para jovens, maduros, idosos, ricos, coxinhas e miseráveis de ambos os sexos. Os arrependimentos e as reavaliações são um mal necessário à evolução da alma ou - para os ateus e os racionalistas - do indivíduo como ser humano.

Portanto, nunca despreze as pessoas, seja gentil e sempre as trate como seres humanos iguais a você. O poder e as emoções que dele brotam são e sempre serão passageiros.

E a vida é breve.

domingo, 5 de junho de 2016

Aos bandidos, traidores da Pátria, safados e sem caráter do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Desde que lancei este blog, há 8 anos, eu sempre procurei usar argumentos e não ser agressivo de maneira desmedida. Sou absolutamente contra a violência, inclusive a das palavras. No entanto, os últimos acontecimentos na política - nós que imaginávamos havermos chegado no fundo do poço - não merecem contra-argumentações clássicas, filosóficas ou ideológicas. Precisam ser ofensivas e rasteiras, no mesmo nível desses bandidos, safados e maus caracteres que dizem nos representar.

Se você não está entre esses miseráveis estúpidos, exclua-se e apenas leia. Agora, se você responder sim para apenas uma das cinco perguntas abaixo, este texto é para você e toda corja de salafrários e traidores da pátria a qual pertence.

LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO:
  1. Negocia seu voto para lucrar política ou financeiramente, ou para devolver favores?
  2. Desvia dinheiro dos impostos, seja para seu partido ou benefício pessoal?
  3. Combate o governo, pressionando apenas para lucrar com a venda do seu apoio?
  4. Está defendendo algum bandido apenas porque é seu amigo ou amigo do amigo?
  5. Coloca sua pessoa, corporação ou classe acima dos interesses dos cidadãos que representa?
Muito bem... se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, significa que você pertence à escória da raça humana. Você não tem nem a dignidade de um rato de esgoto. Envergonha seus filhos e sua família, o estado, a cidade, o país e a classe que representa. Vale milhões de vezes menos do que o preço pelo qual você se vende.

Você é um assassino de crianças, adultos e idosos, aqueles que morrem nas filas aguardando consultas e internações nos corredores dos hospitais. Você é comparsa dos ladrões, traficantes, pedófilos e estupradores que se encontram soltos por falta de verbas para a segurança pública. Você é um mau exemplo para estudantes e um destruidor do sistema educacional, inimigo dos professores e de toda classe educadora. Você desemprega pais de família, incentiva suicídios, a miséria e a desigualdade social.

Se existir vida após a morte, seu lugar está reservado no umbral, nas mais densas sombras dos planos espirituais, onde almas arrastam-se na lama, desesperadas pedindo para serem salvas das garras do demônio.

Você é um dos descendentes não evoluídos do atavismo animal, um ser grotesco e desprezível.

Você será execrado do meio em que trabalha. Se for político, não será eleito ou reeleito.

Você não vale nada!

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