domingo, 27 de maio de 2018

ESSES CAMINHONEIROS NÃO SÃO BRASILEIROS. SÃO UNS CRÁPULAS!!

Por causa deles não pude ir à praia e ao clube de campo nesta semana. Meu vinho chileno e minha cerveja preferida não chegaram ao supermercado. Mas tudo bem... daqui a pouco tudo voltará ao normal porque a Globo entrou na parada. A cidade estará lotada no feriado prolongado e vamos faturar.

Além do mais a Copa da Rússia já está aí. Imaginem o risco daquela TV de 75 polegadas da Samsung que vou dividir em 24 vezes no cartão não chegar nas Casas Bahia? Perder a chance de ver Neymar bem de pertinho levantando a taça do hexa?

Afinal, somos um país,

- Com uma das maiores taxas de desemprego do mundo;
- Com o maior número de policiais mortos do mundo;
- Com uma das maiores taxas de homicídio do mundo;
- Com o maior tráfico e consumo de drogas do mundo;
- Com a maior corrupção do mundo;
- Com os maiores preços de combustíveis do mundo;
- Com um dos piores sistemas de ensino do mundo;
- Com um sistema de saúde que mata milhões por ano;
- Com o pior retorno dos impostos do mundo...

Esses caminhoneiros são um bando de irresponsáveis, não? Protestar e fechar estradas num país maravilhoso como o nosso! Isso só pode ser coisa do PT!

Mas felizmente tudo isso vai acabar quando Bolsonaro, Boulos, Manoela D'Ávila, Alckmin ou qualquer outro novo presidente for eleito.

Isso tudo me faz lembrar Juca Chaves:

Um pai, com dois filhos gêmeos, passando por dificuldades econômicas e sabendo que um deles era otimista e o outro pessimista, dá de presente para o pessimista uma bicicleta e para o otimista uma lata com esterco de cavalo.

Quando os dois filhos se encontram, o otimista pergunta:

– E aí o que você ganhou?

Responde o pessimista:

– Eu ganhei uma bicicleta, que desgraça! Minha namorada vai cair da bicicleta, meus amigos vão querer bater em mim. Que desgraça, que desgraça! E você o que ganhou?

E o otimista, com a latinha de esterco na mão:

– Eu ganhei um cavalo, que legal! Você 'viu ele' por aí?

E daí, meu povo? Vamos procurar o nosso cavalo?


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Aproveitem para ler o excelente artigo de Eduardo Giannetti sobre a greve em: https://goo.gl/Bp2iSA

quinta-feira, 12 de abril de 2018

OS BOBOS DA CORTE


Vou falar como leigo em direito, mas que tem procurado compreender o que é decidido pela corte, e assim como eu, milhões de brasileiros adotaram esse hábito. O ministro Marco Aurélio generaliza e diz que o povo quer vingança e fazer justiça com as próprias mãos. O ministro fala "povo", demonstrando que no pensamento dele existe uma distância estrelar entre eles e nós, meros ignorantes, fazendo lembrar a corte francesa na época da revolução quando se dirigia à plebe pagadora de impostos que tinha apenas a missão de trabalhar e sustentar a nobreza.

Não, ministro... vocês saíram do seio da pátria que hoje renegam. Somos hoje muito mais bem informados e politizados do que Vossas Excelências pensam e sabemos muito bem quando estamos sendo enrolados nesse jurisdiquês esnobe. O sentimento de justiça transcende às leis. O homem apenas tenta por meio de regras orientar a sociedade e impor limites, mas jamais conseguirá convencer os cidadãos quando algumas decisões afrontarem e ferirem esse sentimento de justiça.

Diga-me: em qual país democrático um cidadão comum pode antecipar quais serão as decisões individuais dos ministros dependendo do réu e da casta partidária a que ele pertence? Oras... se somos leigos, como poderíamos antecipar seus votos pensando com tecnicismo para entender a linha de pensamento jurídico de cada um de vocês? Portanto, já basta de nos considerarem meros leigos idiotizados pela mídia, pelo partidarismo e pelas ideologias.

Os EUA, país mais democrático do mundo, têm uma constituição de 230 anos com apenas 27 emendas e lá as leis funcionam. Isto me faz crer que a diferença está no caráter de quem julga. Não há outra explicação plausível.

"Quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões."
(Lao-Tsé)

Já estamos cansados desse teatro de quinta categoria

quarta-feira, 28 de março de 2018

STF: QUANTO MAIS RELUTA, MAIS SE DESMORALIZA

Considerando que não estamos falando de ignorantes em matéria de leis, a defesa de criminosos pelo STF não é um simples ato falho, mas uma fragorosa demonstração de rabo preso com figuras poderosas e importantes da república. E não precisa ser conhecedor do ofício do direito. Até uma criança pode perceber o pavor desse Supremo que um dia foi chamado de covarde por Lula naquele famoso diálogo com Dilma.

Se antes estava acovardado, hoje o STF ganhou coragem para ser explicitamente impertinente e irresponsável. Suas decisões polêmicas sossegam o PT, MDB e PSDB, mas despertam a revolta de um povo cada vez mais apartidário e menos crédulo na lisura das instituições que deveriam protegê-lo da bandidagem política.

Se estivéssemos mais atentos aos sinais de alerta de alguns juristas que conhecem os bastidores do STF, poderíamos estender melhor como funciona a cabeça dos ministros. Um desses sinais estão “no livro 'Código da Vida', de Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça responsável pela nomeação de Celso de Mello para o STF no governo Sarney” (https://goo.gl/EyFdLu):
Saulo Ramos: — Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?
Celso de Mello: — Sim. 
Saulo Ramos: — E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

Celso de Mello: — Exatamente. O senhor entendeu?
Saulo Ramos: — Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”
Na verdade o STF caminha decidido, estimulando uma convulsão social sem precedentes. Não é preciso ser um gênio para perceber que uma parte dos ministros está comprometida com Lula - seja por fidelidade ou por medo de uma eventual delação - e a outra, liderada por Gilmar Mendes, tentando aproveitar-se de forma dissimulada dos benefícios concedidos a Lula e sua trupe para favorecer seus apaniguados do PSDB e MDB.

Não sou ninguém para dar conselhos aos inatingíveis de caráter ilibado da corte máxima brasileira, mas se eu pudesse falar ao pé do ouvido de algum deles eu diria:

Melhor acovardarem-se de novo!



Veja o que Gilmar Mendes achava da Lava Jato antes de seus "amigos" serem envolvidos. Faça hoje a mesma pergunta que o jornalista fez naquela época. Certamente o discurso será bem diferente.

domingo, 25 de março de 2018

DESMORALIZAÇÃO SUPREMA


Constituição e leis nada mais são do que normas de condutas que foram elaboradas para orientar cidadãos com o objetivo de tornar a sociedade mais justa e igualitária. No entanto, o sentimento de justiça vem desde os tempos das cavernas, transcendendo à escrita e aos que tentam interpretá-la. Portanto, por mais que essa casta de toga tente nos enrolar sofismando em jurisdiquês e nos chamando de leigos, prevalece o velho e insubstituível sentimento de injustiça.

Só um imbecil não percebe que estamos sendo enganados, vilipendiados pelos que deveriam fazer cumprir as leis do país. Posso ser leigo também em medicina, mas sei muito bem quando médico ressuscita quem já estava morto ou salva um desenganado.

A pouca vergonha e a desfaçatez no julgamento desse habeas corpus do Lula ultrapassaram todos os limites da canalhice jurídica. Um teatro mambembe de roteiro pobre, claramente elaborado nos bastidores sombrios do STF, culminando com aquela melancólica e vergonhosa apresentação.

Esse desespero mal disfarçado dos ministros nos leva crer que há algo de podre - muito, mas muito podre - no reino da Banânia. E que o cheiro dessa podridão vai dos porões do castelo aos aposentos do rei e de sua corte.

É cabeça pra cegar lâminas e mais lâminas de guilhotina.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

ARMAR-SE PARA A PAZ

Armar o povo para reduzir a violência (?!) significa uma das três coisas ou as três: incompetência governamental, sistema de educação falido ou incentivo à indústria de armamentos. É a estupidez tentando vencer a ineficiência do Estado na proteção de seus cidadãos. Países como Alemanha, Austrália, Canadá, Áustria, Japão e outros que estão na lista dos 20 países menos violentos do mundo oferecem segurança sem esse tipo de incentivo idiota. Analise com calma as particularidades dos EUA, Israel e Rússia e verão que cada um tem um motivo diferente para adotar essa medida estúpida de armar a população.

Pior ainda é ouvir da direita radical que a esquerda se interessa em desarmar a população para dominá-la. Muito embora essa seja uma das estratégias do comunismo - ou de qualquer governo totalitário - dentre a imensa lista de restrições que impõe para dominar o povo, usar esse argumento para países democráticos é ficar na superfície das argumentações fáceis.

Nos EUA, por exemplo, a falência não é do sistema de ensino superior, óbvio, que envolve alta tecnologia em todas as áreas da ciência. O problema deles está na formação, na base da educação da criança e do jovem, envolvendo sistema de valores. Isto nada tem a ver com religião ou patriotismo! Tem a ver também com a indústria de armas que movimenta bilhões no país.

Aproveitando o tema belicista, sei que muitos irão me bombardear, mas é o que eu penso e venho pensando há muito tempo. Aliás, já me acostumei a lidar com alguns fanáticos espumantes das redes sociais. :)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

EU IRIA MAIS LONGE QUE O GENERAL HELENO

"Em meio à polêmica sobre o possível uso de mandados coletivos de busca e apreensão em operações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, o ex-comandante brasileiro da missão de paz da ONU no Haiti, general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira sugeriu, em entrevista ao UOL, que juízes sejam levados para as operações das forças de segurança durante a intervenção no Rio de Janeiro."

"Na opinião do general, os magistrados poderiam conceder ou negar mandados de busca e apreensão individuais ou coletivos no terreno e durante a ação. Segundo ele, esse tipo de medida foi adotada e funcionou bem em operações de forças de paz no Haiti." (UOL)

Sugiro:

a) Um representante do STF;
b) Um representante da OAB;
c) Um juiz de cada instância;
d) Um representante dos Direitos Humanos;
e) Um representante do MP;
f) Um representante do Senado;
g) Um representante da Câmara Federal;
h) Um representante da ALERJ;
i) Um representante da Câmara Municipal do Rio;

Ou mais alguns valentes que se predisponham a ir. Existem muitos deles, mas normalmente metendo o pau por trás de microfones, celulares e teclados.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A INTERVENÇÃO E OS HUMANISTAS DE ARAQUE

Eu ia começar meu texto dizendo que me divirto lendo comentários dos "especialistas" sobre a intervenção no Rio, mas o assunto é tão triste que dizer isto seria zombar da desgraça alheia. Não queria estar na pele dos que moram no Rio ou em outros estados assolados pela violência descontrolada promovida pela bandidagem.

Não sou conhecedor e muito menos especialista da área de segurança pública, mas procuro ler opiniões e notícias pra tentar entender um pouco. Ler opiniões e notícias para entender significa não torcer o nariz logo de cara para títulos de matérias ou autores e, principalmente, tentar livrar-se de convicções. Afinal isso envolve a violência e o sofrimento de pessoas inocentes.

O que mais me impressiona nessas leituras é, sem dúvida, o posicionamento dos ditos militantes partidários humanistas, defensores das minorias. Nunca sei se eles estão se referindo aos menos favorecidos, aos excluídos ou aos interesses de sua própria minoria de militantes.

Se um dia um desses militantes estiver diante de uma situação em que a polícia for chamada para salvar seu filho refém de uma arma apontada dentro de sua casa, qual será a primeira coisa que ele fará quando os policiais chegarem? Pedirá primeiro as fichas de seus prontuários pra avaliar? Exigirá que só atuem após ele aprovar a estratégia que eles utilizarão? O que ele dirá primeiro? "Não maltrate o bandido" ou "Salvem meu filho"?

É óbvio que não sou a favor da violência desmedida e reconheço que a situação do Rio não é assim tão fácil de decidir o que fazer. Mas afirmar de bate-pronto que a medida não pode ser tomada por motivos que já sabemos serem partidários-ideológicos ou eleitoreiros - e é fácil antecipar a opinião de alguns já manjados - é menosprezar o sofrimento alheio. Bem pior do que não fazer nada.

Na minha opinião, a situação atual do Rio exige o "salvem meu filho".

Tudo bem... exige também o "orai e vigiai."

domingo, 18 de fevereiro de 2018

VIVER DE QUATRO - III

Vivemos hoje num país violento, concorda? Sou amante da paz, mas se não concordar comigo eu te arrebento! Este é o Brasil dos paradoxos, onde as pessoas não fazem mais questão de levar algum tempo pra se contradizerem. É pá pum! Incoerências diretas já!

Estou longe de ser uma Madre Tereza de  Calcutá ou um Mahatma Gandhi que dizia "olho por olho e o mundo acabará cego", mas essa violência já me cansou. Não... não é só a violência das ruas, do tráfico e da bandidagem. Bolsonaristas, petistas, governistas, indecisos... ninguém usa mais aqueles argumentos pensados, raciocinados e construídos para terem um mínimo de nexo. Tudo é resolvido na base da intimidação. Ou você aceita os argumentos frágeis da tropa de choque ou leva porrada, é bloqueado e vira desafeto.

Não há mais causas em comum e se existem elas são secundárias. O importante é o herói que vai comandar a solução dos problemas, não importando o método que será usado. O "eu não falei?" é mais importante que o resultado, que o bem comum. Vemos os arautos da verdade única importando-se mais com o ataque automático às boas e possíveis soluções apresentadas por seus opositores do que com as aflições dos que dependem delas.

Os políticos? Ah, eles adoram esse tipo de comportamento de seus defensores e riem deles nos bastidores enquanto contam seu (nosso) dinheiro. Muito, mas muito dinheiro mesmo! Quanto mais militantes ignorantes e atávicos melhor. Pobre que se exploda, como dizia aquele personagem do Chico Anísio, o Justo Veríssimo.

Fico imaginando como as coisas rolarão neste ano de eleições. Os que continuarem vivos elegerão o próximo presidente e viverão felizes por mais 4 anos, junto aos outros 51% que votaram nele.

Na verdade o brasileiro ainda vive de quatro.

E de quatro em quatro anos.

domingo, 7 de janeiro de 2018

SUCESSO TEM RECEITA? E O QUE É SUCESSO?

Outro dia escrevi dois pequenos textos sobre o tema sucesso.

1) "Não devemos nos sentir culpados por sermos FELIZES e outros não. FELICIDADE tem conceito subjetivo e razões efêmeras, portanto, sentir-nos culpados pode nos dar um certo ar de superioridade e arrogância. Não devemos nos sentir culpados por sermos BEM SUCEDIDOS e outros não. SUCESSO tem conceito subjetivo e razões efêmeras, portanto, sentir-nos culpados pode nos dar um certo ar de superioridade e arrogância."
Bem... eu poderia começar discutindo o conceito de sucesso, mas o assunto é tão polêmico e filosófico que certamente me faria perder o foco. Vamos supor que ser bem sucedido seja você ter um trabalho que goste, poder pagar confortavelmente suas contas, ter direito ao lazer e poupar para usufruir de conforto e segurança na velhice.

Existe receita?

Os que planejaram e deu certo acham que sim; os que não planejaram talvez tenham se arrependido de não terem planejado e os que herdaram fortunas não necessariamente se preocuparam muito com isso.

É óbvio que planejar é muito importante, seja para quem está começando a vida, seja para quem acordou mais tarde pra essa necessidade ou até para quem herdou negócios ou fortuna. Com planejamento nem tudo pode ser resolvido, mas tudo pode ser melhorado.

O problema está nas pessoas que não consideram as particularidades da vida de cada um e criticam as que não planejaram ou não foram bem sucedidas como elas foram. Muitas delas tornam-se convencidas e intolerantes com os que erraram, esquecendo-se de que existem outros valores que não podem ser medidos pela sociedade dentro dos padrões - normalmente materiais - que ela estabelece.

O que é obstáculo para uma pessoa pode não ser para outra. Depende da ordem de valores de cada um. A pessoa obstinada simplesmente retira o obstáculo alheio ao seu objetivo e continua em frente. Só consegue enxergar o sucesso do seu projeto de vida e nada mais.

Mas ambas têm algo em comum, mesmo que os valores sejam antagônicos:

2) "Para sentirem-se bem, deixaram algo que achavam menos importante de lado."

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

OS VOTOS (Sérgio Jockyman)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A ILUSÃO DA PROPOSTA E DO DOMÍNIO IDEOLÓGICO

A ideologia é uma grande farsa alimentada pela ilusão e travestida de solução. Já experimentamos ditadura militar; já experimentamos o nada com Sarney e Collor, centro-direita com Itamar, centro-esquerda FHC e a esquerda com o PT. Eu não me refiro às ideologias propostas nos estatutos partidários, mas às ideologias praticadas, ideologias de fato baseadas no estilo desses governos que passaram.

Por que apenas Itamar/FHC saíram-se melhor? Foi a ideologia que abraçaram? Nada! Saíram-se melhor porque havia oposição ferrenha liderada pelo PT, oposição esta que chegava aos limites da irresponsabilidade, da incoerência programática. Mas espremia, apertava, fazia com que as decisões desses dois governos fossem constantemente reavaliadas.

Vejam que não estou discutindo sobre o mérito ou coerência das questões combatidas ou apoiadas pela oposição. Refiro-me aos resultados positivos do ATO de se opor. (Leiam e reflitam sobre a frase de Benjamim Disraeli)

O PT e aliados, governaram com oposição ferrenha? A oposição nesses 14 anos de governo PT simplesmente INEXISTIU. Muitos se esquecem de que o PSDB originou-se da esquerda dissidente do PMDB. O que é "Social Democracia"? Basta ver a sua definição clássica. Basta pensar um pouco. Pesquisem, procurem, leiam.

Enquanto os brasileiros ficarem presos nas ilusões das ideologias e nessa do nós contra eles, será uma sucessão de entra-e-sai, nada mais do que isso.

Enquanto tolerarmos os crimes dos "NOSSOS CRIMINOSOS" e formos implacáveis só com "OS DELES", ficaremos perdendo tempo com ideologias, patinando sem sairmos do lugar.

Tolerância Zero, a única saída para o Brasil.

Única.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

NA CALADA DA NOITE COMO QUALQUER LADRÃO DE GALINHAS, MAS COM FORO ESPECIAL

Aprovaram na calada da noite por voto simbólico das lideranças o fundão partidário de 1,7 bi do nosso dinheiro. Alegam que a verba está prevista no Orçamento da União em consonância com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e não afetará as verbas da saúde, segurança, educação e investimentos de infraestrutura, mas é tudo papo furado, história pra boi dormir.

O presidente da república (assim como governadores e prefeitos) tem prerrogativa constitucional de contingenciar verbas (ou segurar) para poder cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e em caso de aperto no orçamento, contingenciará verbas que beneficiariam a população, mas jamais esse fundão partidário. Portanto, esses 1,7 bilhões de alguma forma serão retirados dos benefícios que deveriam ser direcionados para o povo. O contingenciamento do orçamento de 2017 já está em R$ 42,1 bilhões e certamente esses 1,7 bilhões não fazem e nem farão parte dele.

Só para se ter ideia de valores, esse fundão aprovado sorrateiramente ontem por voto simbólico das lideranças partidárias, equivale a 3 mil escolas com postos de saúde ou 50 hospitais com UTI ou 34 mil casas populares.

O pior é ouvir de um deputado na tribuna que ele precisa do fundo partidário porque quer ser deputado e não tem dinheiro. É ou não o máximo do escárnio? Você que está entre os 14 milhões de desempregados no Brasil, pede para alguém financiar a confecção de seu currículo, suas indas e vindas para fazer entrevistas, almoços e cursos de para adequar-se ao mercado? E além de tudo, político não é profissão!

Continue assim, esperando que eles mudem por iniciativa própria.

Sabe quando?

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

OS OTÁRIOS ÚTEIS, OS INÚTEIS E OS ASSUMIDOS

Quando você defende um parlamentar mesmo que apenas SUSPEITO de corrupção evitando que ele seja ao menos investigado, seja por qual motivo for, você está contribuindo para a morte de milhões de brasileiros inocentes nas portas dos hospitais e nas ruas por falta de segurança. Está aumentando o número de desempregados por falta de investimentos e incentivando a deseducação de crianças e jovens.

Não importa a causa, o partido ou a ideologia que você defenda, mesmo que a sua intenção seja a melhor possível. Incluo os que defendem por interesse pessoal, corporativo patronal ou trabalhista e talvez esses últimos sejam os piores por optarem conscientemente pela ocorrência dessas injustiças.

Na opinião de algumas pessoas, mesmo com gravações, delações os indiciados não precisam ser afastados e podem continuar exercendo suas funções constitucionais, criando, aprovando e rejeitando leis; podem ficar soltos para destruir provas e ameaçar testemunhas.

A pergunta que se faz: quais as chances que esses que morrem nas filas do SUS e nas ruas têm? Eles têm o benefício do "trânsito em julgado" ou são condenados sem direito à defesa?

PRA VOCÊ QUE CAI NESSA ESPARRELA DE FALTA DE PROVAS

A constituição de 88 previu uma série de mecanismos para evitar a prisão política, considerando o período da ditadura militar. Será que dá pra perceber que estão utilizando esses mecanismos para livrar políticos de crimes comuns alegando que só o Congresso pode autorizar que sejam investigados ou afastados de seus cargos? Pior do que judicializar a política é politizar a justiça, criando uma classe inatingível de criminosos, ladrões do dinheiro público.

Considerando que esses políticos são pagos por nós e responsáveis pelo retorno para a sociedade dos altos impostos que pagamos com o suor do nosso trabalho, uma simples suspeição por DELAÇÃO FORMAL já mereceria investigação imediata considerando que delação sem provas elimina os benefícios e agrava a pena do delator, coisa bem diferente de uma delação ou denúncia anônima.

POLÍTICOS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO!

Deputados e senadores brasileiros são os segundos mais caros do mundo entre 110 países conforme estudo realizado pela ONU em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Classe de privilegiados que normalmente trabalha de terça à quinta, deputados custam 86 milhões e senadores mais 13 milhões por mês para o contribuinte brasileiro.


  • - Salário de R$ 34 mil;
  • - Auxílio-moradia de R$ 4 mil;
  • - 92 mil para contratar até 25 funcionários;
  • - R$ 30 a 45 mil por mês para gastar com alimentação;
  • - Aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas;
  • - Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo;
  • - Ressarcimento de gastos com médicos.


Esses são os principais benefícios de um deputado federal (e também dos senadores), que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês ou R$ 1 bilhão por ano. A Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa, mas, por outro lado, aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar. No ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.

(Fontes: www.politize.com.br/quanto-ganha-senador/ e http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/)

Num país democrático em que as instituições - mesmo imperfeitas - ainda funcionam, não há justificativa para que um cidadão honesto proteja suspeitos, indiciados e muito menos políticos comprovadamente corruptos.

Ou partimos para TOLERÂNCIA ZERO ou desestimularemos membros do Ministério Público e juízes como Moro que ainda nos dão esperança de um país melhor ou jamais acabaremos com a corrupção no país.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

NORMALIDADE DEMOCRÁTICA


Normalidade democrática tem um conceito muito complexo o que o torna difícil de ser avaliado e julgado. Se a palavra "normal" já é contraditória, imagine quando a unimos à uma outra que tem um sentido ainda mais amplo como "democracia". Daí, alguns dirão para avaliar usando o bom-senso e eu perguntarei: o que é bom-senso?

Todos esses termos são pautados pelas leis de um país. Se você acha que algumas leis vigentes são injustas isso já é uma outra história. Se você não acompanhou o legislativo na elaboração da lei e nem o executivo quando a promulgou, não adianta espernear. Ou cumpre ou terá de arranjar um bom advogado. Não é simples?

Não, não é tão simples assim e a gente sabe que não é. Muitas leis são elaboradas e promulgadas para atender interesses de terceiros, além dos acidentes de percurso que você tem no Brasil quando pega um fiscal, um policial, um advogado ou um magistrado corrupto.

Agora me respondam, sinceramente: há normalidade democrática no Brasil?
  • Quando ministros do STF têm explícita e reconhecida "simpatia" por grupos ou pessoas que estão sendo julgados ou querem proteger-se de eventuais escândalos e têm voto já declarado...
  • Quando o Procurador Geral da República faz acordos absurdos dando salvo conduto a bandidos confessos em troca de delações seletivas e rouba a cena do MP que trabalhava sério...
  • Quando ladrões de galinha vão para a cadeia, mas cetenas de políticos e empresários milionários corruptos ficam livres para usufruirem do dinheiro que roubaram de nós...
  • Quando um governador de um estado completamente sugado e arrasado pela corrupção como o Rio de Janeiro, impede que a polícia e o exército dirijam-se para o local em que duas quadrilhas de traficantes estão disputando "a boca", alegando que os bandidos devem decidir à bala eles mesmos e sem intromissão da polícia para que a população se sinta "protegida"...
  • Quando senadores, deputados, diretores de estatais, ex-presidentes, presidentes e ministros condenados ou investigados, continuam em seus cargos ou circulando livres e soltos, fazendo até campanhas com o nosso dinheiro direta ou indiretamente roubado...
Será que temos que comparar o Brasil com Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte para dizermos que somos felizes cidadãos de um país democrático? Liberdade democrática significa poder sair e gritar nas ruas?

E você, o que acha? Vivemos uma normalidade democrática?
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

PARTIDARISMO, IDEOLOGIA E ESSAS BESTEIRAS

Ficar discutindo ideologias ou partidarismo quando, segundo os procuradores da Lava Jato, a corrupção no Brasil chega a 200 bilhões por ano, seria o mesmo que na época da segunda guerra, generais dos países aliados ficarem discutindo sobre a validade da teoria da raça pura ou darwianismo social enquanto 6 milhões de judeus (1 milhão de crianças) morriam em campos de concentração na Alemanha nazista.

Exagero? Não, não é exagero. Acontece que poucos no Brasil se preocupam com aquilo que não veem, um verdadeiro holocausto anual silencioso que mata milhões de brasileiros sem atendimento no SUS e nas ruas por falta de segurança.

Em termos de saúde pública, nosso problema mais grave, cerca de 5 mil municípios brasileiros não possuem leitos de UTI. Um estudo da Organização Mundial da Saúde mostrou que o Brasil está na 125º posição num ranking de 191, atrás de diversos países pobres da África e da Ásia. No entanto, pasmem, quando o assunto é gastos com saúde, o Brasil, paradoxalmente, está na 51ª posição. (Spotniks)

Cerca de 1 trilhão de reais em impostos é arrecadado anualmente no Brasil. O economista Alexandre Schwartsman revela que a cada R$ 100 arrecadados a mais em tributos entre 1995 e 2010, somente R$ 8,60 foram destinados para investimentos oficiais na construção de escolas, hospitais, rodovias, portos e aeroportos.

Voltando à corrupção, se ela movimenta cerca de 200 bilhões anuais, ou seja, 20% de tudo que é arrecadado em impostos, faz sentido ficarmos discutindo sobre quem rouba mais ou menos? Sobre ideologias e governabilidade enquanto os responsáveis por esse caos continuam no poder?

Pura perda de tempo tentar me convencer. Não sossegarei enquanto TODOS esses bandidos, ladrões do dinheiro público, assassinos potenciais, dissimulados ou confessos, não forem presos e estiverem fora da política.

Não há meio termo. Quem apoia a permanência de bandidos no poder, seja qual for a razão, é cúmplice desse holocausto silencioso, da morte de milhões de brasileiros todos os anos. Os que ainda têm um pouco de caráter, mas mesmo assim insistem em defender bandidos seja em nome do que for, que não durmam à noite. Na minha opinião não passam de cúmplices.

E fim de papo!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A GLOBO, A RECORD, A GERAL E AS NUMERADAS COBERTAS

Existem duas maneiras de ver o caso da Globo. A primeira é incluí-la em TODOS os casos de corrupção, investigá-la normalmente e prender os culpados, como se faz com bandidos contraventores. A segunda é usar o caso para justificar roubos e livrar a cara de outros bandidos, como os que estão no poder.

Infelizmente a política estilo futebolística, aquela de torcidas que culpam o juiz pela derrota, culpando-o por haver expulsado o jogador do seu time ou ter invalidado um gol em impedimento, é uma das principais causas desse caos em que nos meteram. No Brasil existe a culpa relativa, o bandido bom ou o menos ruim.

A denúncia da Record embora seja séria e bombástica, é daquele estilo roto falando do esfarrapado, pois, é outra que foi e é beneficiada por brechas de lei muito bem aproveitadas pelo bispo Edir Macedo e sua religião que são beneficiados por isenção fiscal e são investigados por lavagem de dinheiro. É só ver os casos fartamente noticiados pela imprensa ( http://veja.abril.com.br/politica/como-a-universal-lava-o-dinheiro-doado-pelos-seus-fieis/ ).

No fundo, essa briga tem outros motivos, bem distintos do desejo de se fazer um país decente e, infelizmente, vai se transformar numa nova guerra de torcidas. Torcidas que estranhamente odeiam o assalariado William Bonner (como se ele fosse responsável pela linha editorial da Globo), que odiavam também o petista Paulo Henrique Amorim, mas que agora poderão relativizá-lo e adorá-lo. Amorim demitido da Globo e que mamou nas tetas do governo (nosso dinheiro!) com seu blog durante longos 15 anos, defendendo Lula e sua quadrilha.

Enfim, o Brasil é o país dos bandidos relativos, dos crimes relativos, das leis relativas, da justiça relativa, da desonestidade e da honestidade relativas.

Da burrice e da estupidez absolutas também.


sábado, 10 de junho de 2017

O TSE acabou. O STF e a justiça brasileira estão a caminho.

Embora hoje seja um dia muito triste para o pais, como não sou uma pessoa fanática e partidariamente nem apaixonada nem odiosa, vou esclarecer calmamente o que eu penso em relação à política, aos partidos e à corrupção.

Existem dois tipos de correntes contrárias aos petistas:

A primeira dos que odeiam Lula, Dilma e todos petistas. Querem vê-los todos mortos e são contra tudo aquilo que eles são a favor e até do "rouba, mas faz", arrumando todos os argumentos possíveis para justificar suas frágeis convicções. Exatamente como fez hoje o digníssimo, modesto e equilibradíssimo Gilmar Mendes em seu voto que até as pedras já sabiam, como ele mesmo costuma dizer. Enfim, nada os diferencia daqueles que eles combatem, exceto o lado que ficam nas arquibancadas do Coliseu apontando seus polegares para baixo.
A segunda dos que não gostam de Lula, Dilma, do PT e de qualquer outro político ou partido que tenha roubado, ajudado a roubar ou até ignorado esses roubos e desvios de dinheiro público, estimado em 4 trilhões de reais (aproximadamente e por enquanto), equivalentes à nossa dívida interna + externa, responsáveis por milhões de pessoas desempregadas, mortas nas filas do SUS, nas ruas por falta de segurança e pelos jovens que não tiveram direito à educação e são aliciados pelo crime.

Eu pertenço à segunda corrente. Não me verão defendendo bandidos, ladrões do dinheiro público seja por qual motivo for. Para mim, todo ladrão deve ir pra cadeia e cumprir sua pena, deve ser afastado da sociedade e eliminado da vida política. Não divido ladrões em classes como liberalistas, progressistas ou ditadores. O que definirá a gravidade do crime será a dosimetria da pena. Que são criminosos não se discute. Não há dúvida nenhuma.

A mim não importa se o dólar ou as ações irão subir ou cair em função dessas prisões ou do impeachment de um presidente da república eleito com dinheiro roubado, tenha ele culpa direta ou sido enganado por sua equipe de campanha. A mim não importa manter meu negócio ou minha empresa às custas do sangue de idosos e crianças. Às custas da miséria de um povo que paga impostos escorchantes para sustentar PARTE de uma classe política desonesta e de funcionários públicos sem caráter.

Gostaria de poder desenhar, mas tenho certeza de que meus amigos e seguidores são inteligentes o suficiente para entender, mesmo porque sou horrível pra fazer ilustrações.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

CRACOLÂNDIA: O SEM-LIMITES DA MILITÂNCIA

Eu já disse aqui uma vez e repito... meus apoios na política sempre serão relativos e situacionais. Fora as saídas nas ruas de 1984 pra cá, foram mais de 20 anos conhecendo a política por dentro (argh!) e muitas vezes sendo chamado de ingênuo por militantes dos partidos em que já fui filiado e apoiei (PSB e PSDB). Mas a ingenuidade que eles alegavam era coisa pequena em relação à pouca vergonha de hoje, tipo nomeações, ajudas pontuais e cooptação de eleitores com transportes em dias de eleição. Em todo caso eu sempre achei essas coisas meio estranhas, mesmo sendo pequenas. Em 2002 eu desisti de participar de reuniões de apoio a candidatos ou partidos. Pra não mentir, em 2011 eu ainda participei, mas profissionalmente e felizmente não aceitaram minha proposta.

Desde o início eu aprovei as atuações de Dória, mas sempre disse que esse apoio era pontual nas ações que dariam nova imagem e vida à cidade de São Paulo. Não moro em Sampa, mas durante muito tempo eu frequentei a cidade além de também ter trabalhado lá, e confesso que a SP de hoje nada tem a ver com a daquela época. Lógico! Mais de 30 anos se passaram e todas as cidades mudaram. Como no Brasil não há o hábito de se planejar nada, a maioria das cidades mudou pra pior e raríssimas são as exceções.

No entanto, apoiar algumas ações de Dória não quer dizer que eu o apoie para ser presidente. No Brasil, a escassez de valores políticos é tão grande que qualquer administrador público que tome um pouquinho de atitudes corajosas, os eleitores já querem transformá-lo em herói. Propaganda e marketing (minha área) pode ajudar a construir falsos ídolos, mas não têm o condão de mantê-los sem que a realidade dos fatos corrobore. Dória está longe de me representar antes de provar nos seus 4 anos de mandato que fará jus ao menos a uma indicação. Se sair antes, pra mim, já não terá qualquer chance. Isso porque um administrador que opta pelo poder em detrimento do compromisso e da coragem já não serve mais pra nada.

No caso da cracolândia, sou a favor do pulso firme (sem violência) e da internação compulsória orientada por profissionais da saúde. Mas vejam bem o que estou dizendo: PROFISSIONAIS DA SAÚDE e não PROFISSIONAIS DA SAÚDE MILITANTES. Pra mim, a opinião dessas pessoas que se dizem humanistas, mas são contra de forma GENERALIZADA não merecem nenhum crédito. Mais ainda aquelas que são a favor de não mexer em nada ou que acham que uma pessoa entregue às drogas e aos traficantes têm direito e condição de escolha. Desculpem, mas que porcaria de opinião é essa? E se algum parente seu estivesse lá? Repito: sou a favor de uma ação planejada e muito melhor do que foi essa primeira que apresentou alguns erros boçais. Mas já foi um começo que mexeu com a indiferença de muito humanista marca-barbante que tem por aí.

Finalizando, minha opinião é que esses militantes são uns irresponsáveis e valem muito menos que esses pobres drogados. Valem menos porque estão dominados pela droga da ideologia e da política partidária irresponsável. Os pobres coitados da cracolândia só prejudicam a eles mesmos, mas esses militantes dominados pela droga do fanatismo prejudicaram e continuam prejudicando milhões.

Não há tratamento pra esse tipo de drogado. Nem internação compulsória que resolva.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

DUAS CATEGORIAS DE JUÍZES


Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”.

Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes – sim, os OUTROS – se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.

O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados.

A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam. São como água e azeite. São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro. Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.

Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes.

A atual composição do STF revela que, dentre os 11 Ministros (sim, M-I-N-I-S-T-R-O-S!), apenas dois são magistrados de carreira: Rosa Weber e Luiz Fux. Ou seja: nove deles não têm a mais vaga ideia do que é gerir uma unidade judiciária a quilômetros de distância de sua família, em cidades pequenas de interior, com falta de mão-de-obra e de infra-estrutura, com uma demanda acachapante e praticamente inadministrável.

Julgam grandes causas – as mais importantes do Brasil – sem terem nunca sequer julgado um inventariozinho da dona Maria que morreu. Nem uma pensão alimentícia simplória. Nem uma medida para um menor infrator, nem um remédio para um doente, nem uma internação para um idoso, nem uma autorização para menor em eventos e viagens, nem uma partilhazinha de bens, nem uma aposentadoriazinha rural. Nada. NADA.

Certamente não fazem a menor ideia de como é visitar a casa humilde da senhorinha acamada que não se mexe, para propiciar-lhe a interdição. Nem imaginam como é desgastante a visita periódica ao presídio – e o percorrer por entre as celas. Nem sonham com as correições nos cartórios extrajudiciais. Nem supõem o que seja passar um dia inteiro ouvindo testemunhas e interrogando réus. Nunca presidiram uma sessão do Tribunal do Júri. Não conhecem as agruras, as dificuldades do interior. Não conhecem nada do que é ser juiz de primeiro grau. Nada.

Do alto de seus carros com motorista pagos com dinheiro público, não devem fazer a menor ideia de que ser juiz de verdade é não ter motorista nenhum. Ser juiz é andar com seu próprio carro – por sua conta e risco – nas estradas de terra do interior do Brasil. Talvez os Ministros nem saibam o que é uma estrada de terra – ou nem se lembrem mais o que é isso.

Às vezes, nem a gasolina ganhamos, tirando muitas vezes do nosso próprio bolso para sustentar o Estado, sem saber se um dia seremos reembolsados - muitas vezes não somos. Será que os juízes, digo, Ministros do STF sabem o que é passar por isso?

Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF (o famoso “foro privilegiado") – fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz?
Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados?

É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: a de VERDADE.

( juíza Ludimilla Lins Grilo)

quarta-feira, 3 de maio de 2017

GILMAR MENDES É UM NADA

Para um egoico, um indivíduo que se acha o máximo, muito pior do que xingar sua mãe e falar que ele não tem caráter é dizer que ele é UM NADA. Principalmente quando vaidoso se acha acima da própria lei e - e aí vai outra ofensa mortal - é muito bem pago por nós, seus patrões. Sim... nosso empregado, mas não como um outro qualquer, pois, um funcionário de uma empresa privada não receberia tanto pelo que tem obrigação de fazer e muito menos pelo que não fez e não faz. Num emprego normal, Gilmar Mendes já estaria no olho da rua, procurando emprego como estão outros 14 milhões de brasileiros ou quem sabe dormindo debaixo de uma ponte qualquer.

Gilmar Mendes é UM NADA. Um funcionário público Denorex, aquele que parece, mas não é. Sua atitude ontem de tentar desmoralizar o Ministério Público não foi juvenil como ele alegou ser o comportamento dos procuradores, mas sim infantilmente ridícula. Centenas de gilmares não fazem um Deltan Dalagnol ou meio Sérgio Moro. É preciso muito mais do que uma simples toga e um título de ministro escolhido para o Supremo. É preciso caráter ilibado, mas não com ilibação reconhecida pelo Presidente da República e depois sabatinado por um Congresso vergonhoso que também aprovou Dias Toffoli e outros "ilibados" de notório saber jurídico que estão por lá.

"Há dez anos, o jurista e professor da USP Dalmo Dallari publicou artigo que gerou polêmica em que sustentava: 'Gilmar Mendes no STF é a degradação do judiciário brasileiro'. Agora, ele reafirma e diz mais: 'Há algo de errado quando um ministro do supremo vive na mídia' " (Pragmatismo Político)

Gilmar Mendes é UM NADA. É apenas mais um que integra nossa coleção compulsória de figurinhas repetidas deste país de instituições falidas que se chama Brasil. É mais um que "se acha", mas não faz a menor ideia do que estamos pensando e do que achamos que ele é.

Gilmar Mendes é UM NADA e NADA mais.

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