domingo, 14 de julho de 2013

A vitória nas urnas em 2014 será inglória

Nascimento do novo homem pós-guerra - Salvador Dali
Caiu a ficha? Não, a ficha ainda não caiu para os políticos que estão no poder e muito menos para os candidatos de 2014. Os milhões que saíram às ruas desestabilizaram o governo, contaminaram outros cidadãos menos informados da política e se não houvesse uma resposta, pequena que fosse (e foi), este movimento continuaria crescendo assustadoramente aos olhos da nação e do mundo. Não, não é exagero e só considera exagero os acomodados e os políticos que, em pânico, rezaram e rezam para que o brasileiro volte àquela sua condição de esquecido e omisso escrita em quase todas as passagens da história do Brasil, desde os tempos do império. Os andarilhos sem rosto e de causas genéricas voltaram pra casa, mas continuam mobilizados nas redes sociais. Como bem disseram dois professores de ética e direito constitucional numa entrevista na Globo News, a partir dessa primeira manifestação, se esses milhões se irritarem de novo, em algumas horas estarão nas ruas outra vez. E como os políticos já queimaram boa parte da munição estocada (arquivamento da PEC-37, proibição de parentes como suplentes e enterro do plebiscito), desta vez o pânico entre eles será ainda maior.

Dentro desse quadro de crescimento das minorias conscientes, quem ganhar em 2014 levará a taça, mas não a garantia de quatro anos de sossego. Mesmo que o(a) candidato(a) ganhe com 70% dos votos, essa minoria apartidária em franco desenvolvimento continuará aumentando suas fileiras, não só nesses 70 como nos outros 30%. O povo (demo) de minoria consciente é que garantirá a estabilidade do governo (kracia). A democracia desses novos tempos será o governo da maioria quantitativa que vota, garantido por essa minoria qualitativa crescente que sai às ruas. Os discursos de palanque poderão até continuar decisivos numa eleição, mas serão ineficazes durante os quatro anos de governo dos eleitos.

O momento é propício para candidatos ficha-limpa e que representem o desejo de renovação dos eleitores, mas esses candidatos até agora, a pouco mais de um ano das eleições, ainda não apareceram. A chance desses políticos que até agora foram apresentados como candidatos convencerem essa minoria qualitativa é muito pequena porque todos eles, de um jeito ou de outro, estão marcados, seja pela ficha suja ou pelos processos que têm, mesmo que ainda não julgados. Os políticos, além de deverem muito em seus atuais mandatos, estão longe de oferecer novas esperanças para 2014. O que estão nos oferecendo é a mesmice travestida de novo.

E aproveitando esse quadro renascentista de contrapartida surreal, coloco algumas pulgas atrás das orelhas desses políticos e analistas que se mantém dentro de suas linhas políticas tradicionalmente históricas:
E se essa minoria qualitativa crescente e apartidária resolver sair às ruas no transcorrer da campanha eleitoral?
Ein?


terça-feira, 9 de julho de 2013

Spy x Spy - a vida imitando os quadrinhos

Spy vs. Spy é uma série de quadrinhos criada em 1961 por Antonio Prohias, um cubano radicado nos Estados Unidos. Publicada na revista Mad. A série satiriza a espionagem da Guerra Fria e depois os filmes e séries do gênero, populares a partir da década de 1960. Os personagens são dois espiões idênticos, apenas com a diferença de que um se veste todo de preto e o outro todo de branco, e que vivem um tentando "eliminar" o outro. Não existe qualquer diferença duradoura entre eles, alternando nas tiras o que se dá bem e o que se dá mal. Numa história um deles pode parecer mais esperto, para na seguinte as características se inverterem. O humor nas tiras é centrado nos elaborados esquemas usados por um para eliminar o outro. É a luta do bem contra o mal, só que nenhum dos dois se dá bem.

A única coisa que sempre superou, supera e sempre vai superar o desejo e as ações de espionagem entre nações é a hipocrisia dos que as promovem. Os quadrinhos do cubano Antonio Prohias já mostravam essa realidade na década de 60. Quem inventou a espionagem? Os americanos, os russos, os alemães, os ingleses, franceses, israelenses ou os chineses? Alguém ainda acredita no velhinho anti-capitalista de barba branca que se intromete na data do nascimento de Cristo pra levar presentes de graça às crianças pobres do mundo?

Essa história de espionagem (interna e internacional) tem várias facetas e só os hipócritas acreditam que entre a (i)legalidade, as razões e a moral, prevaleça apenas uma delas. São aqueles que tentam provar só haver dois personagens nessa trama: o bandido e o mocinho ou o assassino e a vítima. O hipócrita, invariavelmente é dualista, mas o interessante é que ele sempre reserva pra ele o papel de bonzinho nessa luta eterna entre o bem e o mal. Essa revolta exagerada do governo brasileiro tem apenas uma finalidade:  desviar o foco do movimento das ruas dos PROBLEMAS REAIS brasileiros.

Não que eu considere que seja correto espionar, ao contrário, a privacidade é um direito de todo cidadão e o estado tem o dever de garanti-la e mantê-la. Seja um simples cidadão ou um país soberano, ambos têm o direito de espernear, gritar e exigir as mais duras penas da lei para o espião. Os motivos para que o espião defenda a legitimidade de suas ações às escuras só valerão para os interessados e sempre serão questionáveis. Como na frase de Romain Rolland: "Ó liberdade, quantos crimes se praticam em teu nome!"

No entanto, questiona-se a hipocrisia do governo PT e PCdoB - principalmente desse último - que sempre se autodenominou democrata, a favor dos direitos à liberdade de expressão e de imprensa, da igualdade religiosa de direitos para brancos e afrodescendentes, para gays, lésbicas e todas as nuances presentes nas sociedades pluralistas e modernas, mostra contradições mastodonticamente maiores que suas pretensões igualitárias. Apóia incondicionalmente o Irã e seus crimes contra a mulher; a China e seus controles internos sistemáticos contra a liberdade; vai a favor de Cuba e contra Yoani Sánchez, nunca tendo se manifestado contra essas ações que diz lutar a favor no Brasil. É hipocrisia ou não é? Como funcionam os serviços de inteligência brasileiros? Esperam pacientemente a assinatura do juiz antes de bisbilhotarem a vida dos cidadãos? Quais os grandões que já foram penalizados no Brasil por quebra de sigilo e privacidade, como no caso do caseiro Francenildo na era Palocci e outros tantos, incluindo os dos falsos dossiês? Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?

Acontece que o governo brasileiro nos trata e nos enxerga como ele gostaria que fôssemos: IGNORANTES, PARTIDÁRIOS INCONDICIONAIS, CEGOS, SURDOS e MUDOS, e não como realmente somos. Esse movimento de milhões de apartidários que saíram às ruas e que representam o inconsciente coletivo de uma nação inteira, cansada e desiludida com o governo e com os políticos, continua sendo visto como algo manipulável e que será esquecido. Estão esperando o que? Uma guerra civil dolorosa para todos em prol de uma ideologia MORTA, que já fez muitas vítimas e que ninguém mais aceita, à exceção dos saudosistas e teimosos?


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Adeus às ilusões ou até breve?

Muitos dizem saber diferenciar a realidade da ilusão, mas eu não acredito nisso. Podemos até tentar prever uma desilusão em termos de probabilidades, mas só se descobre mesmo uma ilusão depois de ter acontecido. Na maioria das vezes a esperança nos deixa cegos. Assim como um texto que escrevemos, quanto mais perfeitos nós o considerarmos, mais passaremos por cima dos nossos erros de gramática e concordância. A diferença é que para gramática e concordância existem regras, e pra resolver o problema é só contratar um revisor. Mas como revisar esperanças avaliando erros do passado que podem muito bem não repetir ou então ouvindo argumentos ou conselhos de outras pessoas? Até que ponto uma outra pessoa pode ser empática conosco (colocar-se em nosso lugar), com as mesmas esperanças e imaginações que nos alimentam?

Como disse Marquês de Maricá, "sem as ilusões da nossa imaginação, o capital da felicidade humana seria muito pequeno e limitado", ou seja, que graça teria viver uma vida inteira aplicando nosso capital da felicidade em ações de baixa rentabilidade, sem arriscar nadinha em atitudes mais desafiadoras?

Dentro desse pensamento eu ousaria discordar em parte desse, como sempre, lindo pensamento de Fernando Pessoa:
"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, e as coisas concretas a abstratas, e as abstratas a concretas. Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo que ligavam tudo, separavam tudo, isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde."
Será que ele não quis dizer que saber preparar-se para ter desilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos? Oras... se só tomamos conhecimento de uma ilusão quando ela acontece, como não ter ilusões sem antes tê-la provocado na tentativa de realizar os nossos sonhos? Talvez o problema da ilusão seja conceitual. Talvez falte entrar nessa receita a expectativa, não sei. Talvez as variáveis sejam tantas que levaram o poeta a escrever em seu "Livro do Desassossego: "Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar."

Arrisque... arrisque sempre. Comprometa nem que seja uma pequena parte da sua segurança para aumetar seus momentos de felicidade. Esqueça a vaidade e o orgulho. Sem arriscar perderemos a esperança e sem ela nos tornaremos amargos.

O aprendizado:
Para os que têm medo da desilusão: "Deve-se estabelecer a proposição: só vivemos graças a ilusões - a nossa consciência aflora à superfície." (Nietzsche)
Para os racionais e pragmáticos: "Sentir é estar distraído" (Fernando Pessoa) 
Para os despojados sem culpa: "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade" (Carlos Drummond de Andrade)




sábado, 6 de julho de 2013

Nós, ratos de laboratório; eles, ratos de porão.

Numa metáfora ou gozação que escreveram num site sobre militares revoltados que desejam depor Dilma e que relembra um passado de repetição nada desejada, encontramos uma boa oportunidade de reflexão. Sem entrar nos méritos dos dois lados da época porque acabaria virando discussão sobre o sexo dos anjos e do passado podemos apenas tirar lições, há algum tempo cheguei à conclusão de que hoje somos vítimas de mágoas mal trabalhadas. Zé Dirceu, Genoíno, Rui Falcão, Inácio Arruda, Dilma e alguns poucos do PMDB - Lula não porque até hoje ele não entende o que aconteceu em 64, nem de um lado e nem do outro - não são fiéis à nenhuma ideologia.

Há uma frase de Jean-Paul Sartre que diz: "Eu era uma criança, esse monstro que os adultos fabricam com as suas mágoas". A democracia-criança do povo brasileiro está sendo vítima da teimosia e desejo de vingança de meia-dúzia de magoados, sobreviventes dos tempos da ditadura, período que não traz boas recordações pra ninguém. Não traz boas recordações para os que têm a liberdade como o bem mais precioso do ser humano, maior do que todas as razões ideológicas do mundo juntas. Estão se vingando de um passado que já se foi com o argumento de que não pode ser repetido. E eu concordo... não pode mesmo! Não pode e nem será, porque só nos testes com a nossa paciência nesses últimos 13 anos vocês já nos levaram ao limite da exaustão!

Fazem a todo instante pesquisas eleitorais e de popularidade do governo, mas agora a bola da vez é o plebiscito. Já experimentaram perguntar ao povo se ele quer novamente uma ditadura? Tirando alguns radicais fanáticos que representam muito pouco, a maioria esmagadora do povo certamente diria que NÃO. Mas será que uma pesquisa dessas interessaria a esses magoados que precisam manter o fantasma da ditadura nos rodeando e nos assombrando o tempo todo? O que eles fariam pra justificar esse ódio represado e desejo de vingança que os mantém vivos lutando sem guerra? Vingam-se no povo que em última análise eles também fazem parte. Mas como escreveu Nietzsche "Em tempo de paz o homem belicoso ataca a si mesmo."

Impõe-se um plebiscito para que uma nação com mais 30 milhões de analfabetos funcionais e um número maior ainda de ignorantes políticos, escolham entre sistemas de votos proporcional, distrital puro ou distrital misto, respondendo SIM ou NÃO. Para que? Para sossegar as ruas e sorrateiramente mudar a nossa já emendada, remendada e humilhada Constituição? Para que consigam ficar mais tempo no poder vingando-se de torturadores mortos e ditaduras que não existem mais? Para provar aos EUA, Inglaterra e outros países que vocês chamam de colonialistas, que se desejarem ficarão no poder o quanto quiserem tentando implantar suas ideologias mortas? Ideologias que fracassaram e destruíram países com raízes culturais muito mais profundas que as nossas?

Por quanto tempo ainda, nós inocentes ratos de seus laboratórios ideológicos, travestidos de crianças, jovens, adultos e idosos apelidados de cidadãos brasileiros, ainda conseguiremos ou teremos de suportar vivos a imagem desses mortos que também são nossos, mas cujos fantasmas só assombram vocês?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

PMDB - tragicômico ou melancólico?

Quem leu a história do PMDB jamais imaginaria um fim tão melancólico para um partido que abrigou políticos da estatura de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Teotônio Vilela entre outros. Em seu site, o PMDB fala sobre os seus 47 anos de glória, quando na verdade deveria resumi-la em apenas 14 anos (1980-1994), excluindo o período Sarney e terminando com Itamar Franco em substituição a Fernando Collor. Com um pouco de esforço podemos incluir os melhores 14 anos dessa história, os do antigo MDB (1966-1980), totalizando, no máximo, 28 anos - aí sim - de uma história que vale a pena ser contada e registrada.

De Itamar Franco - que assumiu após o impeachment de Collor - para cá, o PMDB passou de protagonista a coadjuvante, optando pelo confortável e rentável subpoder. Podemos louvar o ex-presidente Itamar Franco e seu ministro FHC pelo fim do ciclo de inflação galopante que chegou a atingir a incrível marca de 2000% em 1989, mas de Itamar para cá, o maior partido do Brasil optou morar nos cômodos  - e cabe o duplo sentido - porões do Palácio do Planalto, sem telhado de vidro. Apoiou Fernando Henrique Cardoso em 1994 com seu vice Marco Maciel e permanece até hoje escondido na vice-presidência, detentor dos ministérios e cargos de terceiro escalão mais importantes. É o grande viabilizador deste governo que está ai com 80 deputados (23% da base), 42 senadores (46% da base), além de ser o partido com mais prefeitos eleitos do país (1024 municípios). Com tudo isso, para que ele iria se expor indicando candidato à presidência da república?

No governo PT, o PMDB está conseguindo se superar e não seria necessário ser um profeta ou um gênio da análise política para saber que o PMDB iria se queimar nesse seu ritual macabro de acender uma vela pra Deus e outra pro diabo. Será que o PMDB nunca imaginou que entre essas duas velas ele estaria abrindo ruas e avenidas pra que o povo desfilasse?

E agora, as desencontradas opiniões do PMDB sobre o plebiscito estão contribuindo pra sua melancólica apoteose, desfilando na contra-mão da avenida das ideologias, sob a chuva dos papéis picados de seu estatuto partidário que em seu Artigo 2º diz:
"O PMDB exerce suas atividades políticas visando à realização dos objetivos programáticos que se destinam à construção de uma Nação soberana e à consolidação de um regime democrático, pluralista e socialmente justo, onde a riqueza criada seja instrumento de bem-estar de todos."
Ainda há tempo! Tempo para mudar e continuar representando dignamente aquele partido que se opôs à ditadura e que abrigou políticos ilustres. Que mobilizou milhões de brasileiros em ruas e praças gritando "Diretas Já", resgatando-lhes a autoestima de povo livre, boa índole e pacífico, consciente dos seus direitos de cidadãos. Direitos estes que não podem ser concedidos e muito menos negados, pois, não se dá e nem se nega o que não é e nunca foi seu.

Se você é político ou filiado do PMDB e quiser rever a história de seu partido, clique aqui. E depois diga, sinceramente, se o partido é hoje o que diz nunca ter deixado de ser.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Teimosia e cara de paisagem

Até mesmo os mais insensíveis e os apolíticos conseguiram entender as mensagens das ruas, mas os que deveriam entender até agora ainda não entenderam ou fazem de conta que não. Vamos supor que entenderam, mas não querem largar o osso porque há filé grudado nele, mas aí o problema já passa a ser outro. É um problema de limitação de capacidade cognitiva, ou seja, não conseguem entender o "penso, logo existo" de Descartes e permanecem no "não consigo pensar e logo desisto" do paradoxo do filósofo burro de Jean Buridan. Dilma tenta remediar sua incapacidade de gerenciar a crise empurrando o pepino para o Congresso e, ao contrário do que ela imaginava, a coisa vai complicar mais ainda. Em primeiro lugar porque é muito mais fácil ocorrer o inverso, ou seja, o Congresso boicotá-la para salvar a própria pele. Deputados e senadores já cansaram de provar que nessas horas o corporativismo fala mais alto e é certo que as vozes dos presidentes da Câmara e do Senado serão encobertas pelas vozes dos legisladores. Em segundo lugar, o inconsciente coletivo indignado das ruas exige ações imediatas, pois, inconscientes não raciocinam e apenas obedecem a impulsos. A população vai parar de reivindicar seduzida pela ideia de um plebiscito que nem sabe direito o que é? Vai trocar um basta que estava entalado na garganta e explodiu por um "ajude-me a resolver os sérios problemas que vocês não criaram?" Quem tem a caneta na mão?

Já a falta de representatividade política não foi causada pela forma com que os eleitores escolheram seus candidatos e muito menos pela estrutura e modo de funcionamento do sistema legislativo, mas sim pela prostituição dos partidos, a começar - e principalmente - pelo PMDB que rasgou seu estatuto partidário há muito tempo, traindo seus eleitores e trocando toda sua história de luta por poder e dinheiro. E o mesmo aconteceu com os outros partidos da base de apoio ao governo, pois, afinal aprenderam com o mestre. Tentar discutir se a culpa é do governo ou dos partidos seria como tentar equacionar o problema da corrupção respondendo a simples pergunta de quem é o maior culpado, o corrupto ou o corruptor? Eu responderia dizendo que os dois fazem parte desse mesmo lixo fedorento.

Dilma consegue fazer medidas provisórias para liberar bilhões e facilitar a vida de empreiteiras, da CBF e da FIFA, mas por que não consegue fazê-las para que o BNDES libere os mesmos bilhões para a segurança, saúde e educação? Antes a resposta seria bem mais simples, a de que o circo vale mais. Porém, agora não vale tanto quanto valia e a prova disso está aí nas ruas.

A maioria desses que estão manifestando toda sua revolta, sabe que o plebiscito, além de representar gastos de 500 milhões apenas para tentar jogar água na fogueira, não trará soluções práticas e muito menos a curto prazo. Sem contar a preocupação FUNDAMENTADÍSSIMA  de que ele poderá ser usado para neutralizar alguns preceitos constitucionais garantidores da liberdade de expressão, de imprensa e da alternância de poder. Isto porque não há como fazer perguntas simples para que as respostas não dependam de interpretações do Congresso. Plebiscito dessa complexidade cheira a golpe e como disse o ex-ministro e presidente do STF Ayres Britto, é passar um cheque em branco para esses políticos que estão aí. Plebiscito desse jeito e nesta hora, é arapuca.

O congresso e o senado, mesmo que hipocritamente, resolveram votar projetos que estavam encalhados e que faziam parte das reivindicações, mas o governo até agora ainda não soltou nenhuma medida provisória, hipócrita que fosse, para mostrar que entendeu o que o povo das ruas quer. Respondeu com plebiscito e teimosia, fazendo cara de paisagem.

Paisagem de deserto com dunas, escorpiões e cactus.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Por que referendo e não plebiscito?

Joseph Goebbels

Curto e grosso e sem meias voltas. Porque plebiscito apenas levantaria os desejos da população, mas não garantiria que a reforma fosse traduzida em forma de leis bem intencionadas pelos senhores políticos, esses que estão aí e que já jogaram no lixo há muito tempo seus estatutos partidários numa troca pelo poder eterno. Desses que representam hoje apenas os seus próprios interesses e que não desejam perder as suas boquinhas. Se hoje eles já forçam interpretações e destorcem nossa própria Constituição escrita e promulgada, o que não farão com respostas de um povo composto por 30% de analfabetos funcionais? Se a reforma política for elaborada com base na interpretação desses que se dizem representantes do povo, só teremos a saída às ruas como recurso para evitar que ela seja votada e aprovada. Não... sem essa meus caros - literalmente caros - representantes dessa outra nação que criaram. Golpe travestido de democracia, não mesmo!

No caso de um referendo, estaríamos dizendo SIM ou NÃO para a reforma elaborada pelo Congresso após consulta à população, seja por meio de audiências públicas quando o povo, individualmente e ao mesmo tempo junto às entidades que representam a sociedade, poderiam participar da elaboração. E só depois aprovariam as mudanças avaliando-as e referendando-as (daí o nome referendo).

Sem contar que o custo de um plebiscito é muito alto (previsto em 500 milhões) apenas para servir de respaldo para possíveis más intenções. É um valor  suficiente para construir mais de 1000 escolas com postos de saúde, 20 mil casas populares, 20 presídios ou 22 novos hospitais. No entanto, parece que mais uma vez, a exemplo da Copa do Mundo e Olimpíadas, o circo ocupa lugar de destaque nas opções dos nossos (des)governantes. Há sempre um golpezinho no bolso do colete, pronto para ganhar os microfones dos palanques do poder.

Será que eles ainda não perceberam que O POVO ACORDOU e que hoje a classe mais consciente exerce forte influência nas classes que ontem ainda eram manipuladas por bolsas famílias e discursos populistas? As recentes pesquisas de opinião estão aí para provar isso.

Enfim e graças a Deus, o método Joseph Goebbels não está mais funcionando como antes.

O POVO ACORDOU e vocês ainda dormindo em berço esplêndido?


Leiam as opiniões de gente que conhece:

EX-PRESIDENTE E MINISTRO DO SUPREMO AYRES BRITTO 
Um plebiscito para tratar da reforma política — como foi defendido esta semana pelo Governo Federal — pode fazer com que a população aprove propostas que podem acabar sendo desvirtuadas depois, ao chegarem ao Congresso, alertam juristas e pesquisadores do Direito.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto afirma que seria como a população dar um “cheque em branco” aos parlamentares. Além disso, na sua ótica, o resultado pode não refletir o desejo da população, se os questionamentos forem muito teóricos. 
“O plebiscito precisa ter perguntas tão claras quanto o sol do Nordeste a meio dia, a pino”, destacou o ex-ministro.

MINISTRO DO SUPREMO GILMAR MENDES 
A reforma política feita por meio de um plebiscito é temerária e de "difícil exequibilidade", diz o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Para ele, a presidente Dilma Rousseff deveria ter se precavido e ouvido previamente mais os chefes dos outros Poderes e os líderes políticos antes de ter lançado a ideia. 
"Acredito até que isso evitasse alguns equívocos na própria abordagem das propostas", afirma Gilmar em entrevista ao "Poder e Política", programa da Folha e do UOL. Um "erro rotundo, extremamente grave" já foi abortado - a proposta de convocar uma Constituinte exclusiva. 
Mas o plebiscito continua com formatação obscura. "Tenho dúvida sobre que perguntas serão dirigidas à população, que terá de decidir sobre temas que têm perfil bastante técnico. Por exemplo: vai se adotar no Brasil o sistema alemão misto distrital e proporcional...? A população saberá distinguir?", indaga Gilmar. 
O passo seguinte também é incerto: "Quando essa resposta vier, o Congresso vai executar como?". Teria sido apropriado se Dilma Rousseff tivesse ouvido previamente mais pessoas. "Talvez fosse o caso de ter chamado o presidente da Câmara, do Senado, do Supremo, do TSE, as lideranças partidárias para dizer: nós precisamos priorizar a reforma política. Nós precisamos fazer uma agenda com esse foco". 
Para o ministro, alguns itens da reforma política podem ser tratados por meio de lei, sem alteração da Constituição. Teria de ser, entretanto, uma reforma gradual. "Quando se diz 'ah! Agora nós vamos reformar o mundo de uma vez por todas', a gente já começa a errar". 
Uma cláusula de desempenho eleitoral para os partidos políticos, regras de democratização interna das siglas e uma lei que comece a valer mais adiante para criar novas agremiações são dispositivos que podem ser feitos a partir de lei e não dependem de plebiscito nem de alteração constitucional. 
Mas o Congresso tem disposição para votar projetos assim? "Falar que o Congresso está em débito tem de ser visto 'cum grano salis' [ponderação]. Muitas vezes, essa omissão decorre da falta de articulação por parte do próprio Executivo --que tem o mais amplo apoio que já se formou nesses últimos anos", responde Gilmar.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Plebiscito é arapuca

O governo, ou seja, a aliança PT/PMDB - governo mesmo é PMDB, o resto é armazém de secos e molhados - lançou a ideia de um plebiscito que gerará gastos aproximados de 500 milhões de reais do nosso dinheiro, valor equivalente à construção de 20 mil casas populares, 15 hospitais com UTI, 1.250 escolas com  postos de saúde ou 15 novos presídios. São apenas exemplos para que se entenda melhor  o quanto representa esse valor que para o governo é dinheiro de pinga, pois, se eu tentar falar de investimentos nas áreas de saúde, educação e segurança fica mais difícil de entender.

Desconsiderando o valor em si, está mais do que na cara de que a estratégia do governo com essa história de plebiscito é a de tentar neutralizar as ações dessa nova consciência cidadã que está nas ruas, usando - figurada e literalmente - seus currais eleitorais altamente manipuláveis, comprados pelo bolsa família e outros benefícios eleitoreiros e que não estão nessas manifestações. Em resumo, o governo quer diluir ou abafar o movimento das ruas utilizando sorrateiramente alguns mecanismos constitucionais. Nossa Constituição nada mais é do que um livro democrático, mas como escreveu Nietzsche, "os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha em que ambas retiram o suco das flores, mas enquanto uma faz o mel, a outra faz o veneno."

Serão formuladas perguntas que a maioria do povo não terá a menor condição intelectual de responder, como por exemplo perguntar para o cidadão que mora em Serra Nova Dourada no Mato Grosso, município com menos de 600 habitantes, se ele prefere o voto distrital misto, não misto, majoritário misto ou coisa que o valha. E uma das perguntas, certamente será se ele quer que tudo fique como está. Aos que não conhecem nada dessa história de voto distrital, mesmo que tentassem explicar num texto mais popular, em filme ou até em desenho animado, a preferência seria pela resposta mais simples e que não exige o trabalho de ter que pensar: "Que fique tudo como está, pois, vai que eu perco a minha Bolsa-Família!" Fora o que vão tentar enfiar no meio desse plebiscito pra mudar e aviltar a nossa já (r)emendada Constituição.

Portanto, esse plebiscito sugerido, além de dispendioso é o que poderíamos chamar de golpe branco, ou seja, um golpe velado nas cabeças desses mais conscientes que hoje reivindicam nas ruas, mais educação, saúde e segurança além de - e principalmente - o fim da corrupção no país das maravilhas, do populismo barato (barato pra eles), do carnaval e do futebol. Muito mais barato e racional seria o próprio Congresso, agora pressionado pelo povo nas ruas, discutir e apresentar uma proposta de novo sistema político para que seja votada em referendo.

Bem disse o ex-ministro Ayres Britto do STF, aquele que está fazendo enorme falta na corte que hoje não é tão máxima como era antes da aprovação na calada da noite da PEC-33, "seria como a população dar um cheque em branco aos parlamentares. Além disso, na sua ótica, o resultado pode não refletir o desejo da população, se os questionamentos forem muito teóricos. “O plebiscito precisa ter perguntas tão claras quanto o sol do Nordeste a meio dia, a pino”, destacou o ex-ministro.

Mas quem disse que o governo PT/PMDB quer uma luz forte iluminando essa proposta golpista dissimulada, concebida na escuridão dos porões do poder?


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Para citar Mandela, precisamos ao menos tentar ser como ele



Muitas pessoas citam frases e pensamentos de Gandhi e Mandela, mas sem conhecer um pouco mais de suas vidas. Isolam-se em seus cantos com seus pensamentos com a desculpa de que desejam paz. Não há paz no isolamento do egoísmo, nem em palavras bonitas que se tornam vazias ao nos isolarmos do meio em que vivemos, apenas usufruindo das conquistas que os outros fazem por nós. Portanto, há mais compaixão e fraternidade inconsciente naqueles que desejam abertamente mudar do que consciente naqueles que se omitem por não entenderem que as bonitas citações desses heróis da liberdade não foram inspiradas apenas pela Energia Maior, mas também e, principalmente, em suas próprias vidas.

Não há espiritualização sem sintonia com a vida. Se o isolamento fosse o melhor caminho, todos esses Avatares que passaram por este planeta e que nos inspiram, teriam passado a maior parte de suas vidas em cavernas, mergulhados em profunda reflexão. Se isto tivesse acontecido não teríamos seus exemplos escritos na história da humanidade e o mundo, embora ainda injusto, seria muito pior do que é.

"Depois de termos subido a uma grande montanha, só descobrimos que existem outras maiores para subir." (Nelson Mandela)

INVICTUS

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o capitão da minha alma.

Covardes!

Há um clamor que não será abafado tão facilmente desta vez. Sou ABSOLUTAMENTE contra a violência e a bandalheira como aconteceu ontem em BH, mas como um país que não oferece segurança aos seus cidadãos no dia-a-dia, pode exigir que bandidos que já andavam soltos nas ruas nos assaltando impunemente não se misturem à população ordeira? Essa pirâmide precisa urgentemente começar a tender à figura de um cubo e se isto não começar a acontecer RÁPIDO, as consequências serão nefastas para todos.

A população brasileira não engolirá mais essas bondades pontuais desses covardes do Congresso Nacional que ainda têm a coragem de dizer que nos representam. Ninguém acredita no ganho súbito de consciência desses mercadores de almas alheias e de suas próprias almas. Que estão destruindo a esperança de um povo ainda ordeiro e pacífico em sua esmagadora maioria.

Não queremos mais ser tutelados por ideologias mortas. Não queremos ditaduras de direita nem de esquerda. Queremos liberdade e direito ao trabalho; sistemas de saúde, educação e segurança dignos de seres humanos e não de manadas irracionais. Não queremos esmolas, mas sim os nossos direitos de cidadãos.

Não, políticos... chega de hipocrisia! Temos direito de morar no mesmo país que VOSSAS EXCELÊNCIAS moram, país este em que, embora não haja exemplo de educação e dignidade, há de segurança, saúde e de fartura. Temos o direito de viver às custas dos impostos que pagamos com o suor dos nossos rostos.

ACABOU!


É tão importante saber?

Todo mundo sabe como funciona o esquema
Até mesmo se pode adivinhar
diálogos, planos,os mais sutis comentários
atrás dos bastidores.
E, as técnicas de publicidade
com todas as suas manhas
estão aí, em cursos, abertas a todos.
Pra nos mostrar a arte de seduzir.
Sem nenhum esforço.

Todo mundo sabe que é enganado.
Mas entrega seu voto pra se livrar
da obrigação.
Todo mundo deixa-se levar.
Como se não houvesse outra solução.
Todo mundo olha,todo mundo constata
E os jornais publicam e ganham leitores
Todo mundo se espanta no começo
pra depois se acostumar.

Todo mundo tem direito de saber.
Afinal é a democracia.
Que, generosa, informa sem barreiras
E permite a todos uma opinião.
Tão boazinha e condescendente...
Tão aliviada por mostrar-se a céu aberto
sem precisar esconder-se no porão.

Todo mundo é feliz, como se planejou
antes do voto direto...
muitos porque aí não estavam pra se lembrar.
Outros porque agora são livres pra falar.

Agora, sabe-se tanto, que é impossível decidir.
E, ninguém encontra um tempo pra agir.
Aprisionados em mil e uma obrigações.
Os ricos pra cuidar de seu patrimônio.
Os pobres pra sobreviver como é possível.
Classe média pra afirmar-se nesse caos.
O bandido infiltrando-se no esquema
para solapar os bens dos distraídos.

E, no topo da pirâmide, tranquilos
os impunes, sem nenhuma criatividade
repetem os mesmos crimes da obviedade.

Aqui embaixo, todo mundo sabe, todo mundo vê.
Mas, nossas mãos não têm forças pra deter.
Então,eu pergunto: será tão importante assim, saber?

(Maria Lúcia Guuimarães 12/12/2009)

domingo, 23 de junho de 2013

Os que se apresentarem como líderes serão ilegítimos

O governo procura um líder de um movimento que nasceu do inconsciente coletivo, portanto, não há líderes que possam ser reconhecidos pelos milhões de cidadãos e cidadãs que estão nas ruas. Por que precisam encontrar líderes? Se eles existissem, fazer isto seria lógico para se evitar perdas de tempo e destruição do patrimônio público por esses vândalos infiltrados. Cortaria caminhos para o novo Brasil que todos desejamos.

Mas não há líderes, graças a Deus! Graças a Deus porque se o movimento fosse igual ao do passe livre, criado inicialmente com o apoio do PT para desestabilizar o governo de São Paulo há um ou dois anos, esses líderes já teriam cedido às ofertas do poder, como aconteceu com Lucas Monteiro, um dos líderes do Movimento Passe Livre que já fala em sair como candidato nas próximas eleições, certamente aliciado pelo partido do poder. Ou Mayara Vivian que já tinha trânsito livre no governo. "Facinho", não?

Não, desta vez não há cabeças para serem seduzidas ou cortadas. E ninguém reconhecerá falsos os líderes que tentarem implantar. Não acontecerá como aconteceu com a Sua Excelência Senador Lindberg Farias da vendida UNE que, de cara pintada, virou Pinóquio.

Dilma, em seu pronunciamento, disse querer conversar com os líderes do movimento, com representantes de classe e sindicatos. Que representantes de classe e sindicatos a senhora viu nas ruas carregando bandeiras, sejam elas de entidades trabalhadoras, patronais ou de partidos? A senhora gostaria de ter visto, mas não viu. Acho que estava assistindo a TV Al Jazeera, a da Grécia, da Turquia ou do Irã.

Os pontos que a senhora diz ter entendido das reivindicações do povo, mas que IMPÔS em seu pronunciamento foram os seguintes, um a um:

  • 1. A elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana: Qual? Aquele primeiro plano que foi traçado em 2007 pelo então ministro das Cidades, Marcio Fortes e em 6 anos ainda não não saiu do papel?
  • 2. Destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação: Do mesmo jeitinho que a CPMF foi destinada à saúde? E que petróleo? Aquele do Pré-Sal que antes de ser extraído os estados produtores e não produtores estão se digladiando e prometendo tirar o apoio ao seu governo se não forem atendidos em suas reivindicações?
  • 3. Trazer milhares de médicos do exterior para atender pelo SUS: Quais médicos? Iguais aos 91% que não alcançam excelência no teste brasileiro de revalidação de diplomas estrangeiros? E que SUS? Aquele que joga idosos, mães e crianças no chão dos corredores dos hospitais brasileiros? Como eu li em um post do Facebook, eles vão trazer banquinhos e macas para seus pacientes?
  • 4. Receber os líderes das manifestações pacíficas, dos jovens e das entidades sindicais: Que líderes e que representam jovens, presidentE? Que organizações sindicais estavam com suas bandeiras neste movimento? Média? Eleições à vista? Sindicatos são importantes nos anos de eleições, não?
  • 5. E SOBRE A CORRUPÇÃO E O DINHEIRO DA COPA?: Nadinha pra falar? Quando fala da imagem do Brasil lá fora, o problema está no vandalismo desses poucos das ruas ou no vandalismo consentido pela impunidade? O Brasil é conhecido mundialmente como um país de vândalos que destroem prédios públicos e privados ou dos que estão quebrando o caixa do país para fazerem seus próprios caixas pessoais e partidários? Conhecido como o país onde as polícias prendem ladrões de galinha e jogam bombas em baderneiros atingindo também os pacíficos, mas não dispara nem balas de borracha nesses ladrões do erário e não os prendem por serem "amigos do rei"? E a Copa é dinheiro público sim senhora! BNDES, CEF e BB emprestando à vista para receber em 20 anos? Porque não é feito o mesmo para hospitais, escolas e investimentos em segurança?
Não, senhora presidentE. A senhora e seus amigos de poder continuarão procurando líderes e não encontrarão. Não conseguirão prender e interrogar ou chamar para "negociar" o Sr. Inconsciente Coletivo. Nenhum auditório seria capaz de abrigá-lo. Ele representa a consciência unida desses milhões de brasileiros que estão nas ruas.

E hoje ela não é nem do tamanho do Brasil. É maior que o mundo!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O movimento é de direita ou de esquerda?

É impressionante a gente ver que existem pessoas achando que a lição das ruas está servindo só para seus inimigos ou para apoiar suas razões. Quando cairá a ficha? A lição está sendo dada para todos nós, direita, esquerda, centro, apartidários e, principalmente, para os que sempre foram alienados. A esquerda não quer que a direita capitalize as manifestações; a direita não quer que a esquerda capitalize e os de centro, nenhuma das duas. Será que não deu pra perceber que as pessoas que estão nas ruas, exceto os baderneiros e infiltrados, são os que entenderam que o Brasil é mais importante que essas porcarias de ideologias e bandeiras partidárias? Que todas as que o mundo já experimentou no poder resultaram em grandes decepções ou, na melhor das hipóteses, em apenas alguns momentos menos ruins para todos?

Precisamos desejar o melhor e não o menos ruim. Colocar o país à frente desses rótulos idiotas que foram criados apenas para convencer pessoas e conquistar maiorias úteis para atingir seus objetivos, todos eles velados e distantes de suas reais intenções.

Precisamos desejar o melhor e não o menos ruim, mas o que é "o melhor" e o que é "o pior"? Não há como definir o melhor porque ele é criado conforme as expectativas e sonhos de cada um, mas não sonhos impostos pela sociedade de consumo, pela imprensa ou por nossos amigos. Todos pedem paz, mas não a paz verdadeira. Querem paz para poderem consumir, continuar com seus sonhos vazios e poderem olhar mais tempo para seus próprios umbigos.

É bem mais fácil conseguirmos um consenso sobre o que é pior. O pior em consenso é não podermos sair às ruas apavorados ou preocupados com nossos filhos, temerosos de que não voltaremos em segurança pra casa. O pior é não termos boas escolas para os nossos filhos, não termos bons hospitais e uma saúde pública decente. O pior é ver políticos (sejam ou não os nossos "queridinhos" de voto) ganhando 170 mil por mês entre salários e benefícios e que moram num país diferente dos cidadãos comuns e dos miseráveis. E o pior de tudo mesmo é ver pessoas, irmãos da mesma nação, apoiando safados e bandidos ou ideologias pelo mais puro interesse em detrimento da justiça e da igualdade. O pior é voltarmos a ser tutelados por qualquer ideologia, por melhores que sejam as suas intenções.

O Movimento Passe Livre foi embora, mas ainda temos passe livre para continuarmos lutando por um país melhor e mais digno para todos... É, PARA TODOS SIM!!! E este passe nós não ganhamos de ninguém. Nasceu conosco e ninguém nunca o tirou de nós. Nós é que esquecemos que o tínhamos.

O nome dele é LIBERDADE!