quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pesquisas: a imprensa interpreta resultados como ela quer.

Há muito tempo venho falando sobre pesquisas de opinião e continuarei batendo na mesma tecla por muito tempo. Quando saem pesquisas do IBOPE ou de quaisquer outros institutos, assistimos a um festival de besteiras nas chamadas dos jornais. Em primeiro lugar eles "pinçam" resultados parciais, normalmente favoráveis ao governo que os sustenta e os estampam em suas manchetes. Praticam a desinformação tendenciosa.

Pesquisa é estatística e estatística é a ciência das probabilidades. Grandes empresas usam métodos de amostragem para aprovar seus produtos com 99% do que chamamos de certeza estatística. Nenhuma empresa arriscaria colocar seus produtos na praça por meio de testes estatísticos se eles não fossem confiáveis e representativos.

Cito dois bons exemplos recentes: a última pesquisa do IBOPE sobre o governo Dilma e a enquete da Rádio CBN feita em parceria com a CONECTA (IBOPE) e que eles chamam de pesquisa, mas na realidade não é.

PESQUISA IBOPE: Manchetes e Primeiras Linhas

O Globo / Jornal Nacional: "A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais desde o mês passado, segundo uma pesquisa do Ibope divulgada nesta sexta-feira (13)."

Folha: "Avaliação de Dilma continua em recuperação, aponta pesquisa"

Estadão: "CNI/Ibope: Avaliação positiva do governo Dilma aumenta para 43%"

Se formos a fundo nessa últma pesquisa, veremos que há inúmeros dados significativos de desaprovação do governo Dilma, principalmente nos segmentos educação (58%), saúde (72%) e segurança (70%). Esses ítens não são destacados pela imprensa e muito menos explorados em suas matérias complementares às manchetes. Pesquisa na íntegra: clique aqui

Mesmo os índices de aprovação, se traçarmos uma reta de tendência estatística, a queda de sua popularidade está longe de ser considerada como revertida, pois, ainda não há dados estatisticamente significativos que possam confirmar uma reversão. Considerando os valores apontados desde as pesquisas de março, veremos que as retas de tendência ainda apontam queda. O mesmo acontece com o que chamam de "Índice de Confiança na Presidente".

Já no caso da CBN/IBOPE/CONECTA a coisa é pior ainda. Os resultados da enquete de uma rádio não podem ser extrapolados para a população brasileira como eles estão fazendo. Não foram poucas as vezes que ouvi o âncora Milton Jung dizer tantos "% dos brasileiros" aprovam, desaprovam ou coisa que o valha. No máximo, essa enquete mostra o perfil do ouvinte da CBN. Enquetes não têm valor estatístico algum, mas apenas curiosidades pontuais. Não há amostragem, distribuição e nem significância estatística para conclusões em nível nacional.

A pergunta é: Por que os veículos de comunicação NUNCA entrevistam pessoas formadas em estatística para avaliar essas pesquisas?

O pior de tudo é que estamos entrando em ano eleitoral e os néscios e incautos se deixarão levar por essas manchetes incompletas e tendenciosas sobre os resultados das pesquisas de opinião.

A boa notícia que poderá mudar muita coisa daqui pra frente é a chegada no Brasil da GFK, empresa de pesquisa alemã: (Revista Veja) "A GfK, empresa alemã que fará frente ao Ibope na medição da audiência da TV brasileira, assinou contrato nesta segunda-feira com quatro emissoras abertas: SBT, Band, RedeTV! e Record. O contrato, rateado entre elas, é de mais de 100 milhões de reais e tem validade de cinco anos. A medição deve ter início em 2015. A GfK usará o ano de 2014 para organizar sua operação no país, com a contratação de cem funcionários. A empresa promete trabalhar com uma amostra de painéis eletrônicos instalados em 6.000 domicílios, espalhados por 15 cidades. São Paulo, a maior delas, concentrará também o maior número de residências com painéis, 1.600. Depois, vem o Rio com 920, Belo Horizonte com 390, Porto Alegre com 330, Curitiba e Distrito Federal com 300, Salvador e Recife com 290, Fortaleza e Florianópolis com 240, e Campinas, Goiânia, Vitória, Belém e Manaus, com 220. Como a medição só começa em 2015, ainda há tempo para a Globo aderir ao serviço. Se a emissora carioca não assinar com a GfK, no entanto, seus programas constarão dos relatórios do instituto, mas ela não terá acesso a eles."

Que Deus nos ajude, pois, a imprensa há muito tempo já decidiu quem ela vai ajudar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Herança Maldita - Marco Antonio Villa

Sou atrevido, mas não um idiota. Fazer vocês perderem tempo com meu comentário sobre o texto de Marco Antonio Villa seria burrice e ainda correria o risco de, no máximo, conseguir chover no molhado. Vale a pena ler este retrato do petismo e da enrascada em que nos meteram. Isso vale também - ou principalmente - para o PMDB, a meretriz do congresso que sempre assinou e continua assinando embaixo.


A HERANÇA MALDITA

O lulismo vai deixar sinais indeléveis no Estado brasileiro. E, pelo visto, deve permanecer no poder até, no mínimo, 2018. Inexiste setor do Estado em que não tenha deixado sua marca. A eficácia na tomada do aparelho estatal é parte de um projeto de manietar o país, de controlar os três poderes.

O grande empresariado foi se transformando em um dos braços do Estado. A cada dia aumentou sua dependência dos humores governamentais. Ter uma boa relação com o Palácio do Planalto virou condição indispensável para o sucesso. O empresário se tornou capitalista do capital alheio, do capital público. Para a burguesia lulista, nenhum empreendimento pode ter êxito sem a participação dos fundos de pensão dos bancos e empresas estatais, dos generosos empréstimos do BNDES e da ação direta do governo criando um arcabouço legal para facilitar a acumulação de capital — sem esquecer as obras no exterior, extremamente lucrativas, de risco inexistente, onde a empresa recebe de mão beijada, sem concorrência, como as realizadas na África e na América Latina.

A petrificação da pobreza se transformou em êxito. Coisas do lulismo. As 14 milhões de famílias que recebem o benefício do Bolsa Família são, hoje, um importante patrimônio político. Se cada família tiver, em média, 4 eleitores, estamos falando de 1/3 do eleitorado. A permanência ad aeternum no programa virou meio de vida. E de ganhar eleição. Que candidato a presidente teria coragem de anunciar o desejo de reformar o programa estabelecendo metas de permanência no Bolsa Família?

A máquina do Estado foi inchada por milhares de petistas e neopetistas. Além dos quase 25 mil cargos de assessoria, nos últimos onze anos foram admitidos milhares de novos funcionários concursados — portanto, estáveis. Diversamente do que seria razoável, a maior parte não está nas áreas mais necessitadas. Um bom (e triste) exemplo é o das universidades federais. Foi realizada uma expansão absolutamente irresponsável. Faculdades, campi, cursos, milhares de funcionários e docentes, para quê? Havia algum projeto de desenvolvimento científico? A criação dos cursos esteve vinculada às necessidades econômicas regionais? Foi realizado algum estudo das carências locais? Ou tudo não passou, simplesmente, de atendimento de demandas oligárquicas, corporativas e para dourar os números do MEC sobre o total de universitários no país?

Sem ter qualquer projeto para o futuro, foi acentuado o perfil neocolonial da nossa economia. Vivemos dependentes da evolução dos preços das commodities no mercado internacional — e rezando para que a China continue crescendo. Não temos uma política industrial. O setor foi perdendo importância. O investimento em ciência e tecnologia é ínfimo. A chamada nova economia tem importância desprezível no nosso PIB. A qualificação da força de trabalho é precária. Convivemos com milhões de analfabetos como se fosse um dado imutável da natureza.

A política externa amarrou o destino do Brasil a um terceiromundismo absolutamente fora de época. Nos fóruns internacionais, o país se transformou em aliado preferencial das ditaduras e adversário contumaz dos Estados Unidos. Abandonamos o estabelecimento de acordos bilaterais para fomentar o comércio. Enquanto o eixo dinâmico do capitalismo foi se transferindo para a região Ásia-Pacífico, o Brasil aprofundou ainda mais sua relação com o Mercosul. Em vez de buscar novas parcerias, optamos por transformar os governos bolivarianos em aliados incondicionais.

Entre os artistas, a dependência estatal foi se ampliando. Uma simples peça de teatro, um filme, um show musical, nada mais é realizado sem que tenha a participação do Estado, direta ou indiretamente. Ter bons relações com o lulismo virou condição indispensável para a obtenção de “apoio cultural”. Nunca na história republicana artistas foram tão dependentes do governo — nem no Estado Novo. E cumprem servilmente o dever de obediência ao governo, sem qualquer questionamento.

O movimento sindical foi apresado pelo governo. Os novos pelegos controlam com mão de ferro “seus” sindicatos. Recebem repasses milionários sem ter de prestar contas a nenhum organismo independente. Não vai causar estranheza se o Congresso — nesta escalada de reconhecer novas profissões — instituir a de sindicalista. A maioria dos dirigentes passou rapidamente pela fábrica ou escritório e está há décadas “servindo” os trabalhadores. Ser sindicalista virou um instrumento de ascensão social. E caminho para alçar altos voos na política.

O filé mignon do sindicalismo são os fundos de pensão das empresas e bancos estatais. Seus diretores — do dia para a noite — entraram no topo da carreira de profissionais do mercado financeiro. Recebem salários e bonificações de dar inveja aos executivos privados. Passam a conviver com a elite econômica. São mimoseados pela burguesia financeira de olho nos recursos milionários dos fundos. Mas ser designado para a direção do Fundo de Amparo ao Trabalhador é o sonho dourado dos novos pelegos.

Em meio a esta barafunda, não causam estranheza o ataque, o controle e a sujeição do Supremo Tribunal Federal à horda lulista. Os valores éticos e republicanos não combinam com sua ação política. Daí a necessidade de aparelhar todas as instâncias do Estado. E colocá-las a seu serviço, como já o fez com o Congresso Nacional; hoje, mero puxadinho do Palácio do Planalto.

Na república lulista, não há futuro, só existe o tempo.

Marco Antonio Villa é historiador


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/a-heranca-maldita-10205276#ixzz2gTlBiT8v

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dilma na ONU: vergonha de ser brasileiro.

A nossa presidente vai gastar um tempo PRECIOSÍSSIMO na ONU pra  fazer beicinho e envergonhar o Brasil perante o mundo inteiro. Não quero ouvir seu discurso nem sozinho num quarto de portas fechadas. Como se já não bastasse termos de ouvir internamente, aqui no Brasil, as sugestões tupiniquins de seus assessores da área de comunicações que com alguns bilhões em softwares e equipamentos os e-mails dos nossos governantes estarão seguros contra uma eventual espionagem de outros países. Que a localização física/geográfica se um servidor da internet garante a posse dos dados nele contidos. Santa ignorância!

Essa mistura de ingenuidade e ignorância técnica com alienação e fanatismo ideológico só pode dar nisso: expor o Brasil mundialmente ao ridículo e transformá-lo em motivo de piadas. Mistura de revolta e vergonha de ser governado por um partido que cheira mofo, trancado no armário do tempo, recheado de carunchos e teias de aranha.

Não perderei muito tempo para escrever de novo sobre esse negócio de espionagem, mas apenas dar um copy/paste abaixo do último post que fiz sobre o tema:

ESPIONAGEM - GOD BLESS BRAZIL COM "Z"

O FATO
É óbvio que ninguém fica feliz de ser espionado e trata-se de invasão de privacidade. Embora a gente brinque aqui no grupo, independentemente do mandatário do governo, a espionagem é uma prática que fere a soberania de qualquer país e é inadmissível. Quando a constatação se torna pública, como no caso do Brasil por meio do ex-técnico da CIA, há necessidade de ações diplomáticas pedindo esclarecimentos formais. Se isto não for feito, a omissão e o silêncio resultarão numa espécie de consentimento implícito e volto a dizer que isto independe de quem esteja no poder do país espionado.

A REALIDADE - I
Existe uma prática que se chama empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outra pessoa, tentando enxergar e avaliar a situação sob a perspectiva dessa outra e o mesmo vale para o caso de países. Entre nações, essa prática não elimina a necessidade de se tomar as medidas diplomáticas em relação ao FATO e elas devem ser tomadas. No entanto, a empatia servirá para avaliar e corrigir eventuais desvios nos posicionamentos diplomáticos do país espionado. Embora a hipocrisia seja muito comum no âmbito da diplomacia (sim... hipocrisia mesmo), ela deve ser deixada de lado para que o país possa rever SINCERAMENTE sua política de relacionamento com outras nações.

A REALIDADE - II
O mundo político-econômico de hoje está polarizado nos EUA/Reino Unido/aliados e na China/Rússia/aliados. Alemanha e França, embora normalmente apoiem o grupo liderado pelos EUA já mostraram independência em muitas oportunidades e normalmente não assinam embaixo das decisões desse primeiro grupo. A posição do Brasil do PT sempre foi ANTI-AMERICANA, apoiando incondicionalmente todas as posições do segundo grupo, nunca se preocupando em ser coerente com sua constituição democrática que difere de todas as outras desse segundo grupo. Embora não fosse necessário citar, é bom lembrar do apoio quase incondicional brasileiro, principalmente ao Irã, à Cuba, à Venezuela e Bolívia, países que, além de absolutamente anti-americanos, adotam políticas repressivas e contrárias às liberdades de expressão, de imprensa e das minorias. Ditaduras explícitas e implícitas.

A LÓGICA - I
Internamente e baseado em seus apoios, está mais do que provado que o PT tende à implantação de um regime totalitário. Isto porque não há meio termo para os que se simpatizam com a falta de liberdade de imprensa ou de expressão e não existe meia liberdade. O Brasil só não é hoje uma Rússia, Cuba, Venezuela ou Bolívia DE FATO porque o PT ainda não conseguiu alterar nossa Carta Magna, mas o politburo brasileiro está trabalhando fortemente para que seja rasgada e refeita segundo seus princípios comunocráticos.

A LÓGICA - II
Os EUA, diante do antiamericanismo brasileiro declarado e de suas posições comunistas também declaradas, considera o Brasil um INIMIGO muito mais do que potencial, mas REAL. O PT ODEIA os americanos, sua presidente terrorista fez parte do grupo que sequestrou embaixador americano Charles Burke Elbrick em 1969 durante a ditadura militar. Se os petistas pudessem espionar os americanos - e também nada indica que não faça, exceto suas limitações intelectuais e tecnológicas - certamente o estariam fazendo. Diante disto, os EUA têm toda a razão - embora não o direito - de espionar o Brasil 24 horas por dia, pois, ele representa uma AMEAÇA ao governo americano e à população daquele país. Empaticamente, se eu fosse presidente dos EUA, estaria fazendo a mesma coisa, ou quem sabe pior. Um presidente não governa para si e seu partido, mas tem responsabilidade com a vida e segurança dos MILHÕES que representa.

O FUTURO
Já está mais do que provado que o PT governa totalmente imerso e envolvido com suas mágoas do passado e não está nem aí com o nosso país. Sua prioridade absoluta é a vingança, nem que isto custe a vida  - e já está custando - de milhões de brasileiros que deixam de receber de volta os bilhões dos extorsivos impostos que pagam em forma de saúde, segurança e educação. A tal da "ideologia" é apenas um pano de fundo, como se, mesmo assim, uma ideologia idiota pudesse justificar a destruição de um país que tem tudo para ser uma das grandes potências econômicas e humanísticas mundiais.

E DIANTE DO INEVITÁVEL, COMO DIZ UM DOS ÍCONES PETISTAS...
... relaxemos e gozemos. Pedimos que o presidente Obama nos envie por baixo do pano os frutos da espionagem americana e vamos fazer do limão uma limonada. Nos ajude com provas para tirar essa quadrilha que tomou o Brasil de assalto. Deixe "vazar" para a imprensa mundial algumas correspondências que mostrem a SORDIDEZ desses corruptos para que possamos chutá-los definitivamente do poder.

Inventem um delator foragido, mas que escreva com a sua mão mais conservadora.

sábado, 21 de setembro de 2013

O procurador que ainda não achou.

O novo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, não é a favor do pedido de prisão dos mensaleiros condenados, nem agora e nem quando o acórdão dos infringentes for publicado, mesmo sabendo que a alteração da pena de formação de quadrilha não livrará alguns réus da cadeia. Sabemos que, como leigos, não podemos entrar muito a fundo em coisas complexas da justiça, porém não se trata de discutirmos o que não conhecemos, mas de coisas que sabemos melhor do que muitos juristas renomados: conhecer pessoas. Para conhecer pessoas e seus estilos não precisamos ser psicólogos ou formados em psiquiatria.

Segundo prevê a Constituição Federal, o procurador-geral da República deve sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral da República também pode promover Ação Direta de Inconstitucionalidade e ações penais para denunciar autoridades como deputados federais, senadores, ministros de Estado e o presidente e o vice-presidente da República. Além disso, pode propor perante o STJ ação penal, representação para intervenção nos Estados e no Distrito Federal e a de federalização de casos de crimes contra os direitos humanos.

O que não vimos até agora foi o novo procurador Janot se manifestando mais contundentemente sobre o caso do mensalão e isto é MAU SINAL. Todas as suas declarações sobre a ação penal 407 limitaram-se a contrariar decisões ou manifestações dos ministros que condenaram os réus, atuando quase como um advogado de defesa. Sabemos que como constitucionalista ele deve ver sempre os dois lados, mas ainda está devendo falar de um deles: o da pertinência da ação de seu antecessor Gurgel. Será que ele não se sensibilizou em nada com esse roubo histórico dos cofres públicos? Com nenhuma das inúmeras provas apresentadas? Ele é chefe do Ministério Público ou mais um representante do governo em pele de cordeiro para livrar a cara  dos condenados amigos da presidente Dilma e do PT? Quem ele está representando e quem deveria representar? Não dá nem pra dar uma "disfarçadazinha"?

Já sabemos que INDISCUTIVELMENTE existe uma bancada tecno-política majoritária do governo no Supremo Tribunal Federal, mas lá pelo menos ainda temos 5 juízes a favor do povo.

O problema é que Procurador Geral da República, só existe UM.

Vamos ter que chamar o Chapolin Colorado?

Leia também: "Um procurador que sabe achar"

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Venceu mais uma vez a impunidade. Puta novidade!

Faltou Celso de Mello citar Matusalém e evocar Enoque para justificar os embargos infringentes. Começou após o descobrimento, passou pela idade média, pelo nosso império, pelo século XIX, XX e ignorou o século XXI. Citou até a República Bolivariana da Venezuela em um de seus exemplos!

Como 4 votos vencidos podem invalidar um julgamento e exigir outro, a justiça agora no STF será feita como no futebol, pelo placar. Quem tiver só 3 votos se ferra. Isonomia perneta, coisas de Brasil. Justiça vergonhosa, contaminada, lerda, ineficiente e seletiva. Direitos fundamentais garantidos apenas para os amigos dos poderosos e para os que têm advogados milionários, pagos com dinheiro que é fruto, direta ou indiretamente, de seus próprios crimes, no caso da Ação 470, com o nosso dinheiro.

Razão tinha o falecido Saulo Ramos quando bateu o telefone na cara desse ministro indicado por José Sarney, quando o mesmo confessou ter votado contra no julgamento de um recurso desse mesmo ex-presidente para contrariar a publicação da Folha de S. Paulo. Reproduzo o diálogo do livro do jurista Saulo Ramos (“Código da Vida” da editora Planeta, página 170):

Na Consultoria (Saulo foi Consultor Geral da República no governo Sarney) eu contava com a colaboração do secretário-geral, o jovem promotor público de São Paulo, José Celso de Mello Filho, requisitado para prestar serviços à Presidência. Talento inegável. Eis que surgiu mais uma vaga no STF.Sarney já havia nomeado Carlos Madeira, Sepúlveda Pertence e Paulo Brossard. Indiquei Celso de Mello, mas o ministro Oscar Correia queria Carlos Velloso. Eu venci.

Mais adiante, na página 169/170, Saulo Ramos conta que tão logo Sarney saiu da presidência, decidiu mudar o domicílio eleitoral para o Amapá e o caso foi parar no STF. A Corte estava naquele momento em recesso. Leia o que conta o ex-chefe do ministro Celso de Mello e seu padrinho político na indicação para o Supremo:

O ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:
- O processo do presidente será distribuído amanhã. Em Brasília só estamos eu e o marco Aurélio, primo de Collor. Não sei como ele votará.
Celso de Mello concordou com a tese de que era indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei. Até porque não se pode confundir domicílio civil e domicílio eleitoral.

 O caso foi distribuído para Marco Aurélio, que liminarmente beneficiou Sarney. No livro, o desfecho é contado deste modo:

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário, Sarney ganhou, mas o último a votar foi o ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

De qualquer modo, Celso de Mello foi voto vencido, mas Saulo Ramos demonstrou perplexidade:

Ele não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele mesmo [o ministro Celso de Mello] a me telefonar, explicando:
- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto.
- Claro ! O que deu em você ?
- É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou que o presidente tinha os votos dos ministros e enumerou vários nomes, inclusive o meu. Quando chegou a minha vez, notei que ele já tinha vencido e votei para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranquilo, poque se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.
- Espere um pouco,. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha noticiou que você votaria a favor ?
- Sim.
- E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou a sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele ?
- Exatamente. O senhor entendeu ?
- Entendi. Entendi que você é um juiz de merda !
Bati o telefone e nunca mais falei com ele. 
Nossa última instituição "FOI-SE COM O MARTELO" do ministro Celso de Mello e trupe da bancada petista. Navegamos em linha reta com destino à Ilha de Cuba. Fique quem quiser e salve-se quem puder!

Venceu mais uma vez a IMPUNIDADE. Perdemos nós, os PALHAÇOS de sempre.


Marco Antonio Villa: o STF nunca foi um defensor dos direitos dos cidadãos.


Min. Celso de Mello: convincente na hora do voto. Pura encenação.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ministro Celso de Mello: justiça ou ego?

Assim disse o excelentíssimo ministro do STF Celso de Mello, detentor do voto minerva da próxima quarta-feira, numa reportagem da Folha de São Paulo:

"Todo recurso demanda a formulação de dois juízos. Um preliminar, se é cabível ou não. Se for cabível, aí depois você vai julgar o mérito e dizer se o recurso tem ou não razão. Entender cabível não significa que se vá acolher o mérito", disse o ministro à Folha. "Da maneira que está sendo veiculado dá a impressão que o acolhimento vai representar absolvição ou redução de pena automaticamente, e não é absolutamente nada disso", afirmou. Mello disse ainda que não se sente pressionado, no julgamento, pela opinião pública e destacou que a decisão de um ministro é "solitária" e "eminentemente pessoal".

Nossa preocupação não é essa, caro ministro Celso de Mello. O povo está menos preocupado com a absolvição ou redução das penas do que com a protelação do julgamento e da institucionalização da impunidade. O povo está querendo entender, como um Regimento Interno antiquíssimo pode superar uma lei posterior que elimina (ou ao menos não prevê) a aceitação de embargos infringentes. Vou reunir o pessoal da minha rua e fundar o Clube dos Espertinhos da Vila, criar uma diretoria e aprovar um Regimento Interno para não pagar impostos e permitir crimes. O que o STF pensa que é? Uma instituição que está acima da lei? Deuses do Olimpo que não se submetem à constituição e criam suas leis internas de abrangência nacional sem passar pelo Congresso?

O povo está de saco cheio de acompanhar essas melancólicas sucessões de absurdos na Corte Máxima que mostra uma estatura abaixo da mínima. Somos leigos e não temos notório saber jurídico, mas isto não nos transforma em idiotas que não percebem existir uma bancada petista comandada pelo ministro revisor Lewandowsk, seu comandado Toffoli e recentemente engordada com os mauricinhos faladores Teori Zavascki e o "novato" Rolando Lero Barroso. Essa tropa de choque pseudo-legalista tem um propósito claro que extrapola o pleno direito de defesa e atinge a absurda ilegalidade protelatória.

Seu jeito de lidar com o que chama de justiça, caro ministro Celso de Mello, está bem fundamentado na história, num relato horripilante do jurista Saulo Ramos e tudo indica que o fato se repetirá por ser uma questão de estilo. Relembro o triste fato:

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Relata Saulo Ramos...

O ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

- O processo do presidente será distribuído amanhã. Em Brasília só estamos eu e o marco Aurélio, primo de Collor. Não sei como ele votará.

Celso de Mello concordou com a tese de que era indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei. Até porque não se pode confundir domicílio civil e domicílio eleitoral.

O caso foi distribuído para Marco Aurélio, que liminarmente beneficiou Sarney. No livro, o desfecho é contado deste modo:

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário, Sarney ganhou, mas o último a votar foi o ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

De qualquer modo, Celso de Mello foi voto vencido, mas Saulo Ramos demonstrou perplexidade:

- Ele não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

A partir daqui, vai o que consta da página 170:

- Apressou-se ele mesmo a me telefonar, explicando:

- Doutor Saul, o senhor deve ter estranhado o meu voto.

- Claro ! O que deu em você ?

- É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou que o presidente tinha os votos dos ministros e enumerou vários nomes, inclusive o meu. Quando chegou a minha vez, notei que ele já tinha vencido e votei para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranquilo, poque se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.

- Espere um pouco,. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha noticiou que você votaria a favor ?

- Sim.

- E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou a sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele ?

- Exatamente. O senhor entendeu ?

- Entendi. Entendi que você é um juiz de merda !

Bati o telefone e nunca mais falei com ele.

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E daí, ministro? Vai votar contra o povo das ruas e contra os jornais para mostrar independência ou vai optar pela justiça? Taí uma excelente oportunidade de amenizar esse seu triste passado.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Espionagem - God Bless Brasil com "z"

O FATO
É óbvio que ninguém fica feliz de ser espionado e trata-se de invasão de privacidade. Embora a gente brinque aqui no grupo, independentemente do mandatário do governo, a espionagem é uma prática que fere a soberania de qualquer país e é inadmissível. Quando a constatação se torna pública, como no caso do Brasil por meio do ex-técnico da CIA, há necessidade de ações diplomáticas pedindo esclarecimentos formais. Se isto não for feito, a omissão e o silêncio resultarão numa espécie de consentimento implícito e volto a dizer que isto independe de quem esteja no poder do país espionado.

A REALIDADE - I
Existe uma prática que se chama empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outra pessoa, tentando enxergar e avaliar a situação sob a perspectiva dessa outra e o mesmo vale para o caso de países. Entre nações, essa prática não elimina a necessidade de se tomar as medidas diplomáticas em relação ao FATO e elas devem ser tomadas. No entanto, a empatia servirá para avaliar e corrigir eventuais desvios nos posicionamentos diplomáticos do país espionado. Embora a hipocrisia seja muito comum no âmbito da diplomacia (sim... hipocrisia mesmo), ela deve ser deixada de lado para que o país possa rever SINCERAMENTE sua política de relacionamento com outras nações.

A REALIDADE - II
O mundo político-econômico de hoje está polarizado nos EUA/Reino Unido/aliados e na China/Rússia/aliados. Alemanha e França, embora normalmente apoiem o grupo liderado pelos EUA já mostraram independência em muitas oportunidades e normalmente não assinam embaixo das decisões desse primeiro grupo. A posição do Brasil do PT sempre foi ANTI-AMERICANA, apoiando incondicionalmente todas as posições do segundo grupo, nunca se preocupando em ser coerente com sua constituição democrática que difere de todas as outras desse segundo grupo. Embora não fosse necessário citar, é bom lembrar do apoio quase incondicional brasileiro, principalmente ao Irã, à Cuba, à Venezuela e Bolívia, países que, além de absolutamente anti-americanos, adotam políticas repressivas e contrárias às liberdades de expressão, de imprensa e das minorias. Ditaduras explícitas e implícitas.

A LÓGICA - I
Internamente e baseado em seus apoios, está mais do que provado que o PT tende à implantação de um regime totalitário. Isto porque não há meio termo para os que se simpatizam com a falta de liberdade de imprensa ou de expressão e não existe meia liberdade. O Brasil só não é hoje uma Rússia, Cuba, Venezuela ou Bolívia DE FATO porque o PT ainda não conseguiu alterar nossa Carta Magna, mas o politburo brasileiro está trabalhando fortemente para que seja rasgada e refeita segundo seus princípios comunocráticos.

A LÓGICA - II
Os EUA, diante do antiamericanismo brasileiro declarado e de suas posições comunistas também declaradas, considera o Brasil um INIMIGO muito mais do que potencial, mas REAL. O PT ODEIA os americanos, sua presidente terrorista fez parte do grupo que sequestrou embaixador americano Charles Burke Elbrick em 1969 durante a ditadura militar. Se os petistas pudessem espionar os americanos - e também nada indica que não faça, exceto suas limitações intelectuais e tecnológicas - certamente o estariam fazendo. Diante disto, os EUA têm toda a razão - embora não o direito - de espionar o Brasil 24 horas por dia, pois, ele representa uma AMEAÇA ao governo americano e à população daquele país. Empaticamente, se eu fosse presidente dos EUA, estaria fazendo a mesma coisa, ou quem sabe pior. Um presidente não governa para si e seu partido, mas tem responsabilidade com a vida e segurança dos MILHÕES que representa.

O FUTURO
Já está mais do que provado que o PT governa totalmente imerso e envolvido com suas mágoas do passado e não está nem aí com o nosso país. Sua prioridade absoluta é a vingança, nem que isto custe a vida  - e já está custando - de milhões de brasileiros que deixam de receber de volta os bilhões dos extorsivos impostos que pagam em forma de saúde, segurança e educação. A tal da "ideologia" é apenas um pano de fundo, como se, mesmo assim, uma ideologia idiota pudesse justificar a destruição de um país que tem tudo para ser uma das grandes potências econômicas e humanísticas mundiais.

E DIANTE DO INEVITÁVEL, COMO DIZ UM DOS ÍCONES PETISTAS...
... relaxemos e gozemos. Pedimos que o presidente Obama nos envie por baixo do pano os frutos da espionagem americana e vamos fazer do limão uma limonada. Nos ajude com provas para tirar essa quadrilha que tomou o Brasil de assalto. Deixe "vazar" para a imprensa mundial algumas correspondências que mostrem a SORDIDEZ desses corruptos para que possamos chutá-los definitivamente do poder.

Inventem um delator foragido, mas que escreva com a sua mão mais conservadora.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Os otários úteis do Sete de Setembro

Muitos se encontram frustrados com as ruas no sete de setembro, eu não! Excluindo-se os baderneiros e Black Blocks, os que saíram às ruas foram os que protestaram civilizadamente e os cidadãos que homenagearam o Brasil. Nossa nação está muito acima dos corruptos e ideólogos desequilibrados que tomaram de assalto o governo e usufruem de um poder absolutamente temporário, condição estabelecida pela Constituição brasileira.

Essa ausência dos outros milhões de brasileiros que saíram às ruas em junho, ao contrário do que muitos pensam (ou gostariam de pensar), não se trata de arrefecimento do sentimento de revolta contra essa bandalheira política ou aumento de aprovação governamental. Foi por RECEIO ou MEDO, como queiram. Pessoas pacíficas não enfrentam baderneiros profissionais orquestrados por ideologias sejam elas políticas ou filosóficas, orientadas por manuais de guerrilha urbana.

E esses NÃO BRASILEIROS que queimaram o símbolo maior da nossa Pátria, trocando-o pelo vermelho da ignorância e da pequenez de espírito, graças à ausência dos VERDADEIROS BRASILEIROS, foram expostos para o Brasil e para o mundo, mostrando a todas as pessoas de INTELIGÊNCIA MEDIANA e acima dela, que representam apenas uma minoria desequilibrada, ignorante e irresponsável.

Quando houver outra explosão VERDADEIRA do inconsciente coletivo nas ruas, ela não será encomendada e muito menos terá data marcada.

Banana pra vocês, seus trouxas!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Espionagem ou controle? É tudo a mesma coisa!

A matéria de ontem sobre a espionagem americana é a vida imitando o cinema ou o cinema prevendo o futuro? Amenizando os exageros da ficção, os filmes 2001 Uma Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick e 1984 (Nineteen Eighty-Four)produzido naquele ano e baseado no livro de George Orwell escrito em 1940, foram considerados devaneios futuristas quando produzidos. Não vou aqui entrar em detalhes sobre as obras e quem não assistiu aos filmes ou leu os livros vale a pena fazê-lo.

No caso do filme de Kubrick, algumas previsões ainda não se concretizaram, mas muitas delas a tecnologia aeroespacial certamente já realizou. No caso do livro/filme 1984, sem entrar no mérito das previsões ideológicas da oligarquia implantada das três "nações" hegemônicas, o lado da constante vigilância na vida dos cidadãos e dos governos, falsificação de documentos públicos, influência na literatura e na educação entre outras ações coercitivas, representam muito bem o caminho que a humanidade está trilhando.

É óbvio que a espionagem é algo repugnante, independentemente dos motivos que possam alegar, mas hoje há uma distância enorme entre o direito à privacidade e a realidade que presenciamos e maior ainda daquela que não temos conhecimento. Mas será que existe um divisão clara entre mocinhos e bandidos nessa história? Só os EUA espionam ou só eles tem um Edward Snowden para delatar suas ações de espionagem?

Se isto é certo ou errado é uma outra discussão, mas acreditar que a Rússia, Inglaterra, Alemanha, China, França, Israel e outras potências não fazem o mesmo ou coisa muito parecida é acreditar em papai noel. O mundo inteiro está mapeado pelos satélites e o que a Google mostra no Google Earth e StreetView é numa resolução de brincadeirinha de criança. Não duvidem se a verdadeira arma de visualização por satélites permitir leitura labial.

O que fazer eu não sei, pois, trata-se de um pepino para toda a população do Planeta sair às ruas, mas sinceramente, não vai adiantar absolutamete nada.

sábado, 24 de agosto de 2013

Pesquisa de opinião: Dilma reverteu o quadro desfavorável?

Antes de mais nada quero fazer uma afirmação: estatística é coisa séria, suas fórmulas têm base científica (teorias probabilísticas) e merece credibilidade. Trabalhei algum tempo nesse segmento e posso dizer que é uma forma prática e rápida de obtermos informações confiáveis, importantes e decisivas. É muito utilizada na economia, biologia, engenharia, geologia, psicologia e outras ciências. Pesquisas de opinião utilizam os mesmos fundamentos matemáticos da estatística.

O problema das pesquisas de opinião está muito mais na forma de interpretá-la e divulgá-la do que nas suas prováveis manipulações. Não há como abordar todos os mitos e variáveis que banalizaram essa ciência, mas vou tentar apontar alguns dos principais.

EU COMO UM FRANGO INTEIRO E VOCÊ NÃO COME NADA, PORTANTO, EU E VOCÊ COMEMOS MEIO FRANGO CADA UM: Pessoas que usam essa frase para dizer que a estatística não mostra a realidade estão falando besteira. Isto não é estatística, mas sim média aritimética, coisa bem diferente. Cálculos estatísticos levam em consideração o número de amostras em relação ao total da população, distribuição, testes de significância que determinam aquela famosa margem de segurança para cima e para baixo, entre outros.

MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS: Sim, ela existe. Um partido, por exemplo, pode contratar uma empresa de perquisa não séria para manipular entrevistas, mudar números e mentir para os eleitores. No entanto seria muita ingenuidade acreditar que os partidos adversários prejudicados não fizessem pesquisas sérias para desmoralizar os falsificadores. Se houver uma diferença muito significativa, essa empresa mal intencionada será facilmente desmascarada, como já aconteceu em várias oportunidades.

IMPRENSA: É aqui que começam a aparecer os princpais problemas. Manchetes nos jornais podem influenciar no aumento da tendência se estiverem mal intencionados. Um percentual, seja ele positivo ou negativo, pode crescer ou reduzir de acordo com o destaque que é dado pela imprensa e cito as recentes pesquisas sobre a popularidade da presidente Dilma como exemplo.
PESQUISA DE MARÇO
Ótimo/Bom: 63%
Regular: 29%
Ruim/Péssimo: 7% 
PESQUISA DE JUNHO
Ótimo/Bom: 55%
Regular: 32%
Ruim/Péssimo: 13% 
PESQUISA DE JULHO
Ótimo/Bom: 31%
Regular: 37%
Ruim/Péssimo: 31% 
PESQUISA DE AGOSTO
Ótimo/Bom: 38%
Regular: 37%
Ruim/Péssimo: 24%

Exemplo de manchetes que influenciam tendências, dependendo do enfoque


Para não me alongar, pois, analisar todos esses números exigiria muitas páginas, na imagem acima dou exemplos de manchetes que causam impactos completamente diferentes nas tendências (pesquisas futuras) utilizando os mesmos números. Apesar do resultado de agosto ter sido maior, se traçarmos uma linha de tendência (consegue-se facilmente isto utilizando uma planilha Excel), veremos que, ESTATISTICAMENTE, a popularidade de Dilma PERMANECE EM QUEDA e AINDA não há base estatística para dizer que a curva foi revertida.

Portanto, é muito importante avaliar pesquisas de maneira menos superficial, olhando todos os números e prestando atenção nas manchetes das fontes de informação. Leiam análises, comentários e cheguem às suas próprias conclusões SEM ACREDITAR no que lê nas manchetes dos jornais.

O governo despeja muito dinheiro em anúncios para acreditarmos no primeiro veículo de comunicação que aparece.

O melhor veículo para conhecer a verdade ainda é o seu raciocínio.

domingo, 11 de agosto de 2013

De filho pra pai e de pai pra filho

Como pai e sendo hoje o dia que nos deram, sinto-me com liberdade para dizer abertamente o que eu sinto, numa difícil e delicada tentativa de equilibrar a emoção de ser pai e avô com o pragmatismo do ato da concepção, instinto que perpetua a espécie humana.

Emocionalmente como pai e sem jamais ter deixado de pensar como filho, posso hoje mais do que nunca dizer que é uma emoção única, assim como é única, diferente e incomparável a emoção de ser avô. Meus filhos sabem que eu os amo e meu pai também sabia, cada um do seu jeito. Meu netinho talvez ainda não compreenda amor num significado que os adultos há muito tentam - sem sucesso - racionalizar, mas certamente sente do jeito dele que eu o amo, ou gosto dele, não importa... isso é coisa que não se mede e crianças não perdem muito tempo com essas bobagens de significados.

Pragmaticamente como gerador auxiliar de existências humanas, o sentimento de posse dos pais vai gradativamente diminuindo com o tempo. Geramos filhos para o mundo e do mundo eles são. É por meio desse desejo ou sentimento de posse que a natureza impõe aos pais as noções de responsabilidade para com os seus filhos, pois, o ser humano é egoísta e cuida melhor daquilo que cosidera seu. No entanto, assim como é anormal a infantilidade da criança não reduzir à medida que ela cresce, também é anormal não reduzir o sentimento de posse dos pais que envelhecem.

Antes de tentar educar seus filhos, ame-os primeiro!

Três frases que deixo neste dia para que nós, pais e filhos, pensemos juntos:
- "A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio." (Jean Cocteau)
- "Se não se tem um bom pai, é preciso arranjar um." (Nietzsche)
- "Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal" (Sigmund Freud)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ministros do STF: A Constituição é um meio e não um fim.


Preâmbulo da Constituição brasileira de 1988:

"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil."

Enquanto a constituição americana recebeu 27 emendas em 200 anos, nossa Carta Magna já foi alterada, aviltada e remendada, recebendo mais de 70 emendas desde que foi promulgada, há 25 anos. Este é um reflexo, não do povo, mas da falta de representatividade dos partidos e dos políticos que elegemos e essa falta de representatividade se reflete, com raríssimas exceções, na escolha de nossos ministros representantes do Supremo Tribunal Federal.

Escreveu Victor Hugo em "Os Miseráveis": "O direito é a justiça e a verdade. O característico do direito é conservar-se perpetuamente puro e belo. Esta luta entre o direito e o fato dura desde a origem das sociedades. Terminar o duelo, amalgamar a ideia pura com a realidade humana, fazer penetrar pacificamente o direito no fato e o fato no direito, eis o trabalho dos sábios."

Só se forma essa amálgama que une o fato ao direito e vice-versa com o elemento da consciência do espírito de justiça, essência subjetiva do preâmbulo constitucional, mas necessária quanto a Constituição permite duas ou mais interpretações. A busca pela verdade não está restrita aos tecnocratas da lei, pois, justiça antes de tudo é um sentimento e leis não são expressões matemáticas. Diante disso, o sentimento coletivo pode não ser o melhor juiz, mas certamente é o melhor termômetro de uma decisão.

Um dos grandes benefícios promovidos pelo mensalão foi o de fazer o povo aproximar-se mais do Supremo Tribunal Federal e entender que há sim influências políticas na corte máxima e que essas influências relativizam o conceito de justiça. Utilizo parte de uma frase de Gilmar Mendes quando se referiu às corregedorias para dizer que "até as pedras sabem" para me referir às tendências de Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, baseando-se em suas entrevistas quando escolhidos para ocupar as duas cadeiras do STF. Antes mesmo de mergulharem seus cérebros nos processos do mensalão, fizeram declarações que não deveriam ter feito (atos falhos?). É o mínimo que se espera de "juízes imparciais" (redundância?) diante de processos importantes e polêmicos. Zavascki alertou para o risco de “banalização” da figura penal da formação de quadrilha e disse que muitas vezes o mais apropriado seria enquadrar os réus como coautores de crimes. Já Barroso disse que o julgamento do mensalão foi "um ponto fora da curva" e que a Corte "endureceu" no caso. Duas bolas de caçapas cantadas.

Enfim, a tecnocracia pode dar retaguarda legal para decisões, mas não há lei que impeça o julgamento e a subida da temperatura do termômetro popular. Ministros do supremo não são deuses, são funcionários pagos com dinheiro público, ou seja, nosso dinheiro. Esses dois senhores não estão lá para representar correntes ideológicas e a si próprios ou expressar suas vaidades em saberes juridicos em relação aos de Joaquim Barbosa. Estão lá para promover a igualdade e a justiça no país.

Para as interpretações constitucionais, Nietzsche tem uma frase perfeita: "Os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores, uma retira o mel e a outra o veneno."

Constituição é um meio e não um fim.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O PT é Madre Teresa de Atuclac

A humanista Madre Teresa de Calcutá quando era convidada para uma passeata CONTRA a guerra, dizia que só participaria se a ela fosse A FAVOR da paz. É a mesma coisa? Não... há uma grande diferença estar contra e a favor. Sutil, mas há. Quando a gente está contra algo acaba se perdendo, dividindo o esforço e fugindo do objetivo mais nobre.

Dilma ontem numa entrevista informal, quando perguntaram o que ela achava da valorização do dólar e do crescimento de 1,7 a 1,8 dos EUA, disse que ela acredita que o Brasil terá um crescimento muito mais robusto que eles com os nossos (!?) 2,2 ou 2,5 previstos. O que será que a dona Dilma entende por robustez? Ser 7º do mundo no PIB e 84º no Índce de Desenvolvimento Humano, antepenúltimo da América Latina, atrás de países como o Chile (44º no ranking), Argentina (45º), Uruguai (48º), Cuba (51º), Bahamas (53º), México (57º), Panamá (58º), Antígua e Barbuda (60º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Jamaica (79º), Peru (80º), e Equador (83º)

É impressionante a falta de bom senso nesse estilo lulista de fazer política da Dilma, ou mais especificamente, de reproduzir as palavras daquele que está nos bastidores e que nunca saiu da presidência, segundo ela mesma. Para o PT, estar contra os EUA é mais importante do que a favor de uma vida digna para os brasileiros. Como eu disse, é uma questão de foco... de objetivo, coisa que o PT nem faz ideia do que seja.

O PT não consegue e não sabe ser a favor de nada. A única especialidade dele é ser contra. A comissão da Verdade não é a favor da verdade, mas contra o governo militar; implantar o bolivarianismo não é ser a favor do comunismo, mas ser contra os EUA; apoiar o governo ditador do Irã e da Coreia do Norte não é ser a favor da soberania desses países, mas de ser contra os opressores do hemisfério norte; liberar verbas para seus aliados não é ser a favor de melhorias para o povo, mas de lutar contra a oposição... e por aí vai.

Enfim, o negócio do PT é ser contra porque não sabe fazer outra coisa. E nessa obstinação de ser contra, incluiu o povo brasileiro e sua dignidade mínima de ser humano. O povo está sendo usado para seus objetivos globais, como massa de manobra. É o PT contra o mundo e contra ele mesmo.

Madre Teresa de Calcutá às avessas.

Complemento com o comentário de hoje cedo do Carlos Sardenberg "Crescer 2% com inflação de 6% é pouco para o Brasil": clique