Bolsonaro definitivamente não é e nunca foi meu candidato e só não explico detalhadamente aqui para não atrair mensagens de ódio e em respeito a alguns amigos partidários, mas postarei uma reflexão.
Tortura nunca mais, certíssimo! Foi uma fase triste e infeliz do passado recente, assim como todas agressões praticadas no período do governo militar. Independentemente dos números de um lado e de outro, pois, afinal não se mede violência num razonete de débito e crédito, são fatos que pertencem ao passado, e hoje, mesmo sabendo que ainda há abusos em delegacias, nas ruas e nos redutos do crime organizado, temos uma Constituição que, mesmo imperfeita e muitas vezes capciosamente mal interpretada, prevê punição severa para esses tipos de crimes.
Na idade moderna, reis torturaram e mataram em nome da monarquia, a igreja e as religiões em nome de deus. Na contemporânea o nazismo dizimou milhões, o comunismo outros tantos. Aos poucos, nações e religiões (com algumas exceções) vêm se retratando e pedindo desculpas por esse passado tenebroso e falam sobre ele com vergonha e um certo desconforto.
No entanto, após 600 anos de massacres, em pleno século XXI, ainda vemos pessoas abraçadas em suas convicções apontando seus dedos uns para os outros, ignorando de forma seletiva as crueldades promovidas por suas ideologias e religiões.
Enquanto a ideia de violência justificada existir, enquanto as ideologias e religiões por meio de seus adeptos não reconhecerem publicamente os erros do passado e não se desvencilharem de suas convicções, continuaremos a ser o que sempre fomos: cegos, hipócritas e desumanos.
Mostrando postagens com marcador #militância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #militância. Mostrar todas as postagens
sábado, 4 de agosto de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
A INTERVENÇÃO E OS HUMANISTAS DE ARAQUE
Eu ia começar meu texto dizendo que me divirto lendo comentários dos "especialistas" sobre a intervenção no Rio, mas o assunto é tão triste que dizer isto seria zombar da desgraça alheia. Não queria estar na pele dos que moram no Rio ou em outros estados assolados pela violência descontrolada promovida pela bandidagem.
Não sou conhecedor e muito menos especialista da área de segurança pública, mas procuro ler opiniões e notícias pra tentar entender um pouco. Ler opiniões e notícias para entender significa não torcer o nariz logo de cara para títulos de matérias ou autores e, principalmente, tentar livrar-se de convicções. Afinal isso envolve a violência e o sofrimento de pessoas inocentes.
O que mais me impressiona nessas leituras é, sem dúvida, o posicionamento dos ditos militantes partidários humanistas, defensores das minorias. Nunca sei se eles estão se referindo aos menos favorecidos, aos excluídos ou aos interesses de sua própria minoria de militantes.
Se um dia um desses militantes estiver diante de uma situação em que a polícia for chamada para salvar seu filho refém de uma arma apontada dentro de sua casa, qual será a primeira coisa que ele fará quando os policiais chegarem? Pedirá primeiro as fichas de seus prontuários pra avaliar? Exigirá que só atuem após ele aprovar a estratégia que eles utilizarão? O que ele dirá primeiro? "Não maltrate o bandido" ou "Salvem meu filho"?
É óbvio que não sou a favor da violência desmedida e reconheço que a situação do Rio não é assim tão fácil de decidir o que fazer. Mas afirmar de bate-pronto que a medida não pode ser tomada por motivos que já sabemos serem partidários-ideológicos ou eleitoreiros - e é fácil antecipar a opinião de alguns já manjados - é menosprezar o sofrimento alheio. Bem pior do que não fazer nada.
Na minha opinião, a situação atual do Rio exige o "salvem meu filho".
Tudo bem... exige também o "orai e vigiai."
Não sou conhecedor e muito menos especialista da área de segurança pública, mas procuro ler opiniões e notícias pra tentar entender um pouco. Ler opiniões e notícias para entender significa não torcer o nariz logo de cara para títulos de matérias ou autores e, principalmente, tentar livrar-se de convicções. Afinal isso envolve a violência e o sofrimento de pessoas inocentes.
O que mais me impressiona nessas leituras é, sem dúvida, o posicionamento dos ditos militantes partidários humanistas, defensores das minorias. Nunca sei se eles estão se referindo aos menos favorecidos, aos excluídos ou aos interesses de sua própria minoria de militantes.
Se um dia um desses militantes estiver diante de uma situação em que a polícia for chamada para salvar seu filho refém de uma arma apontada dentro de sua casa, qual será a primeira coisa que ele fará quando os policiais chegarem? Pedirá primeiro as fichas de seus prontuários pra avaliar? Exigirá que só atuem após ele aprovar a estratégia que eles utilizarão? O que ele dirá primeiro? "Não maltrate o bandido" ou "Salvem meu filho"?
É óbvio que não sou a favor da violência desmedida e reconheço que a situação do Rio não é assim tão fácil de decidir o que fazer. Mas afirmar de bate-pronto que a medida não pode ser tomada por motivos que já sabemos serem partidários-ideológicos ou eleitoreiros - e é fácil antecipar a opinião de alguns já manjados - é menosprezar o sofrimento alheio. Bem pior do que não fazer nada.
Na minha opinião, a situação atual do Rio exige o "salvem meu filho".
Tudo bem... exige também o "orai e vigiai."
domingo, 18 de fevereiro de 2018
VIVER DE QUATRO - III
Vivemos hoje num país violento, concorda? Sou amante da paz, mas se não concordar comigo eu te arrebento! Este é o Brasil dos paradoxos, onde as pessoas não fazem mais questão de levar algum tempo pra se contradizerem. É pá pum! Incoerências diretas já!
Estou longe de ser uma Madre Tereza de Calcutá ou um Mahatma Gandhi que dizia "olho por olho e o mundo acabará cego", mas essa violência já me cansou. Não... não é só a violência das ruas, do tráfico e da bandidagem. Bolsonaristas, petistas, governistas, indecisos... ninguém usa mais aqueles argumentos pensados, raciocinados e construídos para terem um mínimo de nexo. Tudo é resolvido na base da intimidação. Ou você aceita os argumentos frágeis da tropa de choque ou leva porrada, é bloqueado e vira desafeto.
Não há mais causas em comum e se existem elas são secundárias. O importante é o herói que vai comandar a solução dos problemas, não importando o método que será usado. O "eu não falei?" é mais importante que o resultado, que o bem comum. Vemos os arautos da verdade única importando-se mais com o ataque automático às boas e possíveis soluções apresentadas por seus opositores do que com as aflições dos que dependem delas.
Os políticos? Ah, eles adoram esse tipo de comportamento de seus defensores e riem deles nos bastidores enquanto contam seu (nosso) dinheiro. Muito, mas muito dinheiro mesmo! Quanto mais militantes ignorantes e atávicos melhor. Pobre que se exploda, como dizia aquele personagem do Chico Anísio, o Justo Veríssimo.
Fico imaginando como as coisas rolarão neste ano de eleições. Os que continuarem vivos elegerão o próximo presidente e viverão felizes por mais 4 anos, junto aos outros 51% que votaram nele.
Na verdade o brasileiro ainda vive de quatro.
E de quatro em quatro anos.
Estou longe de ser uma Madre Tereza de Calcutá ou um Mahatma Gandhi que dizia "olho por olho e o mundo acabará cego", mas essa violência já me cansou. Não... não é só a violência das ruas, do tráfico e da bandidagem. Bolsonaristas, petistas, governistas, indecisos... ninguém usa mais aqueles argumentos pensados, raciocinados e construídos para terem um mínimo de nexo. Tudo é resolvido na base da intimidação. Ou você aceita os argumentos frágeis da tropa de choque ou leva porrada, é bloqueado e vira desafeto.
Não há mais causas em comum e se existem elas são secundárias. O importante é o herói que vai comandar a solução dos problemas, não importando o método que será usado. O "eu não falei?" é mais importante que o resultado, que o bem comum. Vemos os arautos da verdade única importando-se mais com o ataque automático às boas e possíveis soluções apresentadas por seus opositores do que com as aflições dos que dependem delas.
Os políticos? Ah, eles adoram esse tipo de comportamento de seus defensores e riem deles nos bastidores enquanto contam seu (nosso) dinheiro. Muito, mas muito dinheiro mesmo! Quanto mais militantes ignorantes e atávicos melhor. Pobre que se exploda, como dizia aquele personagem do Chico Anísio, o Justo Veríssimo.
Fico imaginando como as coisas rolarão neste ano de eleições. Os que continuarem vivos elegerão o próximo presidente e viverão felizes por mais 4 anos, junto aos outros 51% que votaram nele.
Na verdade o brasileiro ainda vive de quatro.
E de quatro em quatro anos.
Assinar:
Postagens (Atom)


