terça-feira, 17 de março de 2015

A arte de distorcer pesquisas de opinião

Após a infeliz e metodologia de cálculo usada pelo DataFolha para estimar a presença do público na Av. Paulista, a Folha de S. Paulo de hoje coroa seu puxa-saquismo-uLULAnte e indisfarçável com a manchete "produzida" pelo mesmo instituto de pesquisas, minimizando a revolta contra Dilma e colocando a corrupção como ponto central das manifestações. Quem ler a matéria chamada "A maioria foi às ruas contra a corrupção" (sim... é matéria mesmo e não um artigo de colunista) notará que o instituto e o jornal se superaram desta vez! Tentam jogar um bote salva-vidas nesse mar de lama para salvar a presidente e desassociá-la dessa vergonha nacional, como se fosse possível separar prótons e nêutrons com as mãos.

O Grupo Folha não tem vergonha na cara. Chego à conclusão de que contratou colunistas como Reinaldo Azevedo apenas para atenuar, diversificar e gerar demanda. Esse tipo de jornalismo "desinformativo" e tendencioso precisa ser rechaçado.

Minimizar a realidade e potencializar o irrelevante. Essa é e sempre foi a tática da contra-informação, o modus operandi da imprensa vendida. Esse método, tão manjado e antigo, não sobreviverá neste século de descentralização da informação, mas enquanto ele estiver na UTI, ainda dará pra ganhar uns trocados.

Dois milhões em verbas governamentais, fora as pesquisas. Ahh, Follha... não subestime seus leitores, principalmente em época de revolução... da consciência.

EM TEMPO - 11:30: Mudaram a chamada de novo. Vamos ver quantas vezes a UOL muda a chamada pra mesma matéria? Será que ainda hoje ela muda pra "A maioria foi às ruas contra a corrupção no governo Dilma"?


EM TEMPO II - 11:30: Mudaram outra vez. Agora tiraram Dilma e colocaram o Aécio pra politizar o movimento.


A editoria do Palácio do Planalto está atenta!


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/03/1603885-maioria-foi-as-ruas-contra-corrupcao-diz-datafolha.shtml

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