segunda-feira, 6 de maio de 2013

Não se liberta o que não se prendeu

Segundo a escritora Sidonie Colette, "quando somos amados não duvidamos de nada; quando amamos, duvidamos de tudo". E basta duvidar para acreditar em mentiras que reforcem as nossas desconfianças, pois, o desejo de ter razão supera e ignora o desejo da própria felicidade, principalmente quando vivemos sob o domínio constante do medo. Medo de perder outras pessoas e o amor maior que tanto preza.

Uma vez escrevi aqui, em um dos meus posts, que a palavra amor é tão complexa que outras espécies de amores deveriam ter nomes diferentes desse que deveria ser único. Amor de mãe, amor de filhos, amor sexual são alguns exemplos. São paradoxos do amor porque exigem análise, reciprocidade específica e prazeres pontuais. Geram disputas e mentiras dos amados e dos desprezados.

Não... não falo do utópico amor incondicional, inalcançável nesta nossa condição de seres encarnados. Falo do amor com aquele algo mais que envolve sincronicidade, admiração, respeito, empatia, liberdade, desprendimento e algumas energias inexplicáveis.

Inexplicáveis como o próprio amor.

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