segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sonhos e ilusões

Quantas chances não perdemos na vida por desejarmos coisas que, no fundo, sabemos que não conseguiremos? Quantas chances não perdemos na vida por desistirmos de algumas coisas porque achávamos que não as conseguiríamos. Até onde deve ir a persistência antes de se tornar obstinação?

A verdade é que estamos sempre entre nossos sonhos e nossas reflexões; entre decisões e indecisões. Viver é sonhar; viver é tentar; viver é buscar; viver é alcançar; viver é desistir; viver é perder. Viver também é refletir, poetar, prosear e filosofar:

  • "Não abandones as tuas ilusões. Sem elas podes continuar a existir, mas deixas de viver." (Mark Twain)
  • "Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos." (Fernando Pessoa)
  • "Ser rico é saber contentar-se com o que se tem" (Lao-Tsé)

A diferença entre sonho e ilusão está na linha do tempo. O sonho - realizado ou não - nunca deixa de ser sonho e a ilusão só pode ser definida após a frustração desse sonho. Portanto, não é certo dizer "isso que você quer é pura ilusão" porque nossos limites são estabelecidos pela intensidade dos nossos próprios desejos. E essa intensidade, por sua vez, é definida pela nossa ordem de valores. Daí a dificuldade de empatia e, consequentemente, de tentarmos estabelecer limites para outras pessoas. Antes de aconselhar sobre os limites dos sonhos de alguém, lembre-se do que escreveu Fernando Pessoa:

"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."

Sonhe e acorde; abstraia-se e volte a sonhar.

Pois, "somos do mesmo tecido de que são feitos os sonhos" (Shakespeare)

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