terça-feira, 4 de setembro de 2012

Entre direita ou esquerda, siga reto.

Este é um tema delicado que deve ser lido integralmente, atitude difícil tanto para radicais de direita quanto de esquerda. Isto porque o radical não suporta a possibilidade de não ter razão para continuar agarrado em suas crenças. E quanto mais corpo ganham as razões do contraditório, mais cego e possesso ele fica. Parafraseando o escritor Oliver Holmes, "A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais ela irá se contrair". Portanto, se você é fanático, melhor parar de ler e continuar decorando suas escrituras ideológicas. Estou cansado de direitas, centros e esquerdas.

Não gosto e jamais gostei da palavra patriota. Muita injustiça no mundo foi feita em nome do patriotismo, "qualidade" esta exaltada por ditadores para criar o ufanismo popular, ambiente conveniente para desviar a atenção das massas diante da necessidade estratégica dos governos opressivos de justificar ações que contrariam alguns dos mais importantes e elementares direitos do ser humano. Direitos estes que, principalmente, envolvem a liberdade e o direito de defesa dos contrários ao regime implantado. Albert Einstein dizia, com razão, que "o nacionalismo é uma doença infantil; o sarampo da humanidade."

E quando falamos sobre opressores e oprimidos para brasileiros, a primeira ideia nos remete aos tempos da ditadura militar que, muito antes das razões, nos revelam um período de violência que nos causaram - e ainda causam - apreensão e espécie. Razões estas que, por mais fortes que sejam, tanto no Brasil militar quanto nos "paredons" de Cuba, da antiga União soviética ou de outros povos oprimidos, jamais conseguirão se sobrepor às dores das torturas e injustiças sofridas por seres humanos e suas famílias em nome do que quer que seja. Pior ainda foram violências cometidas contra pessoas que nem sequer sabiam o que elas mesmas haviam feito, vítimas de denúncias vazias como nos tempos da terrível santa inquisição.

E afinal, o que é direita e o que é esquerda?
História: O termo surgiu durante a Revolução Francesa (Monarquia Constitucional), em referência à disposição dos assentos no parlamento; o grupo que ocupava os assentos da esquerda apoiavam as mudanças radicais da Revolução, incluindo a criação de uma república ou o parlamentarismo da Inglaterra e a secularização do Estado. 
Esquerda: O termo esquerdista passou a definir vários movimentos revolucionários na Europa, especialmente socialistas, anarquistas e comunistas. O termo também é utilizado para descrever a social democracia e o liberalismo social (diferente do liberalismo econômico, considerado atualmente de direita). 
Direita: O termo refere-se geralmente ao conservadorismo e ao liberalismo econômico de livre mercado. Muitos libertários e liberais, porém, recusam esse tipo de enquadramento. A partir do século XX, o termo extrema-direita passou também a ser utilizado para o fascismo, bem como para grupos ultranacionalistas.
Rótulos... só rótulos! Já estou cansado também desses "esquerdistazinhos" de araque que repetem o tempo todo chavões e palavras de ordem da esquerda retrógrada, como se ainda estivéssemos ouvindo ecos de tempos remotos que ficaram ricocheteando no vale do tempo. Catequizadores fora de moda que decoraram bordões do empoeirado manual de práticas estalinistas e que até hoje vêem fantasmas aterrorizando seus castelos medievais ideológicos. Não percebem que já estamos mais politizados, cansados dessas idiotices ideológicas que tentam nos meter goela abaixo por imaginarem que estamos ainda trancados nas masmorras desses seus castelos, sem sinal de Internet e sem acesso à informação. É a pretensão de nos impor uma espécie de tutela inconscientemente consentida por meio de frases ultrapassadas, imaginando que essas besteiras se acomodarão silenciosamente em nossos subconscientes imaturos, transformando-nos em zumbis a serviço de uma esquerda retrógrada que já faz parte do mundo dos espíritos.

Estamos entrando na era do humanismo. Atrasados, mas estamos. O mundo está menor e os seres humanos encontram-se irreversivelmente mais próximos, além de cansados de tantas tentativas frustradas desses dominadores dissimulados que se escondem sob o pano vermelho-acinzentado de suas propostas pseudo-humanistas, prometendo-nos uma nação mais justa, igualitária e rica. Igualitária, mas só para os membros do politburo tupiniquim que desejam formar; justa, mas no sentido da estreiteza de suas ideias e pensamentos, e rica para que alguns privilegiados do regime possam roubar mais para seus partidos políticos e para si próprios.

Fanatismo e compulsão ao roubo são doenças, mas não virais. Podem ser facilmente prevenidas por meio da educação social e política. E para os portadores dessa patologia, a cura está no repouso absoluto até esvaziar suas mentes doentes para depois reeducá-las dentro de conceitos mais atuais e mais humanistas.

Se não conseguirem curar-se com esses remédios, tentem saltar no próprio abismo negro que criaram. Farão um grande bem para a humanidade.

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