domingo, 12 de outubro de 2014

Sou mais Brasil

Ser contra ou a favor de Dilma ou Aécio é coisa menor dentro desse mar de lama que inundou o país. Vejo tantas pessoas que considero inteligentes ainda presas nessa idiotice ideológica, cultuando ideologias mortas que não deram certo em NENHUM lugar do mundo e as colocando acima das injustiças cruéis promovidas pela realidade presente. Suas mágoas são maiores do que o raciocínio simples e direto. Alimentam o sentimento de vingança enquanto o país é saqueado e humilhado por uma quadrilha com a justificativa de que os ladrões de seus opositores são mais ladrões que os ladrões dela.

Vejo pessoas inteligentes gritando Aécio, Marina e Dilma; PSDB, PT e PSB, mas não vejo ninguém gritando Brasil. Todos que somos minimamente politizados sabemos que o presidente de um país não é tudo. O Brasil é governado pelo Congresso Nacional e ponto! Alguém duvida disso ou ainda tem aquela falsa ideia de que o povo, a Globo e o restante da imprensa que derrubaram Collor? Que PC Farias foi o responsáveis por sua queda? Pois ele foi tão responsável quanto o contador de Al Capone o foi por sua condenação. Quem derrubou Collor foi o Congresso, quem derrubou Al Capone foi Eliot Ness, a polícia e as leis americanas. O caixa dois de Collor e a sonegação de impostos de Capone foram apenas as provas legais.

Valem no presidente e em seu partido a capacidade de negociação e os limites de tolerância muito bem definidos.

Não sou um vira-casacas. Desde o início eu disse aqui mesmo que Aécio estava longe de ser o candidato dos meus sonhos e continuo achando a mesma coisa. No entanto, não posso fechar os olhos para o mensalão transitado em julgado e para esse escândalo da Petrobrás coroando esse governo corrupto que aparelhou as instituições brasileiras, únicos bens que poderiam nos garantir a justiça e a igualdade verdadeiras. Como confiar tanto em um partido a ponto de delegar indiretamente a ele - por meio da aceitação passiva - a decisão do que é justo ou não para um país inteiro?

Sou Aécio porque sou contra a permanência do PT e PMDB no poder. Sou Aécio porque votar em branco ou anular meu voto, além de estar abrindo mão de um direito meu, estarei ajudando a manter no poder isso que está aí. Meu voto é para o não.

Eleições não resolvem. Elas são apenas depurativas. Nossa democracia ainda é criança. Três décadas não são nada. O melhor só acontecerá com o tempo, na medida em que o humanismo e a consciência política estiverem mais presentes no inconsciente coletivo.

Hoje sou Aécio, mas sempre serei Brasil.

(JCG)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Por que Dilma ganhou em Minas?

A diferença em Minas entre Dilma e Aécio foi de 415 mil votos. Aí estão as razões mais fortes para que isto tenha acontecido:

  • Em primeiro lugar não podemos nos esquecer de que Dilma veio da Bulgária para Belo Horizonte, muito embora ninguém nunca tenha visto seus documentos de naturalização.
  • Minas Gerais é um dos cinco estados brasileiros que mais recebe Bolsa Família e o primeiro do sudeste. Os R$ 2 bilhões que Minas recebe, se comparados com São Paulo - que recebe o mesmo valor - representam duas vezes mais, pois, o estado de São Paulo tem o dobro de habitantes (40 milhões x 20 milhões de Minas). Em termos de Brasil a Bahia - estado onde Dilma teve 62% de votos - recebe R$ 3,2 bilhões (uma vez e meia o que Minas e São Paulo recebem), mas tem 6 milhões de habitantes a menos que Minas e 26 milhões a menos que São Paulo. O Bolsa Família ainda é o carro-chefe dos votos de Dilma.
  • Outro fator que ajudou a presidente em Minas Gerais foi o aparelhamento dos Correios que entregaram mais de 4,5 milhões de folhetos de Dilma sem a devida chancela (carimbo) exigido pelas normas da empresa. Não foi uma entrega formal como fazem os Correios, mas sim, pura panfletagem de rua segundo os inúmeros vídeos que circulam na internet. Ainda por cima os folhetos do PSDB não foram todos entregues, mesmo com chancela e envelopados, segundo a direção do partido tucano.

Dá pra concorrer com o Bolsa Família e com o aparelhamento nas estatais?


POPULAÇÃO BRASIL - CENSO 2010:
http://noticias.uol.com.br/censo-2010/populacao/

BOLSA FAMÍLIA POR ESTADO:
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/bahia-lidera-numero-de-beneficiarios-do-bolsa-familia-no-pais/?cHash=008b024356296eb58cb0373d6ceafa12

VOTOS POR ESTADO:
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/post/veja-votos-validos-de-dilma-e-aecio-nos-26-estados-e-no-df.html

Para quem acha que o Brasil foi descoberto em 2002


Fonte:  Lucas Schmidt‎ | UFSC

Para quem acha que o Brasil foi descoberto em 2002. Bem-vindos a propaganda massificada de mentiras e desconstrução dos adversários. Bem-vindos ao modo petista de tentar destruir a oposição para se enraizar no poder por mais 500 anos, se puderem.


ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

  • De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 0,056 (0,0112 ao ano), em uma variação percentual de 7,62% (1,48% ao ano)
  • De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 0,023 (0,0033 ao ano), em uma variação percentual de 2,91% (0,41% ao ano)


ACESSO À REDE DE ÁGUA

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,9% (0,77% ao ano), em uma variação percentual de 9,2% (0,98% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 3,4% (0,49% ao ano), em uma variação percentual de 4,15% (0,58% ao ano)


ACESSO À REDE DE ESGOTO

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 7,4% (0,82% ao ano), em uma variação percentual de 18,97% (1,95% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,9% (0,99% ao ano), em uma variação percentual de 14,87% (2,00% ao ano)


ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,6% (0,73% ao ano), em uma variação percentual de 7,33% (0,79% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,5% (0,36% ao ano), em uma variação percentual de 2,59% (0,37% ao ano)


PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM GELADEIRA

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,8% (1,64% ao ano), em uma variação percentual de 20,61% (2,10% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 7,3% (1,04% ao ano), em uma variação percentual de 8,43% (1,16% ao ano)


PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM TELEVISÃO

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,1% (1,57% ao ano), em uma variação percentual de 18,60% (1,91% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,1% (0,87% ao ano), em uma variação percentual de 6,79% (0,94% ao ano)


PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM TELEFONE

  • De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 41,8% (4,64% ao ano), em uma variação percentual de 211,11% (13,44% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 23,3% (3,33% ao ano), em uma variação percentual de 37,82% (4,69% ao ano)


MORTALIDADE INFANTIL

  • De 1997 a 2002 (FHC) caiu 7 pontos (1,4 ponto ao ano), em uma variação percentual de -21,94% (-4,83% ao ano)
  • De 2002 a 2006 (Lula) caiu 4,2 pontos (1,05 ponto ao ano), em uma variação percentual de -16,87% (-4,51% ao ano)


TAXA DE POBREZA

  • De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de extrema pobreza caiu 6,28% (0,70% ao ano), em uma variação percentual de -30,98% (-4,04% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de extrema pobreza caiu 6,71% (0,96% ao ano), em uma variação percentual de -47,96% (-8,91% ao ano)
  • De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de pobreza caiu 8,58% (0,95% ao ano), em uma variação percentual de -19,96% (-2,44% ao ano)
  • De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de pobreza caiu 12,98% (1,85% ao ano), em uma variação percentual de -37,73% (-6,54% ao ano)




EVASÃO ESCOLAR

  • De 1993 a 2002 (FHC) caiu 19,6% (2,18% ao ano), em uma variação percentual de -51,44% (-7,71% ao ano)
  • De 2002 a 2007 (Lula) caiu 0,80% (0,16% ao ano), em uma variação percentual de -4,32% (-0,88% ao ano)


ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

  • De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 147.224 (21.032 ao ano), em uma variação percentual de 41,68% (5,10% ao ano)
  • De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 100.313 (16.719 ao ano), em uma variação percentual de 20,044% (3,09% ao ano)
  • De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades aumentou em 1.022.727 (146.104 ao ano), em uma variação percentual de 90,67% (9,66% ao ano)
  • De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades aumentou em 534.969 (89.162 ao ano), em uma variação percentual de 24,87% (3,77% ao ano)
  • De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 164.103 (23.443 ao ano), em uma variação percentual de 44,65% (5,42% ao ano)
  • De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 111.467 (18.578 ao ano), em uma variação percentual de 20,97% (3,22% ao ano)
  • De 1995 a 2002 (FHC) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.720.210 (245.744 ao ano), em uma variação percentual de 97,76% (10,23% ao ano)
  • De 2002 a 2008 (Lula) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.600.143 (266.691 ao ano), em uma variação percentual de 45,98% (6,50% ao ano)


ÍNDICE DE ANALFABETISMO

  • De 1993 a 2002 (FHC) caiu 4,56% (0,51% ao ano), em uma variação percentual de -27,77% (-3,55% ao ano)
  • De 2002 a 2007 (Lula) caiu 1,85% (0,37% ao ano), em uma variação percentual de -15,60% (-3,33% ao ano)


TAXA DE CRESCIMENTO ECONÔMICO

  • Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano
  • Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano
  • Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial
  • Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial
  • Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo
  • Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo
  • Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano
  • Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%
  • Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%
  • Mesmo havendo maior crescimento absoluto no governo Lula, a TAXA anual média de crescimento da economia CRESCEU muito mais no governo FHC que no governo Lula


INFLAÇÃO AO CONSUMIDOR

  • Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%
  • Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.
  • Inflação acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.


DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL

  • Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00
  • Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00


Fonte: Lucas Schmidt‎ | UFSC

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OS PARADIGMAS DA VELHA POLÍTICA

Esse primeiro turno das eleições deste ano quebrou alguns paradigmas da velha política e é prudente que os políticos - principalmente do executivo - corrijam e atualizem seus velhos e orelhudos caderninhos:

PESQUISAS: Monitorar a (in)satisfação popular dos governos continua sendo importante, mas os índices não são mais estáticos como antes e as inversões podem acontecer do dia para a noite. Se as pesquisas hoje tivessem tanto poder de persuasão quanto tinham no passado recente, essa discrepância com as urnas não teria sido tão significativa quanto foi.

REDES SOCIAIS: O efeito das redes sociais - reconhecido pelo próprio PT - foi decisivo para a virada de Aécio. A contra-propaganda partidária, seja por meio de seus militantes ou de milícias contratadas não têm força para transformar mentiras em verdades ou verdades em mentiras. A realidade com a chancela da imprensa mostrada GRATUITAMENTE em vídeos, áudios e textos é rapidamente multiplicada, sendo praticamente impossível escondê-la e muito menos ignorá-la.

FORMADORES DE OPINIÃO: Enquanto alguns adeptos do desgastado populismo teimam em desprezar os formadores de opinião, a influência deles nas periferias cresce, principalmente nas regiões sul e sudeste onde os eleitores são mais politizados e o acesso à informação de qualidade, mais democratizado. Na verdade estão nascendo formadores de opinião mais bem informados junto às comunidades das periferias.

O PESO DO DINHEIRO: Vimos algumas declarações ingênuas de algumas pessoas que trabalharam nas campanhas para determinado candidato e votaram em outro. Por que os partidos mais poderosos financeiramente, PT e PMDB, perderam juntos 31 deputados (18 e 13 respectivamente) e 4 senadores (dois cada um)? Para a presidência, o mapa mostra claramente as diferenças entre Dilma e Aécio nas regiões centro-oeste, sudeste e sul.

Portanto, se os políticos dessas regiões continuarem teimando em utilizar suas velhas cartilhas, certamente terão vida curta.

Graças a Deus!

(JCG)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O muro de pau-a-pique bolivarianista brasileiro

O jornal O Globo de hoje traz em sua primeira página a revolta na China. Não era preciso ser profeta ou contra o falido comunismo e suas nuances travestidas de socialismo para prever a queda de seus últimos redutos contraditórios. Há décadas o governo chinês vem evitando uma revolta popular, tentando equilibrar-se nesse paradoxal sistema comuno-capitalista que criou, último recurso possível para uma ideologia morta num mundo cada vez mais globalizado, entregue à sedução capitalista do consumo, do acesso à informação e das liberdades democráticas.

Essa libertação da China de suas amarras ditatoriais certamente trará problemas enormes para o Brasil, e não me refiro aos ideológicos, café pequeno para um país que ainda mantém - mesmo às duras penas - suas liberdades democráticas fundamentais. A China representa 13% do comércio exterior brasileiro e em 2013 a corrente comercial entre os dois países significou cerca de 3,5% do nosso PIB (U$ 80 bilhões). Isso não é pouco!

Privilegiar a ideologia nas relações comerciais - principalmente com países comunistas - é um risco enorme pra não chamar de irresponsabilidade. A liberdade é o caminho natural do ser humano e imaginar ser possível reverter esse processo de libertação é bem mais do que uma simples teimosia, mas de burrice pura. Isto era possível numa época em que muros altos podiam esconder a realidade dos países livres; que a imprensa oficial podia esconder os privilégios das elites do politburo e os ataques brutais contra os que se revoltavam com a servidão disfarçada de igualdade de direitos.

Escreveu Jean-Paul Sartre: "Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem." E imaginem isto acontecendo em 1 bilhão e 400 milhões de almas chinesas? É muita alma até pra Buda tentar segurar!

Estamos prestes a escolher um novo - ou nova - presidente. Lula e Dilma tentam há 12 anos implantar o bolivarianismo - ou comunismo tupiniquim - em nosso país, unidos à Cuba, Venezuela, Bolívia, Uruguai e Argentina. Com Marina não será diferente, aliás, talvez pior considerando que além do ranço bolivarianista há uma boa pitada de fundamentalismo religioso e teimosia política em sua forma de governar. É só rever o histórico de Marina para conhecer suas inconsistências Mesmo que o próximo presidente tente reverter esse processo e adotar métodos econômicos mais conservadores, levaremos no mínimo uma década para colocar o Brasil novamente nos trilhos do crescimento econômico.

Veio a Perestroika, caiu o Muro de Berlin e cairá a Muralha da China, mas Lula, Dilma e (certamente) Marina continuam tentando levantar esse Muro de Pau-a-Pique Bolivarianista, celeiro de barbeiros e mosquitos da dengue. Como disse Nelson Mandela, "Uma das lições dos nossos tempos é que a transferência do poder para uma organização democrática não significa que as pessoas tenham necessariamente oportunidade de exercer seus direitos democráticos."

A vida é feita de escolhas e a única parte ruim da democracia é a de termos de nos submeter a uma maioria inconsciente de eleitores e sejam dos que estão presos ao fisiologismo irracional, aos interesses pessoais ou ao saudosismo ideológico - e a essa minoria política privilegiada que lhes dá vinho, pão e circo.

É por isso que NÃO VOU de Dilma ou Marina. Quero um Brasil melhor, ao menos para meus tetranetos. Como sou contra voto em branco ou nulo, vou de Aécio.

Estou farto de ser rato de laboratório para ideologias mortas!

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Leia:"Manifestantes dão ultimato a líder de Hong Kong e ameaçam ocupar prédios públicos"

sábado, 30 de agosto de 2014

O discurso fala-mansa e a ingenuidade do eleitor

Cada vez que vejo Marina crescer nas pesquisas, mais fico assustado com a ingenuidade e falta de bom senso do brasileiro, mais uma vez caindo na tática do discurso fala-mansa. Não que os discursos dos concorrentes de Marina sejam diferentes, mas acreditar em político que fala o que a gente quer ouvir sem rever seu passado é um erro recorrente que não se admite mais em pleno século da comunicação, de acesso à informação, coisa possível para todos os brasileiros, da classe mais pobre à mais abastada.

Não que Aécio seja o candidato dos meus sonhos - e está longe disso -, mas se olharmos o passado de cada candidato, ele é o que promete errar menos considerando seu governo em Minas Gerais. Esqueçam essa história de aeroporto ou alguma fama que outros lhe imputam sem provas. Pensem que, dadas às circunstâncias em que o país se encontra não podemos errar mais, apostando numa candidata que já teve oportunidade de governar por quatro anos, deixou o país e a economia nesse estado caótico ou numa candidata como Marina Silva que não têm qualquer experiência administrativa e se mostra radical em acordos partidários, atributo este essencial para garantir a governabilidade dentro do nosso sistema político.

O ano de 2015 já será complicadíssimo, independentemente de quem ganhar. Se Marina assumir e -  o que é muito provável - mantiver sua tendência histórica radical de não compor e partir para o confronto ideológico inflexível  (lembrem-se de quando era ministra e abandonou o barco; lembrem-se dos desentendimentos com o PV que provocaram sua desistência; lembrem-se dos acordos que Eduardo Campos demorou anos para costurar e que ela rompeu quando assumiu a candidatura no lugar dele, provocando inclusive a demissão do braço direito de Campos), o Brasil ficará navegando à deriva até que ela aprenda que sem acordos não se governa um país democrático. Além do mais, não estamos em condições de ficar pagando o aprendizado de ninguém, principalmente de ególatras teimosos e sem nenhuma experiência no executivo.

Não precisamos de filósofos, mas sim de um presidente. Alguém que gerencie e administre a nação e não mais um paraquedista ideológico, distante da realidade brasileira. Precisamos de mais pragmatismo e menos filosofia.

Estou cansado de servir de rato de laboratório pra essas ideologias mortas, sistemas que não deram certo em nenhum lugar do mundo. Estou cansado de só depender do meu trabalho e da ajuda de Deus. Entre interceder a cada besteira que fazemos e optar pelo livre arbítrio e pela liberdade de escolha que nos concedeu, Deus certamente optará por deixar o destino correr solto e fortalecer - sem revisões - o projeto que concebeu.

Xô bolivarianismo! Xô corrupção!

Se querem saber mais sobre Marina Silva, leiam "Não confio em Marina Silva nem pra cuidar do meu jardim."

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Compre, revenda ou lucre apenas administrando sua rede de clientes e vendedores em casa. Diferente do que você já viu!


COMO COMPRAR

A loja virtual Imagem Folheados pertence à empresa Isis Indústria e Comércio de Bijouterias Ltda, especializada na fabricação de folheados dos mais diversos tipos e modelos. A empresa foi fundada em 1999 e desde então expandiu seu comércio para os principais centros comerciais do Brasil. Comercializa folheados com preços bastante competitivos, design moderno, modelagem exclusiva e procurando estar sempre atualizada com as tendências atuais.

Em 2002, a Imagem Folheados decidiu criar um novo, moderno e eficaz meio de distribuição para expor seus produtos produtos de forma organizada e ao mesmo tempo atender a pedidos quase que instantaneamente. Este novo meio de distribuição iria revolucionar tudo o que já havíamos construído, pois, os produtos seriam vistos em todos os cantos do nosso Brasil, inclusive no exterior. Os clientes não seriam mais apenas distribuidores e atacadistas. A Imagem Folheados passou a distribuir seus produtos diretamente para revendedores e lojistas, tornando-os mais acessíveis. Assim nasceu a loja virtual da IMAGEM FOLHEADOS, versátil e com uma variedade enorme de produtos de grande aceitação no mercado.

Na loja virtual da Imagem Folheados você encontrará:

  • Novidades
  • Ofertas
  • Brincos
  • Pingentes
  • Anéis
  • Gargantilhas
  • Pulseiras
  • Conjuntos
  • Tornozeleiras
  • Brincos de Argolas
  • Ear Cuff
  • Piercings
  • Zircônias
  • Saquinhos
  • Mostruários
  • Caixinhas
  • Broches
  • Etiquetas
  • Alianças
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

STF e PT: Tudo meticulosamente combinado e calculado

Quando o "arauto da moralidade", ministro Celso de Mello, fez aquele discurso no fim do julgamento do mensalão, muitos caíram nessa, menos eu. Pura hipocrisia e explico depois. Não, não sou um gênio da política, mas apenas tenho o péssimo costume de ler livros e jornais.

Foi uma estratégia descarada realizada pelos "não brasileiros" que foram ardilosamente colocados na Suprema Corte do nosso país como peças de xadrez depois do jogo começado. Assistam primeiro o discurso fantasioso e enganador do ministro Celso de Mello:






E daí? Ficaram sensibilizados com as palavras do "Arauto da Moralidade Constitucional? Agora assistam a esse outro quando ele votou a favor dos embargos infringentes:



Esse último voto do ministro Celso de Mello abriu a porteira da ABSOLVIÇÃO dos réus do mensalão pelo crime de quadrilha. Ele já sabia que a composição do STF seria favorável à absolvição e mesmo assim não seguiu o relator Joaquim Barbosa. Celso de Mello sabia o que aconteceria se os embargos fossem aceitos , pois, com a "oxigenação" (ou seria putrefação?) do STF com os novos ministros escolhidos a dedo pela presidente Dilma, esqueceriam o voto favorável aos embargos e teria como ficar bem na fita se votasse coerentemente com o seu primeiro discurso (outubro de 2012). E assim o fez hoje, dia em que a maioria dos ministros absolveu os réus do crime de formação de quadrilha.

Voltando então a falar sobre o currículo do ministro Celso de Mello no STF e sua mania de sempre querer ficar bem na fita, a resposta está no diálogo do livro do jurista Saulo Ramos (“Código da Vida” da editora Planeta, página 170) e que reproduzo aqui para que todos concluam por si:
Na Consultoria (Saulo foi Consultor Geral da República no governo Sarney) eu contava com a colaboração do secretário-geral, o jovem promotor público de São Paulo, José Celso de Mello Filho, requisitado para prestar serviços à Presidência. Talento inegável. Eis que surgiu mais uma vaga no STF.Sarney já havia nomeado Carlos Madeira, Sepúlveda Pertence e Paulo Brossard. Indiquei Celso de Mello, mas o ministro Oscar Correia queria Carlos Velloso. Eu venci. 
Mais adiante, na página 169/170, Saulo Ramos conta que tão logo Sarney saiu da presidência, decidiu mudar o domicílio eleitoral para o Amapá e o caso foi parar no STF. A Corte estava naquele momento em recesso. Leia o que conta o ex-chefe do ministro Celso de Mello e seu padrinho político na indicação para o Supremo: 
O ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou: 
- O processo do presidente será distribuído amanhã. Em Brasília só estamos eu e o marco Aurélio, primo de Collor. Não sei como ele votará. 
Celso de Mello concordou com a tese de que era indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei. Até porque não se pode confundir domicílio civil e domicílio eleitoral. 
 O caso foi distribuído para Marco Aurélio, que liminarmente beneficiou Sarney. No livro, o desfecho é contado deste modo: 
Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário, Sarney ganhou, mas o último a votar foi o ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.
De qualquer modo, Celso de Mello foi voto vencido, mas Saulo Ramos demonstrou perplexidade: 
Ele não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator. 
Apressou-se ele mesmo [o ministro Celso de Mello] a me telefonar, explicando: 
- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto. 
- Claro ! O que deu em você ? 
- É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou que o presidente tinha os votos dos ministros e enumerou vários nomes, inclusive o meu. Quando chegou a minha vez, notei que ele já tinha vencido e votei para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranquilo, poque se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente. 
- Espere um pouco,. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha noticiou que você votaria a favor ? 
- Sim. 
- E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou a sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele  
- Exatamente. O senhor entendeu ? 
- Entendi. Entendi que você é um juiz de merda ! 
Bati o telefone e nunca mais falei com ele. 
Tudo foi meticulosamente calculado para a absolvição dos réus. Rosa Weber e Cármen Lúcia, as ministras vaselinas, medrosas e que têm medo de bandidos, definiram a absolvição. Guardem os nomes desses ministros que fazem parte do SPTF que hoje envergonharam o brasil perante nós e o mundo:

  • Celso de Mello (embargos)
  • Teori Zavascki
  • Rosa Weber
  • Cármen Lúcia
  • Ricardo Lewandowski
  • Dias Toffoli
  • Roberto Barroso

Os senhores e as senhoras não honram a toga que ostentam! O ministro Joaquim Barbosa falou hoje em nome dos brasileiros honestos: "Este é apenas o primeiro passo".

O Brasil está por um fio para ser outra vergonhosa Venezuela.

Vamos às ruas!




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Black Blocs a serviço de Sua Majestade

Numa investigação criminal, não é necessário pegarmos o assassino com seu revólver ainda saindo fumaça e a vítima estendida no chão para dizermos que ele é culpado. Também não é preciso pegar um político transportando dinheiro na mala ou na cueca para acusá-lo de ladrão. Mesmo que ele tenha fugido da cena do crime, busca-se câmeras próximas, documentos comprometedores, interroga-se testemunhas e cruza-se informações. É assim que uma lógica dispensa o flagrante delito.

No caso dos Black Blocs, quando cruzamos informações vemos uma lógica incontestável que dispensa o flagrante fazendo a seguinte pergunta: a quem interessaria o resfriamento do movimento das ruas de junho?

O grupo Black Bloc é formado por elementos inteligentes que se reúnem em algum lugar, recebem treinamento e programam ações orquestradas. Tem um sistema de informações eficiente que acompanha notícias e sabe quando e aonde ocorrerão manifestações. Seus integrantes têm inteligência suficiente para construir bombas incendiárias e sabem quando lançá-las, muito embora não tenham a intenção de matar pessoas, mas de destruir bancos - que eles chamam de símbolos do capitalismo -, pontos de ônibus, lixeiras e outros bens públicos. Aliás, destruir bens públicos é uma grande incoerência ideológica já que eles são do Estado, pagos com o suor dos nossos impostos.

Perder o controle de seus elementos em meio à multidão é um risco perfeitamente previsível, principalmente se considerarmos a heterogeneidade do povo, mas quando acontecem tragédias e mesmo assim esses grupos radicais continuam insistindo na mesma estratégia, isto significa que o objetivo era bem diferente daquele que apregoavam. A história - tanto a antiga como a contemporânea - registra inúmeros exemplos dos malefícios de uma guerra civil. Os governos aproveitam-se da situação caótica para colocar seus exércitos nas ruas e suspender as garantias constitucionais. Após fazerem isto, duas situações podem ocorrer: 1) O governo se mantém no poder por mais tempo respaldado pelo estado de exceção, ou 2) Um novo governo se estabelece por meio da força e permanece, igualmente ao primeiro, num estado de exceção.

Os mais jovens não passaram por essas situações e não fazem a menor ideia do que isto significa. Por este motivo continuam irracionalmente nessa linha radical, fazendo coisas sem pensar nas consequências. A maioria não percebe que está sendo manipulada e a imprensa chama de movimento acéfalo porque não tem INTERESSE em virtude de outros INTERESSES que tem. Mas quando um de seus empregados é morto, preso ou agredido cobrindo o movimento das ruas, ela se manifesta colocando-se como vítima, mas esquecendo-se de que faz parte desse teatro governamental. Alguns veículos integram-se propositadamente a esse teatro por estarem interessados e comprometidos com as polpudas verbas governamentais e outros por falta de editores e jornalistas com boa qualificação profissional. (Leia neste blog: "O cinegrafista Santiago deve ser respeitado, e não usado.")

Voltando aos Black Blocs após analisados os fatos e a situação, é muito fácil chegar à conclusão de que eles foram e estão sendo manipulados por interesses políticos contrários às manifestações pacíficas que assumiam volume crescente de forma apartidária. Ao contrário do que está acontecendo na Venezuela, Ucrânia e Egito onde os cidadãos protestam de caras-limpas, o movimento Black Bloc brasileiro esconde-se atrás de máscaras e panos negros, diferenciando-se da multidão ordeira. Um movimento pacífico traria resultados REAIS, deixando políticos e o governo apavorados como aconteceu após as manifestações de junho, quando apressaram-se em votar e sancionar projetos de interesse dos cidadãos que se encontravam intencionalmente engavetados. Portanto, conclui-se que os Black Blocs, definitivamente não estão interessados em obter resultados positivos para o povo brasileiro.

As ações violentas dos Black Blocs, além de intimidar o povo apartidário e pacífico das ruas, municiou o governo e os políticos de argumentos que justificam o emprego da força e um eventual estado de exceção, criando leis repressivas e até possibilitando uma futura suspensão dos direitos constitucionais que hoje garantem a livre expressão e o direito de fazermos passeatas e greves. E tudo isso por uns míseros R$ 150,00. É quanto eles acham que vale uma dignidade de cidadão. É só ler a história de como surgiram os verdadeiros Black Blocs que vocês entenderão o quanto esse movimento tupiniquim brasileiro é falso (Black Blocs - Wikipedia)

Em resumo, os Black Blocs representam interesses dessa nojenta esquerda radical que esses criminosos estão tentando implantar no Brasil, acobertados pelo paradoxo da igualdade sugerido nessa proposta absurda e retrógrada do sistema bolivariano, sistema este inspirado num modelo morto e já enterrado que se chama comunismo.

Parabéns, Black Blocs! Vocês serão lembrados como o maior câncer, o maior engano da história do Brasil.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Os burros, os inteligentes e os otários úteis

É muito simplista o conceito de que o eleitor merece o governo que tem. Pobres desinformados são facilmente manipulados por promessas de um país melhor. É só notar que no mundo inteiro situações como a dos brasileiros se repetem. Venezuela, Bolívia, Cuba, Argentina, Egito, Ucrânia... enfim, exemplos não faltam.

É muito fácil para nós que temos uma condição razoável de vida chamarmos as pessoas que passam por necessidades de burros, mal informados e manipuláveis. É muito fácil culparmos o Bolsa Família e o populismo governamental pela situação descontrolada e caótica imposta por esses ditadores ou candidatos a ditadores que conquistaram o poder e pretendem se eternizar nele, aproveitando-se das brechas de uma constituição democrática.

O que não se admite é pessoas que têm condição de vida e inteligência suficientes para não serem manipuladas continuarem cegas na defesa de maus governantes e ideologias mortas com tantos exemplos semelhantes no mundo inteiro. São 50 milhões de brasileiros beneficiados pelo Bolsa Família, mas somos quase 170 milhões de eleitores no Brasil. Mesmo considerando os que se beneficiam direta ou indiretamente de um governo corrupto e os miseráveis que não recebem nada, chegaremos facilmente a 70 milhões de brasileiros bem informados.

Não se justifica dizer que não temos opções de candidatos e por isso escolhemos deixar o pior, pois, não fazemos o mesmo em nossas vidas pessoais. Quando enfrentamos problemas e temos poucas escolhas para o nosso bem e de nossa família, o que fazemos? Deixamos as coisas como estão e continuamos caminhando cegamente em direção ao abismo ou escolhemos algo menos pior?

Não... a culpa não é do Bolsa Família, do populismo e das benesses governamentais. A culpa é dos que se consideram bem informados! O pior burro é aquele que se imagina inteligente e não os pobres, os miseráveis ou os analfabetos funcionais. Não há diferença entre um idiota manipulado e um "inteligente" omisso. Existem otários úteis pra todos os gostos.

Você cidadão bem informado, seja de qualquer partido ou de nenhum, é responsável pelo destino de seu país. É você que está matando milhões de idosos e crianças nas filas e no chão dos hospitais todos os dias. Deixando milhões de brasileiros nas mãos de bandidos e assassinos todos os dias nas ruas. Deixando inescrupulosos comandando seu país. Como escreveu Dostoievski "Todos somos responsáveis de tudo, perante todos"

Já passamos da hora de nos envergonharmos!

"Deus não é culpado. A culpa é de quem escolhe." (Platão)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O cinegrafista Santiago deve ser respeitado, e não usado.

Há duas frases de Mahatma Gandhi que falam sobre a violência:
"Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente." 
"Quando não se possa escolher senão entre a covardia e a violência, aconselharei a violência."
As duas frases aparentemente antagônicas se completam e eu explico. A violência pode aparentemente resolver um problema imediato, mas quase sempre as sequelas não justificam a conquista. No entanto, caso todas as tentativas pacíficas tenham fracassado e a injustiça continue fazendo vítimas, ao invés de nos acovardarmos e nos submetermos ao jugo de carrascos, é preferível reagir.

No caso do Brasil estamos ainda muito longe de uma situação que justifique o emprego da violência. O movimento pacífico de junho mostrou que podemos dar nossos recados aos aproveitadores que normalmente se deliciam com a nossa aparente passividade. Ficaram assustados e correram pra todos os lados, votando projetos de lei parados e criando outros visando sossegar o gigante.

Acontece que o movimento foi reprimido e essa repressão não veio da polícia, mas sim dos manifestantes baderneiros, black blocs, traficantes e bandidos comuns infiltrados. Afirmar que as ações desses maus elementos foi orquestrada pelo governo ou partidos é inferir, mas nós, seres pensantes, podemos muito bem fazer uma pergunta para tentar descobrir: "A quem interessaria o fim desse movimento pacífico, transformando o justo em injusto?" Não que os interessados desejassem bancos e bens públicos quebrados ou mortes de inocentes, pois, diante da violência excessiva perdem até os que têm razão, ou: "O feitiço vira contra o feiticeiro."

O problema é que os violentos não têm limites e é impossível deter uma corrente raivosa. São pessoas - se é que as posso chamá-las assim - que esmagam seres humanos como nós esmagamos baratas. Uma vida a mais ou uma a menos não faz diferença e a causa pode ser qualquer uma ou a falta de uma. É como o bandido que mata sua vítima indefesa porque ela tem, não tem ou deveria ter mais dinheiro. Como aconteceu com meu amigo Flávio que ontem em São Paulo foi assaltado e o ladrão após levar seu relógio e dinheiro sem nenhuma reação, deu uma coronhada em seu rosto fazendo-o ajoelhar-se de dor no chão e em seguida disse: "Seu velho filho da puta, só não mato você porque não quero gastar bala."

Já na morte estúpida do cinegrafista Santiago, o Ministro da (in)Justiça disse que será criada lei para de proteção a jornalistas, além de que o Congresso vai votar a lei que trata de definições e punições para o terrorismo. Solidarizo-me com a família de Santiago, mas também com a da menina Ana Clara Santos Sousa de 6 anos que morreu queimada num ataque a um ônibus em São Luís, ou a outra de cinco anos que foi baleada e morta num ponto de ônibus em Mogi das Cruzes que ia com os pais entregar uma carta ao Papai Noel em uma agência dos Correios.

Não precisamos de leis específicas para proteger jornalistas ou nos protegerem dos terroristas. Precisamos de HOMENS E MULHERES de bem. "O Brasil das 181 mil leis: em um dos mais anacrônicos regimes legais do mundo, o País bate recorde de leis, muitas das quais obsoletas" (Rudolfo Lago - Revista Isto É).

O problema do Brasil é a IMPUNIDADE porque leis não faltam. Falta vergonha na cara dos nossos governantes, do Congresso e do judiciário. Se matarem um advogado, farão leis específicas para punir assassinos de advogados? De delegados? De juízes? De engenheiros? De executivos de multinacionais? De políticos? E as leis "NORMAIS" do Código Penal ficariam para os pobres ou para os que não têm formação? Para o povão? Para as crianças queimadas e baleadas? Para os que não podem pagar um bom advogado?

O recado também é para a imprensa que, embora vítima nesse caso do cinegrafista Santiago, tem lá suas culpas e também precisa refletir. A forma como alguns veículos se vendem para as polpudas verbas governamentais e se omitem de sua missão social, contribuiu muito para a situação em que chegamos neste país candidato ao nojento regime comuno-bolivariano. É visível a parcialidade de certos veículos de comunicação e omitir informação é também ser parcial. Como escreveu o Dr. Dráuzio Varella na folha de São Paulo há 5 anos:
"Na política, chegamos a níveis de imoralidade assumida incompatível com princípios éticos. NOS QUASE dez anos desta coluna, leitor, nunca escrevi sobre política. Adotei essa conduta por reconhecer que há profissionais mais preparados para fazê-lo e por considerar que médicos envolvidos em educação na área de saúde pública devem ficar distantes das paixões partidárias. No entanto, os últimos acontecimentos de Brasília foram tão desconcertantes e chocaram a nação de tal forma, que ignorá-los seria omissão. No trato da administração pública, chegamos a níveis de desfaçatez e de imoralidade assumida incompatíveis com os princípios éticos mais elementares."
Que a imprensa agora não se faça de vítima como realmente foi o cinegrafista Santiago. Como escreveu Dostoievski, "Todos somos responsáveis de tudo, perante todos."

Já estamos aprendendo a separar o joio do trigo!

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Copa de 2014 e a Republiqueta das Bananas

No total, segundo os dados oficiais do Ministério do Esporte, as obras para o Mundial custarão um total de R$ 25,57 bilhões (sendo R$ 21,8 bilhões vindos do governo federal e dos governos locais e R$ 3,7 bilhões da iniciativa privada), com o teto delas chegando a R$ 33 bilhões. Alguém tem dúvida de que o valor chegará a 33 ou mais bilhões?

Desde o início tentaram convencer o povo prasileiro de que a iniciativa privada bancaria boa parte dos investimentos, mas na realidade representará pouco mais 11% do total. BNDES, Bancos estatais e os estados brasileiros são os grandes financiadores desse projeto irresponsável, populista eleitoreiro e megalomaníaco que não se pagará nem em duas gerações. Ou seja, dinheiro dos nossos impostos.

A desculpa de que esse número estratosférico inclui investimentos em mobilidade urbana não justifica, pois, está concentrado em aeroportos e áreas de acesso aos estádios e a pergunta é: após 2014, quantos brasileiros serão beneficiados com essas melhorias, incluindo as dos estádios construídos e reformados, verdadeiros elefantes brancos com bilhões de reais enterrados em concreto?

Quantas escolas, hospitais e investimentos em segurança deixaram de ser feitos para este evento POPULISTA e fora de propósito como o da Copa de 2014? Isto sem contar os superfaturamentos nas contruções dos estádios e obras de infraestrutura, sempre nas mãos das já manjadas construtoras brasileiras que ganham licitações -- isto quando elas existem -- e depois as fatiam em pequenos projetos e subcontratam outras menores. Assim como em outras obras brasileiras e internacionais, essas construtoras não passam de agiotas da construção.

"Quase dois anos depois da Copa da África do Sul, cinco dos dez estádios construídos para a competição são hoje mantidos integralmente graças ao dinheiro público, não conseguem atrair eventos suficientes nem sequer para cobrir seus custos de manutenção e já se calcula que, em alguns casos, custaria menos demoli-los do que pagar por sua manutenção na próxima década." (fonte OESP)

Num cálculo rápido apenas para dar uma ideia de valores, com esses 33 bilhões que serão queimados num evento de 30 dias com retorno duvidoso seria possível construir:

  • 66 mil escolas com postos de saúde ou
  • 1100 hospitais com UTI ou
  • 1300 presídios ou
  • 1 milhão de casas populares

Tratam-se apenas de exemplos para que a gente tenha uma ideia de valores, pois, o que essa dinheirama representa é coisa que nem cabe em nossas cabeças.

Enfim, enquanto os brasileiros continuam alheios aos crimes que cometem com o suado dinheiro dos nossos impostos, políticos como Lula, Dilma e o PT, chancelados pelo partido meretriz PMDB, vão enterrando nosso país e tirando todas as chances de nos tornarmos uma nova potência mundial. Escolheram sermos uma Cuba, Venezuela ou Bolívia e dispensaram a chance de nos transformarmos numa Alemanha ou num EUA.

Mas eles, os membros do Politburo Bolivariano Brasileiro, a oligarquia política da República das Bananas, continuarão enchendo seus cofres e vivendo nas suas Alemanhas e EUAs particulares, com salários e benefícios de 150 milhões por mês e tratando-se no Sírio Libanês.

Pra eles, tudo e mais um pouco! Pra nós, impostos, SUS e mais nada.


ALGUNS DESVIOS  IRRESPONSABILIDADES DAS VERBAS DA COPA (UOL)
  • Em 2013, o Brasil viu os estádios ficarem mais caros e o gasto do poder público com as arenas ultrapassar o investimento em obras de mobilidade. Os escândalos que envolvem o dinheiro público na Copa passam por suspeita de ligação de obra com cartel, abandono de cronogramas, isenções fiscais bilionárias;
  • Às vésperas da Copa das Confederações, as arenas foram ficando mais caras. O Maracanã atingiu R$ 1,23 bilhão; o Mané Garrincha, R$ 1,56 bilhão. Em novembro, relatório mostrou que, ao todo, o custo dos estádios subiu R$ 1 bilhão e superou todo o investimentos em obras de mobilidade. Valor: R$ 8 bilhões é o gasto total com as novas arenas;
  • Sete meses após ser inaugurado, o Estádio Nacional Mané Garrincha apresentou goteiras em praticamente todo o anel inferior da arquibancada coberta no jogo entre Brasil e Chile pelo Torneio Internacional de Futebol Feminino. Reportagem do UOL Esporte mostrou, em dezembro, que funcionários usavam rodos e placas de piso molhado. Valor: O estádio custou R$ 1,5 bilhão - R$ 209 milhões só na cobertura;
  • Interceptações telefônicas reveladas pelo UOL Esporte em setembro apontam que o cartel de empresas que teria direcionado concorrências públicas e pago propinas para vencer licitações de trens e metrô em São Paulo agiu também para influir no resultado e no preço da licitação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá, concluída em maio do ano passado. Valor: R$ 1,47 bilhão é o preço do VLT de Cuiabá;
  • Em novembro, o governo federal revisou a Matriz de Responsabilidades, documento que estabelece os compromissos das três esferas do poder público com obras que devem ficar prontas até junho de 2014. Cerca de 20% dos compromissos já foram abandonados. Na última revisão, 14 obras saíram da lista, como o BRT de Porto Alegre. Valor: R$ 1,2 bilhão é o custo das obras que saíram da Matriz;
  • Após os protestos de junho, o uso de dinheiro público na organização da Copa ficou em evidência. Reportagem publicada em junho mostra que a União está investindo R$ 1,1 bilhão nas arenas, contrariando discurso da presidente Dilma Rousseff. Ela disse que não haveria dinheiro público nos estádios. Valor: R$ 1,1 bilhão é o investimento federal nos estádios;
  • Em janeiro, o UOL Esporte mostrou que quem for contratado para prestar serviço durante a Copa do Mundo terá que pagar parte do imposto que caberia à Fifa e suas parceiras. A Fifa foi liberada da cobrança dos tributos pela Lei Geral da Copa. Especialistas calculam que o governo vai perder R$ 1 bilhão com as isenções. Valor: o Brasil deixará de arrecadar R$ 1 bilhão;
  • À beira da falência e devendo R$ 543 milhões, a Santa Bárbara Engenharia abandonou o consórcio que está construindo a Arena Pantanal, em Cuiabá, em março. A saída da empresa gerou especulações sobre o futuro da obra, que foi assumida pela construtora Mendes Júnior. Valor: a Arena Pantanal custa R$ 525 milhões;
  • A instalação de cadeiras na Arena Pantanal ficou suspensa por quase três meses depois que reportagem do UOL Esporte mostrou que a empresa contratada para fazer a instalação cobrava um preço muito mais alto por cada assento do que a mesma companhia cobrou em outras arenas. Em setembro, o Ministério Público entrou com ação por suspeita de superfaturamento. Em outubro, o governo fez acordo para ter os assentos por um valor mais baixo. Valor: R$ 18,2 milhões é o valor do contrato para instalação das cadeiras;
  • O governo do Distrito Federal gastou R$ 2,8 milhões para distribuir mil ingressos para uma lista de VIPs para a partida entre Brasil e Japão na Copa das Confederações, em junho. A lista do governador Agnelo Queiroz incluía políticos, atletas e personalidades do Distrito Federal. Após reportagens do UOL Esporte, o Ministério Público abriu investigação. Valor: R$ 2,8 milhões foram gastos com a lista VIP;
  • A Secretaria da Copa do Distrito Federal criou um projeto social para fabricar uniformes escolares. Em fevereiro, o UOL Esporte mostrou que o trabalho não seria remunerado. No dia seguinte, o governo voltou atrás e explicou que pagaria R$ 2.000. Em dezembro, nova reportagem mostrou que o pagamento era de R$ 1.000. Por fim, o governo decidiu fazer uniformes com o desenho do Estádio Nacional Mané Garrincha Valor: O custo dos uniformes não foi revelado.