segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Black Blocs a serviço de Sua Majestade

Numa investigação criminal, não é necessário pegarmos o assassino com seu revólver ainda saindo fumaça e a vítima estendida no chão para dizermos que ele é culpado. Também não é preciso pegar um político transportando dinheiro na mala ou na cueca para acusá-lo de ladrão. Mesmo que ele tenha fugido da cena do crime, busca-se câmeras próximas, documentos comprometedores, interroga-se testemunhas e cruza-se informações. É assim que uma lógica dispensa o flagrante delito.

No caso dos Black Blocs, quando cruzamos informações vemos uma lógica incontestável que dispensa o flagrante fazendo a seguinte pergunta: a quem interessaria o resfriamento do movimento das ruas de junho?

O grupo Black Bloc é formado por elementos inteligentes que se reúnem em algum lugar, recebem treinamento e programam ações orquestradas. Tem um sistema de informações eficiente que acompanha notícias e sabe quando e aonde ocorrerão manifestações. Seus integrantes têm inteligência suficiente para construir bombas incendiárias e sabem quando lançá-las, muito embora não tenham a intenção de matar pessoas, mas de destruir bancos - que eles chamam de símbolos do capitalismo -, pontos de ônibus, lixeiras e outros bens públicos. Aliás, destruir bens públicos é uma grande incoerência ideológica já que eles são do Estado, pagos com o suor dos nossos impostos.

Perder o controle de seus elementos em meio à multidão é um risco perfeitamente previsível, principalmente se considerarmos a heterogeneidade do povo, mas quando acontecem tragédias e mesmo assim esses grupos radicais continuam insistindo na mesma estratégia, isto significa que o objetivo era bem diferente daquele que apregoavam. A história - tanto a antiga como a contemporânea - registra inúmeros exemplos dos malefícios de uma guerra civil. Os governos aproveitam-se da situação caótica para colocar seus exércitos nas ruas e suspender as garantias constitucionais. Após fazerem isto, duas situações podem ocorrer: 1) O governo se mantém no poder por mais tempo respaldado pelo estado de exceção, ou 2) Um novo governo se estabelece por meio da força e permanece, igualmente ao primeiro, num estado de exceção.

Os mais jovens não passaram por essas situações e não fazem a menor ideia do que isto significa. Por este motivo continuam irracionalmente nessa linha radical, fazendo coisas sem pensar nas consequências. A maioria não percebe que está sendo manipulada e a imprensa chama de movimento acéfalo porque não tem INTERESSE em virtude de outros INTERESSES que tem. Mas quando um de seus empregados é morto, preso ou agredido cobrindo o movimento das ruas, ela se manifesta colocando-se como vítima, mas esquecendo-se de que faz parte desse teatro governamental. Alguns veículos integram-se propositadamente a esse teatro por estarem interessados e comprometidos com as polpudas verbas governamentais e outros por falta de editores e jornalistas com boa qualificação profissional. (Leia neste blog: "O cinegrafista Santiago deve ser respeitado, e não usado.")

Voltando aos Black Blocs após analisados os fatos e a situação, é muito fácil chegar à conclusão de que eles foram e estão sendo manipulados por interesses políticos contrários às manifestações pacíficas que assumiam volume crescente de forma apartidária. Ao contrário do que está acontecendo na Venezuela, Ucrânia e Egito onde os cidadãos protestam de caras-limpas, o movimento Black Bloc brasileiro esconde-se atrás de máscaras e panos negros, diferenciando-se da multidão ordeira. Um movimento pacífico traria resultados REAIS, deixando políticos e o governo apavorados como aconteceu após as manifestações de junho, quando apressaram-se em votar e sancionar projetos de interesse dos cidadãos que se encontravam intencionalmente engavetados. Portanto, conclui-se que os Black Blocs, definitivamente não estão interessados em obter resultados positivos para o povo brasileiro.

As ações violentas dos Black Blocs, além de intimidar o povo apartidário e pacífico das ruas, municiou o governo e os políticos de argumentos que justificam o emprego da força e um eventual estado de exceção, criando leis repressivas e até possibilitando uma futura suspensão dos direitos constitucionais que hoje garantem a livre expressão e o direito de fazermos passeatas e greves. E tudo isso por uns míseros R$ 150,00. É quanto eles acham que vale uma dignidade de cidadão. É só ler a história de como surgiram os verdadeiros Black Blocs que vocês entenderão o quanto esse movimento tupiniquim brasileiro é falso (Black Blocs - Wikipedia)

Em resumo, os Black Blocs representam interesses dessa nojenta esquerda radical que esses criminosos estão tentando implantar no Brasil, acobertados pelo paradoxo da igualdade sugerido nessa proposta absurda e retrógrada do sistema bolivariano, sistema este inspirado num modelo morto e já enterrado que se chama comunismo.

Parabéns, Black Blocs! Vocês serão lembrados como o maior câncer, o maior engano da história do Brasil.


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