sexta-feira, 21 de junho de 2013

O movimento é de direita ou de esquerda?

É impressionante a gente ver que existem pessoas achando que a lição das ruas está servindo só para seus inimigos ou para apoiar suas razões. Quando cairá a ficha? A lição está sendo dada para todos nós, direita, esquerda, centro, apartidários e, principalmente, para os que sempre foram alienados. A esquerda não quer que a direita capitalize as manifestações; a direita não quer que a esquerda capitalize e os de centro, nenhuma das duas. Será que não deu pra perceber que as pessoas que estão nas ruas, exceto os baderneiros e infiltrados, são os que entenderam que o Brasil é mais importante que essas porcarias de ideologias e bandeiras partidárias? Que todas as que o mundo já experimentou no poder resultaram em grandes decepções ou, na melhor das hipóteses, em apenas alguns momentos menos ruins para todos?

Precisamos desejar o melhor e não o menos ruim. Colocar o país à frente desses rótulos idiotas que foram criados apenas para convencer pessoas e conquistar maiorias úteis para atingir seus objetivos, todos eles velados e distantes de suas reais intenções.

Precisamos desejar o melhor e não o menos ruim, mas o que é "o melhor" e o que é "o pior"? Não há como definir o melhor porque ele é criado conforme as expectativas e sonhos de cada um, mas não sonhos impostos pela sociedade de consumo, pela imprensa ou por nossos amigos. Todos pedem paz, mas não a paz verdadeira. Querem paz para poderem consumir, continuar com seus sonhos vazios e poderem olhar mais tempo para seus próprios umbigos.

É bem mais fácil conseguirmos um consenso sobre o que é pior. O pior em consenso é não podermos sair às ruas apavorados ou preocupados com nossos filhos, temerosos de que não voltaremos em segurança pra casa. O pior é não termos boas escolas para os nossos filhos, não termos bons hospitais e uma saúde pública decente. O pior é ver políticos (sejam ou não os nossos "queridinhos" de voto) ganhando 170 mil por mês entre salários e benefícios e que moram num país diferente dos cidadãos comuns e dos miseráveis. E o pior de tudo mesmo é ver pessoas, irmãos da mesma nação, apoiando safados e bandidos ou ideologias pelo mais puro interesse em detrimento da justiça e da igualdade. O pior é voltarmos a ser tutelados por qualquer ideologia, por melhores que sejam as suas intenções.

O Movimento Passe Livre foi embora, mas ainda temos passe livre para continuarmos lutando por um país melhor e mais digno para todos... É, PARA TODOS SIM!!! E este passe nós não ganhamos de ninguém. Nasceu conosco e ninguém nunca o tirou de nós. Nós é que esquecemos que o tínhamos.

O nome dele é LIBERDADE!

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