sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Só faltava o palhaço de carteira assinada.

Agora não falta mais nada.

É triste constatar que verbas do orçamento solicitadas por deputados e senadores para suas regiões ou estados são utilizadas como instrumentos de pressão para que o governo aprove ou rejeite medidas provisórias, leis e emendas constitucionais, conforme seus interesses e conceitos de verdade e justiça... verdade e justiça de quem e para quem? Ao contrário do que os governos demonstram com suas argumentações furadas de preservar o orçamento em consideração à Lei de Responsabilidade Fiscal, as manobras são puramente interesseiras, birrentas e irresponsáveis em relação à verdadeira lógica da administração pública que deveria se preocupar em gerenciar recursos provenientes dos CIDADÃOS para os PRÓPRIOS CIDADÃOS.

Assistir essa representação patética dos senadores e deputados que apóiam o governo cantando vitória por estarem conquistando maioria nas votações polêmicas, nada mais é do que um reviver mais discreto, porém não menos debochado, da dança da deputada Ângela Guadagnin após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG) em março de 2006. E os gritos dos opositores do governo não me sensibilizam porque eles estão apenas fazendo o papel de oposição e só comprovaremos a sinceridade desses gritos no dia em que também forem governo.

Não se trata de desejar que políticos não sejam políticos, mas de que sejam HOMENS e MULHERES; SERES HUMANOS acima de tudo. No entanto isto é pedir demais, pois, ser político não é mais representar eleitores ou suas regiões, mas representar papéis no teatro da política. Os políticos viraram atores, da mais simples palhaçada dos circos à fina dramaturgia de Victor Hugo em "Os miseráveis".

Isso não vai durar muito tempo... daqui a pouco eles estarão representando só para eles mesmos e estaremos apenas esperando terminar o 26º ato dessa comédia que começou em 1985 para sair às ruas. Enganam-se os que pensam ser só a falta de liberdade a grande opressora das massas e que maiorias são eternas... são apenas temporárias e situacionais. Na história, as grandes mudanças originaram do seio das minorias.

Tudo só é eterno enquanto dura e 25 anos não são nada frente à eternidade, assim como os 20 dos anos de chumbo não o foram.


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2 comentários:

Nana Ervilha disse...

triste mesmo, amigo. o comentário dos corredores do senado é de que os assessores querem que o palhaço continue palhaço. aonde chegamos...

ZAMPIER disse...

E o que me deixa mais indignado é, sermos feitos de palhaços pelos próprios palhaços. A propósito, eu não esqueci em quem votei na eleição passada, tô de olho !!!

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