domingo, 29 de agosto de 2010

Beco sem saída - por Dráuzio Varella


Na política, chegamos a níveis de imoralidade assumida incompatível com princípios éticos. NOS QUASE dez anos desta coluna, leitor, nunca escrevi sobre política. Adotei essa conduta por reconhecer que há profissionais mais preparados para fazê-lo e por considerar que médicos envolvidos em educação na área de saúde pública devem ficar distantes das paixões partidárias.

No entanto, os últimos acontecimentos de Brasília foram tão desconcertantes e chocaram a nação de tal forma, que ignorá-los seria omissão. No trato da administração pública, chegamos a níveis de desfaçatez e de imoralidade assumida incompatíveis com os princípios éticos mais elementares.

Para os que ganham a vida com o suor do próprio rosto, é revoltante tomar consciência de que parte dos impostos recolhidos ao comprar um quilo de feijão é esbanjada, malversada ou simplesmente desapropriada pela corja de aproveitadores instalada há décadas na cúpula da hierarquia do poder.

Mais chocante, ainda, é a certeza de que os crimes cometidos por eles e seus asseclas ficarão impunes, por mais graves que sejam. Do brasileiro iletrado ao mais culto, todos nós temos consciência de que o rigor de nossas leis pune apenas os mais fracos. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico parar na cadeia, diz o povo, com toda razão.

Uma noite, na antiga Casa de Detenção de São Paulo, ao fazer a distribuição de um gibi educativo sobre Aids, perguntei, à porta de um xadrez trancado, quantos estavam ali. Um rapaz de gorrinho de lã, curvado junto à pequena abertura da porta, respondeu que eram 17. Diante de minha surpresa por caberem tantos em espaço tão exíguo, começou a reclamar das condições em que viviam. Às tantas, apontou para a TV casualmente ligada no horário político, no fundo da cela, no qual discursava um candidato:

-Olha aí, senhor, dizem que esse homem levou 450 milhões de dólares. Se somar o que todos nós roubamos a vida inteira, os 7.000 presos da cadeia, não chega a 10% disso.

Essa realidade, que privilegia a impostura e perdoa antecipadamente os deslizes cometidos pelos que deveriam dar exemplo de patriotismo e de respeito às instituições, serve de pretexto para comportamentos predatórios (se eles se locupletam, por que não eu?), gera descrédito na democracia e, muito mais grave, a impressão distorcida de que todo político é mentiroso e ladrão.

Considerar que a classe inteira é formada por pessoas desonestas tem duas consequências trágicas: votar nos que "roubam, mas fazem" e afastar da política cidadãos que poderiam contribuir para o bem-estar da sociedade.
De que adianta documentar os crimes se os criminosos ficarão impunes e retornarão nas próximas eleições ungidos pela soberania do voto popular?

Como renovar a classe política num país em que quase dois terços da população não têm acesso à informação escrita, em que empresários financiam campanhas de indivíduos inescrupulosos, comprometidos apenas com os interesses de quem lhes deu dinheiro, e no qual as mulheres e os homens de bem se negam a disputar cargos eletivos, porque não querem ser confundidos com gente que não presta?

É evidente que os políticos brasileiros não são os únicos responsáveis pelo estado a que as coisas chegaram. Antes de tudo, porque muitos são honestos e bem-intencionados; depois, porque o clientelismo que os cerca é uma praga que nos aflige desde os tempos coloniais. Os que se aproximam dos políticos para pedir empregos públicos, nomeações para cargos estratégicos, favores em negócios com o governo ou para oferecer-lhes suborno, por acaso são mais dignos?

Esse é o beco sem saída em que nos encontramos: os partidos aceitam a candidatura de indivíduos desclassificados, os empresários financiam-lhes a campanha (muitas vezes com os assim chamados recursos não declaráveis), o eleitor vota neles porque "não faz diferença, já que todos são ladrões" ou porque podem conceder-lhe alguma vantagem pessoal, a Justiça não consegue nem sequer afastar do serviço público os que são flagrados com as mãos no cofre e, para completar a equação, as pessoas de bem querem distância da política.

A esperança está na prática da democracia. Se a Justiça não pune os que se apropriam dos bens públicos, a liberdade de imprensa é a arma que nos resta, a única que ainda os assusta.

Folha de São Paulo, Ilustrada, sábado, 15 de agosto de 2009 

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dicas para ler e entender (Pólo Noel Atan - IM)


(...)

Têm que reaprender a LER, num segundo processo de alfabetização além daquele que aprenderam nos bancos escolares quando crianças.

- E como se consegue isso? perguntarão.

Cada um tem que se esforçar, ser um autodidata, mas há alguns conselhos úteis que podem ajudar. São eles:




  • 1o - Sempre faça uma leitura rápida e ininterrupta do texto, do começo ao fim, sem parar nos detalhes, de modo a ter uma idéia de conjunto do seu conteúdo. Aja como se fosse conhecer uma fazenda: primeiro faça um vôo panorâmico de avião, do alto, apreendendo em sua Mente uma imagem geral onde se destacam algumas características principais, como riachos, vales, matas, plantações e, principalmente, a delimitação do seu perímetro - seus limites.
  • 2.o - Antes mesmo do primeiro item acima, leia atentamente o TÍTULO que, geralmente já traz em si a proposta da Mensagem, observe quem é o AUTOR e a DATA que foi escrita, procurando saber se ela é uma Mensagem genérica e atemporal, ou se foi escrita em decorrência de algum fato ou circunstância especial.
  • 3.o - Recomece agora a leitura, lenta e pausadamente, parágrafo por parágrafo, palavra por palavra, prestando atenção especial nos VERBOS e nos TEMPOS VERBAIS utilizados. Detenha-se nos detalhes e pare para pensar um pouco sobre eles, mas sem perder a seqüência das idéias. Grife em baixo das palavras ou frases que considera chaves da Mensagem ou ainda não estão bem compreendidas, para em estudo mais minucioso.
  • 4o- Chegando ao final, volte aos pontos grifados como chaves ou para mais estudos; detenha-se sobre eles até entende-los por inteiro, não desprezando um bom dicionário para descobrir o significado de palavras que ainda não conhece. Esse procedimento, transposto para o reconhecimento da suposta fazenda citada no item 1." corresponde a caminharmos a pé, em cada metro quadrado da área que estamos querendo conhecer, de forma que, no final, teremos um reconhecimento completo e detalhado, permitindo-nos tirar conclusões acertadas.
  • 5o - Para encerrar, pergunte a si mesmo: Qual foi a intenção do autor ao redigir esta mensagem? E pense, se preciso releia quantas vezes precisar e só arquive a Mensagem quando tiver certeza absoluta de que captou o que a MENTE do autor quis transmitir. Isso também, em conceito , é um CONTATO MENTAL [com o autor}].
Pólo Noel Atan (IM)
Fundador da Ordem dos Filhos da Luz
www.contatosespaciais.com.br

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Religião é amor


"Temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros" Jonathan Swift

A sabedoria está em todas as religiões, filosofias e doutrinas. Esta é uma reflexão à intolerância.

Textos Bíblicos, Budistas, Cristãos, Hinduístas, Islâmicos, Judaicos, Taoístas, Xintoístas, Confuccionistas e Espíritas.



A intolerância ainda é o mal da humanidade. Cada profeta teve os seus momentos de luz, pois, toda sabedoria flui ao se aproximar do divino, seja ele uma energia amórfica ou uma entidade com formas definidas; sentado no trono dos céus ou guardado no "Eu" interior de cada um.

SomosTodosUM, conectados à Energia Maior. Esses "insights" ou intuições dos mestres, profetas e filósofos, são apenas frutos colhidos dos galhos que pendem da árvore divina, extensões dessa Energia Maior. Tudo está pronto... tudo já existe. E é por isso que o verdadeiro Mestre é humilde e se considera apenas um canal da Fonte Suprema. Orgulho e vaidade de que, para quem e para que?

Abaixo, alguns "insights dessa sabedoria ecumênica.


Textos Bíblicos

"A alegria do coração é a vida do homem, a alegria do homem aumenta os seus dias" (Eclesiástico)


"Não te felicites pelo dia de amanhã, pois não sabes o que o hoje vai gerar" (Provérbios 27,3)


"Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã preocupar-se-à consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal" (Mateus 6,34)


"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos" (João 15,13)


"A arrogância precede a ruína, e o espírito altivo, a queda" (Provérbios 16,18)


"A calma impede que se cometam graves erros" (Eclesiastes 10,4)
"Compreende o próximo a partir de ti" (Eclesiástico 31,15)

Textos Budistas 

"Dá alimento a um gato, e logo aparece um segundo" (Máximas dos Játacas, 137)


"Os puros ou impuros erguem-se e caem pelos seus próprios atos; ninguém se purifica através dos outros" (Dhammapada)


"Acossados pela cobiça, os homens correm como lebres perseguidas pelo caçador" (Dhammapada, 343)


"Mais glorioso não é quem vence em batalhas milhares de homens, mas sim quem a si mesmo vence" (Dhammapada, 103)


"É penoso conviver com desiguais" (Dhammapada, 302)


"A melhor oração é a paciência" (Buda)


"A tempestade arranca a árvore solitária" (Máximas dos Játacas, 74)

Textos Cristãos

"Lança-te corajosamente à ação e faz com que às palavras se sigam os atos" (Santo Agostinho)


"Onde não há caridade, não pode haver justiça" (Santo Agostinho)


"A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades" (Santo Tomás de Aquino)


"Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permitiu ir além das coisas corpóreas" (S. Tomás de Aquino)


"Os que, para agir, esperam sempre que tudo seja perfeito, jamais realizarão alguma coisa" (Monsenhor Ancel)


"Bom não é aquele que não cai nunca, mas que se levanta sempre" (D. Duarte Leopoldo)


"A desordem é sinal de ausência de autoridade" (S. Atanásio)

Textos Hindus 

"A ação segue o pensamento como a roda do carro segue o casco do boi" (Livro dos Vedas)


"A acção perfeita é o fruto da meditação perfeita" (Bhagavad-Gita)


"Que cada um desempenhe a sua parte em tudo que encontre para fazer, porém sem escravizar a alma" (Bhagavad-Gita)


"Os sábios não choram pelos vivos nem pelos mortos" (Bhagavad-Gita)


"Faz de tua conduta a tua religião" (Bhagavad-Gita)


"A semente do conselho guarda-se na casca do silêncio" (Hitopadexa)


"Só é sábio o homem que se mantém senhor de si mesmo" (Bhagavad-Gita)

Textos Islâmicos 

"O mais forte é aquele que sabe dominar-se na hora da cólera" (Maomé)


"É preferível andar sozinho do que na companhia dos maus" (Maomé, 170)


"Não vejas e não critiques os vícios humanos que em ti próprio se encontram" (Maomé)


"Não há médico igual à experiência" (Maomé, 190)


"O homem apega-se ao transitório e negligencia o eterno" (Corão 75,30)


"As ações devem ser julgadas de acordo com as intenções" (Maomé)


"Cada nação tem o seu profeta; cada nação tem a sua época" (Corão 10,48)

Textos Judaicos 

"Quem motiva uma boa ação é tão meritório como aquele que a praticou" (Talmude Babilónico)


"A ambição que mora em cada indivíduo é o elemento motor de toda a sua conduta" (Yonah Guerundi)


"É fácil adquirir um inimigo; difícil é conquistar um amigo" (Midrax, Pentat 845)


"Não faças a outro o que não queres que se faça a ti. Eis toda a Lei. O resto é comentário" (Hillel)


"Nem todos para os quais o cão late são ladrões" (Máxima hassídica)


"São as circunstâncias que determinam a causa" (Talmude babilónico)


"Em lugar de má companhia, prefira nenhuma companhia" (Máxima rabínica)

Textos Taoístas 

"Se não desejas estar na frente, comporta-te como se estivesses atrás" (Tau-te-King)


"Toda a dificuldade deve ser resolvida enquanto ainda é fácil" (Tau-te-King, 37)


"Os que sabem não falam; os que falam não sabem" (Tau-te-King, 56)


"Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar" (Tau-te-King, 65)


"Os nobres e os reis dependem do apoio dos humildes" (Tau-te-King, 3)


"Sê o comandante e nunca o senhor" (Tau-te-King, 10)


"O mundo está perdido para aqueles que o querem ganhar" (Tau-te-King, 48)

Textos Xintoístas 

"Todos os homens têm coração, e cada coração tem a sua própria inclinação" (Crônicas do Japão)


"O céu e o inferno provêm do mesmo coração" (Kurozoni Kyo e Kongo Kyo)


"Não é com prazer que vemos outros superarem-nos em inteligência" (Crônicas do Japão)


"Todos os homens são influenciados pelo preconceito de classe, e só uns poucos são inteligentes" (Crônicas do Japão)


"Neste mundo poucos são os que nascem com conhecimento: a sabedoria é produto de ardente meditação" (Crônicas do Japão)


"Decisões sobre assuntos importantes não devem ser tomadas por apenas uma pessoa" (Crônicas do Japão)


"Não te ressintas se alguém discorda de ti" (Crônicas do Japão)

Textos Confuccionistas 

"O homem superior agradará mesmo quando discorde; o homem inferior desagradará mesmo quando concorde" (Anacletos, XIII)


"Quem não cuida do amanhã, logo fará sua manhã" (Anacletos, XV)


"Ver o que está certo e não fazê-lo é covardia" (Anacletos II)


"Se um homem puder dominar o seu egoísmo durante um dia inteiro, todos o chamarão de bom" (Anacletos, XII)


"Não se retratar depois de haver cometido um erro, é em si outro erro" (Anacletos, XV)


"A caça constante aos lucros é rica de inimizades" (Anacletos, IV)


"As lamentações devem cessar, uma vez passado o desgosto" (Anacletos, IV)

Textos Espíritas

"A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros" (Allan Kardec)


"O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito." (Allan Kardec)


"O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem" (Allan Kardec)


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" (Chico Xavier)


"Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência" (Chico Xavier)



"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente" (Chico Xavier)


"Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja" (Chico Xavier)

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Humanismo, sem nomes e fatos


Este título nos remete à idéia de que nele haverá omissão de nomes ou fatos, mas omissão não seria uma palavra adequada. Comportamento, consciência e inconsciente coletivo não exigem pessoas e fatos para serem analisadas sem julgamento. Este é o papel da reflexão humana e da filosofia: analisar e refletir sobre o ser humano, suas compreensões e incompreensões em relação a si mesmo, ao seu meio e à vida. Ter um ideal não é o mesmo que buscar o ideal, mesmo porque, se fixar num ideal é puro egoísmo. Errarmos em nossas escolhas pessoais, quando muito, afeta a nós mesmos e os que estão próximos. No entanto, quando assumimos um ideal e o divulgamos com a intenção de agregar o maior número de simpatizantes e adeptos a esse ideal, nossa responsabilidade aumenta na proporção dessa abrangência. E o que eu chamaria de responsabilidade? É a velha máxima de Saint-Exupéry "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas". Pela lei do retorno - que difere da visão ocidental simplista e dogmática de Karma, mas sim à completa lei da ação e reação - estamos criando sonhos nas pessoas. E ao criarmos sonhos, estamos também criando expectativas, relacionadas a uma outra frase de Exupéry: "Se tu vens, por exemplo, às 4, desde as 3 eu começarei a ser feliz".

É por isto que, ao incentivarmos reflexões ao invés de receitas prontas, não corremos o risco de influenciar pessoas e de disparar reações contrárias. Na verdade, estamos inseminando uma idéia em sua mente, evitando plantar respostas e soluções. Isto não é uma transferência de culpa ou responsabilidade, mas um incentivo ao exercício do livre-arbítrio.

O ser humano tende à liberdade e à felicidade. Isto é óbvio, desde que não nos preocupemos em analisá-los dentro das peculiaridades e dos valores do indivíduo, a tão falada ordem de valores de cada um. Excluindo-se os masoquistas e os agentes do mal, considerados exceções, a unidade de objetivo se manifesta na paz, na harmonia e no amor, respeitada a senda de cada um. Dentro dessa diversidade de caminhos que compõe cada senda, todos eles se unem numa palavra inequivocamente unânime que é o HUMANISMO.

Humanismo não pode ser representado por grupos políticos rotulados por siglas partidárias. Seria o mesmo que tentar registrar direito de propriedade sobre sentimentos em cartório. O humanismo é muito mais do que um conjunto de regras de comportamento. Humanismo é sensibilidade suave e não uma paixão. Humanismo é fraternidade agregada à essência do ser, diferente de bondade e caridade. Humanismo é a consciência sentida e não uma obrigação assumida. Humanismo é SER e não TER ou ESTAR.

E aí viria a pergunta: "Posso dar ordens à minha essência?". É lógico que isto não é possível e eu não eliminei a importância das palavras conhecimento, compreensão e conscientização. Elas são os principais ingredientes que formarão o amálgama dessa essência (ou da alma). E por que não também as nossas ações? Porque se as ações não estiverem ligadas aos sentimentos da essência, não passarão de formas de conduta, impulsionadas por leis atribuídas a deidades, santos e seres iluminados, figuras normalmente utilizadas em religiões e crenças para criar figuras hierarquicamente superiores, tornando seus valores espirituais propositadamente inalcançáveis. Não estou negando a existência passada ou atual desses avatares iluminados, seja no plano físico ou no espiritual, mas apenas questionando a autenticidade de seus sucessores.

O humanismo não condiciona ninguém à uma idéia de punição baseada na aceitação incondicional ou resignação em relação às verdades impostas. O humanismo não imputa sentimento de culpa, mas de compreensão das nossas limitações sem, no entanto, desestimular a busca das nossas próprias verdades. Humanismo é sentimento interior do bem comum.

Aceitar algo incoerente com o sentimento de bem comum é tentar se convencer de que podemos ser felizes isolados da humanidade. Chegar na sua rua e cumprimentar seus vizinhos, entrar em casa e olhar para seus pais, mulher e filhos exige muito mais do que simplesmente deixar seus problemas lá fora. Sua paz interior não lhe espera no cabide ou na gaveta do seu guarda-roupas, junto com a sua roupa de dormir.

Desta forma, sem citar nomes e situações reais, quando não nos sentimos bem com determinadas pessoas e fatos, que procuremos ao menos dar a devida atenção que esse sentimento merece, sem buscar justificativas que nos tirem esse "incômodo" de ter que refletir. Que a gente possa discernir  instinto de sentimento e intuição. Enquanto os instintos privelegiam a SOBREvivência, o sentimento e a intuição privilegiam a vida.

É mais do que SER humano... é SER  humanizado.
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