sexta-feira, 22 de março de 2019

ROUBO DO ERÁRIO É CRIME CONTRA A HUMANIDADE

Os chamados "operadores do direito" não vão gostar muito do que vou escrever, mas há uma frase de Nietzsche que define muito bem essa atividade, seja de juízes, ministros, procuradores, advogados e os demais: "Os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores, uma retira o mel e a outra o veneno." Direito não é ciência exata. Se assim fosse todas as decisões nos tribunais seriam unânimes. Portanto, a decisão de um magistrado está ligada ao seu caráter. Consequentemente, quando um juiz tem na cabeça uma ideia fixa como Gilmar Mendes e outros já conhecidos, rebuscam, interpretam e sofismam em "juridiquês".

A decisão de Bretas poderá ser aceita ou contestada, mas no sentimento daqueles que desejam um país melhor, não só Temer como outros já deveriam estar presos e respondendo pelos seus crimes. O direito nasceu do sentimento de justiça do homem, portanto, veio depois dele numa tentativa de realizá-la por meio de leis. Quando esse sentimento humano está isento de ódio e vingança (justiçamento) ou de interesses (partidários, ideológicos ou pessoais), acredito muito mais nele, mesmo de um leigo em direito, do que em mil argumentos forjados a partir de convicções.

O que poucos entendem é que não estamos falando apenas de roubos e desvios como aqueles dos bancos que o seguro cobre, mas de assassinatos de idosos, crianças e inocentes nas filas do SUS, nos corredores dos hospitais e nas ruas por falta de investimentos em saúde e segurança. Como essas mortes são silenciosas e estão distantes da mídia cotidiana, são banalizadas e tidas como obras do destino. Para mim, quem rouba dinheiro público é o pior dos bandidos, autor e praticante de crimes contra a humanidade.

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