sábado, 19 de novembro de 2016

Caiado x Garotinho: Chefe de quadriha

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

NÃO HÁ ESCOLHA

Por mais que políticos e outras figuras do poder público (sim... isto inclui o STF) estejam desesperados com os rumos da Lava Jato, a brincadeira acabou. The game is over, como diz a turma. Não há manobra constitucional que possa anistiar os bandidos descobertos e os que ainda não o foram apenas por questões de cronograma do MP, da PF e da Justiça Federal.

Só há uma atitude a ser tomada para tentar salvar alguns e entenda por salvar, a redução de suas eventuais penas. A única solução sairá de uma reunião a portas fechadas dos três poderes da república. Esqueçam PECs, restrição financeira ou de poder para as instituições que integram a Operação Lava Jato. Isto só agravaria a crise e as penas dos que tentassem essas manobras. Na melhor das hipóteses, as instituições estão 80% podres e desses 20% restantes, 80% se salvariam com a justiça fazendo vistas grossas para determinados tipos de crime. 

O Congresso corre sério risco de ser invadido a qualquer momento e desta vez não seria aquela palhaçada promovida pela direita radical pedindo intervenção militar, mas sim por cidadãos que nem sabem o que significa esquerda ou direita. Cidadãos comuns, pagadores de impostos, desempregados, miseráveis, doentes do SUS, empresários, ricos e pobres.

Repito: não estamos muito longe disso.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

TEMER: GARANTINDO MAIORIA OU CULPA NO CARTÓRIO?

Quem assistiu ontem à entrevista de Temer no Roda Viva pode notar que ele tem a habilidade de um advogado para falar e ao mesmo tempo a insensatez desses que estão envolvidos na Lava Jato. Se não está envolvido, no mínimo deu fortes sinais de fraqueza, característica que o transforma em mais um político medíocre que se põe de joelhos perante a maioria corrupta do nosso falido Congresso Nacional.

Insensibilidade em relação aos acontecimentos que culminaram com a saída de sua antecessora? Impossível! Até uma criança que nunca ouviu falar em política sabe que o povo está deixando de ser idiota e não engole mais essas manobras ridículas daquele velho e desatualizado manualzinho que orienta a política sórdida.

Num determinado momento da entrevista, Temer diz que se a política econômica colocar o Brasil de volta nos trilhos sua popularidade vai crescer e o brasileiro esquecerá o resto.

Essa declaração demonstra sua completa alienação em relação ao que a Lava Jato hoje representa para a maioria absoluta dos brasileiros minimamente bem informados. Ela pode ser um problema para os políticos que rezam para que seja esquecida, mas para o povo que os elege é a solução definitiva para a moralização política do país. A Lava Jato não está no meio desse "resto" que será esquecido se a economia voltar aos trilhos. Aliás, ela JAMAIS será esquecida, mesmo que o Brasil se torne uma potência mundial.

Esse aviso serve para os três poderes da república que ocupam temporariamente suas funções, inclusive para o judiciário - principalmente o STF - que às vezes pensa estar acima das próprias leis que tem a missão constitucional de fazer com que sejam cumpridas. Numa democracia, mesmo que em tese, o povo põe, o povo tira. Se não for pelas leis, o será pelas ruas. A matemática garante: são 210 milhões contra alguns que se imaginam eternos no poder.

A única alternativa de uma transição menos traumática para o povo e menos desonrosa para os políticos - honrosa seria impossível -  sairá de uma reunião a portas fechadas entre os três poderes da república para que descubram juntos um método eficiente e rápido de dedetização e desratização dessa imundície toda.

Esquecer a Lava Jato?

Esqueçam!

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

FINADOS - O DIA DA MORTE FÍSICA

Um dos maiores argumentos dos que se posicionam contra a espiritualidade (não falo de religiões) é que a vida após a morte é uma forma de consolo para os que perderam seus entes queridos ou para os vivos que têm medo de morrer.

A rejeição de alguns em relação a tudo aquilo que a ciência não explica ou a relutância de outros em abandonar suas convicções religiosas e até o medo do ridículo, ainda são as maiores barreiras para que a própria ciência tente se aprofundar no tema com seriedade.

Quando alguém se projeta conscientemente fora do corpo ou quando uma pessoa é sensitiva e percebe energias mais sutis, por mais cultas e inteligentes que sejam, essas pessoas são jogadas num saco de loucos ignorantes e esses que as rotulam ganham status de seres inteligentes.

Lembrem-se: não foi só a igreja que contestou e perseguiu Copérnico, Galileu, Da Vinci e tantos outros gênios. Muitos "cientistas" da época também os contestaram e os chamaram de excêntricos e loucos. Na era contemporânea, o físico alemão Kaufmann contestou as teorias de Einstein. Enfim, a ciência também vive se contradizendo, mas muitas dessas contradições ganham termos mais bonitos como "erros de observação" ou "erros de cálculo".

No tocante ao ateísmo, para mim ele não passa de uma religião, pois, embora se posicione como um contraponto ao teísmo, paradoxalmente nega a inexistência de uma força maior (criadora ou não), mesmo que amorfa e sem as características da inteligência humana, sem também provar. O agnóstico pelo menos reconhece a sua pequenez diante do que ainda não pode ser provado. É menos pretensioso e mais modesto.

Enfim, em pleno século XXI, a frase "só sei que nada sei" atribuída a Sócrates ganha mais força do que nunca 2.500 anos depois e continuará ganhando, segundo seu próprio sentido, segundo a própria imensidão inexplorada e infinita do Universo.

Somos tudo e não somos nada.

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