quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Lewandowski tirou a toga e deixou a máscara

Não sou daqueles que deseja vitória completa e retumbante, massacrando e pulverizando o "inimigo". Minha preocupação está longe de se algum louco vai empregar Dilma em cargo público, pois, o país provou que tem um ministério público atuante e que está longe de parar com suas investigações. O país provou que tem pessoas de brio, como Hélio Bicudo, Janaína  Paschoal, Miguel Reale Júnior, além de movimentos sociais apartidários que podem se utilizar de mecanismos constitucionais para impedir os abusos de poder.

O que me preocupa mesmo é termos um STF decidindo pelo que ele chama de "bom senso" e fazendo acordos de bastidores, considerando-se capaz de decidir o que é melhor para o povo, ao arrepio da constituição que jurou defender. Não me preocupo com o Congresso porque ele é político e eleito pelo povo, um reflexo da consciência política do eleitor. Sua depuração acontecerá com o tempo e levará gerações. Mas o STF é o grande contrapeso dessa falta de consciência, exatamente para evitar que os canalhas consigam seus intentos pessoais, partidários e classistas.

Não foi o cidadão Lewandowski exercendo a presidência do processo de impeachment que se envolveu com a gentalha política em seu meio. Por mais que ele tenha se justificado, explicando que ali ele não era o presidente do STF, não adiantou. Foi o presidente do Supremo Tribunal Federal sim, órgão máximo do país que cedeu, unindo-se a um bando de políticos desclassificados para rasgar a constituição que jurou defender. Fez o mesmo que um médico que nega atendimento ao cidadão atropelado porque está fora do hospital e sem os seus paramentos, como se o conhecimento em medicina que adquiriu pudesse ser apagado quando bem entendesse, justificando não salvar o moribundo.

E os moribundos ontem eram o Brasil e sua Constituição Federal.

Morreram.

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