sábado, 16 de julho de 2016

Resenha Ler e Voar: Depois a Louca Sou Eu - Tati Bernardi

sexta-feira, 15 de julho de 2016

OLIMPÍADAS: TEIMOSIA E ESTUPIDEZ SÃO MARCA REGISTRADA





Este meu post é curto e grosso:

Ainda há tempo pra cancelar essas olimpíadas. O país já está desmoralizado moral, econômica e politicamente no mundo inteiro. Há sérios riscos de vexames nessa (des)organização. Assaltos, terrorismo, prejuízos... melhor o caos financeiro de vez para tentar renascer das cinzas, mas pelo menos com autocrítica e dignidade.

Escreve O Antagonista: "Após as declarações de Eduardo Paes sobre a "terrível situação" da segurança no Rio, 20 mil ingressos para as Olimpíadas foram devolvidos, informa a coluna Radar. Os americanos são maioria entre os que desistiram de vir ao Brasil. Vai ter Olimpíadas?"

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

POLÍTICA: ESCOLHER E SE NECESSÁRIO, MUDAR.

A cada dia que passa aumenta a sensação de que o problema brasileiro é muito grave e não será resolvido apenas com eleições em 2018. A política e as instituições estão deterioradas, podres e fétidas, quase que irreversivelmente. Os descontaminados não estão em número suficiente para reverter a situação caótica. Uso o termo "descontaminados" porque "contaminados" são aqueles que, mesmo não tendo roubado ou desviado dinheiro, apoiam os "ladrões de fato", seja por amizade, corporativismo ou ideologia.

Em termos ideológicos, quando uma ideologia e seus objetivos fanáticos tornam-se mais importantes que a lisura e respeito ao cidadão que paga impostos, às leis e à Constituição, o que acontecerá se essa facção (e teria outra qualificação?) assumir a administração do poder horizontal e verticalmente?

Eu simplesmente não entendo esses militantes ideológicos ou partidários que teimam em defender seus heróis, ignorando o fato de estarem sendo lesados, não importando se isso é por pura teimosia ou por acreditarem que esses ladrões são Robins Hoods que acumulam riquezas para distribuí-la no futuro em prol da igualdade social.

Só se admitiria isso se vivêssemos entre muros, isolados do mundo e atingidos apenas pela comunicação estatal dos tempos de Lenin, Hitler, Mao Tsé-Tung ou da Cuba e da Coréia do Norte de hoje.

Não se admite, nem por ingenuidade, que pessoas esclarecidas não entendam a gravidade da situação e permaneçam teimando simplesmente por sentirem vergonha de voltar atrás em seus pensamentos do passado. Não entendem que essa teimosia diante de tantas provas cabais os tornam ridículos e piora a situação não só deles como a de seus irmãos brasileiros.

Vamos lá... mão na consciência que lhes resta. Enquanto vocês os defendem, eles não só sobrevivem como também riem de vocês em seus gabinetes e bastidores do Congresso, palácios e tribunais.

Não é uma questão de patriotismo ou nacionalismo. É questão de humanismo. Humanismo que vocês usam como argumento para tentar justificar o injustificável, promessa de um futuro que nunca virá.

Sempre haverá tempo para mudar!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quando as teses ideológicas se perdem na razão

Vou começar este post resumindo alguns pensamentos sobre ideologia e política para poder chegar ao ponto que justifica seu título. São dois os pensamentos que escolhi para ilustrar minhas reflexões. Um é de José Adelino Maltez que é filosófico e sociológico, e o outro é de Rubem Alves, mais poético, vamos dizer assim.

No artigo "Homem, o animal político", Maltez inicia dizendo:
"Quando Aristóteles proclama que o homem é por natureza um animal político (anthropos physei politikon zoon), diz que a exigência da perfeição, a procura do bem melhor, a tendência para a realização daquilo que é o seu bem o impelem para a polis. Não diz que o homem se une na polis por um bem menor, como aquele que o leva à constituição da família, em nome da satisfação das necessidades vitais. Não diz apenas que o homem é um animal social, um animal que tende para a constituição de comunidades em geral, porque nem todas as comunidades são políticas. Diz que um determinado bem, o impele para uma certa espécie de comunidade, a polis. E que esse determinado bem é, precisamente, o bem melhor."
E Rubem Alves em sua crônica "Sobre Política e Jardinagem":
"De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer 'chamado'. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um 'fazer'. No lugar desse 'fazer' o vocacionado quer 'fazer amor' com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada. 'Política' vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade."
Podemos notar que tanto na definição clássica quanto na romântica, a finalidade de se constituir uma "polis" é a mesma: unir pessoas pensando na "felicidade" de seus integrantes ou moradores. Vejam que eles falam apenas de objetivos e intenções, não sobre os meios de se atingir esse tal de "bem melhor".

Por maiores que sejam as diferenças conceituais de bem e de mal entre os que trabalham (políticos) e os que se beneficiam (cidadãos), é certo que o desejo de se ter uma vida minimamente digna é comum aos dois. Independentemente de qual seja esse "mínimo", é possível se "ter" alguma coisa sem "conceder" outra de igual valia? Possível é! Impossível é manter o que se ganhou por muito tempo.

Há limites para os sonhos e para a esperança de quem produz riquezas, e um dos limites mais terríveis e avassaladores é o do escárnio. E quando descobrimos que estão zombando desses nossos sonhos e se aproveitando dessa nossa esperança, a civilidade perde para o atavismo. Despertam nossos instintos de sobrevivência e a vontade de se fazer justiça pelas próprias mãos. Assim começaram as grandes revoluções e guerras civis da história.

Ideologia é esperança até que os sonhos se corroam na acidez da realidade. A militância que permanece insistindo a despeito dessa realidade, perde-se em meio aos paradoxos do fanatismo e seus argumentos passam das tentativas de convencimento ao ridículo de suas incoerências gritantes. Em resumo, degenera a própria ideologia que defende. O fanatismo ideológico extrapola os limites do patriotismo inofensivo que tenta apenas proteger as raízes e conquistas de seu povo, enveredando-se no campo do nacionalismo inconsequente, chegando ao cúmulo de extrapolar fronteiras para dissolver outras individualidades. Como normalmente se faz muita confusão entre patriotismo e nacionalismo, cabe esclarecer a diferença:

NACIONALISMO E PATRIOTISMO
"Por 'nacionalismo' quero referir, em primeiro lugar, ao hábito de pressupor que os seres humanos podem ser classificados como insetos, e que porções inteiras de milhões ou dezenas de milhão de pessoas podem ser tabeladas de "boas" ou "más" com toda a convicção. Em segundo lugar - e isto é mais importante - refiro o hábito de alguém se auto-identificar com uma nação ou outra unidade singular, colocando-a para além do bem e do mal, e não reconhecendo outro dever senão a defesa dos seus interesses. O nacionalismo não deve ser confundido com o patriotismo. Ambas as palavras são usadas de uma forma tão vaga, que qualquer definição pode ser questionada; no entanto, devemos estabelecer as diferenças entre as duas palavras, uma vez que estamos perante duas ideias diversas e mesmo opostas. Por "patriotismo", entendo a devoção a um local e a um modo de vida particulares, que acreditamos ser o melhor do mundo, sem que isso nos leve a querer impô-lo a outros. O patriotismo é por natureza defensivo, tanto militar como culturalmente. O nacionalismo, pelo contrário, é inseparável do desejo pelo poder. O propósito regulador de cada nacionalista é conseguir mais poder e mais prestígio, não para si próprio, mas para a sua nação ou outra unidade na qual escolheu dissolver a sua individualidade." (Reflexões de Leonidas Donskis sobre George Orwell em "Notes on Nationalism")
Submeter um povo à uma ideologia (ou a partidos políticos) sem sequer questionar os meios que utiliza para implantá-la e o sofrimento que causará a esse povo nessa sua trajetória alucinada, é caminho certo para o fascismo ou nazismo. No caso do comunismo (hoje travestido de socialismo), a história mostra seus contínuos fracassos e as milhões de vidas que foram perdidas.

Esta é a grande incoerência desses militantes, falsos humanistas da esquerda impensante que insistem em defender seus espertos heróis em detrimento daquele "bem melhor" de José Adelino Maltez ou da felicidade de Rubem Alves. Oras... se a felicidade plena não existe e vivemos dos nossos momentos de felicidade, por quanto tempo poderíamos suportar essas injustiças do presente em nome de uma ideologia de teorias e promessas futuras comandadas por esses políticos profissionais? Políticos que não têm pressa nenhuma, pois, afinal, somos nós que sustentaremos a felicidade deles enquanto a nossa não acontecer.

Esses maus carácteres da política continuarão existindo enquanto esses militantes fanáticos de todos os partidos políticos não perceberem o quanto estão sendo ridículos teimando em defender o indefensável. Enquanto não se conscientizarem que não passam de comparsas desses criminosos que ajudam bandidos a matar pessoas inocentes nas ruas e doentes nas portas dos hospitais. Enquanto não pararem com essa história de que "o seu também rouba". Os ladrões são vários, mas o dinheiro dos impostos é um só. Meu, seu, dele, dela... nosso!
"Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto." (Winston Churchill)
"A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair." (Oliver Holmes)
"A loucura é um fenômeno raro em indivíduos - em grupos, partidos, povos e eras, é a regra." (Nietzsche)

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Carga horária de 80 horas semanais. Uma ideia brilhante da CNI!


Há quem diga que a corrupção é o maior problema do Brasil, mas quando a gente ouve ou lê coisas assim tão estúpidas como essa sugestão do presidente da Confederação Nacional da Indústria de ampliar a carga horária semanal do trabalhador para 80 horas, chega à conclusão de que o buraco do Brasil está literalmente mais embaixo. Se a corrupção é o maior problema do país, o segundo certamente é o espírito de corpo das classes, sejam das patronais ou das trabalhadoras, essas últimas, tanto as que envolvem o funcionalismo público quanto a iniciativa privada. É um festival de falta de bom senso das duas partes.

Tudo bem... a gente entende que deve haver um equilíbrio de forças entre empregadores e empregados, mas a corda da estabilidade dos ganhos e salários deve ficar esticada, sem no entanto se romper. Que considerem o risco do empresário investidor e a remuneração justa de seus colaboradores, mas sem inviabilizar nenhum dos dois e muito menos a tão sofrida economia do país. No Brasil essa corda já virou cabo de guerra e a intenção não é a de esticá-lo, mas de derrubar o adversário da outra ponta, sem perceberem que essa luta se desenvolve numa prancha de gangorra sobre o abismo. Mas aqui é assim... cada um por si e o resto que se lasque.

Voltando ao caso da CNI, a entidade sugere aumentar a carga horária semanal do trabalhador de 44 para 80 horas, alegando que a França o fez (engana-se porque lá é de 60h) e vamos supor que se admita fazer isso. Nada mais justo que a indústria faça também a sua parte desse sacrifício e aceite reduzir seu lucro líquido em 45%, repassando esse benefício para o consumidor final.

Que tal?

O STF E A OLIGARQUIA JURÍDICA OU "O GOVERNO DE POUCOS"

A decisão do presidente do Supremo de pedir para que a PF investigue e descubra quem confeccionou e pagou o boneco inflável Petralhowski, nada mais é do que uma confirmação daquilo que venho escrevendo há muito tempo neste blog: os ministros do STF confundem suas atribuições constitucionais de foro máximo com a pretensão inconstitucional de serem o poder máximo. Consideram-se acima das críticas e da liberdade de expressão. Oras... o Brasil então está nas mãos de uma oligarquia que interpreta a Constituição em benefício de sua própria classe, acreditando estar no topo da hierarquia constitucional dos três poderes?

Se o caso é esse, o problema passa a ser conceitual e não constitucional, pois, segundo Montesquieu, numa democracia os três poderes devem equilibrar-se entre a autonomia e a intervenção entre eles (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário) e, por analogia, todos devem representar as aspirações da maioria da população. Em relação à Constituição, muito embora seu "Preâmbulo" não tenha força de lei, junto aos "Princípios Fundamentais" ele representa o espírito ou a razão da existência da nossa Carta Magna, não admitindo interpretações antagônicas ou corporativistas.
Preâmbulo (destaques): 
"(...) Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL."
Princípios Fundamentais (destaques)
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
  • II - a cidadania
  • III - a dignidade da pessoa humana;
  • V - o pluralismo político.
  • Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
  • I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
  • II - garantir o desenvolvimento nacional;
  • IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Em resumo, os poderes legislativo, executivo e judiciário devem representar as aspirações do povo que (direta ou indiretamente) os elegeu e lhes concedeu poderes - a título precário - limitados às suas funções constitucionais, não lhes cabendo portanto, legislar, executar ou julgar com a finalidade de atender interesses próprios ou de suas classes. 

Num século em que a tecnologia nos dá amplas condições de acesso à informação e nos conscientiza do nosso direito de livre expressão, é pura perda de tempo dessas "otoridades" tentarem colocar-se acima de suas atribuições e da própria Constituição. É bom que se lembrem de que o direito do cidadão não se limita apenas ao de votar de 4 em 4 anos, mas o de também acompanhar seus representantes - diretos ou indiretos - e até de insurgir-se contra seus eventuais abusos de poder.

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada." (Ayn Rand)


Leia também:

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.

Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.


E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?


Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’.  A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.
Fonte: Estadão

Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

Estadão: Cresce o apoio nacional à Lava Jato.

Quando estimei no meu post anterior "ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL" que 80% da população desaprova aprova a Lava Jato, alguns leitores me escreveram dizendo que eu estava exagerando, mas a pesquisa que foi divulgada hoje mostra que na verdade eu subestimei. Acham que 5% é pouco? Representam mais de 10 milhões de cidadãos, ou 1/4 dos votos que elegeram a gerentona.


E daí, excelências do ACORDÃO? Vão encarar?


Leiam a matéria de Fausto Macedo na íntegra:
Cresce apoio da população à Lava Jato, indica pesquisa
O levantamento foi realizado entre 02 e 13 de junho com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades.
Levantamento da Ipsos revela que, de janeiro a junho aumentou o percentual de brasileiros que defende a continuidade da investigação mesmo que ela possa afetar a economia
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e também registra a queda no percentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários Estados, estaria piorando a situação econômica.
Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Houve crescimento também dos que afirmam conhecer a Lava Jato. De acordo com a pesquisa Ipsos, 69% dos entrevistados em junho afirmaram saber algo ou bastante a respeito das investigações, ante 58% registrados em janeiro. O nível dos que não sabem ou dos que ouviram falar das investigações, mas não sabem nada a respeito dela reduziu a 31% em junho contra 42% em janeiro.
‘Sem pizza’.  A percepção de que as investigações irão terminar sem punição aos envolvidos registrou nova queda em junho, quando apenas 35% dos entrevistados concordaram com a afirmativa de que a Lava Jato deva “acabar em pizza”. O resultado mostra leve redução ante o resultado de abril (38%) e forte retração ante o número de janeiro, quando 46% dos pesquisados acreditavam que a operação terminaria sem punição aos envolvidos.
Por outro lado, houve uma leve queda no percentual dos que acreditam que as investigações transformem o Brasil “num País sério”. Em junho, 72% dos pesquisados afirmavam que a Lava Jato teria tal efeito sobre o Brasil, ante 75% em abril. Apesar da variação para baixo, que está dentro da margem de erro, o resultado de junho continua elevado no comparado com o de janeiro, quando apenas 53% dos pesquisados acreditavam que a Lava Jato poderia transformar o Brasil em um “País sério”.
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa.
Fonte: Estadão


Leia também: ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ACORDÃO SERÁ ESTOPIM PARA UMA GUERRA CIVIL

O brasileiro é tranquilo e jamais se envolveria numa guerra civil. Isso é o que a maioria afirma baseada na história do nosso povo. Os corruptos estão apostando nessa tese histórica para tentar melar a Lava Jato. Só lhes resta a alternativa de apostar no provável esquecimento da população e esta é uma prova de que estão em completo desespero, seja pelo que já aconteceu até agora ou do que ainda está por vir.

Enganam-se.

Vamos voltar ao passado recente de 1964, mas sem entrar no mérito. Os militares encontravam-se mobilizados, esperando apenas um bom motivo para deflagar o processo de tomada do poder. Os historiadores são quase unânimes em afirmar que a famosa passeata "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi orquestrada e não representava numérica, proporcional e qualitativamente os desejos da população brasileira. Como não havia pesquisas de opinião naquela época, vamos supor que essa maioria de historiadores tenha razão.

Cinquenta e dois anos se passaram e o quadro é completamente diferente. Hoje a situação é muito mais grave em todos os aspectos, a começar pela enxurrada de provas, não só da tentativa de "bolivarianizar" o país como dos flagrantes de corrupção envolvendo os três poderes da república, as estatais mais importantes e as maiores empreiteiras do país. Em 64 não havia o acesso à informação que hoje existe, a desigualdade social era bem maior e a submissão ao poder também. Éramos 85 milhões e hoje somos 210 milhões de brasileiros menos desiguais e mais bem informados.

Os militares alegam estar quietos porque não querem atropelar o processo democrático, mas não é bem assim. O PT desmontou e desmobilizou as Forças Armadas, afastando os bons estrategistas do comando e premiando os que talvez jamais chegariam onde chegaram, despertando neles sentimentos de eterna gratidão e fidelidade. Sem contar os decretos que Dilma assinou - alguns revogados agora por Temer - dando poderes ao Ministério da Defesa para interferir diretamente em algumas decisões dos altos comandos, praticamente ignorando a hierarquia há muito estabelecida.

Sobre o STF, deixo para Adilson Dallari, um dos maiores especialistas em direito administrativo do país falar: "A verdade é que o nosso Poder Judiciário tem contribuído para essa desmoralização. Que coisa louca! Eu, sinceramente, nunca vi isso na minha vida. E tenho 50 anos de atividade. O Judiciário brasileiro não tem se dado ao respeito". E enfatizou: "repito: o Judiciário não tem se dado ao respeito, e uma hora é preciso começar a reverter isso. Não dá para aceitar tudo. Vamos ainda mais para o buraco? Passou completamente da conta." (O Antagonista)

Mais de 80% da população está muito bem informada e apartidariamente contra essa vergonha que acontece no país. Se os três poderes estão esperando que coloquemos nossas cabeças no tronco e ofereçamos os nossos pescoços para o golpe do machado (há duplo sentido), podem esperar sentados. Se a Lava Jato parar por ações provenientes de leis aprovadas no fórceps, decretos presidenciais, interferências do Ministério da Justiça na estrutura da PF, engavetamentos do Procurador Geral ou julgamentos tendenciosos do STF, teremos a primeira guerra civil da nossa história. Se os bons deixarem os podres liderar esse golpe, não haverá mais Congresso ou STF. Nem seus polpudos salários e mordomias.

Experimentem e verão.


ESTADÃO (Fausto Macedo) "Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado nesta quarta-feira, 6 [julho de 2016], revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica do País. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro é de três pontos percentuais."

Matéria completa da pesquisa: Estadão




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