quinta-feira, 23 de junho de 2016

TRÊS ANOS SE PASSARAM. PARABÉNS, BRASIL!



O texto que estou repostando abaixo deste, foi escrito por um médico do SUS há três anos, período das manifestações de junho. As coisas ruins aqui demoram pra se resolver, graças ao Congresso, graças às leis, graças ao STF e a 15% de militantes fanáticos.

De lá pra cá, quantas crianças, adultos e idosos não morreram aguardando nos corredores dos hospitais, nas ruas por criminosos e quantos estudantes não tiveram suas mentes deformadas?

De lá pra cá, quantos deputados, senadores e ministros não enriqueceram, seja por meio de seus próprios salários ou bombados por propinas e roubos dos cofres públicos? Quantos deles e de suas famílias não deixaram de morrer porque usufruem de seus convênios médicos de 8 mil por mês pagos por nós, otários úteis?

De lá pra cá, quantos empresários quebraram, quantos ainda irão se suicidar? O Brasil tinha 7 milhões de desempregados e hoje tem 13 milhões. Os miseráveis que ascenderam à classe média estão voltando para as favelas.

De lá pra cá, a gente confirmou que a maioria da classe política não vale nada; que nossas vidas e o futuro dos nossos filhos e netos estão entregues a uma facção criminosa infiltrada nos três poderes da República.

E que toda a nossa esperança está na consciência e determinação de meia dúzia de heróis do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal.

“Infeliz a nação que precisa de heróis.” (Bertolt Brecht)

Infeliz a nação que não tem heróis.

"Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor."
"Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso."
"Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção)."
"Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi."
"A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse."
"E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil...."
"Para melhorar a qualidade....?"
"Sra 'presidenta', eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade."
"Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade."
"O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos." 
"Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência."
"Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados."
"Hoje, eu chorei de novo."
(Francisco Kaveski)

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