quarta-feira, 29 de junho de 2016

O STF, o judiciário e os deuses do Olimpo.




Revendo meu post do dia 24 de junho - "Ainda não caiu a ficha do STF. Vamos dar uma porradinha?":
"Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é cada um deles e que apito tocam. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, 'A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos.'"

"Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!"
"Políticos e ministros... encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há escolha. Não há outra saída." 
A Justiça Federal e o juiz Sérgio Moro; o Ministério Público e Deltan Dallagnol; a Polícia Federal e Leandro Daiello, todos têm o nosso TOTAL apoio e não o perderão. Entendam isso de uma vez por todas!

E lembrem-se da frase de Martin Luther King: "É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta."

Pedaladas: desespero x sobriedade. Ganha o sóbrio.


Texto do procurador Júlio Marcelo de Oliveira que dispensa introdução.
“Evidente que a perícia não iria encontrar um ato da Presidente na ‘pedalada’ junto ao Banco do Brasil. Isso já havia sido até dito e explicado. Os motivos que levaram o TCU a repudiar os empréstimos ilegais feitos de maneira forçada junto ao Banco do Brasil, BNDES e Caixa não foram atos ostensivamente praticados pela presidente ou seus auxiliares, mas a falta de atos, justamente a omissão de pagamentos devidos aos bancos federais. Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação, pela obtenção de efeitos proibidos sem a prática ostensiva do ato que produziria tal efeito. Exatamente por configurar uma fraude, com maquiagem das estatísticas fiscais, em escala bilionária, não se poderia imaginar que tamanha manobra pudesse ocorrer sem o conhecimento pleno e anuência de sua principal beneficiária. Essa foi a convicção que levou os ministros do TCU a, de forma unânime, emitirem um parecer pela rejeição das contas em 2014, por irregularidades que, em essência, se repetiram em 2015.”
Mas não dispensa encerramento: idiotas!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ainda não caiu a ficha do STF. Vamos dar uma porradinha?





























Sabe aquela "porradinha" que a gente dá pra ficha descer no orelhão? É o que está faltando para cair a ficha de suas excelências do STF. Eles ainda não entenderam (na verdade não querem) que alguns dispositivos que foram criados na constituição de 88 visavam garantir o livre exercício da política, protegendo o legislativo e o executivo contra eventuais abusos de poder considerando que o país acabava de sair de uma ditadura. Mas peraí... CRIMES NÃO! Crime é crime, seja nas ruas, no STF ou no Congresso; seja neste planeta ou em Plutão.

O caso de Paulo Bernardo é um caso típico de extrapolação ou tentativa de estender os benefícios constitucionais para cônjuges e parentes daqueles que gozam da prerrogativa de foro especial. Oras... se o próprio Paulo Bernardo divulgava o endereço do apartamento funcional da esposa - e me parece que inclusive o usava como endereço de correspondência profissional -, como citá-lo ou cumprir um mandado de prisão? Esperar que ele se divorcie da senadora e mude de endereço? Os senadores e os ministros do STF estão com pena dos filhos e da família dele? E das famílias dos trabalhadores e aposentados que emprestaram dinheiro por estarem endividados e foram saqueados? E das crianças e idosos que morrem nos corredores dos hospitais por falta de um serviço público minimamente humano? Deles vocês não têm pena, excelências?

Cássio Cunha Lima (PSDB) discursa defendendo bandidos, numa prova inequívoca de que quando o calo aperta o espírito de corpo reina absoluto entre a classe política. O Congresso aprova ação pedindo ao STF que anule as provas coletadas no apartamento da senadora. VERGONHA!

Já em relação ao STF (ahhh, o STF)  que há muito tempo tenta claramente obstruir as investigações da Lava Jato - seja por motivos políticos, de orgulho ou vaidade -, transcrevo aqui parte do meu último post sobre ele:
"Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é cada um deles e que apito tocam. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, 'A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos.'"

"Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!"
 E encerro com outro trecho do mesmo post:
"Políticos e ministros... encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há escolha. Não há outra saída." 
A Justiça Federal e o juiz Sérgio Moro; o Ministério Público e Deltan Dallagnol; a Polícia Federal e Leandro Daiello, todos têm o nosso TOTAL apoio e não o perderão. Entendam isso de uma vez por todas!

E lembrem-se da frase de Martin Luther King: "É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta."

DEDICO ESTE VÍDEO AO STF - MORRAM DE INVEJA OU SEJAM IGUAIS A MORO
(Capital Inicial homenageia o juiz Sérgio Moro presente no show)



Leia também: A ÚNICA SAÍDA

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O corporativismo político

Aos que amam seus partidos e seus heróis de barro, vale lembrar que ontem o Congresso resolveu entrar no STF contra a entrada da PF no apto funcional de Gleisi e anular as provas, mesmo tendo sido coletadas apenas do seu marido. Morar em apto funcional, em tese, nem permitiria ser com o cônjuge e o mesmo não goza de imunidade parlamentar.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) repudiou a ação da PF de ontem.

Quando eu digo que os políticos são primeiro eles; segundo, seus partidos; terceiro, sua classe e por último os eleitores que eles representam, mesmo assim só quando estão enrolados ou precisam ser eleitos, os militantes partidários ficam bravos.

Quando será que a ficha dos brasileiros vai cair?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

TRÊS ANOS SE PASSARAM. PARABÉNS, BRASIL!



O texto que estou repostando abaixo deste, foi escrito por um médico do SUS há três anos, período das manifestações de junho. As coisas ruins aqui demoram pra se resolver, graças ao Congresso, graças às leis, graças ao STF e a 15% de militantes fanáticos.

De lá pra cá, quantas crianças, adultos e idosos não morreram aguardando nos corredores dos hospitais, nas ruas por criminosos e quantos estudantes não tiveram suas mentes deformadas?

De lá pra cá, quantos deputados, senadores e ministros não enriqueceram, seja por meio de seus próprios salários ou bombados por propinas e roubos dos cofres públicos? Quantos deles e de suas famílias não deixaram de morrer porque usufruem de seus convênios médicos de 8 mil por mês pagos por nós, otários úteis?

De lá pra cá, quantos empresários quebraram, quantos ainda irão se suicidar? O Brasil tinha 7 milhões de desempregados e hoje tem 13 milhões. Os miseráveis que ascenderam à classe média estão voltando para as favelas.

De lá pra cá, a gente confirmou que a maioria da classe política não vale nada; que nossas vidas e o futuro dos nossos filhos e netos estão entregues a uma facção criminosa infiltrada nos três poderes da República.

E que toda a nossa esperança está na consciência e determinação de meia dúzia de heróis do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal.

“Infeliz a nação que precisa de heróis.” (Bertolt Brecht)

Infeliz a nação que não tem heróis.

"Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor."
"Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso."
"Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção)."
"Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi."
"A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse."
"E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil...."
"Para melhorar a qualidade....?"
"Sra 'presidenta', eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade."
"Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade."
"O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos." 
"Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência."
"Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados."
"Hoje, eu chorei de novo."
(Francisco Kaveski)

terça-feira, 21 de junho de 2016

CRÔNICA DA VIDA QUE PASSA - SOBRE CONVICÇÕES

Já em 1915, o gênio Fernando Pessoa expunha seus pensamentos sobre convicções. A busca pela eterna coerência é a grande estupidez do ser humano. Há uma grande diferença entre o "ser coerente" com seus pensamentos ATUAIS e o "ser coerente" a vida inteira com um só pensamento, uma só verdade para não se contradizer perante os outros. Esta última postura é a que origina o fanatismo religioso, político ou ideológico. Com o tempo, acaba-se buscando — de forma irracional —, uma verdade que não resistiria nem ao seu próprio raciocínio mais criterioso e menos superficial.


”CRÔNICA DA VIDA QUE PASSA” - "SOBRE CONVICÇÕES"
O Jornal, nº 2. Lisboa: 5-4-1915. Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa.

(…)

"Se há fato estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentada sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo própria. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural."

"A coerência, a convicção, a certeza, são além disso demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. E uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade."

"Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predileções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária."

"Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, e católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da Odisseia."

"Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida."

"Quando é que despertaremos para a justa noção de que a política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos da sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida."

domingo, 19 de junho de 2016

A ÚNICA SAÍDA

Não há mais como encobrir ou tentar disfarçar. O país está completamente atolado na corrupção e a constatação de que todos os partidos estão envolvidos é um sinal claro de que a falência do sistema político brasileiro já foi decretada.

Diante dessa constatação inequívoca, os militantes crédulos do PSOL e alguns partidos nanicos que ainda não foram pegos com a boca na botija poderão chiar, mas sem razão. O PSOL, por exemplo, a partir do momento que resolveu atacar apenas o que chama de direita reacionária - que pra mim não existe no Brasil - e por questões ideológicas preservar a esquerda bandida, envolve-se até o pescoço na lama fétida da corrupção. Não há projeto ideológico que justifique assaltar cofres públicos, provocar mortes de crianças e idosos nos corredores dos hospitais, aumentar a criminalidade nas ruas, arrasar o sistema de educação e quebrar empresas estatais, antes sólidas. Essa seletividade hipócrita além de não salvá-los, os transforma em comparsas. Para o PSOL e esses outros poucos, vale a famosa frase de Albert Einstein. "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa dos que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que só observam e deixam o mal acontecer."

E daí vocês me perguntarão: você está jogando todos os partidos no mesmo saco? E eu responderei que estou, sem o menor remorso ou medo de estar errado. Todos eles são compostos por bandidos da pior espécie, pois, como você classificaria assassinos de pessoas inocentes, muitas delas que ainda nem chegaram a descobrir o que é viver e outras que passaram a vida inteira trabalhando e pagando impostos, merecendo suas justas aposentadorias e serem tratadas como seres humanos? Assassinos e por sinal, muito bem remunerados. Ganham salários médios de R$ 34 mil, assistência médica familiar de R$ 8 mil, auxílio moradia e outros benefícios que somados superam R$ 170 mil mensais. E ainda por cima podem aposentar-se após 8 anos de contribuição. Tudo pago por nós, idiotas. Em resumo, é o próprio povo pagando caro o trabalho sujo de seus algozes.

Mas o nosso problema está só nos partidos políticos? Antes fosse! Temos outro algoz implacável que se chama Supremo Tribunal Federal que, a princípio, deveria ser o último recurso contra as injustiças que sofremos. Mas não... hoje o STF é um braço forte do poder estabelecido e devemos essa constatação ao Mensalão. Sim, o mensalão despiu, pôs a nú a corte máxima do país e seus ministros. Graças a esse processo, pudemos saber quem é quem, quem foi de quem e quem se tornou de quem. Passamos a acompanhar os julgamentos e hoje, por mais que os ministros se esforcem para justificar suas injustiças enrolando a língua no mais casto jurisdiquês, sabemos quem é quem. Como escreveu o pensador Nicolae Iorga, "A justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos."

Os ministros do STF ainda não entenderam - ou se fazem de desentendidos - que a consciência da maioria mudou, que justiça é algo que se sente e esse sentimento não se desfaz com argumentações ininteligíveis ou palavras difíceis. O inconformismo com a injustiça não cede às interrogações geradas pelo abuso do tecnicismo e da empáfia. No mais claro português para contrastar com o palavreado erudito de suas excelências eu digo: Foda-se o argumento e viva o nosso sentimento!

Agora, deixando de papo, vamos à única saída.

A lava Jato não vai parar e mesmo que pare de fato, na essência ela jamais será esquecida e o povo honesto e ordeiro continuará surfando em sua onda inercial. É esforço inútil tentar desmoralizar o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público (excluo Janot) e a Polícia Federal. Vocês estão num beco sem saída. Nós estamos num beco sem saída. Uma guerra civil seria dolorosa para todos, inclusive para vocês, hoje poderosos. Perderiam seus cargos, seus altos salários e suas benesses. O que escolhem?

Bandidos e não bandidos: reúnam-se, conversem e acertem-se. Encontrem uma forma constitucional para fazer o país se aprumar, crescer e se desvencilhar desse imbróglio em que todos nós o metemos. Sim... não nos excluímos do pecado original, mas são vocês que têm o poder que lhes concedemos a título precário. Se nós mudamos, vocês também têm que mudar. Não há outra escolha. As diferenças entre nós e vocês estão apenas em seus cérebros doentes. Um dia morrerão e serão enterrados a sete palmos ou cremados, exatamente como nós. Como no ditado popular italiano, "No final da partida, o rei e o peão são guardados na mesma caixa."

Chega dessa estupidez de bancarem os maiorais e mãos a obra!

Vocês são pagos pra isso, muito embora recebam muitíssimo mais do que merecem receber.

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

O PODER

A palavra "poder", imediatamente ouvida sempre nos leva a relacioná-la com dinheiro, política e status social, principalmente quando nos referimos a outra pessoa. Fulano é poderoso ou fulana é poderosa. Ou é presidente de alguma coisa, tem carros caros, casas luxuosas, viaja muito para o exterior, come do bom e do melhor e é responsável pelo destino de muitas pessoas com suas decisões.

No entanto, existe um lado mais sutil dessa palavra e que muitas pessoas não percebem. É o poder que não envolve dinheiro e nem posição social, mas aquele em que a pessoa se sente poderosa quando está muito segura de si. Segura demais de sua competência profissional, do novo emprego, do amor que conquistou, da liberdade e felicidade que passa no momento... Tudo isso não envolve necessariamente o dinheiro e nem a posição social, mas dá uma sensação de poder e a certeza de que isso nunca terá fim.

Em ambos os casos uma coisa é certa: o poder é efêmero e sempre será. A vida é feita de escolhas e normalmente as que fazemos quando estamos eufóricos e muito autoconfiantes nos trazem arrependimentos futuros. Não é uma questão de pessimismo, mas é a forma como todos aprendem nesta vida e ela vale tanto para jovens, maduros, idosos, ricos, coxinhas e miseráveis de ambos os sexos. Os arrependimentos e as reavaliações são um mal necessário à evolução da alma ou - para os ateus e os racionalistas - do indivíduo como ser humano.

Portanto, nunca despreze as pessoas, seja gentil e sempre as trate como seres humanos iguais a você. O poder e as emoções que dele brotam são e sempre serão passageiros.

E a vida é breve.

domingo, 5 de junho de 2016

Aos bandidos, traidores da Pátria, safados e sem caráter do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Desde que lancei este blog, há 8 anos, eu sempre procurei usar argumentos e não ser agressivo de maneira desmedida. Sou absolutamente contra a violência, inclusive a das palavras. No entanto, os últimos acontecimentos na política - nós que imaginávamos havermos chegado no fundo do poço - não merecem contra-argumentações clássicas, filosóficas ou ideológicas. Precisam ser ofensivas e rasteiras, no mesmo nível desses bandidos, safados e maus caracteres que dizem nos representar.

Se você não está entre esses miseráveis estúpidos, exclua-se e apenas leia. Agora, se você responder sim para apenas uma das cinco perguntas abaixo, este texto é para você e toda corja de salafrários e traidores da pátria a qual pertence.

LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO:
  1. Negocia seu voto para lucrar política ou financeiramente, ou para devolver favores?
  2. Desvia dinheiro dos impostos, seja para seu partido ou benefício pessoal?
  3. Combate o governo, pressionando apenas para lucrar com a venda do seu apoio?
  4. Está defendendo algum bandido apenas porque é seu amigo ou amigo do amigo?
  5. Coloca sua pessoa, corporação ou classe acima dos interesses dos cidadãos que representa?
Muito bem... se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, significa que você pertence à escória da raça humana. Você não tem nem a dignidade de um rato de esgoto. Envergonha seus filhos e sua família, o estado, a cidade, o país e a classe que representa. Vale milhões de vezes menos do que o preço pelo qual você se vende.

Você é um assassino de crianças, adultos e idosos, aqueles que morrem nas filas aguardando consultas e internações nos corredores dos hospitais. Você é comparsa dos ladrões, traficantes, pedófilos e estupradores que se encontram soltos por falta de verbas para a segurança pública. Você é um mau exemplo para estudantes e um destruidor do sistema educacional, inimigo dos professores e de toda classe educadora. Você desemprega pais de família, incentiva suicídios, a miséria e a desigualdade social.

Se existir vida após a morte, seu lugar está reservado no umbral, nas mais densas sombras dos planos espirituais, onde almas arrastam-se na lama, desesperadas pedindo para serem salvas das garras do demônio.

Você é um dos descendentes não evoluídos do atavismo animal, um ser grotesco e desprezível.

Você será execrado do meio em que trabalha. Se for político, não será eleito ou reeleito.

Você não vale nada!

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

A POLÍTICA E A DUALIDADE RELATIVA

Bem e mal, bom e mau, certo e errado, o dualismo sempre orientou as nossas decisões. Baseado em experiências pessoais adquiridas, o ser humano foi estabelecendo ao longo de sua existência alguns padrões de certo e errado que passaram a orientar a sociedade em que ele vive.

No entanto, uma pessoa ou entidade isolada de suas ações jamais poderá ser considerada boa ou má de maneira definitiva, pois, o bem e o mal são definidos segundo princípios de justiça que visam o bem comum.

Baseado nesses conceitos, nunca poderá existir um ser humano ou ser político que, agindo sob quaisquer pretextos, circunstâncias e intenções, esteja acima do bem e do mal. O culto à personalidade e a necessidade de heróis são o grande obstáculo da sociedade nessa sua incessante busca pelo verdadeiro humanismo.

Todo indivíduo deve ser bom na sua essência.

"Com o bom sou bom; com o mau também sou bom, pois, boa é a virtude." (Lao-Tsé)

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