quinta-feira, 26 de maio de 2016

CORPUS CHRISTI E AS HISTÓRIAS DE QUE O MUNDO (AINDA) PRECISA

As histórias ou estórias que a humanidade conta podem nos levar a refletir, independentemente de sermos religiosos, ateus ou agnósticos. Verdade, mentira, fundo de mentira, fundo de verdade... mas afinal, o que é a verdade?

Penso que verdade é tudo aquilo que toca o coração, que nos comove, que mexe com a gente. Ficção ou realidade, o que importa mesmo são as lições que extraímos dessas histórias e se as religiões se aproveitam da ausência dos avatares que as inspiraram apenas para conquistar poder e dinheiro, cabe a nós separar o joio do trigo sem, no entanto, desmerecê-los.

Se um Mahatma Gandhi não pertencesse ao período contemporâneo da história e tivesse vivido há 2 mil anos, certamente haveria uma bíblia sagrada contando a sua vida e reunindo adeptos fervorosos em grandes templos, coisa que ele nunca sonhou em pedir. Também não pediu que fosse criado o "Gandhismo".

Sobre Gandhi, Albert Einstein disse uma vez:  "As gerações futuras não acreditarão que uma pessoa assim, de carne e osso, tenha passado por este mundo!”

A humanidade sempre precisou de exemplos divinos para exorcizar os demônios de sua ignorância, mesquinhez e do seu egoísmo; para amenizar seus remorsos. No entanto, os que desprezam a existência desses avatares que passaram por aqui apenas para não serem chamados de tolos pelos racionalistas, acabam contribuindo para que o mundo seja cada vez mais desumano e egoísta. Acreditar neles não significa adotar o inteiro teor das histórias que nos foram contadas. Combatê-los significa pulverizar os exemplos que nos deixaram.

As vidas de todos eles nos inspiram e nos remetem ao verdadeiro humanismo. Histórias ou estórias, devem ser lidas e entendidas com o coração.

O que o mundo está precisando mesmo é de amor.

De muito amor.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CURTO E GROSSO: POR QUE O BRASIL VAI MELHORAR?

O Brasil não vai melhorar por causa da saída de Dilma ou da posse de Temer. Vai melhorar por causa da Lava Jato e do pavor que todos os políticos estão sentindo sendo pegos com a boca na botija. Vai melhorar porque o STF está sendo desmascarado e terá de fazer justiça na marra. Vai melhorar porque o povo está demonstrando que é mais Brasil e menos ideologias; porque começa a perceber que está sendo manipulado pelos partidos para defender seus bandidos.

Vai demorar? Vai sim! Sempre existirão torcedores fanáticos e vaidosos que não darão o braço a torcer porque um dia defenderam seus políticos e o orgulho ainda não os deixa reconhecer e mudar de opinião publicamente. Um dia eles entenderão que estão passando vergonha nessa insistência, ficarão silenciosos por algum tempo e depois assumirão outra posição, assim meio na surdina, sem retorno triunfal. Tudo bem... prometo fazer cara de paisagem e não provocar. Afinal, minha torcida é, sempre foi e sempre será pelo Brasil.

Pelo menos o processo de conscientização popular já começou. E o importante é começar.

Ecloda-se o resto. :o)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Anulação do impeachment? STF pode ser parcial, mas não é louco.

Todos sabem muito bem - e a Constituição é bem clara - que a abertura do processo de impeachment na Câmara baseia-se em crime de responsabilidade do executivo, mas seu julgamento é político e realizado pelo Senado Federal, independentemente do processo penal.
(...) "a condenação por crime de responsabilidade se dá “sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Vale dizer, é possível haver a condenação no processo político de impeachment, com as sanções que lhe são próprias, bem como condenação em processo penal, caso o ato se tipifique como um ilícito penal."
Collor, por exemplo, sofreu impeachment, mas foi absolvido pelo STF no processo penal. Esta absolvição não anulou a sentença da condenação política. Collor, mesmo renunciando, sofreu sanções políticas.
"Collor renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal. Naquela Casa, essa decisão gerou muita polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. Assim, a questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal, em sessão presidida pelo Ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de Presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos." (www.camara.leg.br) 
Como a própria Constituição define que é o Senado que julga, é óbvio que o julgamento será político, portanto, a palavra golpe perde completamente o sentido que o PT e seus aliados pretendem dar. Se o impeachment de Dilma for considerado golpe, mesmo caracterizado por crime de responsabilidade (pedaladas fiscais e edição de decretos de crédito suplementar sem aprovação do Congresso) e acordos políticos da oposição, o impeachment de Collor também poderia ser considerado golpe e anulado. Afinal, como pode haver um julgamento "político" sem que haja acordos "políticos"? Impossível! Só se todos os senadores - numa imposição bizarra - se desfiliassem de seus partidos para poderem votar de forma independente das orientações partidárias sem que sofressem as sanções previstas nos seus estatutos ou regimentos internos do Senado. Coisa meio de loucos.

SOBRE O STF

Muito embora o STF tenha a função constitucional de interpretar e garantir o cumprimento da Constituição, a independência dos poderes impõe limites de interferência entre eles, e qualquer tentativa de extrapolá-los pode gerar conflitos não só legais, mas também sociais irreversíveis. Como disse o político e filósofo Cícero, "Justiça extrema é injustiça". E neste ponto, usar as complicadas e longas justificativas elaboradas no "jurisdiques casto" é tentativa infrutífera por um simples motivo: os sensos de justiça ou de injustiça vieram antes das leis, as originaram e imperam no inconsciente coletivo.

Vale aqui lembrar o pronunciamento feito pelo ministro Gilmar Mendes há alguns meses sobre a interferência do judiciário no legislativo:


Com 83% da população desaprovando o governo Dilma e 65% a favor do seu impedimento, qualquer tentativa de anular o processo de impeachment será desastroso e poderá gerar conflitos sociais, como já disse, irreversíveis.

O povo está cansado e atento. Desde o mensalão, todos passamos a acompanhar mais de perto as decisões do STF, ao ponto de conhecer as tendências ideológicas - um paradoxo - de seus membros, um a um. Em resumo, a maioria do povo pode arriscar palpites de quais ministros tentarão obstruir o processo e "melar" o impeachment. Se valesse prêmio de loteria, este "concurso" seria o campeão em número de acertadores.

O STF pode ser parcial, mas não é doido.

domingo, 22 de maio de 2016

Cultura às avessas

Estou postando um excelente comentário feito pelo amigo e jornalista Carlos Karnas sobre essa discussão do MinC e dos artistas que defendem a permanência da pasta. Volto em seguida para concluir com uma sugestão.
"As medidas e os sinais de austeridade do governo provisório, para saneamento do monumental rombo e incompetência do governo petista de Dilma, começam a balançar muito rapidamente. Michel Temer cedeu, ao rever e anunciar o retorno do Ministério da Cultura. Pior: reativa o ministério - que seria secretaria governamental - e continuará sendo criticado e obstaculizado pelos mesmos que fizeram pressão. A estrutura desse ministério continuará a pesar de alguma maneira no orçamento da união, talvez com algum desempenho social diferente. Não se sabe."
"A cultura, com características regionais tão diversificadas quanto o tamanho do país, sempre mereceu melhor atenção por meio de instituições oficiais e particulares no âmbito dos estados e municípios. A união não foi boa gestora da política cultural, nem administrativamente nem conceitualmente. Foi perdulária, pela má seletividade das ações culturais e cabide de emprego pesado para a a sociedade. Há inúmeros museus fechados no Brasil pela falta de verbas federais. Inúmeras fundações e instituições no universo da cultura estão sucateadas, à míngua. Pesquisas de todas as grandezas e relevantes no universo da cultura estão emperradas. A estrutura ministerial gasta mais na sua própria manutenção do que na destinação de verbas às ações culturais e sociais. Poucos (e sempre os mesmos) são os beneficiados por meio das leis de incentivo e com seus espetáculos altamente duvidosos. São esses que temem abstinência do dinheiro público para os seus espetáculos que a sociedade carente jamais irá assistir."
"A classe artística, especialmente, aprecia encenação, o espetáculo que lhe satisfaz. No conceito da cultura, ela está a agir mais por conta própria, não por conta de conceitos e de interesses sociais mais amplos. Está muito restrita ao cinema, teatro e dança. A complexidade da atividade cultural é maior. O manto de glamour fica para espetáculos artísticos pontuais e efêmeros, enquanto que são desprezadas estruturas, trabalhos, pesquisas, estudos reconhecidamente sedimentados. A cultura nem sempre supre interesses coletivos. Custa caro, com retorno subjetivo e sem necessidade de prestação de contas."
"Parece que os ativistas da cultura agem puramente por interesse próprio e se omitem diante da enorme falcatrua em que estão metidos. São eles responsáveis pela manutenção do que é aberração. Serão eles, agora, que irão gritar por melhorias das demais políticas públicas essenciais, para o bem estar e justiça social? É o que penso neste momento, já que cultura sendo ministério ou secretaria, continuará sempre dependente de ações e das representatividades regionais mais sérias. Tomara que com resultados para a sociedade, que paga por estrutura oficial que não lhe dá retorno."
(Carlos Karnas

Minha sugestão para esse corporativismo pouco representativo é começar a tornar público - de forma mais explícita do que hoje - todos esses projetos patrocinados pela Lei Rouanet e todos os outros produzidos com verbas governamentais de incentivo à cultura. Hoje pela lei da transparência isto de certa maneira já existe se consultarmos, mas os agraciados não são obrigados a mencionar com destaque o benefício em suas peças publicitárias que divulgam seus eventos. Só entram os patrocinadores beneficiados com a renúncia fiscal e não há descontos nos ingressos, o que deveria existir, pois, somos nós que abrimos mão dos impostos que geram esses benefícios.

Nas peças publicitárias de divulgação dos shows, peças teatrais, filmes, seja lá qual for o produto cultural que tenha sido beneficiado, deveria constar de forma clara e em destaque, que estão sendo patrocinadas por verba pública, direta ou indiretamente por meio de renúncia fiscal.

Com isto nós saberíamos por exemplo, que o show do aniversário de 70 anos de Erasmo Carlos (1,3 milhão), o filme “O Vilão da República” de José Dirceu (1,5 milhão); funkeiro MC Guimê, apesar de faturar, segundo estimativas, R$ 300 mil por mês, foi autorizado a captar R$ 516 mil para a produção de um DVD; Detonautas Roque Clube, liderado por Tico Santa Cruz (1 milhão); Luan Santana (4 milhões); Cláudia Leitte (5,8 milhões), Marieta Severo que conseguiu nada menos que R$ 4,2 milhões pela Lei Rouanet sendo que só da Petrobras, ela recebeu R$ 400.000,00 em 2012, R$ 400.000,00 em 2013 e 2014 e R$ 400.000,00 em 2015. E o filme Aquarius, aquele dos protestos de vison, 13 dias antes do impeachment de Dilma, a Ancine autorizou a captação de R$ 2,9 milhões.

Para os que não sabem, "no primeiro governo Dilma, apenas 3% das propostas levaram 50% dos incentivos, um cenário que só contribui para a concentração cultural do país, enquanto pouco incentiva projetos menores." Conseguem entender agora essa defesa ferrenha de alguns artistas?  (Blog da Floresta)

O país mergulhado em dívidas de mais de 4,5 trilhões (interna e externa) diante do maior escândalo de corrupção que a história do mundo já conheceu, o povo sendo obrigado a pagar caro por isso nas próximas décadas com aumento e impostos, desemprego, sucateamento da saúde, aumento de crimes e esses "não brasileiros" preocupados com as suas boquinhas.

Cultura?

sábado, 21 de maio de 2016

O Extremismo e o "nós contra eles"

sexta-feira, 20 de maio de 2016

PT, PCdoB, PSOL E O ESPANTO DOS HIPÓCRITAS

Sou um dos que execrou certas escolhas de Temer, seja no ministério ou na liderança das duas casas do Congresso. Postei aqui algumas matérias sobre as capivaras desses políticos escolhidos. A política brasileira sempre foi nojenta no sentido de obter maioria a todo custo, seja aliciando por meio de cargos ou do dinheiro proveniente da corrupção. Esse câncer tem que ser extirpado da política e só existem três formas: Atuação do Ministério Público, celeridade e imparcialidade nos tribunais e consciência política dos eleitores. Não há outras.

No entanto, tentar implodir de vez o atual sistema político seria o caminho mais curto para uma guerra civil, mesmo considerando a histórica passividade e condescendência do eleitor brasileiro com a corrupção. Temer, que não é nenhum modelo de lisura, fez até agora o que conseguiu fazer dentro desse quadro econômico caótico em que o Brasil se encontra, mas não acredito que o tenha feito por grandeza espiritual ou retidão política e moral. Ele simplesmente não tinha escolha com 80% da população rejeitando o governo Dilma e 67% a favor do seu impeachment, além da Operação Lava Jato comendo solta e numa clara demonstração de que está longe de parar. Temer simplesmente confirmou a famosa frase do pensador político e escritor italiano Carlo Dossi: "O que é a honestidade senão o medo da prisão?"

Estranho mesmo não é o que Temer está fazendo e o modus operandi que está empregando. Não há nenhuma novidade, principalmente para os que sabem como funciona a política. Oras... Lula pediu a saída de Collor, espinafrava Maluf e meteu o dedo na cara do Sarney, ofendendo inclusive Roseana e toda a sua família nos palanques, três grandes exemplos do coronelismo e da corrupção que ele sempre combateu. Depois o vimos abraçando esses corruptos, aceitando-os no time do governo e pedindo seus apoios. Da mesma forma, PCdoB e PSOL, arautos da moralidade, uniram-se a essa trupe de bandidos e nunca abriram a boca pra dizer nada. Por que? Perguntem a eles!


Agora ficam aí criticando as escolhas obrigatórias e os acordos que Temer está fazendo para que o impeachment seja aprovado e o país retome seus rumos, como se tivessem moral pra isso depois de terem DESTRUÍDO o país inteiro, na maior obra de corrupção e incompetência que a história da humanidade já registrou.

Coerência é tudo nessa esquerda tupiniquim sul-americana, criticada até pelas próprias esquerdas tradicionais do mundo inteiro.

Ou não?

terça-feira, 17 de maio de 2016

PRIMEIRO BEIJO - Poema do livro "Texturas do Sentimento"

domingo, 15 de maio de 2016

TEXTURAS DO SENTIMENTO - POESIA

De repente surge o livro de um autor que você não conhece. Você começa a ler e gosta. Você continua a ler e se encanta. Você sente que de alguma forma aquela pessoa conseguiu penetrar em um recanto de sua alma. Algumas portas se abriram por conta de palavras mágicas escritas com a força da suavidade. Você não tem como recuar. Mas houve uma invasão permitida. O poeta tocou seu coração e você deixou que ele fluísse para dentro do seu mundo. Aconteceu de modo sutil, mas determinado.

Quando o poeta envolve você com a textura do sentimento, a reação só pode ser de entrega. E no meio da entrega você não se pergunta para onde vai. Você simplesmente permanece no movimento, pois confia nos dizeres que o arrastam feito correnteza. Esse é o arrebatamento, cuja origem se perde nos mistérios das noites enluaradas e nas declarações de amor que povoam o universo do sentir. É o mesmo arrebatamento que nos deixa mais leves e mais humanos.

Nessa hora, você consegue fazer a única pergunta que lhe ocorre: que poeta é esse? No entanto, não há um simples questionamento na pergunta. Você não quer saber exatamente de onde ele veio. Você quer saber de que matéria-prima ele foi feito. Você quer saber qual é a fonte. Pois bem, o poeta sempre existiu. Ele não nasceu hoje com este livro. O que você tem em mãos é um registro poético. Você vai ler. E a partir dessa leitura o autor surgirá para você. O nome dele é José Cláudio Guimarães. Deixe-se arrebatar.

Sílvio Ferreira Leite
Escritor e poeta


Livro impresso:
Lombada quadrada, 14x21 cm, 72 páginas em papel Pólen 80g/m², capa em supremo 250g/m² com laminação BOPP fosca | ISBN 978-85-65111-48-5 | Editora Campos do Jordão - Selo da Tachion Editora e Gráfica Ltda |


Versão digital: R$ 15,00
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sexta-feira, 13 de maio de 2016

CULTURA: farinha pouca, meu pirão primeiro!

Alguns da classe artística estão revoltados com o fato da Cultura ter perdido seu status de ministério isolado, unindo-se ao da Educação. Comentar sobre o motivo dessa revolta seria chover no molhado, pois, muitos dos reclamantes ou tiveram projetos culturais com verbas polpudas aprovados, estão aguardando aprovação ou pretendiam submetê-los. Muitas Sabatelas, Sangalos, muitos Jôs, Buarques e Wagners estão possessos. Pois danem-se eles e seus umbigos artístico-bancários!

As pessoas costumam fazer falsa ligação entre inteligência, cultura e intelectualidade. Aliás, essas três palavras - indefiníveis e criadoras de estereótipos - são muito exploradas pelos chatos, arrogantes e pretensiosos.

A lei Rouanet e outros mecanismos de incentivo não serão cortados - talvez liberações mais criteriosas porque hoje é uma grande festa -  e o que importa é esperar e análise das propostas da pasta cultural que foi fundida com o Ministério da Educação. A verba para a cultura era de quase 3 bilhões, mas há um valor significativo que esses egoístas não consideram que é o custo absurdo de toda estrutura de um ministério.

Com uma dívida interna que provavelmente chegará a 3 trilhões (a maior desde Cabral), o país numa profunda recessão e esses caras vêm fazer beicinho porque a cultura perderá status de ministério?

Vão catar coquinho!

sábado, 7 de maio de 2016

O IMPEACHMENT É O FIM DO FORO DE SÃO PAULO



Em junho de 1988 foi realizada a 19ª Conferência do Partido Comunista da União Soviética. Naquela oportunidade debateram-se os caminhos da “PERESTROIKA” de Mikhail Gorbachev, e já se vislumbrava a eminente queda do Muro de Berlim, o que de fato aconteceu em 9/11/1989.

Com a queda do Muro e com o desmoronamento planejado do comunismo pela União Soviética, Fidel Castro e as esquerdas latino-americanas perderam seu tutor financeiro e ideológico, a Rússia. Era preciso, portanto, articular a criação de um organismo que pudesse manter viva a “chama ideológica marxista-leninista”, bem como orientar e coordenar as suas ações comunistas no Continente.

Antes, porém, em janeiro de 1989, em Havana, por ocasião da reunião de cúpula do Partido Comunista de Cuba e o PT do Brasil foi estabelecido que, se Lula não ganhasse as eleições em novembro de 1989, deveria ser formada uma organização para coordenar as ações de toda a esquerda continental e que a liderança e organização do processo caberia a Luiz Inácio “Lula” da Silva. Portanto, Fidel já sabia dos planos arquitetados na 19ª Conferência do Partido Comunista e preparava terreno no Continente.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro, com o apoio de Luis Inácio “Lula” da Silva, convocou os principais grupos terroristas revolucionários da América Latina para uma reunião na cidade de São Paulo. Acudiram ao chamado de Fidel e Lula, além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, o Exército de Libertação Nacional (ELN), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, e o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México.

Este é o eleitor brasileiro emulando a avestruz. E essa nefasta ação do eleitor avestruz não se restringe aos estratos menos informados da população. Haja vista que a maioria dos ricos e boa parte da classe média verdadeira, como mostram as pesquisas, concedem o seu apoio à Dilma ou Marina Silva, as duas candidatas do Foro de São Paulo.

O PRIMEIRO ENCONTRO

O primeiro Encontro aconteceu no Hotel Danúbio na cidade de São Paulo, no período de 1 a 4 de julho de 1990. O nome “FORO DE SÃO PAULO” foi adotado na segunda reunião realizada na cidade do México, no período de 12 a 15 de junho de 1991, quando reuniu 68 organizações de 22 países. E assim nasceu o FORO DE SÃO PAULO. Uma coalizão de terroristas revolucionários, partidos comunistas, partidos de esquerda, enfim, a escória do Continente latino-americano, Caribe e América Central.

Para dirigi-lo centralizadamente, foi criado um Estado Maior civil constituído por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, além do líder sandinista Daniel Ortega e o argentino Enrique Gorriarán Merlo.

Em 1991, foram elaborados os estatutos do Foro e escolhida uma direção que ficou composta pelo Partido Comunista Cubano (Cuba), Partido da Revolução Democrática (México), Partido dos Trabalhadores (Brasil), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), Movimento Lavalas (Haiti), Movimento Bolívia Livre e os 6 partidos integrantes da Esquerda Unida (Peru) e da Frente Ampla (Uruguai, uma frente constituída por diversos partidos e organizações, dentro da qual o Movimento Tupamaros é hegemônico). Em 1992, a URNG – União Revolucionária Nacional Guatemalteca, que agrupa várias organizações voltadas para a luta armada, foi admitida como membro dessa direção.

A partir do II Encontro, realizado no México no período de 12 a 15 de junho de 1991, o FORO DE SÃO PAULO passou a ter CARÁTER CONSULTIVO e DELIBERATIVO dos Encontros. Isso significa que as decisões aprovadas em plenárias e constantes das Declarações finais passaram, a partir de então, a ser consideradas DELIBERATIVAS, isto é, DECISÓRIAS EM TERMOS DE ACEITAÇÃO e CUMPRIMENTO pelos membros do Foro, subordinando-os, portanto, aos ditames dos Encontros na ação a ser desenvolvida em nível internacional e nos respectivos países. Tais deliberações obedecem a uma política internacionalista, com vistas à implantação do socialismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação. A Lei Orgânica dos Partidos Políticos (LOPP) e a Constituição da República definem que “A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros” (artigo 17 da Constituição e item II, artigo 5º da LOPP). Isso no conceito dos dirigentes dos países membros do FORO DE SÃO PAULO é letra morta.

A DESCOBERTA DO FORO

O FORO DE SÃO PAULO foi descoberto por José Carlos Graça Wagner, um advogado paulista e que o denunciou publicamente em 1º de setembro de 1997, em painel realizado na Escola Superior de Guerra, que versava sobre o tema “Movimentos Sociais e Contestação Sócio-Política – a Questão Fundiária no Brasil”. Com a sua morte, passou a acompanhar e denunciar a formação “eixo do mal” pelo Foro de São Paulo, o jornalista, filósofo e ensaísta, Olavo de Carvalho, o que lhe custou o emprego no jornal “O Globo” e muitos outros periódicos nos quais era articulista.

Lula presidiu a reunião de fundação do Foro de São Paulo em 1990 e até hoje é seu chefe máximo, depois que o ditador Fidel Castro se transformou num morto-vivo pela velhice e a doença.

O FORO DE SÃO PAULO permaneceu no mais absoluto anonimato, eficientemente protegido pela mídia brasileira, toda ela engajada no esquerdismo marxista. O público brasileiro, mais atento, somente tomou conhecimento e muito discretamente, quase que imperceptivelmente, por ocasião do 7º Encontro realizado na cidade de Porto Alegre em julho de 1997. Foi apenas uma discreta aparição que a imprensa brasileira procurou ocultar por meio da suspensão de todo e qualquer destaque que pudesse levantar suspeitas do que se tratava esse encontro, apesar de presentes 158 delegados, 58 partidos procedentes de 20 países, 36 organizações fraternas e cerca de 400 representantes de partidos e organizações de esquerda do continente.

No dia 2 de julho de 2005, por ocasião do XII Encontro ocorrido em São Paulo, se comemorou os 15 anos de fundação da organização, com discurso laudatório do presidente do Brasil cujo trecho selecionado é reproduzido a seguir:

“Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.”

“E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.”

“Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.” (Discurso de comemoração dos 15 anos do Foro, julho de 2005).

Exército da Venezuela destruiu todas as caixas contendo os votos emitidos pela máquina de votação que permitiria uma auditoria na última eleição que elegeu o tiranete Nicolás Maduro. Para o esquema do Foro de São Paulo tanto faz se for urna eletrônica que emite comprovante do voto ou simplesmente voto em papel. De todo jeito a eleição pode ser fraudada como foi recentemente na Venezuela.

DITADURAS VIA ELEIÇÕES

A documentação acerca do FORO DE SÃO PAULO jamais teve ampla divulgação, tendo sido inicialmente publicado apenas na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do Partido Comunista Cubano. Na edição internacional nada transpirou. Mais tarde, passou a ter algum tipo de noticiário restrito em poucos jornais de alguns países e, até numa revista editada na Argentina chamada “América Libre”, quase de circulação interna, dirigida por Frei Betto.

O objetivo do Foro de São Paulo é implantar governos socialistas na América Latina, via eleições “democráticas”, que mais tarde serão convertidos em governos totalitários, a exemplo do modelo cubano em vigor, tudo sob a falsa retórica de “democracia”, tal como eles, os comunistas entendem. Os campos de atividade do Foro são a subversão política e social de todo o continente latino-americano. Veja-se o caso de Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. Tudo sob a falsa retórica da “democracia”, repito. Trata-se, portanto, de uma organização que se mantém no anonimato para que seus projetos totalitários não sejam identificados antes que se complete o plano de dominação e implantação do pensamento hegemônico no Brasil e no continente Latino-americano. Para este desiderato o FORO DE SÃO PAULO conta com o apoio da ONU e da OEA.

Como vimos, participam do FORO DE SÃO PAULO partidos e organizações de esquerda, reformistas e revolucionárias; Partidos Comunistas que se definem como marxistas-leninistas; organizações e grupos trotskistas; Partidos Comunistas que continuam se definindo como marxistas-leninistas-maoístas (da Argentina, Peru e Uruguai) e que possuem uma articulação internacional própria em 17 países; Partidos Socialistas filiados ou não à Internacional Socialista; organizações que continuam desenvolvendo processos de luta armada, como as FARC e ELN, na Colômbia e organizações que participaram da luta armada e hoje atuam na legalidade, como o Movimento 19 de Abril, também da Colômbia e os Tupamaros, do Uruguai.

Esta é, portanto, a breve radiografia do FORO DE SÃO PAULO, uma organização que os brasileiros não conhecem e a maioria nem sabe que existe, e cujo objetivo maior é comprar a sua alma para vendê-la ao demônio.

Leia mais no Blog do Aluizio Amorim

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O STF ESTÁ PRÓXIMO DE "CONVOCAR" UMA GUERRA CIVIL



Conforme a matéria-denúncia de Eliane Catanhêde (Estadão), está havendo uma conspiração de alguns ministros do Supremo, comandada por Marco Aurélio de Mello e Lewandowski na votação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) da Rede de Sustentabilidade que está ocorrendo agora no STF. Tal votação poderá anular todos os atos de Eduardo Cunha, inclusive o da aprovação do encaminhamento do impeachment.

Não é de hoje que conhecemos as intenções de Ricardo Lewandowski e ultimamente as de Marco Aurélio Mello e Barroso, amigos confessos de Lula e da presidente Dilma. No mensalão, Lewandowski alegando amplo direito de defesa dos réus, tentou de todas as maneiras livrar a pele dos condenados políticos, conseguindo algumas vitórias como a de livrá-los do crime de formação de quadrilha, fazendo com que todos já estejam praticamente soltos.

Com a "manobra" da ADPF, Lewandowski e Marco Aurélio estão prestes a criar um imbróglio jurídico proposital que favorecerá a quem? Dilma e o PT, lógico!

Que os ministros se lembrem de que 80% da população brasileira é favorável ao impeachment e que qualquer tentativa de anulá-lo por meio de manobras jurídicas rasteiras poderá causar um impacto sem precedentes na história do país.

E sabe o que aconteceria, senhores ministros do STF? Uma guerra civil. E havendo uma guerra civil, em poucos dias seus poupudos salários e privilégios descerão pelo cano de esgoto mais próximo.

Como reza o velho ditado, a inteligência tem limites, mas a estupidez humana é infinita.

Qual delas vocês escolherão?

TODOS SÃO CORRUPTOS? E DAÍ?

Esse raciocínio de que todos são corruptos e por isso Dilma e o PT devem permanecer governando é insustentável por alguns simples motivos, alguns deles já cansei de escrever aqui:

1) O que faremos? Vamos esperar 10 anos para que todos sejam investigados, fazer um imenso tribunal como o de Nuremberg para punir todos de uma só vez? O que acontecerá com o Brasil e com a gente até lá?
2) Se não vamos esperar, como fazer? Começar pelo presente, óbvio, e isto significa começar pelos que estão no poder. Por que? Óbvio também! Por acaso você paga impostos, põe seus filhos na escola, precisa de hospitais e faz compras no supermercado, está procurando trabalho no governo Itamar, FHC ou Lula (incluo Lula pela época melhor e não por merecimento)? Lógico que não! Nessa linha de raciocínio, precisamos começar pela limpeza no presente e evitando que os que assumirem continuem a roubar. Feito isso, começamos o processo de regressão para todos os ex-governos e limpando, um a um.

Então, diante do fato consumado, fazer beicinho é não ter aprendido que comportar-se como torcida de futebol culpando o juiz e pegando a torcida do time adversário de pau no metrô é pura irracionalidade.

Todos agora têm que se unir contra a corrupção e parar com essa história do nós contra eles, pois, isto só favorece os bandidos inicialmente punidos que só ficaram com esta alternativa. A alternativa do caos. Sim... eles continuarão ganhando seus 170 mil por mês entre salários e benefícios, usando hospitais como o Sírio Libanês e se aposentando com salários milionários depois de 6 anos de "trabalho"(?!).

Será que é tão difícil assim cair a ficha?

Não,  não vou não! Recuso-me a desenhar!


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