quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O muro de pau-a-pique bolivarianista brasileiro

O jornal O Globo de hoje traz em sua primeira página a revolta na China. Não era preciso ser profeta ou contra o falido comunismo e suas nuances travestidas de socialismo para prever a queda de seus últimos redutos contraditórios. Há décadas o governo chinês vem evitando uma revolta popular, tentando equilibrar-se nesse paradoxal sistema comuno-capitalista que criou, último recurso possível para uma ideologia morta num mundo cada vez mais globalizado, entregue à sedução capitalista do consumo, do acesso à informação e das liberdades democráticas.

Essa libertação da China de suas amarras ditatoriais certamente trará problemas enormes para o Brasil, e não me refiro aos ideológicos, café pequeno para um país que ainda mantém - mesmo às duras penas - suas liberdades democráticas fundamentais. A China representa 13% do comércio exterior brasileiro e em 2013 a corrente comercial entre os dois países significou cerca de 3,5% do nosso PIB (U$ 80 bilhões). Isso não é pouco!

Privilegiar a ideologia nas relações comerciais - principalmente com países comunistas - é um risco enorme pra não chamar de irresponsabilidade. A liberdade é o caminho natural do ser humano e imaginar ser possível reverter esse processo de libertação é bem mais do que uma simples teimosia, mas de burrice pura. Isto era possível numa época em que muros altos podiam esconder a realidade dos países livres; que a imprensa oficial podia esconder os privilégios das elites do politburo e os ataques brutais contra os que se revoltavam com a servidão disfarçada de igualdade de direitos.

Escreveu Jean-Paul Sartre: "Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem." E imaginem isto acontecendo em 1 bilhão e 400 milhões de almas chinesas? É muita alma até pra Buda tentar segurar!

Estamos prestes a escolher um novo - ou nova - presidente. Lula e Dilma tentam há 12 anos implantar o bolivarianismo - ou comunismo tupiniquim - em nosso país, unidos à Cuba, Venezuela, Bolívia, Uruguai e Argentina. Com Marina não será diferente, aliás, talvez pior considerando que além do ranço bolivarianista há uma boa pitada de fundamentalismo religioso e teimosia política em sua forma de governar. É só rever o histórico de Marina para conhecer suas inconsistências Mesmo que o próximo presidente tente reverter esse processo e adotar métodos econômicos mais conservadores, levaremos no mínimo uma década para colocar o Brasil novamente nos trilhos do crescimento econômico.

Veio a Perestroika, caiu o Muro de Berlin e cairá a Muralha da China, mas Lula, Dilma e (certamente) Marina continuam tentando levantar esse Muro de Pau-a-Pique Bolivarianista, celeiro de barbeiros e mosquitos da dengue. Como disse Nelson Mandela, "Uma das lições dos nossos tempos é que a transferência do poder para uma organização democrática não significa que as pessoas tenham necessariamente oportunidade de exercer seus direitos democráticos."

A vida é feita de escolhas e a única parte ruim da democracia é a de termos de nos submeter a uma maioria inconsciente de eleitores e sejam dos que estão presos ao fisiologismo irracional, aos interesses pessoais ou ao saudosismo ideológico - e a essa minoria política privilegiada que lhes dá vinho, pão e circo.

É por isso que NÃO VOU de Dilma ou Marina. Quero um Brasil melhor, ao menos para meus tetranetos. Como sou contra voto em branco ou nulo, vou de Aécio.

Estou farto de ser rato de laboratório para ideologias mortas!

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Leia:"Manifestantes dão ultimato a líder de Hong Kong e ameaçam ocupar prédios públicos"

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