domingo, 11 de agosto de 2013

De filho pra pai e de pai pra filho

Como pai e sendo hoje o dia que nos deram, sinto-me com liberdade para dizer abertamente o que eu sinto, numa difícil e delicada tentativa de equilibrar a emoção de ser pai e avô com o pragmatismo do ato da concepção, instinto que perpetua a espécie humana.

Emocionalmente como pai e sem jamais ter deixado de pensar como filho, posso hoje mais do que nunca dizer que é uma emoção única, assim como é única, diferente e incomparável a emoção de ser avô. Meus filhos sabem que eu os amo e meu pai também sabia, cada um do seu jeito. Meu netinho talvez ainda não compreenda amor num significado que os adultos há muito tentam - sem sucesso - racionalizar, mas certamente sente do jeito dele que eu o amo, ou gosto dele, não importa... isso é coisa que não se mede e crianças não perdem muito tempo com essas bobagens de significados.

Pragmaticamente como gerador auxiliar de existências humanas, o sentimento de posse dos pais vai gradativamente diminuindo com o tempo. Geramos filhos para o mundo e do mundo eles são. É por meio desse desejo ou sentimento de posse que a natureza impõe aos pais as noções de responsabilidade para com os seus filhos, pois, o ser humano é egoísta e cuida melhor daquilo que cosidera seu. No entanto, assim como é anormal a infantilidade da criança não reduzir à medida que ela cresce, também é anormal não reduzir o sentimento de posse dos pais que envelhecem.

Antes de tentar educar seus filhos, ame-os primeiro!

Três frases que deixo neste dia para que nós, pais e filhos, pensemos juntos:
- "A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio." (Jean Cocteau)
- "Se não se tem um bom pai, é preciso arranjar um." (Nietzsche)
- "Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal" (Sigmund Freud)

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