quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Karma e o folclore ocidental em torno dele

Há uma imensa confusão no ocidente sobre o verdadeiro significado de karma (karmam). Isto acontece porque algumas religiões o interpretam de forma diferente, adequando o termo às suas doutrinas e filosofias. Embora seja um assunto extremamente complexo e que não domino integralmente, as duas principais confusões dos ocidentais são as de imaginar o karma como uma cruz que deve ser carregada até o fim da vida e que há determinismo nos acontecimentos que o envolvem. No entanto, o karma é negligenciável, mas há de se ter consciência de que essa negligência apenas posterga sua extinção e não nos livra dos padrões de repetição que nos acompanham a vida toda, padrões estes gerados pela força natural e inconsciente de eliminá-lo. Esta força também se integra à lei da ação e reação, portanto, embora inconsciente, promove fatos repetitivos (padrões) tentando nos "lembrar" de sua existência.

O Budismo ensina que Kamma ou Karma significa "ação" e mostra a importância de desenvolvermos atitudes e intenções corretas em nossas vidas. Enquanto tivermos karma estaremos presos à Roda de Samsara (fluxo incessante de renascimentos). Portanto, a principal meta do budismo é a de extinguir o karma.

Para se ter uma ideia da complexidade do tema "Karma" e sua relação com a natureza, os budistas descrevem cinco categorias de "niyama" como fatores de influência:
  1. Utuniyama: a lei da natureza que diz respeito aos objetos físicos e mudanças no ambiente natural, tais como o clima, a forma como as flores desabrocham durante o dia e se fecham à noite, a forma como o solo, água e nutrientes ajudam uma árvore a crescer e a forma como as coisas se desintegram e se decompõem. Esta perspectiva enfatiza as mudanças ocasionadas pelo calor ou temperatura.
  2. Bijaniyama: a lei da natureza que diz respeito à hereditariedade que é melhor descrita com o ditado popular, “como a semente, assim a fruta.”
  3. Cittaniyama: a lei da natureza que diz respeito aos processos mentais, o processo de reconhecimento dos objetos dos sentidos e as reações mentais associadas a eles.
  4. Kammaniyama: a lei da natureza que diz respeito ao comportamento humano, o processo de geração das ações e os seus resultados. Em essência, isto é resumido nas palavras, “Boas ações trazem bons resultados, más ações trazem maus resultados.”
  5. Dhammaniyama: a lei da natureza que governa a relação e interdependência de todas as coisas: a forma como as coisas surgem, existem e depois cessam. Todas os fenômenos estão sujeitos à mudança, estão num estado de aflição e são não-eu: essa é a Lei.
Todos estamos interligados energeticamente, seja por relacionamentos amorosos, de amizade ou inimizade atuais ou já existentes, nesta ou em outras vidas. Não existe forma de decretar o término de sentimentos, sejam eles de amor, consideração, ódio ou mágoa que envolva apenas um dos lados. É por este motivo que não há como também decretar o fim do karma pelo simples desejo de não enfrentar problemas gerados por esses padrões, pois, a dificuldade, segundo a excelente definição da amiga Isabel Romanello, " é o esmeril que modela a alma." Portanto, uma das várias engrenagens que movimentam a Roda de Samsara.




Um comentário:

Umair Noor disse...

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