quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Chega de imposto(res)!


O Brasil está próximo da marca de 1 trilhão de impostos arrecadados no ano, valor que será atingido 15 dias antes do ano passado. Quando falamos em impostos, não são todas as pessoas que entendem que esse monstruoso valor arrecadado deveria retornar em benefícios para a população que o paga. Quando vemos notícias de desvios do dinheiro público, muito mais do que roubo, esse crime representa MORTES em filas de hospitais, falta de escolas e de saneamento básico, e por aí vai.

O brasileiro é o segundo no mundo que mais precisa trabalhar no ano para pagar impostos, ou seja, tem que trabalhar 150 dias (5 meses ou quase meio ano) para começar a receber seu dinheiro limpo.

Na classificação dos cinco primeiros países, em primeiro está a Suécia (185 dias) e depois do Brasil vem França (149 dias),

 Espanha (137 dias) e EUA (102 dias). O problema central não é a classificação ou quem trabalha mais, mas O QUE RETORNA PARA A POPULAÇÃO dos impostos pagos. Mesmo sem entender de economia e sem pensar muito, você pode responder o povo quem tem melhor retorno dos impostos e uma vida melhor: suecos, brasileiros, franceses, espanhóis ou americanos?

Não precisamos esperar que um parente ou amigo morra na fila de atendimento médico; que nossos filhos não consigam matricular-se numa escola pública ou notarmos que o nível de ensino é péssimo e que trabalhamos 185 dias para pagar impostos que não retornam para melhorar nossa condição de vida. Não precisamos que ROUBEM parte do que pagamos com o suor dos nossos rostos para enriquecer alguns políticos, partidos e empresários inescrupulosos.

O voto é uma das armas que temos para acabar com essa festa de falcatruas e roubos em nossa cidade, estado e país. A outra arma é o acompanhamento do trabalho de 4 anos dos políticos que elegemos, pois, votar bem é pouco.

Deste ano em diante, façamos diferente do que fizemos até hoje. Lembre-se: Você pode estar sendo, mesmo que inconscientemente, responsável por mortes em hospitais públicos, pelo péssimo nível da educação, pelo aumento da criminalidade e por aí vai. Isto não é força de expressão, mas a pura verdade.

E durma em paz com a sua consciência!

http://www.impostometro.com.br/

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uma visão "indefinitiva" sobre a vida e a morte

O importante são as marcas
que deixamos no caminho
Uma das histórias que se repetem indiscriminadamente para todos os seres viventes é a morte. No entanto, se pensarmos bem, é mais certa a morte física do que o nascimento porque podemos ser impedidos de nascer, seja pelos métodos contraceptivos ou pelo ato extremo do aborto. Ninguém gosta de escrever sobre a morte porque este é um assunto normalmente tratado quando se está frente à frente com ela numa situação que force pensar nessa possibilidade, seja pela perda de um parente ou amigo ou diante de doença irreversível.  Mesmo quando um parente ou amigo morre, a reflexão sobre o fato dura apenas alguns momentos ou determinado período. Depois disso sentimos saudades, mas normalmente nossos flashes de lembranças sobre o ocorrido são reprimidos.

As religiões tentam em vão preparar suas ovelhas para esses momentos, mas seus dogmas se limitam a vender um pacote de esperanças no qual a fé nas palavras - normalmente mal interpretadas - de seus profetas é condição obrigatória. Nem vou entrar nos detalhes das contrapartidas exigidas por essas religiões de seus fiéis, na maioria dos casos, conflitantes com suas pregações e filosofias. Que as reflexões sobre esse tema sejam realisticamente encaradas por seus seguidores, sem no entanto deixar de lado a busca por suas próprias verdades.

Os ateus e agnósticos - com algumas variações entre eles - também têm seus problemas existenciais e dúvidas sobre o assunto, pois, da mesma forma como não se pode afirmar a existência de Deus, também não a sua inexistência. O que vemos são apenas argumentações e contra-argumentações nesse campo do desconhecido. O fato de negarem a existência de Deus não os livra dessa reflexão, mas apenas a posterga, pois, a negação e o ceticismo são, de um jeito ou de outro, uma forma de concentrar sua lógica em probabilidades. E probabilidades, mesmo que denotem uma visão mais científica não são certezas, mas apenas probabilidades.

Algumas filosofias pregam ser tudo uma ilusão, ou seja, que vivemos num mundo fenomênico em que nem a existência de fatos pode ser confirmada, apresentando-se cercada de incertezas e projeções da mente. Da pra "pirar" refletir sobre isto!

Em resumo, no fundo todos somos situacionalmente - mesmo que por alguns segundos - crentes, descrentes, ateus e agnósticos e, entre a vida e a morte, temos consciência apenas da vida e nos concentramos nela. Recheada ou não de ilusões e incertezas, quantos amigos e parentes já se foram e mantemos suas realizações e lembranças eternamente em nossos corações?

Não importa se existe um Deus com dedo em riste ou representado por uma energia amórfica; se existem santos, mestres, deuses ou figuras mitológicas. Existe uma vida ou um resto de vida ternária para ser vivida enquanto encarnados e ela será fruto de recordações para nossos filhos, cônjuges, parentes, amigos e até para inimigos, mesmo aqueles para os quais jamais percebemos que um dia o fomos.

Como escreveu Fernando Sabino:

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

No meio do caminho havia pedras

Nesse período de julgamento do mensalão, todos se voltam para o STF, acompanhando o julgamento e os votos dos ministros. Sinceramente, estou cansado dessa história de que nós, leigos em matéria de direito, não podemos emitir nossas opiniões sobre o assunto. Como se não bastasse a farta corrupção espalhada pelos quatro cantos deste país, temos agora que ficar em silêncio aguardando comportadamente o bater do martelo dos deuses do Olimpo para só então gritarmos: NOS FERRARAM MAIS UMA VEZ!

Médico também estudou, fez juramento, tem o título de doutor e um manual de ética, mas se eu disser pra ele onde está doendo, isto abreviará o tempo do diagnóstico e da cura. O ser humano e seu senso de justiça nasceram bem antes das leis, dos advogados, promotores e juízes. Um grande humanista chamado Mohandas Karamchand Gandhi - conhecido como Mahatma Gandhi - disse um dia: "Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo". Eu nunca escrevi palavrões aqui neste blog e podem procurar, mas como sempre existe a primeira vez, eu digo: ÀS FAVAS ESSES TECNOCRATAS DE MERDA!

Leis não foram feitas para a justiça técnica, mas para a JUSTIÇA HUMANA. E quando a sensibilidade da maioria de uma nação grita, dizendo que não está havendo JUSTIÇA HUMANA, acreditem: NÃO ESTÁ HAVENDO JUSTIÇA HUMANA. E continuando com o paralelo do médico, se a receita não faz a dor parar e não cura a doença, troca-se de médico. Mas no caso da justiça, se a  dor da injustiça não pára de doer e o câncer da corrupção se alastra, como trocar nossos advogados, juízes e ministros do supremo? Votar em novos governantes? Não... não há ser humano que suporte uma dor dilacerante por 4, 8 ou 12 anos.

O ministro Gilmar Mendes, falando sobre impunidade e corregedorias disse uma vez: “Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se cuida de investigar os próprios pares. Jornalistas e jornaleiros dizem isso toda hora”. Oras, grande ministro, utilizo a mesma força de expressão para dizer agora: Até as pedras sabiam que o ministro Lewandowski daria uma no cravo e outra na ferradura. Que quando primeiro votou pela condenação de Marcos Valério, sócios e funcionário do Banco do Brasil, estava preparando o terreno para absolver o PRIMEIRO POLÍTICO dos réus do mensalão. Cantei a bola dois dias antes e: DITO E FEITO! Afinal, só empresários, funcionários e ladrões de galinha são condenados neste país. Coincidência Lewandowski guardar seu contraponto ao relator em nome do equilíbrio do julgamento, coincidentemente apenas para o réu político? E como serão os outros contrapontos de Lewandowski? Para outros empresários e funcionários também ou apenas para os próximos políticos da lista?

Daqui pra frente é só acompanhar aqueles que já conhecemos de outros carnavais. Thomaz Bastos tinha razão em sua profecia. A justiça brasileira está previsível demais. Se até as pedras sabem, que dirá nós, feitos de carne e sentimentos?

Como seria bom se no meio do caminho houvesse apenas uma pedra e não, cinco ou seis!






quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Thomaz Bastos, advogado, ex-ministro e profeta

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro e advogado de um dos réus do mensalão, Márcio Thomaz Bastos, provoca a manchete: "Ninguém será preso antes de 2013, diz advogado de réu do mensalão". No fundo, nem precisa ser advogado para declarar que ninguém será preso, não só antes de 2013, mas também depois. Nós, cidadãos leigos e desanimados com a justiça brasileira podemos dizer isto baseados no histórico da impunidade no Brasil.

Observa também a Folha: "Thomaz Bastos teve grande influência durante o primeiro mandato (2003-2006) de Luiz Inácio Lula da Silva, na indicação de nomes para o STF. Vários desses ministros hoje dão indicações de que podem votar pela condenação de mensaleiros. Thomaz Bastos diz não se arrepender de nenhuma indicação."

Ninguém acredita nesse papel de coadjuvante em que Thomaz Bastos se coloca em relação aos outros advogados. Ele, mesmo nos bastidores, com seu notório saber jurídico e status de ex-ministro, certamente comanda TODAS as ações dos defensores dos réus e não poderia ser diferente. No entanto essa previsão profetizada por Bastos em relação ao julgamento nos assusta, mesmo armados do velho ceticismo justificado pelo histórico da impunidade no Brasil.

Essas entrevistas e declarações proféticas de Thomaz Bastos, vão muito além do seu notório saber jurídico, chegando ao não tão notório conhecimento da máquina. Ele sabe "como as coisas funcionam".

Como as coisas funcionam? Oras... alguém pode me dizer como as coisas funcionam? Ou pelo menos como deveriam funcionar?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Medo, posse e libertação

Dentre os vários tipos de medo, os mais terríveis são os que provocam prazer mórbido inconsciente, ou seja, aqueles que repelimos racionalmente e tentamos superá-los, mas algo dentro de nós trabalha silenciosamente para que não os superemos. É o paradoxo do medo de não sentir medo.

Existem inúmeras razões para não querermos abandonar determinados medos e a maioria dessas razões envolve a prevenção contra os sentimentos de culpa e de perda . Não libertarmos nossos filhos pela preocupação de serem infelizes sem a nossa proteção; não libertamos nossos amores porque os queremos próximos. Escreveu Fernando Pessoa: "Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência."

Enfim... "Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser." (Goethe)

Leia também: Vencer o Medo

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Greves - mensagem subliminar

As greves estão pipocando em vários segmentos, mas as mais significativas são as que envolvem os setores públicos, como polícias Federal e Rodoviária, Professores universitários, Fiscais entre outras categorias de servidores. Essas greves em pleno governo do PT - principalmente - e aliados envolvem muito mais do que simples reivindicações de salários e benefícios. São impulsionadas pelo inconformismo reinante num país onde roubos e desvios do erário foram praticamente institucionalizados. Só está faltando a batida do martelo de absolvição do Supremo Tribunal Federal no caso do Mensalão para iniciar o processo formal de institucionalização baseada na jurisprudência criada pela Corte Maior do nosso Brasil servil.

O que pensam os trabalhadores diante disso? Sim... trabalhadores! Aqueles que têm horário para entrar e sair e ainda por cima pagam altos impostos que deveriam retornar em benefícios, mas que são desviados por quadrilhas de engravatados que fazem cara de paisagem quando são inquiridos, seja pelas falsas CPIs chapas-brancas ou pelos tribunais. E como a justiça não coloca esses ladrões atrás das grades por causa das brechas constitucionais e das manobras de seus milionários advogados pagos normalmente com dinheiro de fonte suspeita e desviado dos impostos, esses trabalhadores têm apenas a greve como instrumento de pressão. Pressão direta para melhorar seus vencimentos e indireta para forçar a moralização do país e dizerem: "NÓS ESTAMOS VENDO".

Em qualquer país um pouco mais sério, o povo - pelo menos o de Brasília e imediações - estaria lotando a frente do Supremo durante o julgamento do Mensalão. Os ministros dizem que a pressão popular não influencia suas decisões, mas isso é papo furado. Essa história de que não devem ser influenciados vale só para o povo, pois, os advogados milionários desses supostos ladrões não só podem como influenciam, por meio das falhas das nossas leis. Até os leigos sabem de antemão os votos de alguns dos ministros, "coincidentemente" daqueles que foram (ou são) próximos de Lula e Dirceu. Então, que raio de imparcialidade é essa?

Acompanhem os votos de Lewandowski e Toffoli e conhecerão toda a verdade sobre a imparcialidade de alguns ministros "amigos" dos réus.

Vamos pressionar sim! Isso é legítimo e necessário.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO! (Arnaldo Jabor)


Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Arnaldo Jabor

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