sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sexo e dinheiro - Parte II

Dando continuidade aos temas, dinheiro é outro tabu dentro das religiões. O interessante é que a maioria dessas religiões fala muito sobre a ganância, mas não faz outra coisa senão arrecadar dinheiro sob o manto da multiplicação dos peixes de Jesus, ou seja,  alegam precisar de dinheiro para ajudar mais pessoas. Essa justificativa me lembra que os políticos dizem algo parecido. Não vou comentar esses casos, mas apenas fazer duas perguntas para que você mesmo tente responder: O dinheiro vai mesmo para essa causa nobre? Essas religiões ou políticos possuem muitos bens móveis, imóveis e aplicações financeiras?

Dinheiro é bom, desde que a energia agregada - fruto do trabalho honesto e de boa fonte - também seja boa. O dinheiro nos permite viver bem e aproveitar melhor a nossa existência, dentro dos conceitos de vida e de felicidade de cada um. Desta forma, ninguém pode ser criticado, tanto por desejar mais quanto por estar feliz com o dinheiro que tem, desde que trabalhe dentro de princípios éticos.

O status é uma consequência natural de quem possui dinheiro, mas ter o status como objetivo normalmente nos leva à busca do enriquecimento e essa corrida não estabelece limites para nenhum desses dois objetivos. Uma forma de encontrar esses limites está na simples pergunta que deve ser feita para si mesmo: como está a minha qualidade de vida?

Escreveu Carlos Drummond de Andrade: "O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza."

Embora "qualidade de vida" seja algo muito relativo e de conceito transitório, não é difícil perceber alguns sinais que a vida nos dá. São mais perguntas que devemos fazer para nós mesmos, incluindo nossos cônjuges e filhos. E os pesos das respostas, mais uma vez estão ligados às nossas concepções de qualidade de vida.
- Posso sair e voltar para casa tranquilo?
- Estou tendo tempo para mim mesmo?
- Como vai o meu crescimento interior?
- Tenho tempo para meu lazer com a família?
- Como vai a minha saúde?
Para pensarmos nessas perguntas e respondê-las com sinceridade, precisamos primeiro nos afastar do dia-a-dia, não tem jeito! E se chegarmos à conclusão que não podemos nos afastar por algumas horas ou dias do cotidiano para respondermos essas perguntas, aí vai uma dica: acho que sua qualidade de vida não é das melhores e compensa refletir melhor sobre isso.

Em resumo, sexo e dinheiro são valores importantes, mas a partir do momento que percebemos estarmos guiando as nossas vidas por eles, certamente num determinado momento iremos nos frustrar e o tempo não volta atrás. Todos envelhecemos e somos mortais. Invariavelmente, todos nós iremos refletir na velhice e raramente ouviremos de nós mesmos: "Puxa... eu deveria ter trabalhado mais para ganhar mais dinheiro."

Finalizo com uma sábia frase de Lao Tsé: "Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias."



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