terça-feira, 24 de maio de 2011

Caixas eletrônicos: Quem leva tinta é o cidadão

O que os bancos têm feito para evitar crimes envolvendo caixas eletrônicos? A última novidade dos banqueiros  é o sistema que mancha as notas com tinta magenta, inutilizando-as. Muito inteligente, pois, afinal, o principal problema do banqueiro é não deixar que os ladrões levem seu rico dinheirinho. E agora, banqueiros e seguradoras tentam junto ao Banco Central ou Casa da Moeda, fazer com que as notas manchadas sejam trocadas por outras novinhas em folha. Essas são soluções típicas de empresas que não estão nem aí com a segurança das vítimas, neste caso, seus clientes. Deveria existir uma lei que obrigasse os bancos a manter segurança durante o funcionamento dos caixas, tanto os que se encontram nos próprios bancos, em locais públicos ou particulares (estabelecimentos comerciais).

Como os bancos mantém segurança em suas agências, a conclusão é que isto é feito apenas para evitar que levem o dinheiro, ou seja, o cliente que se dane. E o pior de tudo é que a responsabilidade pela segurança nos caixas 24h e outros públicos fica por conta da Polícia Militar, paga com o nosso dinheiro.

Sugiro aos advogados que atendam clientes que sofreram sequestros relâmpagos e foram obrigados a passar pelos caixas eletrônicos; que se feriram durante as explosões cada vez mais comuns e os que foram assaltados dentro dos caixas quando sacavam ou depositavam dinheiro.

Os banqueiros só entendem quando mexem em seus bolsos.

.
.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dinheiro, competência, igualdade e justiça

Dois fatos internacionais nos últimos dias envolvendo cidadãos fora de seu país de origem nos fazem pensar no termo JUSTIÇA, independentemente das constituições e leis dos países envolvidos. Um é o caso do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn acusado de atacar uma camareira num hotel americano em que estava hospedado. O outro é dos pilotos americanos  Jan Paul Paladino e Joseph Lepore do avião Legacy, acusados de causar um dos maiores acidentes aéreos da história brasileira há cinco anos, quando morreram 154 pessoas.

São fatos que, a princípio, nos dão a impressão de que não se relacionam. O primeiro é uma tentativa de estupro e o segundo, de imperícia na condução de aeronave, desligando equipamentos ou não notando que estavam desligados. Mas se pensarmos bem, existe um ponto (in)comum entre os dois casos.

Independentemente das leis internas de cada país (EUA, França e Brasil), a justiça de países democráticos não deveriam ser tão diferentes, a ponto de algemar um acusado de tentativa de estupro e condenar outros dois responsáveis DIRETOS (de forma culposa ou não) pela morte de 154 pessoas a prestar serviços comunitários.

Não podemos negar que a justiça americana é mais implacável que a brasileira, e não é só no caso de Dominique Strauss-Kahn, embora ela adore pegar um estrangeiro de jeito em seu país e seja extremamente protecionista nos casos que envolvem disputas de filhos de pais/mães americano(a)s ou nos casos de infrações de seus cidadãos cometidas fora de suas fronteiras. Também não podemos negar a tolerância (para não dizer submissão) da justiça brasileira quando os crimes envolvem americanos ou estrangeiros do chamado "primeiro mundo".

No entanto, há coerência na permissividade da justiça (ou das leis) brasileira(s), pois este é um país que diferencia o ladrão de galinha do ladrão político ou empresário (colarinho branco), com a desculpa de que os de colarinho branco podem contratar advogados melhores. Oras... que raio de igualdade é essa num país onde o cumprimento de leis, condenações e aplicações dependem da qualidade da defesa do acusado, independentemente da gravidade do crime? Não estou falando de diferenças razoavelmente toleráveis, mas de disparidades monstruosas. Uma boa argumentação (isso pra não falar de outras coisas) de um bom profissional da advocacia pode inocentar culpados ou abrandar injustamente o cumprimento de penas?

Concordo que essa diferença entre advogados e tribunais existe no mundo inteiro, mas será que com as mesmas frequência, seletividade social e intensidade das que ocorrem no Brasil?

.
.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Desabafo e pedido dos @PensadoresFalam

Sei que temos motivos de sobra para ficarmos desanimados com a política praticada no Brasil e outros tantos para sentir que nossos sonhos de um país melhor estão sendo destruídos diante dessa verdadeira banalização da improbidade adminstrativa, corrupção e dos favorecimentos ilícitos. Mas como bem disse Ernest Hemmingway, "Um homem pode ser destruído, mas não derrotado."

Enfim, o desânimo pode até tirar um pouco (ou muito) da nossa motivação, mas sem essa de derrotismo, por favor!

Não podemos deixar de reivindicar e divulgar o que acontece de podre no mundo político brasileiro, principalmente aquilo que fazem com o nosso dinheiro. Primeiro porque não é justo e segundo, porque é isso exatamente que os maus políticos querem: a nossa apatia e indiferença para roubarem mais.

Não fazemos mais boletins de ocorrência após sermos roubados ou agredidos porque temos medo e sabemos que o ladrão não será julgado e nem condenado tão rapidamente. Temos medo porque eles, mesmo depois de presos, olham para as nossas caras e dizem: "Isso não vai ficar assim. Estou preso, mas sua família e meus amigos não estão". Não acreditamos na justiça porque as toneladas de processos empacados nos dão certeza de que estaremos mortos primeiro, seja naturalmente,  pelo próprio criminoso que escapou ou por seus amigos bandidos. Resumindo, se correr o bicho pega...

Precisamos reagir contra isso tudo e a mudança começará na política, pois, na bandidagem é que não começará. Precisamos, imparcial e apartidariamentee, retuitar notícias que mostrem para o maior número de cidadãos, as falcatruas e roubos do erário, além dos abusos feitos com o dinheiro público (nosso dinheiro!). Digo imparcialmente porque antes de retuitar, precisamos saber identificar se a fonte é tendenciosa ou não. Os jornais e revistas são uma boa fonte de informações e sites sérios como o www.contasabertas.com.br  também.

Não desanimem... não sejamos egoístas a ponto de exigirmos que as mudanças sejam apenas para a nossa vida enquanto vivermos. Temos filhos, amigos, parentes mais jovens que nós e eles poderão usufruir da igualdade e justiça que virão com o tempo.

Procurem fontes de notícias, tuitem e retuitem... vamos agitar a consciência deste povo que merece muito mais do que os políticos nos dão. Temos exemplos demais de cidadãos que enfrentaram situações muito mais adversas e, sozinhos, mudaram a história de uma nação. E sem essa de termos que sair gritando nas ruas de armas nas mãos. Temos recursos demais hoje antes de se chegar nesse extremo.

Termino com algumas frases de um desses cidadãos de fibra e caráter que já pisaram na Terra:


  • "Precisamos nos tornar na mudança que queremos ver"
  • "A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea."
  • "O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente."
  • "Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo."
  • "Nunca país algum se elevou sem se ter purificado no fogo do sofrimento."
  • "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
  • "Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao fim e ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa."
  • "A satisfação está no esforço e não apenas na realização final."
  • "Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente."
  • "Algemas de ouro são muito piores que algemas de ferro."
  • "Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza."
  • "Só engrandecemos o nosso direito à vida cumprindo o nosso dever de cidadãos do mundo."
(Mahatma Gandhi)
.
.

domingo, 15 de maio de 2011

PPPs - Desobrigação dos serviços públicos?

PASSANDO MACAQUINHO E DINHEIRINHO
Ouvi na CBN, matéria sobre PPP (Parceria Público Privada) da prefeitura de Belo Horizonte, após a primeira  no segmento da Saúde Pública. Pensando na finalidade e no resultado que esses convênios visam, não há como rejeitar iniciativas que tentem melhorar as condições da saúde e educação públicas. No entanto, percebemos sutilezas encobertas por esses nobres objetivos que não podem deixar de ser analisadas.

Uma dessas sutilezas é a informação de que antes havia menos interesse das empresas de participarem das PPPs porque tinham medo de não receberem, pois, prefeituras são más pagadoras. A solução foi aumentar os valores, o que provocou mais interesse das empresas. Será que os primeiros valores estabelecidos eram injustos ou faltava incluir uma "taxa de risco" contra maus pagadores para ficarem mais atrativos?

A outra sutileza é primária: oras... nós pagamos impostos pra que? Contratar empresas que terceirizarão serviços escolares e da saúde pública é uma espécie de moto perpétuo de impostos. Se as PPPs permitirão maiores investimentos na construção de escolas e hospitais é porque haverá economia orçamentária. E é óbvio que essas empresas trabalharão com lucros. Qual a economia REAL que essa parceria vai proporcionar? De quem será o patrimônio (terrenos, prédios e equipamentos)?

Como dinheiro público não cresce em árvores, de onde ele vai sair para viabilizar esse negócio da China? Se for da redução no quadro atual de funcionários públicos ou até dos que seriam contratados para a ampliação dos serviços, deve existir números que comprovem isso. Como uma parceria pode dar lucros pagando menos? São apenas os funcionários públicos que  fazem hoje esses serviços "menores", os mais caros e menos eficientes da administração pública? A incompetência na gestão das verbas da educação está nesses profissionais da limpeza, segurança e compras que serão "terceirizados"?

E a responsabilidade sobre as eventuais falhas no antendimento ao cidadão que paga impostos? Mesmo que os serviços dessas PPPs não envolvam a parte pedagógica,  eles promoverão influências no ambiente escolar. Para mim, essas parcerias não podem eximir os governos de sua TOTAL responsabillidade sobre eventuais falhas nos sistemas de educação e de saúde públicos.

Essa responsabilidade TOTAL é para que a gente não ouça das prefeituras aquilo que ouvimos toda hora da Telefonica ou das empresas de energia elétrica quando reclamamos de um serviço: "O senhor precisa entender que esse funcionário que prestou serviços para o senhor e não lhe atendeu bem é de uma empresa terceirizada." E nós com isso?

Diante de problemas, não basta que a prefeitura processe ou rompa contrato com a empresa-parceira. O cidadão que paga impostos tem que poder cobrar e a lei responsabilizar a autoridade pública competente sem que ela possa utilizar esse tipo de defesa. Como não conheço a fundo a lei que regulamenta as PPPs, não posso ir além desses questionamentos.

Só falta agora fazer PPP para prefeito e secretariado, que só passarão nas prefeituras para receber os contra-cheques no final do mês. Talvez nem isso... depósito em conta corrente.

.
.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Estrada de Campos do Jordão - SP 123

Descaso do DER: Há mais de um mês houve deslizamento de encosta no quilômetro 42 da rodovia Floriano Pinheiro (próximo ao viaduto Gavião Gonzaga), estrada que liga o Vale do Paraíba à Campos do Jordão e até agora aguarda providências para ser reparado. As fotos abaixo mostram a rodovia e o perigo iminente.

O problema não envolve só a estrada, mas também os bairros que se encontram abaixo do morro (Lajeado). O desmoronamento já provocou assoreamento e desvio de curso do rio que sucede à cachoeira do Gavião Gonzaga. Com a trepidação causada pelos caminhões que passam na rodovia e a proximidade da beirada do morro, o fato de estarmos entrando no período de estiagem não eliminará os riscos de desmoronamentos. Na terceira foto podemos notar que os postes estão "por um fio".

Será que estão esperando acontecer uma tragédia, principalmente agora que estamos próximos da temporada e do Festival de Inverno? Quando o risco envolve vidas humanas não se pode trabalhar com probabilidades e muito menos considerar restrições ou cortes orçamentários. Ou será que estão esperando chegar o período das chuvas?








Reverência ao destino





REVERÊNCIA AO DESTINO


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
 


-


PS: Poema atribuído a Carlos Drummond de Andrade em virtude da última frase ser de seu livro "Fazendeiro do Ar". O poema não é dele, mas, nem por isso, perde a profundidade e a beleza das verdades nele contidas"



terça-feira, 3 de maio de 2011

Bin Laden, WikiLeaks e os "hackers do bem"

Não... não vou falar da morte de Bin Laden e nem gastar meu tempo fazendo elucubrações e escrevendo sobre bestas apocalípticas, Illuminatis, Nova Ordem Mundial e fim de mundo. Deixo isso para os detetives cibernéticos, ficcionistas, romancistas e esotéricos. Nunca, nesta nossa geração, saberemos de todas as verdades. Como sempre, prefiro buscar nas entrelinhas dessas histórias, as sutilezas das realidades que afetam as nossas vidas.

Embora não sejamos tão inocentes, pudemos perceber nessa história da morte de Bin Laden, alguns detalhes interessantes. A CIA sabia que a possível casa do terrorista não tinha telefone e nem internet (perguntaram na prefeitura?), e que ele foi descoberto após interceptação de alguns e-mails de seu mensageiro (pediram pro provedor?).

Um dia antes da morte de Laden, o Estadão publicou a matéria Facebook é máquina de espionagem (clique e leiam), na qual o fundador do Wikileaks, Julian Assange, declara que o Facebook é a “mais espantosa máquina de espionagem já inventada”.

A internet está sendo disseminada a custos cada vez mais baixos no mundo inteiro e essa história de sigilo de dados para os cidadãos comuns, como nós, é conversa pra boi dormir. Blogs e outros serviços gratuitos, como facebooks, twitters e redes sociais, além de compras online... como tem gente boazinha neste nosso mundo, não? Já imaginaram o perfil que pode ser traçado de cada consumidor? De cada cidadão? Será que há criptografia e provedor capazes de garantir essa nossa "PRIVACIDADE", tão divulgada nos meios de comunicação? É evidente que os provedores de acesso não são parceiros conscientes dessa rede de informações, mas não pensem apenas em instalações físicas assentadas na superfície do Planeta. Qual o país que "manda" nos satélites?

Fica então, respondida a pergunta:
- Por onde passa obrigatoriamente todo esse tráfego de informações do mundo inteiro?
No entanto, nossa dependência hoje da rede mundial é grande e a tendência é aumentar cada vez mais. Estamos sendo "fichados" num imenso banco de dados? Podemos ter nossos dados "SIGILOSOS" quebrados com a desculpa (se descobrirmos) de que fazemos parte de uma sociedade secreta qualquer que está atentando contra a segurança mundial das "nações livres"? Julian Assange é hacker do mal e a CIA é hacker do bem? Quem escolhe e separa os bons dos maus? O bom ou o mau? Quem é bom e quem é mau?

Não olhem para trás agora, mas estamos sendo seguidos! Não... não é Teoria da Conspiração não. É probabilidade fundamentada em constatações.


Leia também: Pura Reflexão: WikiLeaks - Quem é o Batman?
.
.

Posts mais populares