segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PDFs e eBooks

A partir de hoje, frases, poemas e textos selecionados disponíveis em eBooks e PDFs para download.no Pura Reflexão.

Começamos com Gandhi e Petrus Falcin.

Acesse clicando aqui

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Contribuinte ou sócio-contribuinte?

Continuando o assunto dos posts anteriores sobre orçamento e verbas ( "Orça-Mentem" e "Só faltava o palhaço de carteira assinada"), o governo Dilma começa mal, dando exemplos claros de que o discurso socialista do PT e de seus aliados não passa de retórica. A matéria "Estados governados pela oposição foram mais afetados com corte de emendas" do Contas Abertas só comprova a continuidade da politicagem  e do revanchismo desmedidos. Reproduzo abaixo alguns trechos da matéria:

"Os estados de Minas Gerais, Roraima e São Paulo, administrados por governadores tucanos, foram os maiores prejudicados pelo corte de emendas parlamentares já efetuado no orçamento da União para este ano, que somou R$ 1,8 bilhão. As emendas vetadas para Minas, de Antonio Anastasia, chegam a R$ 189,2 milhões. Em Roraima, de Anchieta Junior, a tesourada nos projetos que seriam desenvolvidos exclusivamente no estado foi de R$ 185,6 milhões. Já o corte em São Paulo, de Geraldo Alckmin, ficou em R$ 115,5 milhões"

As perguntas que eu faço são bem simples e diretas:

  1. Qual a culpa que o povo tem por ter exercido seu direito democrático de escolha?"
  2. Os impostos pagos pelos eleitores do governo valem mais?
  3. As necessidades dos estados que elegeram Dilma são diferentes?
  4. Somos uma república ou países dentro de outro país?
  5. Por que o dinheiro dos MEUS impostos é usado para comprar o que eu não quero e não preciso?
  6. Por que o dinheiro dos MEUS impostos é usado para comprar votos de parlamentares que não escolhi e sem a minha autorização (favorecer emendas)?
  7. Como as eleições para presidente estão equilibradas (Dilma teve 57% dos votos), de 4 em 4 anos teremos sempre somente 50% do país administrado e suprido em suas necessidades básicas?
Acho que já entendi... para eles, socialismo é privilegiar apenas os sócios. Do clube e dos "negócios".


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mágoa

Um dos sentimentos mais destrutivos que existe é a mágoa. Poucos entendem o fato de que os pensamentos são conectores energéticos invisíveis que nos interligam em rede e são responsáveis pela energia que não só molda o inconsciente coletivo (humanidade), como também os nossos humores e ânimos, individualmente. Conservar a mágoa e se negar ao perdão (pedido ou concedido) sincero e manifestado é conservar a lembrança inconsciente e a energia amarga nela contida.

Não se trata apenas de conceder ou pedir o perdão, mas de antes refletir profundamente, inclusive colocando-se no lugar da pessoa, ou seja, praticando a necessária, mas tão pouco compreendida e utilizada, empatia. Razões são individuais e por mais verdadeiras, por mais firmes e inabaláveis que sejam, sempre as serão sob os nossos pontos de vista, normalmente parciais porque envolvem a perda ou o reforço da nossa auto-estima.

Eliminar mágoas é mais do que uma obrigação fraterna enaltecida em todas as escrituras e filosofias... é parte importante da inteligência emocional, que envolve a capacidade de lidar com os nossos próprios sentimentos e com os alheios aos nossos. Mágoas são raízes invisíveis que nos prendem ao passado e que impedem a mente e o espírito de caminharem juntos na vida.

A idéia deste texto não é de se aprofundar no tema, pois ele merecia volumes e mais volumes de reflexões e de constatações. No entanto, jamais encontraríamos em qualquer um desses volumes algo que incentivasse a mágoa como algo necessário para que nos tornemos seres humanizados e felizes.

A lembrança fica por minha conta... o resto é com a gente!




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Só faltava o palhaço de carteira assinada.

Agora não falta mais nada.

É triste constatar que verbas do orçamento solicitadas por deputados e senadores para suas regiões ou estados são utilizadas como instrumentos de pressão para que o governo aprove ou rejeite medidas provisórias, leis e emendas constitucionais, conforme seus interesses e conceitos de verdade e justiça... verdade e justiça de quem e para quem? Ao contrário do que os governos demonstram com suas argumentações furadas de preservar o orçamento em consideração à Lei de Responsabilidade Fiscal, as manobras são puramente interesseiras, birrentas e irresponsáveis em relação à verdadeira lógica da administração pública que deveria se preocupar em gerenciar recursos provenientes dos CIDADÃOS para os PRÓPRIOS CIDADÃOS.

Assistir essa representação patética dos senadores e deputados que apóiam o governo cantando vitória por estarem conquistando maioria nas votações polêmicas, nada mais é do que um reviver mais discreto, porém não menos debochado, da dança da deputada Ângela Guadagnin após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG) em março de 2006. E os gritos dos opositores do governo não me sensibilizam porque eles estão apenas fazendo o papel de oposição e só comprovaremos a sinceridade desses gritos no dia em que também forem governo.

Não se trata de desejar que políticos não sejam políticos, mas de que sejam HOMENS e MULHERES; SERES HUMANOS acima de tudo. No entanto isto é pedir demais, pois, ser político não é mais representar eleitores ou suas regiões, mas representar papéis no teatro da política. Os políticos viraram atores, da mais simples palhaçada dos circos à fina dramaturgia de Victor Hugo em "Os miseráveis".

Isso não vai durar muito tempo... daqui a pouco eles estarão representando só para eles mesmos e estaremos apenas esperando terminar o 26º ato dessa comédia que começou em 1985 para sair às ruas. Enganam-se os que pensam ser só a falta de liberdade a grande opressora das massas e que maiorias são eternas... são apenas temporárias e situacionais. Na história, as grandes mudanças originaram do seio das minorias.

Tudo só é eterno enquanto dura e 25 anos não são nada frente à eternidade, assim como os 20 dos anos de chumbo não o foram.


CLIQUE NA IMAGEM E PARTICIPE DA CAMPANHA NO FACEBOOK




- o -

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fé é coisa de religiosos?

O excesso de dogmas, religiões e da auto-ajuda baseada em processos automáticos e repetitivos transformaram o ser humano num animal racional cético em relação ao seu próprio potencial mental mais sutil. Segundo esses céticos, admitir a a existência de uma força maior que extrapola o seu raciocínio lógico é sinal de fraqueza, pois, apenas o cognoscível pode ser chamado de real.

Não vou ficar relacionando fatos que não podem ser comprovados pela falta de um ou mais elementos do processo cognitivo (atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem), pois, só o fato desse processo considerar elementos complexamente relativos como percepção e imaginação, já fariam com que as provas da existência desses fatos (ou realidades) fossem tão relativas quanto as suas contra-argumentações.

O filósofo Nietzsche, por exemplo, relativiza a realidade e a verdade na pergunta: "A linguagem é a expressão adequada de todas as realidades?" e em outro momento afirma que  "(...) quando os instintos vitais não podem agir no mundo exterior, quer dizer, quando são reprimidos, sua direção é invertida, voltando-se para dentro: cria-se a interioridade, crescendo no homem o que depois será chamado de alma"

Como tudo depende de interpretação, o fato do ser humano buscar o seu interior quando não consegue uma explicação lógica para as realidades que constata - não consegue exprimi-la ou as questiona buscando uma resposta - não significa que elas não possam ser aceitas como realidades simplesmente porque a resposta veio de seu interior. Oras... se a percepção da verdade promoveu a aquietação do seu sentimento de dúvida, não será a subjetividade vista por uma outra pessoa ou definida por conceito externo que destruirá esta sua realidade sentida.

Já as realidades sociais ou exteriores, podem ser refletidas com a afirmação de Marx/Engels:

Desde o início pesa sobre o ‘espírito’ a maldição de estar ‘contaminado’ pela matéria, que se apresenta sob a forma de camadas de ar em movimento, de sons, em suma, de linguagem. A linguagem é tão antiga quanto a consciência – a linguagem é a consciência real, prática, que existe para os outros homens e, portanto, existe também para mim mesmo; e a linguagem nasce, como a consciência, da carência, da necessidade de intercâmbio com outros homens.

Com esses dois conceitos distintos (de Nietzsche e Karl Marx/Friedrich Engels) a realidade ganha aspectos diferentes que não se anulam, mas apenas se relativizam nos conceitos de REALIDADE INTERIOR (pessoal e individual, baseada nos próprios sentimentos) e de REALIDADE SOCIAL (exterior, baseada em necessidades sociais de senso comum), sendo esta última, auto-explicativa.

A REALIDADE INTERIOR sentida (mais conhecida como fé) pode ser também dividida em outras duas que se diferenciam pelo tipo de convencimento ao qual sujeitamos a aceitação da realidade questionada: à existência de um ser morfologicamente definido (1 - objeto, pessoa, santo, guru, Deus ou deidade) ou à uma força/energia superior amórfica (2 - aceitação da existência de uma força única "creadora"). Ambas têm seus reforços internos das verdades baseados em resultados obtidos, pois, são eles que realimentam e fortalecem essas verdades sentidas (fé).

O maior problema da primeira fé (imagem de um objeto ou ser morfológicamente definido) está no fato de incentivar o culto à imagem ou personalidade além de tender ao fanatismo. Faz com que o indivíduo dependa única e exclusivamente de uma visualização bem definida, seja por meio de frases proferidas e/ou de imagens físicas criadas/reproduzidas. Essa dependência de estímulos auditivos e visuais, acaba inibindo os que não os aceitam, impedindo-os de explorar suas forças mentais mais sutis, que são reais e existem, independentemente do tipo de fé que que será utilizada para os desenvolver. Pior do que não aceitar a existência dessas forças é negá-las, resumindo o ser humano num animal pensante de pernas, pés, braços, mãos, tronco, pescoço e cérebro somados aos bens que possui, à sua família e seu status social.

Se esse ser generalista cético parar de recusar o não experimentado e resolver interiorizar-se tentando vivenciar algo mais profundo por meio da meditação não-contemplativa (transcendental) ou de outros recursos técnicos (yoga ou relaxamento), certamente conseguirá notar resultados palpáveis em sua vida e que lhe abrirão portas nunca antes abertas. O sentimento de paz interior e bem-estar serão os primeiros de inúmeros outros que se sucederão.

Para estimular o início de uma nova etapa na sua vida, comece fazendo duas perguntas para você mesmo: "O que este meu ceticismo me proporcionou de benefícios reais até agora? Se proporcionou, o que a ausência dele me proporcionaria a mais?

Pense bem... negar sem primeiro experimentar é permanecer sendo o que você é. Se hoje você acha está bom do jeito que está, significa que ainda não é o momento. O "não estar satisfeito" é apenas uma questão de tempo e circunstâncias. Não necessariamente de problemas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Controle e sentimento agregado

Desde pequenos, ouvimos de nossos pais ou dos que nos criaram, das religiões e das filosofias, que temos de ser humildes; que não podemos guardar rancores; que não devemos julgar ninguém; que a riqueza não traz felicidade e uma infinidade de outras "verdades" que nem cabem direito no nosso cérebro ainda em formação. Ficamos confusos, pois, ouvimos e lemos esses “conselhos”, mas vamos percebendo que, afinal, a vida REAL não se desenvolve dessa maneira que nos “aconselham”. Sempre com as devidas exceções, notamos que nossos pais brigam e ficam magoados um com o outro; que a nossa religião ou o nosso guru gosta muito de dinheiro; que a sociedade e as pessoas sempre estão nos julgando; que precisamos trabalhar muito para pagar a escola, sustentar filhos, comprar comida e outros produtos que as propagandas nos metem goela abaixo.

E vivemos dentro desse eterno conflito sem perceber, tanta a correria à qual nos impomos com a justificativa inconsciente de que precisamos sobreviver e prover. Mais tarde, mais vividos e com a idade mais avançada, começa a cair a ficha e descobrimos que, embora o esforço e o aprendizado façam parte da vida, tudo aquilo que nos falaram sobre paz, humildade, pouco dinheiro, perdão etc, na verdade não podem ser alcançados apenas por meio do controle do nosso comportamento. Devem ser considerados como objetivos a serem conquistados e intimamente sentidos.

Me comporto com humildade, portanto sou humilde?
Me comporto com aparência de Paz, portanto estou na Paz?
Me comporto com suavidade, portanto sou suave?
Desfiz-me de muitas coisas materiais, portanto sou desapegado?
Contenho a minha mágoa, o meu ódio, portanto sou fraterno?

Embora domínio que tentamos exercer sobre nosso comportamento represente o “tranco no volante” que nos ajuda a desviar do precipício, se não pararmos o carro, refletirmos, tirarmos um cochilo e lavarmos o rosto, as chances de acordarmos na hora certa outra vez e termos o mesmo reflexo serão muito pequenas.

Fazer atuar o nosso instinto de sobrevivência ou exercer controle sobre nós mesmos, embora nos ajudem a conviver no meio social, não têm força suficiente para agregar o sentimento sincero à nossa essência e acabam se transformando em máscaras do ego. Reduzir a influência dos instintos e eliminar a diferença entre o comportamento vigiado e o sentimento agregado é um dos maiores desafios do ser humano. E isto só se consegue com a prática sentida, trabalhando os níveis mais sutis da nossa consciência. Meditação, oração, yoga, isolamento ou relaxamento? Não importa... desde que a prática escolhida nos conduza ao nosso próprio interior onde encontraremos, face-a-face, o nosso verdadeiro EU.

Com esses poucos momentos por dia dedicados a nós mesmos, com o tempo seremos bons, não por conveniência, mas por não sabermos ser maus; humildes por não sabermos ostentar; suaves por não sabermos ser ásperos; desapegados por não precisarmos ter muito; e fraternos por não aceitarmos as desigualdades.

A PAZ será uma consequência natural desses encontros com nós mesmos.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Moradia urbana no Brasil

O problema da moradia urbana, no Brasil, tem contornos semelhantes aos de outras necessidades básicas, transformadas constitucionalmente em direitos, que não são supridas adequadamente pela estrutura social.

Parece-se com o da Saúde ou o da Educação, necessidades que não são atendidas por meio próprio dos cidadãos, ultrapassam a capacidade dos governos e se envolvem com o comércio.

Se considerarmos que Habitação é, além do erguimento físico de um espaço privado de proteção e conforto, também a utilização de todo o entorno ambiental e de serviços, o problema não se atém unicamente à tecnologia do construir.

Tecnologias as há, até para morarmos no espaço sideral. Também as há para construirmos a custo praticamente zero, aplicando a força humana voluntária e algumas ferramentas básicas, além de barro. Como remédio, há tecnologia para tudo. E assim como cada remédio serve para um mal, a opção tecnológica está baseada na composição entre o custo e o retorno em benefícios que determinada habitação, em seu sentido amplo, oferece ao homem.

No Brasil, apesar das leis bastante detalhadas e de órgãos fiscalizadores bastante abastecidos de recursos, ocorrem ocupações em áreas que demandam certa tecnologia, sem que esta seja aplicada. E por quê? Porque assim provocam pouca demanda de recursos imediatos, além de serem, estes poucos recursos, oriundos do próprio cidadão. E por que o cidadão, com seu instinto natural de segurança, coloca-se em risco? Porque as demais ofertas do habitat, o ambiente que habitará, são abundantes ou mais facilmente acessadas. É uma combinação tácita: O estado permite que as populações se concentrem em cidades, porque o custo de infraestrutura e a logística de serviços públicos é mais simples e barata, mantido um certo tamanho da aglomeração. O cidadão, em troca da proximidade desses serviços, ocupa a área disponível, que por exigir uma tecnologia construtiva mais complexa, não interessa economicamente ao comerciante.  O preço a se pagar por isso é diluído ao longo da vida.

Entretanto, morar adequadamente numa área de risco tem maior custo de construção, mas é possível.

O Japão é país assentado sobre constantes ocorrências de terremotos e tsunamis enormes, grandes cidades americanas ficam sobre uma das mais perigosas falhas geológicas do planeta, importantes cidades se desenvolvem à sombra de vulcões traiçoeiros.  Mas pode-se ver que há diferenças de custo entre viver nesses locais de risco ou em outros, comparando-se as conseqüências de terremotos no Haiti e em Ozaka, inundações em Queensland e em Minas Gerais ou tempestades planetárias nos Estados Unidos e chuvas de verão no Rio de Janeiro.

Note-se que falei em diferenças de custos, mas não obrigatoriamente em suas grandezas. Qual custo será menor, um sistema de contenção e disciplinamento de águas pluviais, estabilização de encostas, manutenção de veios hídricos e instalações de monitoramento e alarme ou o enterro de mais de 1.000 pessoas devido a uma ocorrência totalmente previsível e de ciclo anual?

Quanto dinheiro a mais que os 700 milhões de reais disponibilizados para atender aos prejudicados custaria a desocupação ou a aplicação de tecnologias adequadas nas áreas de risco?


Fabio Savastano é arquiteto, especialista em construção industrializada. Trabalhou em programas públicos  de interferência em áreas urbanas degradadas nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.


Leia também: Casas Populares - Falta de vontade política

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O problema não está só no Sarney

Pela quarta vez (1995, 2003, 2009 e 2011) o senador José Sarney é eleito presidente do senado. Não vou aqui citar acontecimentos, fazer acusações ou julgar ninguém. Meu objetivo é avaliar o pensamento e os métodos que reinam na política brasileira. Não me interessa saber se isso existe em outros países, pois, constatar a existência de similaridades não transforma absurdos em boas práticas e a banalização da falta de ética não apaga seus contrapontos éticos.


Vamos apenas refletir sobre os resultados da votação de hoje no Senado Federal:

  • Sarney = 70
  • Randolfe = 8
  • Brancos = 2
  • Nulo = 1

Embora os votos sejam secretos, podemos AFIRMAR que dos 22 (ou 23) senadores da oposição, na melhor das hipóteses, 14 ou 15 votaram em Sarney.

Nem adianta me estender muito nessa história, cabendo apenas algumas perguntas:
  1. Se Sarney é do PMDB e esse partido é de apoio ao governo, por que a oposição votou nele?
  2. Como aqueles que subiram à tribuna pedindo "fora Sarney" se justificariam perante seus eleitores?
  3. Teriam coragem de explicar a esses eleitores quais os acordos que fizeram com Sarney para apoiá-lo?
  4. Por que esses senadores da oposição, mesmo sabendo que não venceriam, não votaram em protesto?
  5. Não votaram por medo do poder de represálias do Presidente do Senado?
  6. Vão utilizar a mesma desculpa esfarrapada de sempre dizendo que "o eleitor não sabe como funciona a política"?
  7. Sem poder explicar para não furar suas estratégias maquiavélicas, como manter a confiança de seus eleitores?
  8. Para os senadores do PT e da base de apoio, Sarney representa o caráter e o pensamento do governo?
  9. Para os do PMDB, Sarney representa o pensamento do partido de Ulysses e Tancredo?
  10. Se Sarney morresse ou fosse cassado, existiria algum senador do PMDB apto a assumir a presidência do Senado?
  11. Dos 11 senadores que não votaram em Sarney, quais confessarão publicamente que não votaram nele?
São perguntas que ficarão, não no ar, mas no CyberSpace esperando respostas até o dia de São Nunca. No ar só ficará aquele famoso cheiro da Pizza Corporativa de sempre.

É o chamado ecumenismo político.


Posts mais populares