quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ganhamos um presente? Que presente?

De vez em quando eu ouço alguns da velha guarda política enaltecendo a liberdade democrática que o Brasil atingiu. Realmente, o direito à liberdade de expressão e o de escolher nossos representantes foram as conquistas mais importantes da democracia brasileira e que garantem a estabilidade de todos os outros direitos. Só os que viveram na época da mordaça e da ditadura podem valorizar tão profundamente essas conquistas.

No entanto, além da liberdade, a democracia também é sustentada pelos pilares da igualdade e da fraternidade e todos eles, por sua vez, garantidos pelo martelo da justiça. A liberdade pode ser concedida pelas leis que o legislativo elabora, que o executivo aplica e a justiça confere, mas como fazer leis para garantir igualdade e fraternidade? A igualdade depende do moto-perpétuo político e a fraternidade, do reconhecimento e sentimento de que todo ser humano tem direito de viver com dignidade.

E neste ponto, volto a falar dos políticos da velha guarda aos quais me referi no início deste texto. A impressão que tenho é de que muitos deles - principalmente os que estão no mundo das benesses governamentais - imaginam que o povo ainda se encontra numa espécie de orgasmo contínuo proporcionado pela liberdade conquistada, esquecendo-se que o Brasil de hoje é formado por milhões de jovens que, graças a Deus, nasceram e cresceram sem experimentar o gosto amargo da ditadura.

Os mais vividos, unidos aos mais de 30 milhões que ascenderam à classe média, estão mais politizados e já compreendem que o dinheiro que movimenta a máquina governamental sai do suor do trabalho e dos impostos pagos, sendo esperado o devido retorno em benefício da sociedade. A esses mais esclarecidos se juntarão outros milhões por ano mais politizados ainda, na medida em que os mais pobres tiverem suas necessidades fisiológicas garantidas. Para todos eles não bastará mais apenas liberdade, pão e circo. "O Príncipe" de Maquiavel já deu o que tinha que dar num tempo que já se foi. Políticos: Esqueçam de vez a idéia de que serão eternamente reconhecidos, cultuados e pior... temidos!

Fujam enquanto ainda é tempo desse antiquado raciocínio maquiavélico, já muito explorado pelos países comunistas que, encantados com o poder, se esqueceram da base humanista na qual se assentou a filosofia Karl Marx. A justiça sempre começou com a tutela bem intencionada do homem e sempre se perdeu entre "meios justificando fins" como desculpa para manutenção do poder. O comunismo jamais será sinônimo de Marxismo nos moldes que foi implantado na antiga União Soviética e na China. E nem o será no Brasil de hoje nas mãos das chorosas e desatualizadas viúvas do grande idealista batalhador que se chamou Luís Carlos Prestes. Até o socialismo, enquanto for comandado por esses socialistas de rótulo - não de prática - será difícil de emplacar.

A hora de mudar a cabeça é agora, pois, essa jornada evolutiva da nova sociedade brasileira já se tornou irreversível. 


É hora e vez do verdadeiro e apartidário Humanismo.


-o-


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