quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bacanal da corrupção

Algumas verdades publicadas na imprensa alegram alguns e descontentam outros. Dependendo da expressão pública de uma pessoa, empresa ou entidade, essas verdades ganham mais destaque e espaço nos veículos de comunicação. Se o fato publicado é político, sempre existirá a culpa de um Estadão para o PT  e de uma Carta Capital para um PSDB. Não vou entrar nos méritos que envolvem esses veículos que citei apenas como exemplo porque este meu texto não é investigativo, mas sim de opinião.

Mas não há dúvida de que a imprensa exerce um papel fundamental na democracia e necessita de liberdade para poder cumpri-lo. Certíssima a Dilma quando diz que prefere a liberdade de imprensa do que a mordaça dos tempos de ditadura. Com erros ou acertos, é a imprensa que têm nos alertado de muitas coisas e se não fosse ela estaríamos fritos. Oras... para a notícia falsa ou irresponsável, o martelo e as penas da lei. Por que uma lei justa e elaborada pelos próprios políticos favoreceria o infrator de maneira seletiva? Cabe também às entidades associativas da própria imprensa e dos veículos, identificar e punir os maus empresários e profissionais da comunicação para o bem e credibilidade da própria classe, sem corporativismo.

Sobre fatos políticos noticiados, já estamos cansados de ver alguns jornais, TV's, rádios e revistas, gritando para vender silêncio e esse costume está arraigado na cultura da comunicação social. Quantas vezes já vimos - mais fortemente nas pequenas cidades do interior - um determinado jornal explorar erros da administração pública e, de uma hora pra outra, mudar sua linha editorial amenizando manchetes ou rasgando-se em elogios à mesma administração que criticava. Quando a gente nota essa mudança, nem precisa ter muito trabalho: é só abrir o jornal e ir direto às páginas finais onde encontraremos algumas licitações, comunicados e editais oficiais de página inteira, pagos pela prefeitura local. É o famoso "jabá", jargão utilizado na linguagem jornalística. No exemplo dado do jornal do interior, vamos dizer que se trata de um jabá institucional.

Nesses casos, qual é o culpado? O corrupto ou o corruptor? Essa pergunta nem mereceria resposta, mas para tentar evitar ao máximo a permanência na sociedade dessa cultura maléfica já arraigada, vamos lá: OS DOIS. Não existem santinhos nessa história e se o rôto resolver falar, será do esfarrapado.

E acontece só no meio jornalístico? Não! Acontece no meio artístico na contratação de serviços e shows; nas empresas de pesquisas de opinião; nas entidades de classe como sindicatos e órgãos estudantis com a criação de leis para liberação de verbas; licitações, enfim... exemplos é que não faltam.

E a corrupção já não é mais uma exclusividade da relação entre a iniciativa privada e governos. A própria classe política, talvez por falta de mercado, já se corrompe entre si com mensalões, contingenciamentos e promessas de liberação de verbas para as regiões que representam. Os fatores agravantes para a empresa privada são os prejuízos financeiros e de imagem, mas em qualquer um dos casos, quando os governos estão incluídos (federal, estadual ou municipal), adivinhem de onde sai o dinheiro que alimenta essa verdadeira bacanal entre corruptos e corruptores?

Dos idiotas aqui, lógico!  As 74 contribuições, taxas e impostos que se paga hoje representam 49% e colocam o Brasil como país com a maior carga tributária DO MUNDO. E além disso ainda querem criar a tal da CSS ou CPMFake, mais um imposto que justificam ser necessário para que o governo invista na saúde. Papo furado! É para cobrir os rombos da orgia pós-eleitoral e das irresponsabilidades cometidas na administração dos nossos impostos.

Mais uma vez, só nós poderemos fazer a diferença nessa história, não nos inconrformando e tentando identificar esses pelegos dos poderosos, pois, embora o termo pelego tenha sido criado no meio sindical para identificar o representante subserviente à classe patronal, pode muito bem hoje ser usado para quem se vende ao "patrão governamental". Podemos fazer a diferença, NÃO SENDO CORRUPTOS e NÃO ACEITANDO esses novos impostos que apenas tiram o nosso couro para cobrir irresponsabilidades da administração pública.

Antes de defender seu partido ou seu político do coração diante de roubos e falcatruas, pense: Quem está enganando quem?

-o-


Um comentário:

Anônimo disse...

Amigo, concordo com você!!
Aliás, haja imposto para sustentar tantos orgias dessas dezenas de "BACOS", que têm espalhados por aí...

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