domingo, 28 de novembro de 2010

Natal 2010 - espalhe essa idéia

Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal? Ir até uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?
 
Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis.
 
Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó.... é uma idéia.
 
É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro.
 
O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.
 
DIVULGUE PARA SEUS AMIGOS DE SUA LISTA DE CONTATOS
 
Na vida, a gente passa por 3 fases:
  • - A primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
  • - A segunda, quando deixamos de acreditar e...
  • - A terceira, quando nos tornamos Papai Noel!!!

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A violência e a teoria do mercúrio

Já experimentaram pressionar uma gota de mercúrio (metal líquido - árgyros khytós) sobre uma superfície lisa? É o que acontece quando a segurança é tratada como responsabilidade única dos estados: coloque uma gota de mercúrio num mapa do Brasil, em cima do Rio de Janeiro ou qualquer outro estado, aperte e ele vai "correr" para além das fronteiras, procurando a área mais próxima e livre de pressão para se acomodar. E isso vale tanto para as ações repressivas quanto preventivas da segurança pública.

Segundo o IPEA, nosso país é campeão mundial em crimes violentos e é lógico que  47,7 mil por ano (2007) não acontecem somente no Rio de Janeiro. De 2003 a 2007 os homicídios caíram apenas 6,5%, ou seja, de 51,0 para 47,7 por ano, mas representando ainda, cerca de 130 mortes/mês. Em resumo, a cada 10 minutos morre 1 ser humano no Brasil vítima de crime violento. No fim desta página encontrarão link para download do relatório do Instituto Sangari com o Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil.

Não adianta aumentar verbas de segurança e promover ações especiais só nos locais ou nos estados que sediarão os jogos da copa e as olimpíadas ou apenas concentrar esforços e ações nos momentos de crise. A pressão tem que ser distribuída uniformemente no Brasil inteiro. Eu até entendo as dificuldades de um país com dimensões continentais como o nosso, mas o gerenciamento das verbas e das ações que envolvem a segurança pública não podem ser planejadas e coordenadas apenas pelos estados.

Principalmente neste momento crítico, um empurra-empurra entre governo federal e estado, além de irresponsável seria não-fraterno e inadimissível.

Parece que foi Serra que sugeriu o Ministério da Segurança Pública e os especialistas da área concordaram. E nessa hora a vaidade tem que ficar de lado, pois é uma questão de sobrevivência, literalmente. Com tantos ministérios servindo de cabides de emprego para pagar dívidas políticas, por que não criá-lo?

Leia também: Remédio contra a violência


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Controlar imprensa, só gente mimada

Todos os problemas que vi sendo levantados até agora como justificativa para se controlar melhor a imprensa são completamente infundados. TODOS os desvios ou irregularidades, sem exceção, podem muito bem ser penalizados por meio da Constituição ou do Código Civil. Ao invés de ficar aqui citando exemplos, abro espaço para citem fatos REAIS de abuso que não se enquadrem nas leis já existentes e necessite de outras específicas ou complementares. Vamos esquecer o Marco Regulatório porque Dilma já foi bem clara e didática ao explicar que ele será para regular a participação do capital estrangeiro e a integração dos meios de comunicação. Está gravado na Band e em outros veículos. Pra mim é ponto final.

Indo direto ao assunto, o problema é que no Brasil nenhum poderoso está disposto a entrar "na fila da justiça comum", esperando por 10 ou 20 anos como nós mortais somos obrigados e esta é a grande verdade. Nem preciso me alongar muito na explicação de que poderosos são os que integram os três poderes e as grandes empresas, dentre as quais se incluem os bancos, os oligopólios e, por fim, as próprias empresas de comunicação que são as únicas beneficiadas com essa morosidade.

Os grandes suportam muito bem a lentidão da justiça quando a lei está contra eles ou a favor do povo, mas odeiam essa morosidade quando ela contraria os seus interesses. O mundo deles não depende do serviço público e está cada vez mais distante do nosso. Educação, saúde e segurança são problemas já resolvidos na vida desses poderosos, mas ainda falta a justiça que - por enquanto - ainda não se curvou totalmente para o dinheiro e para o poder, isto por força da nossa Constituição.

Por que não resolvem investir mais na justiça e serem beneficiados juntos com o povo ao invés de criarem leis "seletivamente aceleradoras" das "justiças pessoais"? Milhões de ações e processos de cidadãos que até já morreram aguardando decisões; bandidos e corruptos entre outros transitando soltos... e o "mimadinho" que se sentiu ofendido ou contrariado quer pressa na punição da imprensa?

Sim... mimado e corporativista porque cria leis específicas, destinadas à defesa imediata da imagem pessoal, da instituição, da empresa, do partido ou do governo, sem se preocupar com os direitos constitucionais da igualdade e da liberdade de imprensa.

Não... a justiça não! Justiça não vende convênios particulares como um convênio médico e deve ser igual pra todos! Pelo menos é o que nos sobrou dos nossos direitos constitucionais. É por isso que para muitos países desenvolvidos, bastam a Constituição e algumas leis ordinárias que garantem a igualdade, mas no país em que alguns poderosos querem ser "mais iguais" que outros, uma biblioteca do Vaticano de leis seria pequena.

Se querem rapidez na justiça, que todos os brasileiros a tenham, indistintamente.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tens o direito de ficar calado

Muito do que se fala hoje contra a aplicabilidade do humanismo é resultado de muitas mudanças que nele ocorreram com o tempo desde a Grécia Antiga de Sócrates e Platão. Essas correntes sucessoras do pensamento socrástico que vieram após os importantes complementos platônicos, tentaram identificar e definir as fontes de conhecimento ideais para a educação e o fortalecimento da razão humana, estabelecendo também alguns parâmetros para avaliar o grau evolutivo ou de progresso do indivíduo. Basicamente, na arte, na ciência (matemática) e na filosofia, estavam as fontes de desenvolvimento do conhecimento e da sensibilidade humana.

Sedentos para aperfeiçoar conceitos, as correntes filosóficas sucessoras se aprofundaram demais no tema, distanciando-se da essência dos primeiros pensamentos que, no caso do humanismo de Sócrates e Platão, foram fundamentadas no conceito de que a capacidade de distinguir o certo do errado estava na razão das pessoas e não na sociedade. Os filósofos dessas novas correntes não se aperceberam de que estavam incutindo novas necessidades baseadas na aceitação ou negação de políticas, dogmas, doutrinas e religiões da época e de seus países. Como é possível não ser influenciado por esses valores, quando a própria razão - educada ou não - não tem como fugir do meio político-social em que se vive?

Se pensarmos bem, existem certos valores que não necessitam da dialética induzida de Sócrates para serem considerados universais, pois, são almejados por todos os seres humanos do planeta. Eles estão presentes na "Declaração Universal dos Direitos Humanos" de 1948 da forma mais clara e objetiva possível, mesmo considerando a complexidade nos significados de justiça e de felicidade.

Portanto, o humanismo real será factível se for pragmático, não se perdendo em novas verdades provenientes de aprofundamentos filosóficos ou nas teorias e nos métodos desenvolvidos para aplicá-lo. Como na Constituição de um país, o que vem depois dela poderá sempre ser legitima e legalmente contestado por meio da argumentação de inconstitucionalidade. No caso dos direitos universais, a essência do humanismo está na LIBERDADE, na  IGUALDADE e na FRATERNIDADE. Esses três pilares da justiça e da dignidade humana estão nos dois primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo I.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo II.

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Esses direitos, embora defendidos por religiões, doutrinas e filosofias, possuem razões de existência absolutamente independentes de credos e pensamentos filosóficos mais profundos, pois referem-se à felicidade natural e de direito de todo e qualquer ser humano, indiscriminadamente.


No entanto, alguns cidadãos, ao invés de se preocuparem com as transgressões desses direitos praticadas por empresários poderosos e seus políticos prediletos ou com abusos do executivo e tendenciosidades do judiciário, preocupam-se em criticar os direitos humanos dos presos e condenados, esquecendo-se de que o poder deles é infinitamente inferior ao dos chamados "transgressores legais" que agem livremente sob a proteção da imunidade parlamentar e/ou incentivados pelo histórico da impunidade seletiva. Oras... o que é receber propinas, privilegiar parentes, desviar verbas públicas e, embora legitimados por leis ordinárias e complementares, usufruir de polpudos salários e benefícios diferenciados num país ainda tão desigual? Isso é menos grave e revoltoso que um bandido comum condenado receber visitas íntimas, poder tomar banho de sol e de não poder ser torturado? Quantos políticos ou criminosos de colarinho branco encontram-se atrás das grades hoje?

Em resumo, todas as vezes que protegermos um criminoso ou um poderoso corrupto qualquer, seja ele empresário ou político, estaremos transgredindo a "Declaração Universal dos Direitos Humanos" e não teremos, aí sim, direito moral de reivindicar nossas prerrogativas constitucionais de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE. Não teremos nem o direito de fazer calar os que nos flagraram nesta atitude de extrema incoerência.

No máximo, teremos direito de ficar em silêncio. E ruborizados se ainda nos restar a vergonha.



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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Chega de lavagem cerebral!

Não vivemos para uma ideologia, mas para um mundo melhor. Viver para um mundo melhor significa não esconder os erros de uma ideologia e nem atacar a outra simplesmente por convicções ideológicas. Significa não defender os EUA por amor ao capitalismo e nem a China por amor ao comunismo. Esse é um fanatismo caro em termos de vidas humanas e irresponsável em termos de um futuro melhor.

O escravismo, o preconceito e a desigualdade (incluindo das mentes alheias) são comportamentos ignorantes e desumanos sob qualquer bandeira e sob qualquer pretexto.Os EUA são livres? A Suécia é livre? A China é livre? Cuba é livre? Nós somos livres?

Sinceramente eu tenho dó dos que se dizem livres, mas vivem conectados com as mentes dominadoras e se transformam em soldados cegos e teimosos lutando por uma causa perdida e fora de época, sem adaptá-las ao mundo atual. Isso é lavagem cerebral proposta por ideologias da Idade Média de Maquiavel, da antiga União Soviética, da China de Mao-Tsé-Tung, da Cuba de Fidel. Não percebem que Marx era, principalmente, humanista antes do próprio Marxismo que ajudou a criar. Ele criticava o sistema capitalista. Se estivesse vivo, como será que veria a China com bilhões de habitantes dentro de um "mix" Capitalista? Como humanista, ele seria a favor dos privilégios do Politburo russo da época e do Poder Central transformado em oligarquia? Mal necessário? Duvido!

O verdadeiro humanismo tem facilidade para sentir e desmascarar os que se escondem sob as mascaras do falso idealismo. Colocou o ser humano com a sua dignidade e a sua liberdade em risco, adeus máscara! Gritos de guerra com chavões são pra gente que não pensa.

"Sê senhor [apenas] DA TUA vontade e escravo [apenas] DA TUA consciência." (Aristóteles)

Isso não significa que sua opinião não possa coincidir com a base de determinadas ideologias. Não só pode como coincide mesmo! No entanto, certos interesses e incoerências não podem ser teimosamente ignorados e simplesmente metidos goela abaixo, lubrificados por uma ideologia.

Desconfie sempre daqueles que não o deixam com liberdade para pensar e decidir por você mesmo! Desconfie dos gritos de guerra e dos chavões. Por trás deles você quase sempre encontrará um comandado, um ser impensante ou um hipócrita.


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ser humanista não é termer a Deus

Postei hoje algumas frases de Artur da Távola e no final fiz um comentário, dizendo que ele foi o último humanista político que o Brasil teve. Notem que escrevi humanista político e não político humanista, uma sutil, mas importante diferença. Alguns poderão até apontar falhas políticas em Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros (seu verdadeiro nome), dizer que perdeu eleição para prefeito do Rio, que era Tucano e seja lá o que for. Fico à vontade para escrever porque sou apartidário e poderia estar citando - sem obviamente compará-los - Darcy Ribeiro ou qualquer outro ser mais sensível que tenha passado pela política. A presença do ser sensível e humanizado no meio político é uma necessidade energética e não física.

Exagerei, está certo! Existem ainda alguns poucos humanistas na política, mas as raríssimas exceções de hoje não são suficientes para influenciar positivamente o inconsciente coletivo político. Veja bem... não me refiro à coerência ou retidão moral, mas à sensibilidade humanista, ou a que privilegia o ser humano por influência real do sentimento.

A política se profissionalizou tanto que se tornou insensível. Enquanto um médico necessita certa frieza para desempenhar bem sua profissão e salvar vidas, grande parte dos políticos adquiriu frieza para salvar sua própria pele e os interesses de seu partido. Nem me refiro aos que já entraram para roubar e ficar ricos, pois, desvio de caráter é nato e se "aperfeiçoa", mas não se adquire com o tempo. 

Adquirindo essa frieza talvez até inconsciente, o político não consegue ser empático (colocar-se no lugar do ser humano cidadão) e ficou surdo aos apelos populares. Considera-se um ser superior e já tive oportunidade de comprovar essa falta de humildade de muitos no Twitter. Pouquíssimos são capazes de falar de igual para igual. Melhora um pouco nos períodos eleitorais, mesmo assim, mais por uma questão de sobrevivência política do que por empatia. Afinal, deve ser terrível sentir-se, nem que por trinta segundos, no lugar do "povão" sem convênio particular marcando consulta numa fila do SUS ou deixando seus filhos em escolas públicas. Os parlamentos (nacional, estaduais e municipais) se transformaram em grandes condomínios fechados de muros altos, segurança na porta e com o Brasil real vivendo distante dos seus olhos.

Justiça seja feita... alguns, como o senador Paulo Paim, ainda conseguem ser empáticos com o cidadão. E por que eu cito Paulo Paim? Porque mesmo sendo do PT, ele consegue se posicionar abertamente contra algumas injustiças, criticando o governo quando necessário, sem no entanto, desprestigiá-lo. Não que não existam oposicionistas mais humanos, mas para estes, posicionar-se contra o governo é uma questão de ofício.

O humanista que precisamos na política é aquele que percebemos que é, sem que ele tenha que se fazer percebido. Que seja humanista durante seus quatro anos inteiros de mandato, coerente com suas posições, independentemente de interesses pessoais e políticos sazonais. Que olhe para a sua região sem deixar de olhar para o todo, atitude digna de um verdadeiro republicano.

Não precisamos de religiões, dogmas ou doutrinas pregando o humanismo por temor a Deus, mas sim por sintonia com os seus preceitos. Não precisamos de um Partido Humanista Brasileiro. Chega de partidos! Precisamos de mais seres políticos com sentimentos humanizados.

O humanismo deve estar presente e atuante em TODOS os partidos e ideologias, assim como um corpo precisa de um coração batendo para existir e sentindo para viver com dignidade.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Preconceito, vingança e consciência

No dia 20 de novembro, dia este em que se comemora o "Dia da Consciência Negra", aproveito para induzir todos à reflexão sobre os temas preconceito e vingança, sejam eles provocados por ações inconscientes, conscientes, implícitas ou explícitas, motivadas ou motivando ações fundamentadas em qualquer natureza ou propósito.

É difícil perceber o quanto é estreita a ligação entre o preconceito e a vingança porque a reação sempre foi considerada mais justa e, consequentemente, mais tolerável do que a ação. É difícil perceber que também existe ação dentro da re-ação e agir em resposta a um estímulo não define a razão e muito menos encerra a necessidade de reflexão.

Ao invés de simplesmente calcular a (des)proporção entre as forças de ação e re-ação e aumentar a mais fraca para atingir o equilíbrio entre elas, é preciso entender que, em se tratando de razões humanas, será muito mais fácil reduzi-las fazendo com que tendam a zero, número que representa a igualdade absoluta. Forças baseadas em razões e princípios subjetivos podem sempre ser aumentadas, mas, igualadas, somente se reduzidas a zero. Independentemente de ser ou não possível atingir a igualdade perfeita, só caminhando para esse objetivo poderemos colher frutos, mesmo sem atingi-la em sua plenitude.

E só existem três formas para iniciar a desaceleração dessas duas forças: a lei, o perdão e a consciência. A lei inibirá a impulsividade; o perdão, a reação. A consciência virá com a paz, que nos concederá a tranquilidade necessária para aceitar o convite à séria reflexão de que somos todos seres humanos irmãos reais e naturais, independentemente de dogmas, filosofias e religiões.

Abaixo, um texto do escritor e ensaísta francês, Marquês de Vauvenargues para refletir sobre o tema vingança.



"Das Leis do Espírito"

O duelo nasceu da convicção natural de que um homem não suportaria injúrias de outro homem a não ser por fraqueza. Porque a força do corpo podia dar às almas tímidas uma vantagem considerável sobre as almas fortes, introduzindo igualdade nos combates e dando-lhes mais decência. Utilizar num combate, armas mais mortíferas e iguais do que as que tinham recebido da natureza e que poderiam tirar a vida em um só golpe, teria certamente mais nobreza do que uma briga vil em que, no máximo, se poderia arranhar a cara do adversário ou arrancar-lhe os cabelos com as mãos.

Assim, nossos pais se vangloriaram de ter colocado mais elevação e mais elegância na vingança que os romanos e gregos, que se batiam com os seus escravos. Achavam que aquele que não se vinga de uma afronta não tem coragem nem brio; não atinavam que a natureza, que nos inspira a vingança, poderia se elevar ainda mais, inspirando-nos o perdão.

Esqueceram-se de que os homens são obrigados muitas vezes a sacrificar as suas paixões à razão. A natureza dizia às almas corajosas de que era preciso vingar-se, mas nunca disse que seria preciso lavar as menores ofensas no sangue humano, ou levar a vingança para além mesmo do seu sentimento.

Mas daquilo que a natureza não lhes diz, a opinião os persuadiu; a opinião ligou a desonra às mais frívolas injúrias, a uma palavra, a um gesto, sofridos sem revide. Assim, o sentimento de vingança era-lhes inspirado pela natureza; mas o excesso de vingança e a necessidade absoluta de vingar-se foram obra da reflexão.

Ora, quantos usos da vingança não existem ainda hoje aos quais honramos com o nome de polidez e que não passam de sentimentos da natureza levados pela opinião para além dos seus limites, contra todas as luzes da razão!

Luc de Clapiers Vauvenargues (Wikipedia)



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sou a favor da monarquia

Jornal da Band: Na Suécia, prefeitos e governadores não têm direito a residência oficial. Deputados estaduais e vereadores não recebem sequer salário e também não têm direito a gabinete: trabalham de casa. Farras aéreas não costumam fazer parte do noticiário político, já que nenhum deputado tem direito a cota de passagens. Todos os voos devem ser marcados na agência de viagens do Parlamento. Além disso, políticos suecos também não têm impunidade garantida pelo cargo. O país não oferece imunidade a seus políticos. 




CUSTO DOS DEPUTADOS FEDERAIS PARA OS COFRES DO BRASIL


ESPÉCIE
VALOR
OBS
Salário mensal
26.700,00
+ 13º, 14º e 15º
Auxilio Moradia
3.000,00
Mensal
Conta Telefônica
4.000,00
Mensal
Passagens
9.000,00
Mensal
Assinatura de revistas
1.000,00
Mensal
Assistência médica
8.000,00
Mensal
Verba indenizatória
15.000,00
Mensal
Verba de gabinete
60.000,00
Mensal
Total
126.700,00
Mensal


Ta certo que é brincadeira eu querer monarquia no Brasil. O que manda num regime é a consciência do povo, a dos parlamentares e dos governantes. No entanto, não me incomodaria ter uma Rainha Dilma se fosse para ser como é na Suécia. Veja os vídeos abaixo (Suécia e depois, Brasil):







segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Remédio contra a violência

É bonito ver debates entre filósofos, ideólogos e políticos sobre as raízes da violência. "A violência é consequência da falta de atenção dos governos para a educação", diz o filósofo; "É o resultado da desigualdade social promovida pelo capitalismo.", contra-argumenta o ideólogo; "É a incompetência do governo ao administrar as verbas da segurança.", ataca o político da oposição; "É herança dos governos anteriores", justifica o político do governo.

No entanto, a verdade mais contundente é vista nos jornais: "Mais de 47,7 mil pessoas morrem por ano no Brasil, vítimas da violência", dizem os registros do IPEA de 2007. Em resumo, mais de quatro mil seres humanos morrem por mês ou um a cada 12 minutos, por homicídio.

Num comparativo, no ano passado, perto de 6 mil pessoas foram infectadas pelo vírus H1N1 e perto de 11% morreram no Brasil, ou aproximadamente 600 pessoas. O número de mortes no mundo chegou próximo de 20 mil. Nos EUA, estima-se que perto de 50 mil pessoas morrem por ano vitimadas pelas gripes sazonais. Não são dados exatos e apenas servem para ilustrar o texto que não se refere às doenças, mas à segurança e violência no Brasil, país MAIS VIOLENTO DO MUNDO, segundo estatísticas.

Temos que fazer comparações para poder entender melhor a incoerência nos critérios dos gastos governamentais. A verba gasta na segurança no ano passado foi de 8,5 bilhões. Nesse mesmo ano, só na compra do Tamifu (anti-viral para combater a gripe H1N1), o governo gastou R$ 400 milhões numa canetada só, fora os investimentos imediatos que mobilizaram órgãos públicos, hospitais e postos de saúde. É óbvio que uma vida não tem preço e salvar uma que seja, não há dinheiro gasto que não possa ser justificado.

No entanto, o buraco é mais embaixo. Como o Tamiflu não é uma droga preventiva, podemos dizer que foram gastos 400 milhões para evitar a morte de 6 mil pessoas infectadas pelo vírus, ou seja, R$ 67 mil por pessoa. Numa comparação simples, dividimos a verba de R$ 8,5 bilhões em 2009 destinada à segurança pela média de 24 milhões de ocorrências policiais por ano e o resultado será de R$ 360,00 por ocorrência policial. Nesse debate entre políticos, filósofos e ideólogos para achar os verdadeiros culpados, os vencedores são a realidade e os números.

Os governantes precisam URGENTEMENTE investir num Tamiflu para combater a violência e essa turma parar de blá blá blás.


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domingo, 14 de novembro de 2010

Nosso sistema humanológico

Adoro o neologismo (criação de palavra ou expressão nova). Permite fazer associações entre as palavras criadas pelo homem e as que deveriam ter sido inventadas, nem que só pra incluir nos dicionários e serem mais lembradas.

Imunidade (latim immunitas) refere-se ao sistema imunológico do ser vivo e significa proteção contra a presença de organismos estranhos no corpo humano, causadores de infecções.
Humanidade: (latim humanitate) que significa natureza humana ou gênero humano. Normalmente utilizamos o termo quando nos referimos a todos os homens e mulheres do nosso planeta.
Sistema Imunológico: mecanismos pelos quais um organismo multicelular se defende de invasores, como bactérias, vírus ou parasitas.
"Sistema humanológico": mecanismos pelos quais um ser humanizado se defende de idéias e ações que o invadem tentando destruir a essência dos seus sentimentos de amor e fraternidade, como interesses, agressões ou mentiras.

A palavra AMOR deve ser muito bem entendida em seus dois sentidos. O mais fácil e egoísta que envolve uma outra pessoa ou grupo (carnal, família, amigos) do universal (natureza e humanidade). Sinceramente, não acredito no amor incondicional, a não ser o amor de Deus (ou Força Creadora e Mantenedora Maior) devido à ausência de ego e, por isso, capaz de saber (sem ter que compreender) as verdadeiras razões das "imperfeições" da Criatura. Até hoje não conheci nenhum amigo, pai ou mãe que não exigisse a contrapartida da presença ou do sentimento recíproco.

É importante também re-alinhar os conceitos da palavra FRATERNIDADE, excluindo caridade como seu sinônimo. O ato da caridade não garante (apenas pressupõe) a existência de sentimento fraterno de quem a pratica. Podemos ser caridosos por meio de doações por sentimento de dó, penalizados com a situação de um específico miserável ou grupo de miseráveis. O verdadeiro sentimento de fraternidade está ligado ao sentimento e desejo de que todo ser humano merece viver com dignidade e não só aquele específico que conseguiu disparar o gatilho da sua emoção.

O que seria então, "baixa humanidade"? É resultado da mudança do caminho do sentimento, promovido por alterações na nossa ordem de valores, fazendo com que a gente processe todos os sentimentos (racionalize) com base nessa ordem e os impeça de chegar à nossa essência pura. É bom entender que, dentro do meu conceito, ninguém perde sua essência pura, mas apenas a encobre com subterfúgios e máscaras do ego.

E o que promove essas alterações em nossa ordem de valores? São os muros físicos que criamos em torno dos condomínios e bairros para não ver a miséria das favelas (ou pedidos de remoção); a banalização da corrupção (seletiva, pois, meu amigo, meu partido ou meu candidato podem); é o TER sendo mais importante que o SER (é preciso TER e isso justifica o deixar de SER); é a desculpa da sobrevivência e, principalmente, a troca do processo de individuação de Jung pelo da individualização (ego e círculo restrito ao seu entorno).

Quando a novela Caminho das Índias mostrou a realidade das castas daquele país, a maioria dos brasileiros ficou pasma, dizendo: Nossa! "Como pode existir essa distinção e preconceito entre as classes sociais?". Pura hipocrisia! O mundo está fazendo isso economicamente e as diferenças entre esses dois comportamentos sociais e as expectativas de futuro são monstruosas. Na Índia essa cultura das castas envolve milhares de anos e tende a mudar com o tempo, ou seja, faz parte do início da civilização hindú e está relacionada às raízes dogmáticas daquele povo. Já essa cultura do capitalismo selvagem (não do sistema econômico de livre-mercado, mas do capitalismo selvagem) foi criada com a revolução industrial no século XIX e piorada ao longo dos anos, com tendência a ser cada vez mais excludente e preconceituosa.

Só encontraremos salvação no Humanismo. Não em religiões, doutrinas, dogmas, ideologias, partidos políticos, heróis populistas ou sistemas de governo, mas apenas e tão somente no Humanismo. Ou o homem começa a se desvencilhar desses valores criados às custas dessa desculpa esfarrapada de que precisa sobreviver ou morreremos todos esfarrapados nessa desculpa.

A salvação da humanidade não está na vinda de um novo Messias. Para que ele viria? Para falar de novo o que os outros que vieram já falaram?

Não... a salvação está no Humanismo e no fortalecimento do nosso "Sistema Humanológico"



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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A responsabilidade que incomoda tanto

Há quase dois anos no Twitter, sinto-me feliz com meus quase 7 mil seguidores, 90% brasileiros ou de países que falam ou entendem a língua portuguesa. Esta não é uma observação ufanista, sectária ou preconceituosa, mas uma questão de objetivos. Nunca participei de correntes ou me cadastrei em sites para aumentar o número de seguidores. É o resultado das frases e citações que postei ao longo desses 20 meses de Twitter e, lógico, principalmente aos amigos seguidores que retuitaram e promoveram a divulgação do @PensadoresFalam.

Nunca me esqueço de um comentário que li (não me lembro quem) e dizia: "Esse Twitter é uma coisa estranha e tem muitos nomes estranhos. Imagine que estou sendo seguido por um que se chama @PensadoresFalam". Eu ri muito quando li esse post e fiquei imaginando o que será que o cara havia pensado ao escrever essa frase. Na verdade quando criei esse nick não estava me referindo à minha pessoa, mas à idéia de que "pensadores não só pensam, mas também falam", em alusão às brilhantes citações deixadas por grandes filósofos e escritores. Mas não adiantaria apenas postar frases como se fosse uma API do Twitter, pois, não existe forma de se criar um programa que escolha frases com critérios que só o coração pode escolher e também interaja com os seguidores de forma reflexiva. Enfim, os pensadores não são eles, não sou eu e não são vocês, mas somos todos nós. Embora eu sempre tenha gostado de ler, confesso que muitas perguntas em relação às frases que mando me fazem refletir e muitas vezes ver o que não vi ou sentir o que não senti quando as escolhi. E isto também acontece com a maioria dos que as recebe e retuita. E se muitos filósofos que escreveram fossem vivos, certamente também refletiriam sobre suas criações. Assim é a vida... um eterno refletir. Nada é definitivo e as verdades não são únicas GRAÇAS A DEUS!

Embora a maioria já conheça a minha maneira de pensar, o motivo deste post no meu blog não é o de contar a minha história (boring!), mas de tentar explicar um pouco sobre os meus objetivos com o @PensadoersFalam. Não tenho pretensões políticas e muito menos de usar meus seguidores para fazer marketing, seja pessoal ou de algum produto ou serviço. É puro diletantismo. É a minha cachaça, vamos dizer assim. Estou apenas aliando esse desejo aparentemente egoísta à pretensão (não ilusão) de ajudar o país e o mundo a serem um pouco melhores do que são. Alguns perguntarão: "O que você está pensando que é?" e eu respondo dizendo que não sou mais do que ninguém e talvez o que nos diferencie seja a esperança e a consciência de que podemos ser muito mais do que somos, sem interesses velados. Vou tentar resumir meu pensamento numa historinha que muitos já devem conhecer, mas assim como as frases, talvez alguns que já a conhecem encontrem algo mais profundo que nunca perceberam.

Um executivo de uma grande empresa, aos 50 anos, cansado um dia de ver o mundo cinzento e desumano, resolveu abandonar o emprego, vender tudo o que havia adquirido na vida para comprar pincéis, rolos e latas de tinta azul. Seu sonho era o de pintar o mundo inteiro de azul por acreditar ser uma cor que tranquiliza as mentes e lembra o azul do céu. Foi muito criticado por seus amigos e o chamaram de louco. No entanto ele estava decidido: pintaria o mundo inteiro de azul!

Vendeu tudo que tinha, guardou o suficiente para viver e o resto investiu em suas ferramentas de trabalho. A partir desse dia, passou a pintar muros casas gratuitamente, para todos os que decidissem adotar a cor azul em suas propriedades. Acordava cedo e saía para as ruas batendo na porta de residências e das casas de comércio oferecendo-se para pintá-las gratuitamente de azul. E assim foi caminhando dentro do seu sonho.

Trinta anos se passaram e num determinado dia, um de seus antigos amigos soube que ele estava enfermo em um hospital, perto da morte. Era um de seus melhores amigos, mas foi também um de seus maiores críticos na época em que ele tomou aquela decisão de abandonar sua brilhante carreira para pintar o mundo de azul e nunca mais o havia visto. Chegando no hospital, ao vê-lo em seu leito de morte, perguntou:

-Meu amigo. Fico muito triste de vê-lo nessas condições depois de tanto tempo como amigo que fomos. Minha consciência não ficaria tranquila se eu não viesse vê-lo e abraçá-lo neste momento tão difícil da sua vida. Fico triste que tenha passado esses 30 anos tentando pintar o mundo de azul e vim aqui também para confortá-lo porque sei que não conseguiu aquilo que desejava.

Foi quando seu próprio amigo o interrompeu e o confortou dizendo:

-Meu caro e saudoso amigo. Muitas foram as vezes que pensei em desistir e voltar para a vida que tinha, principalmente por causa dos amigos que fiz e perdi por não terem entendido o que meu coração desejava. Quero lhe tranquilizar e dizer que eu o entendo e pedir que fique tranquilo em relação ao meu sentimento de frustração, porque ele não existe. Sim... o mundo não ficou azul, mas deixei-o mais azul do que estava antes.

Parece uma historinha para crianças, mas, afinal, o que somos quando temos esperanças e sonhos, senão crianças crescidas? O que seria de nós se não fossem nossos desejos? São as expectativas que nos frustram e não os nossos sonhos. São as ilusões que criamos quando fixamos um objetivo único e palpável, mas os objetivos do coração não enxergam metas específicas e sim avanços, progressos e mudanças. Só se desilude quem um dia se iludiu com metas inalcançáveis e imediatistas. Nosso pragmatismo deve ser orientado para a ação e não para um resultado númérico, único e específico.

E é por esse motivo que @PensadoresFalam e insistem: de nada adianta desejarmos um mundo melhor se formos seletivos em nossos sonhos e desejos. Se formos demasiadamente refratários para determinados assuntos como a política e os verdadeiros valores humanos.

O mal não está na política, na religião, na filosofia ou na maldade do ser humano. Está na nossa indiferença em relação aos maus políticos, às intolerâncias das religiões e à nossa própria omissão. Está no egoísmo do sentimento de que a humanidade é que deve melhorar para, enquanto isso, cuidarmos apenas dos nossos objetivos, dos nossos amigos e das nossas famílias, nos esquecendo de que A HUMANIDADE SOMOS EU E VOCÊ; A HUMANIDADE SOMOS TODOS NÓS!




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estatutos do Homem - Thiago de Mello




 
Estatutos do Homem

Art.1. Fica decretado que agora vale a verdade,
que agora vale a vida
e que de mãos dadas
trabalharemos todos pela vida verdadeira.

Art.2. Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de Domingo.

Art.3 . Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Art.4. Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Par. único: O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Art.5. Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura das palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Art.6. Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto da aurora.

Art.7. Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Art.8. Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que da a planta o milagre da flor.

Art.9. Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha sempre
o quente sabor de ternura.

Art.10. Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida
o uso do traje branco.

Art.11. Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Art.12. Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.
Tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Par. único: Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Art.13. Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará
em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Art. Final: Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano do engano das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.



Thiago de Mello é o mais influente poeta da Amazônia. Sua poesia é reconhecida nacional e internacionalmente, possui obras publicadas em mais de 60 paises. Durante a ditadura Politica/Militar foi preso e teve que exilar-se no Chile e depois na Alemanha. Publicou mais de 50 livros entre os quais: Silêncio e Palavra, Narciso Cego, Estatuto do Homem, Faz Escuro Mas Eu Canto, Num Campo de Margaridas e outros. Reside no municipio de Barreirinha, Am, numa casa projetada por Lúcio Costa, o mesmo que projetou as ruas de Brasilia, ás margens do rio Andirá. Esta com 83 anos. Thiago é o orgulho intelectual do Amazonas, da Amazônia e do Brasil.
-o-


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bacanal da corrupção

Algumas verdades publicadas na imprensa alegram alguns e descontentam outros. Dependendo da expressão pública de uma pessoa, empresa ou entidade, essas verdades ganham mais destaque e espaço nos veículos de comunicação. Se o fato publicado é político, sempre existirá a culpa de um Estadão para o PT  e de uma Carta Capital para um PSDB. Não vou entrar nos méritos que envolvem esses veículos que citei apenas como exemplo porque este meu texto não é investigativo, mas sim de opinião.

Mas não há dúvida de que a imprensa exerce um papel fundamental na democracia e necessita de liberdade para poder cumpri-lo. Certíssima a Dilma quando diz que prefere a liberdade de imprensa do que a mordaça dos tempos de ditadura. Com erros ou acertos, é a imprensa que têm nos alertado de muitas coisas e se não fosse ela estaríamos fritos. Oras... para a notícia falsa ou irresponsável, o martelo e as penas da lei. Por que uma lei justa e elaborada pelos próprios políticos favoreceria o infrator de maneira seletiva? Cabe também às entidades associativas da própria imprensa e dos veículos, identificar e punir os maus empresários e profissionais da comunicação para o bem e credibilidade da própria classe, sem corporativismo.

Sobre fatos políticos noticiados, já estamos cansados de ver alguns jornais, TV's, rádios e revistas, gritando para vender silêncio e esse costume está arraigado na cultura da comunicação social. Quantas vezes já vimos - mais fortemente nas pequenas cidades do interior - um determinado jornal explorar erros da administração pública e, de uma hora pra outra, mudar sua linha editorial amenizando manchetes ou rasgando-se em elogios à mesma administração que criticava. Quando a gente nota essa mudança, nem precisa ter muito trabalho: é só abrir o jornal e ir direto às páginas finais onde encontraremos algumas licitações, comunicados e editais oficiais de página inteira, pagos pela prefeitura local. É o famoso "jabá", jargão utilizado na linguagem jornalística. No exemplo dado do jornal do interior, vamos dizer que se trata de um jabá institucional.

Nesses casos, qual é o culpado? O corrupto ou o corruptor? Essa pergunta nem mereceria resposta, mas para tentar evitar ao máximo a permanência na sociedade dessa cultura maléfica já arraigada, vamos lá: OS DOIS. Não existem santinhos nessa história e se o rôto resolver falar, será do esfarrapado.

E acontece só no meio jornalístico? Não! Acontece no meio artístico na contratação de serviços e shows; nas empresas de pesquisas de opinião; nas entidades de classe como sindicatos e órgãos estudantis com a criação de leis para liberação de verbas; licitações, enfim... exemplos é que não faltam.

E a corrupção já não é mais uma exclusividade da relação entre a iniciativa privada e governos. A própria classe política, talvez por falta de mercado, já se corrompe entre si com mensalões, contingenciamentos e promessas de liberação de verbas para as regiões que representam. Os fatores agravantes para a empresa privada são os prejuízos financeiros e de imagem, mas em qualquer um dos casos, quando os governos estão incluídos (federal, estadual ou municipal), adivinhem de onde sai o dinheiro que alimenta essa verdadeira bacanal entre corruptos e corruptores?

Dos idiotas aqui, lógico!  As 74 contribuições, taxas e impostos que se paga hoje representam 49% e colocam o Brasil como país com a maior carga tributária DO MUNDO. E além disso ainda querem criar a tal da CSS ou CPMFake, mais um imposto que justificam ser necessário para que o governo invista na saúde. Papo furado! É para cobrir os rombos da orgia pós-eleitoral e das irresponsabilidades cometidas na administração dos nossos impostos.

Mais uma vez, só nós poderemos fazer a diferença nessa história, não nos inconrformando e tentando identificar esses pelegos dos poderosos, pois, embora o termo pelego tenha sido criado no meio sindical para identificar o representante subserviente à classe patronal, pode muito bem hoje ser usado para quem se vende ao "patrão governamental". Podemos fazer a diferença, NÃO SENDO CORRUPTOS e NÃO ACEITANDO esses novos impostos que apenas tiram o nosso couro para cobrir irresponsabilidades da administração pública.

Antes de defender seu partido ou seu político do coração diante de roubos e falcatruas, pense: Quem está enganando quem?

-o-


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Homem, o animal político

Quando Aristóteles proclama que o homem é por natureza um animal político (anthropos physei politikon zoon), diz que a exigência da perfeição, a procura do bem melhor, a tendência para a realização daquilo que é o seu bem o impelem para a polis. Não diz que o homem se une na polis por um bem menor, como aquele que o leva à constituição da família, em nome da satisfação das necessidades vitais. Não diz apenas que o homem é um animal social, um animal que tende para a constituição de comunidades em geral, porque nem todas as comunidades são políticas. Diz que um determinado bem, o impele para uma certa espécie de comunidade, a polis. E que esse determinado bem é, precisamente, o bem melhor.

O bem que, por natureza, lhe exige, não apenas que viva, mas que viva bem. O homem é um animal político, um animal da polis, um animal que tem tendência para constituir uma polis, que é a mais perfeita das comunidades e não uma qualquer sociedade. Ele podia ser um animal meramente social ou meramente familiar, sem ser um animal político. E por ser animal político, não deixa de ser um animal social e familiar, onde, além da base social, há a inevitável raiz animal. É que para Aristóteles o homem é um ser complexo: pertence ao mundo terrestre (sublunar), mas faz parte do mundo celeste (supralunar). Ele não é um deus nem um bruto, mas tem algo de deus e de animal. E a polis está cosmicamente situada na parte superior do mundo sublunar: aquele que não tem polis, naturalmente e não por força das circunstâncias, é ou um ser degradado ou está acima da humanidade. A razão da distinção do homem face os outros animais está no facto de que, ontologicamente, o homem é único animal que possui a palavra. O único animal que razoa, que é um animal racional, como dirão os romanos.

O único animal comunicacional, como hoje diríamos. Assim, em Aristóteles, temos que a voz do homem não se reduz a um conjunto de sons. Não é apenas simples voz (phone), não lhe serve apenas para indicar a alegria e a dor, como acontece, aliás, nos outros animais, dado que é também uma forma de poder comunicar um discurso (logos). Graças a ela o homem exprime não só o útil e o prejudicial, como também o justo e o injusto . É com base nestes pressupostos que Aristóteles proclama: o homem é o único dos animais que possui a palavra. Ora, enquanto a voz não serve senão para indicar a alegria e a dor , e pertence, por este motivo, também aos outros animais (dado que a respectiva natureza vai até à manifestação das sensações de prazer e de dor, e a significá-las uns aos outros), o discurso serve para exprimir o útil e o prejudicial, e, por conseguinte, também o justo e o injusto: porque é especificidade do homem, relativamente aos outros animais, ser o único que tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e doutras noções morais e é a comunidade destes sentimentos que gera a família e polis. Qualquer outra leitura deste entendimento aristotélico do conceito de animal político, não nos faria entender o que o mesmo autor escreve logo a seguir: a polis é, por natureza anterior à família e a cada um de nós considerado individualmente.

O todo, com certeza, é necessariamente anterior à parte, dado que o corpo inteiro, uma vez destruído, faz com que não haja nem pé, nem mão, senão por mera homonomia ou no sentido em que se fala de uma mão de pedra: uma mão, deste género, será uma mão morta.


Fonte: José Adelino Maltez
  • Professor Catedrático do ISCSP (Universidade Técnica de Lisboa).
  • Professor Catedrático convidado da Faculdade de Direito de Lisboa.
  • Doutor e agregado em ciência política.
  • Licenciado em Direito.
  • Auditor de defesa nacional.
  • Diretor do Centro de Estudos do Pensamento Político do ISCSP
-o-



domingo, 7 de novembro de 2010

Sigam, mas não persigam.

Vamos começar a cobrar, elogiar, protestar diretamente com os políticos? O que será que eles pensam sobre a CSS (CPMF mascarada) que estão tentando aprovar? A segurança anda bem? Saúde e educação? Tratem esse e outros assuntos diretamente com eles. É para isso que eles entraram no Twitter declarando que são políticos.

Ou não?



LEGISLATIVO

● SENADORES (80 - ano 2011)

Relação dos senadores atualizada para 2011: clique aqui

● DEPUTADOS FEDERAIS (184 - ano 2010)

Acre (AC) (1)
- Perpétua Almeida (PCdoB-AC) – @DepPerpetua

Alagoas (AL)

Amapá (AP) (2)
- Dalva Figueiredo (PT-AP) – @DalvaFigueiredo
- Janete Capiberibe (PSB-AP) – @JaneteCapi

Amazonas (AM) (3)
- Marcelo Serafim (PSB-AM) – @deputadomarcelo
- Rebecca Garcia (PP-AM) – @deputadarebecca
- Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) – @deputadavanessa

Bahia (BA) (15)
- Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) – @acm_neto
- Alice Portugal (PCdoB–BA) – @Alice_Portugal
- Colbert Martins (PMDB-BA) – @ColbertMartins
- Daniel Almeida (PCdoB-BA) – @depdanielpcdob
- Emiliano José (PT-BA) – @Emiliano_Jose
- Fábio Souto (DEM-BA) – @Fabio_Souto
- João Carlos Bacelar (PR-BA) – @joaocbacelar
- Jorge Khoury (DEM-BA) – @jorge_khoury
- José Carlos Aleluia (DEM-BA) – @jcaleluia
- Lídice da Mata (PSB-BA) – @lidicedamata
- Luiz Alberto (PT-BA) – @depluizalberto
- Luiz Carreia (DEM-BA) – @luizcarreira
- Severiano Alves (PDT-BA) – @SeverianoAlves
- Uldurico Pinto (PMN-BA) – @ulduricopinto
- Zezéu Ribeiro (PT-BA) – @ZezeuRibeiro

Ceará (CE) (7)
- Chico Lopes (PCdoB-CE) – @Chico_Lopes
- Ciro Gomes (PSB-CE) – @CiroFGomes
- Eunício Oliveira (PMDB-CE) – @Eunicio
- José Airton Cirilo (PT-CE) – @JoseAirtonPT
- José Chaves (PTB-CE) – @dep_josechaves
- José Guimarães (PT-CE) – @guimaraes13
- Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) – @paulohelustosa

Distrito Federal (DF) (5)
- Geraldo Magela (PT-DF) – @magelapt
- Laerte Bessa (S/P-DF) – @deplaertebessa
- Robson Lemos Rodovalho (DEM-DF) – @DepRodovalho
- Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) – @RollembergPSB
- Ricardo Quirino (PR-DF) – @Ricardo_Quirino

Espírito Santo (ES) (3)
- Iriny Lopes (PT-ES) – @irinylopesptes
- Luiz Paulo Vellozo (PSDB-ES) – @lpvellozo
- Sueli Vidigal (PDT-ES) – @suelirvidigal

Goiás (GO) (6)
- Leonardo Vilela (PSDB-GO) – @leonardo_vilela
- Raquel Teixeira (PSDB-GO) – @DRaquelTeixeira
- Ronaldo Caiado (DEM-GO) – @deputadocaiado
- Rubens Otoni (PT-GO) – @rubensotoni
- Sandes Júnior (PP-GO) – @sandes_junior
- Sandro Mabel (PR-GO) – @sandromabel

Maranhão (MA) (5)
- Domingos Dutra (PT-MA) – @DomingosDutra13
- Flavio Dino (PCdoB-MA) – @FlavioDino
- Pedro Fernandes (PTB-MA) – @pedrofernandes1
- Roberto Rocha (PSDB-MA) – @RobertoRocha45
- Sarney Filho (PV-MA) – @sarneyfilho

Mato Grosso (MT) (4)
- Homero Pereira (PR-MT) – @dphomeropereira
- Thelma de Oliveira (PSDB-MT) – @thelmadoliveira
- Valtenir Pereira (PSB-MT) – @DepValtenir
- Wellington Fagundes (PR-MT) – @dep_wfagundes

Mato Grosso do Sul (MS) (5)
- Antonio Carlos Biffi (PT-MS) – @DeputadoBiffi
- Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS) – @dagobertodep
- Geraldo Resende (PMDB-MS) – @geraldomania
- Vander Loubet (PT-MS) – @vanderloubet
- Waldemir Moka (PMDB-MS) – @deputadomoka

Minas Gerais (MG) (15)
- Antonio Roberto (PV-MG) – @antonioroberto
- Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) – @BAndrada
- Carlos Melles (DEM-MG) – @CarlosMelles
- Gilmar Machado (PT-MG) – @DeputadoGilmar
- Jô Moraes (PCdoB-MG) – @jomoraes
- Leonardo Quintão (PMDB-MG) – @leonardoquintao
- Lincoln Portela (PR-MG) – @lincoln_portela
- Luiz Fernando Faria (PP-MG) – @depluizfernando
- Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) – @mrm2010
- Marcos Montes (DEM-MG) – @DepMarcosMontes
- Mário Heringer (PDT-MG) – @Dep_Mario
- Miguel Corrêa (PT-MG) – @miguelcorrea13
- Paulo Abi-Ackel – (PSDB-MG) – @pauloabiackel
- Rafael Guerra (PSDB-MG) – @rafaelguerra
- Reginaldo Lopes (PT-MG) – @Reginaldolopes

Pará (PA) (5)
- Elcione Barbalho (PMDB-PA) – @elcionepmdb
- Nilson Pinto (PSDB-PA) – @DepNilsonPinto
- Vic Pires Franco (DEM-PA) – @BlogdoVic
- Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) – @zenaldocoutinho
- Zequinha Marinho (PSC-PA) – @zequinhamarinho

Paraíba (PB) (5)
- Efraim Filho (DEM-PB) – @efraimfilho
- Manoel Júnior (PSB-PB) – @depmanoeljunior
- Major Fábio Rodrigues de Oliveira (DEM-PB) – @depmajorfabio
- Rômulo Gouveia (PSDB-PB) – @RomuloGouveia
- Vital “Vitalzinho” do Rêgo Filho (PMDB-PB) – @depvitalzinho

Paraná (PR) (12)
- Abelardo Lupion (DEM-PR) – @abelardolupion
- Airton Roveda (PR-PR) – @deputadoroveda
- Alex Canziani (PTB-PR) – @CanzianiAlex
- Alfredo Kaefer (PSDB-PR) – @AlfredoKaefer
- Angelo Vanhoni (PT-PR) – @angelovanhoni
- Assis do Couto (PT-PR) – @assisdocouto
- Hidekazu Takayama (PSC-PR) – @pastortakayama
- Osmar Serraglio (PMDB-PR) – @osmar_serraglio
- Dr. Rosinha (PT-PR) – @drrosinha
- Ricardo Barros (PP-PR) – @ricardobarrospp
- Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) – @rrloures
- Wilson Picler (PDT-PR) – @wpicler

Pernambuco (PE) (10)
- Bruno Araújo (PSDB-PE) – @BrunoAraujo4511
- Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE) – @Cadoca
- Charles Lucena (PTB-PE) – @CharlesLucena
- Eduardo da Fonte (PP-PE) – @eduardodafonte
- Inocêncio Oliveira (PR-PE) – @Dep_Inocencio
- Maurício Rands (PT-PE) – @DepRands
- Paulo Rubem (PDT-PE) – @paulorubem
- Raul Henry (PMDB-PE) – @RaulHenry
- Raul Jungmann (PPS-PE) – @Raul_Jungmann
- Roberto Magalhães (DEM-PE) – @DepRMagalhaes

Piauí (PI) (3)
- Átila Lira (PSB-PI) – @atilalira
- Ciro Nogueira (PP-PI) – @ciro_nogueira
- José Maia Filho (DEM-PI) – @josemaiafilho

Rio de Janeiro (RJ) (12)
- Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) – @deputadobiscaia
- Arnaldo Vianna (PDT-RJ) – @arnaldofvianna
- Arolde de Oliveira (DEM-RJ) – @AroldeOliveira
- Bernardo Ariston (PMDB-RJ) – @BernardoAriston
- Fernando Gabeira (PV-RJ) – @gabeiracombr
- Hugo Leal (PSC-RJ) – @dephugoleal
- Indio da Costa (DEM-RJ) – @indiodacosta
- Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) – @marceloitagiba
- Otavio Leite (PSDB-RJ) – @otavioleite
- Rodrigo Maia (DEM-RJ) – @DepRodrigomaia
- Rogério Lisboa (DEM-RJ) – @RogerioLisboa
- Solange Amaral (DEM-RJ) – @solangeamaral

Rio Grande do Norte (RN) (6)
- Fabio Faria (PMN-RN) – @fabiofaria33
- Fátima Bezerra (PT-RN) – @Fatima_Bezerra
- Felipe Maia (DEM-RN) – @depfelipemaia
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – @HenriqueEAlves
- João Maia (PR-RN) – @depjoaomaia
- Rogério Marinho (PSDB-RN) – @rogeriosmarinho

Rio Grande do Sul (RS) (14)
- Beto Albuquerque (PSB-RS) – @BetoAlbuquerque
- Cláudio Diaz (PSDB-RS) – @ClaudioDiaz45
- Darcísio Perondi (PMDB-RS) – @darcisioperondi
- Fernando Marroni (PT-RS) – @fernandomarroni
- Luciana Genro (PSOL-RS) – @lucianagenro
- Luis Carlos Heinze (PP-RS) – @deputadoheinze
- Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) @deputadamanuela
- Marco Maia (PT-RS) – @DepMarcoMaia
- Maria do Rosário (PT-RS) – @_mariadorosario
- Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – @onyxlorenzoni
- Paulo Pimenta (PT-RS) – @deputadofederal
- Pepe Vargas (PT-RS) – @deputadopepe
- Pompeo de Mattos (PDT-RS) – @PompeodeMattos
- Renato Molling (PP-RS) – @renatomolling

Rondônia (RO)

Roraima (RR) (4)
- Edio Lopes (PMDB-RR) – @ediolopes
- Marcio Junqueira (DEM-RR) – @DepMarcio
- Maria Helena (PSB-RR) – @mariahelenavr
- Urzeni Rocha (PSDB-RR) – @UrzeniRocha

Santa Catarina (SC) (7)
- Acélio Casagrande (PMDB-SC) – @Deputado_Acelio
- Angela Amin (PP-SC) – @angelaamin
- Celso Maldaner (PMDB-SC) – @celsomaldaner
- João Pizzolatti (PP-SC) – @pizzolatti
- Jorge Boeira (PT-SC) – @deputadoboeira
- José Carlos Vieira (DEM-SC) – @depVieira
- Paulo Bornhausen (DEM-SC) – @bornhausen

São Paulo (SP) (34)
- Aldo Rebelo (PCdoB-SP) – @aldorebelo
- Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) – @mendesthame
- Arlindo Chinaglia (PT-SP) – @achinaglia
- Arnaldo Madeira (PSDB-SP) – @aamadeira
- Arnaldo Jardim (PPS-SP) – @ArnaldoJardim
- Beto Mansur (PP-SP) – @BetoMansur11
- Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) – @deputadobispoge
- Devanir Ribeiro (PT-SP) – @devanirribeiro
- Dimas Ramalho (PPS-SP) – @dimasramalho
- Duarte Nogueira (PSDB-SP) – @duarte_nogueira
- Edson Aparecido (PSDB-SP) – @edsonaparecido
- Eleuses Paiva (DEM-SP) – @eleusespaiva
- Guilherme Campos (DEM-SP) – @depguilherme
- Jairo Paes de Lira (PTC-SP) – @paesdelira
- Jilmar Tatto (PT-SP) – @jilmartatto
- João Dado (PDT-SP) – @joaodado
- João Paulo Cunha (PT-SP) – @depjoaopaulo
- Jorginho Maluly (DEM-SP) – @jorginhomaluly
- José Genoíno (PT-SP) – @JoseGenoino
- José Paulo Tóffano (PV-SP) – @deputadotoffano
- Márcio França (PSB-SP) – @marciofranca40
- Marco Aurélio Ubiali (PSB -SP) – @drubiali
- Milton Monti (PR-SP) – @miltonmonti
- Paulo Maluf (PP-SP) – @paulosalimmaluf
- Paulo Teixeira (PT-SP) – @pauloteixeira13
- Ricardo Berzoini (PT-SP) – @ricardoberzoini
- Ricardo Tripoli (PSDB-SP) – @ricardotripoli
- Sergio Antonio Nechar (PV-SP) – @depnechar
- Vaccarezza (PT-SP) – @vaccarezza
- Vanderlei Macris (PSDB-SP) – @vanderleimacris
- Vicentinho (PT-SP) – @VICENTINHOPT
- Walter Ihoshi (DEM-SP) – @walterihoshi
- Walter Feldman (PSDB-SP) – @wfeldman
- William Woo (PSDB-SP) – @william_woo (apenas atualizações do blog)

Sergipe (SE) (1)
- Mendonça Prado (DEM-SE) – @mendoncaprado

Tocantins (TO)


● DEPUTADOS ESTADUAIS E DISTRITAIS (57 - ano 2010)

Acre (AC) (1)
- Walter Prado (PSB-AC) – @walterpradodl

Alagoas (AL)

Amapá (AP) (1)
- Camilo Capiberibe (PSB-AP) – @Camilo40

Amazonas (AM) (1)
- Marco Antônio Chico Preto (PP-AM) – @chico_preto

Bahia (BA) (2)
- Gaban (DEM-BA) – @deputadogaban
- Roberto Carlos Leal (PDT-BA) – @dprobertocarlos

Ceará (CE) (4)
- Edson Silva (DEM-CE) – @DepEdsonSilva
- Heitor Férrer (PDT-CE) – @Heitor_Ferrer
- Lívia Arruda (PMDB-CE) – @liviaarruda
- Tomás Figueiredo Filho (PSDB-CE) – @tomasfigueiredo

Distrito Federal (DF) (4)
- Cabo Patrício (PT-DF) – @dep_patricio
- Francisco Leite Oliveira “Chico Leite” (PT-DF) – @chicoleite
- Paulo Tadeu (PT-DF) – @paulotadeu_dep
- Raimundo Ribeiro (PSL-DF) – @RaimundoRibeiro

Espírito Santo (ES) (1)
- Givaldo Vieira (PT-ES) – @GivaldoVieira

Goiás (GO) (3)
- Coronel Queiroz (PTB-GO) – @coronelqueiroz
- Mauro Rubem (PT-GO) – @depmaurorubem
- Thiago Peixoto (PMDB-GO) – @ThiagoPeixoto

Maranhão (MA) (1)
- Rubens Pereira (PCdoB-MA) – @rubenspereirajr

Mato Grosso (MT)

Mato Grosso do Sul (MS) (5)
- Dione Hashioka (PSDB-MS) – @dionehashioka
- Junior Mochi (PMDB-MS) – @JuniorMochi
- Paulo Duarte (PT-MS) – @pauloduarte_
- Pedro Kemp (PT-MS) – @PedroKemp
- Youssif Domingos (PMDB-MS) – @youssifdomingos

Minas Gerais (MG) (3)
- Antonio Carlos Arantes (PSC- MG) – @deputadoarantes
- Eros Biondini (PHS-MG) – @erosbiondini
- Ruy Muniz (DEM-MG) – @ruy_muniz

Pará (PA)

Paraíba (PB)

Paraná (PR) (7)
- Ademar Luiz Traiano (PSDB-PR) – @DeputadoTraiano
- Luciana Rafagnin (PT-PR) – @LucianaRafagnin
- Marcelo Rangel (PPS-PR) – @marcelorangel1
- Mauro Morais (PMDB-PR) – @mauro_moraes
- Osmar Bertoldi (DEM-PR) – @bertoldi
- Teruo Kato (PMDB-PR)- @teruokato
- Valdir Rossoni (PSDB-PR) – @rossoni

Pernambuco (PE)

Piauí (PI)

Rio de Janeiro (RJ) (5)
- André Corrêa (PPS-RJ) – @depandrecorrea
- Flavio Bolsonaro (PP-RJ) – @flaviobolsonaro
- Jorge Picciani (PMDB-RJ) – @jorgepicciani
- Marcelo Freixo (PSOL-RJ) – @marcelofreixo
- Rodrigo Dantas (DEM-RJ) – @RodrigoDantasRJ

Rio Grande do Norte (RN) (3)
- Paulo Davim (PV-RN) – @paulodavim
- Robinson Faria (PMN-RN) – @RobinsonFaria
- Gustavo Carvalho (PSB-RN) – @deputadogustavo

Rio Grande do Sul (RS) (1)
- Luiz Fernando Záchia (PMDB-RS) – @lfzachia

Rondônia (RO)

Roraima (RR)

Santa Catarina (SC) (2)
- Jailson Lima (PT-SC) – @DeputadoJailson
- Peninha (PMDB-SC) – @deputadopeninha

São Paulo (SP) (12)
- Bruno Covas (PSDB-SP) – @brunocovas
- Célia Leão (PSDB-SP) – @depcelialeao
- Enio Tatto (PT-SP) – @eniotatto
- Fausto Figueira(PT-SP) – @faustofigueira
- Gilmaci Santos (PRB-SP) – @DeputadoGilmaci
- José Bittencourt (PDT-SP) – @depbittencourt
- Luciano Batista (PSB-SP) – @deplbatista
- Maria Lúcia Prandi (PT-SP) – @DeputadaPrandi
- Mauro Bragato (PSDB-SP) – @deputadobragato
- Pedro Tobias (PSDB-SP) – @pedrotobias
- Rui Falcão (PT-SP) – @rfalcao13
- Samuel Moreira (PSDB-SP) – @samuelmoreira

Sergipe (SE)

Tocantins (TO)


MINISTÉRIOS (3)
- Ministério da Saúde – @msinfluenzaa
- Ministério da Cultura – @CulturaGovBr
- Ministério do Trabalho – @TrabalhoGovBr


MINISTÉRIO PÚBLICO (9)
- MPF-AC – @MPF_AC
- MPF-PA – @MPF_PA
- MPF-PE – @MPF_PE
- MPF-RN – @MPF_RN
- MPF-RO – @MPF_RO
- MPF-SP – @MPF_SP
- MPF-TO – @MPF_TO
- Procuradoria Regional da República da 3ª Região – @mpf_ppr3
- Promotoria de Justiça de Esteio (RS) – @mpesteio

PARTIDOS POLÍTICOS (22)
- PSDB-SP – @psdbsp
- PSDB Jovem – @psdbjovem
- PSDB-MG – @psdbmg
- Partido Verde – @partidoverde
- Partido Verde-SC – @partidoverdesc
- PT-PI – @ptpiaui
- PT-CE – @ptceara
- Juvetude Democratas – @juventudedem
- PTB – @ptb14
- PPS – @pps23
- PR-SP – @pr22sp
- Juventude PSDB (SP) – @jpsdbsaopaulo
- Partido Pirata – @partidopiratabr (*não é um partido institucional)
- PC do B – @PCdoB_Oficial
- PT-SP – @ptpaulista
- PT – @PTrabalhadores
- PT – @PT_13
- PRB-SP – @prb10sp
- PC do B-Curitiba – @PCdoB_Ctba
- PT-RO – @ptrondonia
- PRB – @PRB10
- PRB-MG – @PRB10MG
- PMDB-RO – @pmdb_ro
- PT-RO – @ptrondonia


Fonte OESP



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