sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Voto consciente: muda ou confirma?

Reedito parte do primeiro artigo que postei aqui no primeiro turno pois, como foi uma opinião apartidária, as principais sugestões devem ser mantidas porque valem tanto para um presidente de associação de bairro quanto para o da república. O resto fica por conta da sinceridade interna, naquele papo sério que a gente tem com a gente mesmo.

Eu entendo que, enquanto não atingirmos o estágio de sentimento humanístico perfeito, nos basearemos naquilo que desejamos para nós mesmos e para os que nos são queridos. Isto já é um grande passo, pois, quem tem amigos e família, ao menos já não se considera um ser isolado da humanidade. É óbvio que não me refiro aos casos de trocas de favores e promessas de recompensas futuras pois, se o "papo interior" for sério, haverá uma (re)avaliação sincera em nossa ordem de valores morais. Ao imaginar o que será melhor para os "próximos que estão próximos", tente ampliar sua visão de ser-humanizado e tentar entender que esses próximos também fazem parte de um todo. Esses  valores morais aos quais me refiro não são os impostos pela sociedade. Todos nós sabemos diferenciar o lícito do ilícito;  o correto do incorreto; o fanatismo do equilíbrio e, principalmente, os discursos vazios dos que têm conteúdo.

É muito difícil escrever sobre como votar bem, mas essa dificuldade está mais no leitor que interpreta e reflete do que no conteúdo prático do texto. Quem lê algo sem estar aberto a uma nova idéia, seja lendo uma frase de um grande filósofo ou ouvindo um conselho de amigo, é entrar nos neurônios e empacar nas sinapses, ou entrar por um ouvido e sair pelo outro. O fanático normalmente é vaidoso e evita tudo aquilo que poderia afetar a escolha já manifestada.

Reflitam, aceitem ou neguem, mas, aceitando ou negando, busquem profundamente as suas verdades.
Tente "zerar" seus conceitos e preconceitos e a melhor forma de fazer isso é se imaginar como parte de um todo que vai além da sua família, do seu vizinho, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade e do seu estado. Estamos nos referindo a um país inteiro. Procure entender que essa pessoa que lhe representará, será responsável pelos seus mais nobres anseios de um país justo, livre e economicamente igualitário. Tente evitar o bairrismo exacerbado e entender que de nada vale ser rico num país de miseráveis, mas que também, empresários e trabalhadores honestos não podem perder o que ganharam simplesmente por terem conquistado melhor condição de vida.
Tente buscar no seu coração o sentimento humanizado, muitas vezes mascarado pela desculpa da sobrevivência. Pense que você não vive isolado do mundo e o que é importante e justo para o seu país, tem também que ser justo para a humanidade. Pense nas relações internacionais como se pensasse nas relações que deseja ter com os seus vizinhos, mostrando claramente os limites de sua propriedade, mas sem  construir muros muito altos e sem portões. Tente não só pensar, mas SENTIR a verdade nas frases de Mahatma Gandhi: "O mundo está farto de ódio", "Olho por olho, e o mundo acabará cego" e "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho". Tente diferenciar os que realmente sentem e desejam a paz dos que a utilizam como meio de conquista. Um desejo de paz é como o do nosso sentimento: só é verdadeiro se a paz interna for almejada e estabelecida.
Veja as qualidades administrativas dos candidatos porque um presidente é um político-executivo e deve escolher bem seus gerentes e funcionários, tanto administrativos quanto técnicos. Você vai indicar um gerente para o seu negócio. É isso mesmo... é o seu negócio, pois, o dinheiro dos impostos é seu e do país, não para sustentar alguns milhares de vagabundos sanguessugas que pertencem à uma casta de privilegiados. Crescimento sustentável não é apenas um termo bonito, mas representa crescer sem perder os valores sociais importantes já conquistados, sem agressões à natureza e às esperanças de um futuro melhor.

Decidam com o CORAÇÃO HUMANO e não com a PAIXÃO PARTIDÁRIA. E, se puder, vá além disso. Procure não aceitar como normal os que se vendem por cargos, emprego ou dinheiro. Atue positivamente quando presenciar casos como esses. Converse e esclareça. Ao menos tente.

Não desperdice a oportunidade. Se você tem inteligência suficiente para entender como se anula um voto ou se vota em branco, certamente a tem suficiente também para saber que essas atitudes podem se tornar num tiro certeiro no seu próprio pé.

Se você achou que este post, de alguma forma, ofendeu a você ou ao seu candidato, é sinal que algo está errado e cabe a você decidir se o problema esta no texto, no seu candidato ou na sua consciência.

Vote consciente!

-o-


2 comentários:

Arlete disse...

Acima de tudo, temos que ter em mente que a criança é responsabilidade de todos,sem exceção, e não só da família ou de qualquer outra entidade.
Arlete

Adelita Elias da Silva disse...

Eu concordo plenamente com tudo que você escreve nesta reflexão. Mas, tenho que adimitir que a cada eleição fica mais difícil esta escolha. Sei que existe neste país pessoas de bem, que pensa nele como um todo, mas infelizmente estas, não encontra espaço no meio dessa podridão que se instalou no meio político. Confio em pessoas como você que tem a coragem de falar da necessidade da mudança da forma de escolha. Só com o voto consciente será possível. Adelita

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